Juntos Enquanto Pudermos
9 Um Dia Inesquecivel
Notas iniciais
Um Dia Inesquecível
Fiquei acordada por mais algum tempo, atenta a qualquer sinal de que Daryl pudesse ter crises novamente, mais logo o sono e a companhia adorável me fizeram perder os sentidos e acabei adormecendo nos braços de Daryl.
O dia se aproximou rápido e logo me vi acordada. Minhas pernas ainda doíam um pouco por conta da corrida do dia anterior. Ao tentar me levantar, senti um peso sobre mim e me lembrei de que Daryl havia dormido junto de mim, repassei a noite anterior em minha mente, nós brigamos, depois comemos, até conversamos e depois dormimos juntos. Então coloquei a mão em sua testa para medir, mesmo eu maneira rustica, sua temperatura, estava normal, um pouco de febre mais nada que Hershel não pudesse resolver quando voltássemos.
Daryl acordou com meu leve toque. Era simplesmente divino vê-lo abrir os olhos pequenos lentamente e direcionara-los para mim.
–Que horas são? -me perguntou. Eu não soube responder, ou talvez quisesse usar aquele tempo para outra coisa.
–Não faço ideia, acabei de acordar. –Por que eu relutava tanto em aceitar que estava apaixonada por aquele homem?
Eu estava apaixonada por ele. Pronto, confessei a mim mesma. Embora isso pudesse me prejudicar futuramente com Carol ou até mesmo com o próprio Daryl.
–Você está bem? –lhe perguntei. Quando vi que ele não entendeu, eu continuei. –Você estava muito gelado ontem. –ocultei o fato de tê-lo abraçado, Daryl não precisava saber dessa parte, afinal ele nem lembraria. –E hoje de manhã reparei que esta com um pouco de febre.
Daryl se aprumou e levou a mão a sua testa. Após confirmar o que havia dito, Daryl puxou as cobertas para o lado e levantou muito, mais muito constrangido. Pois até então, ele ainda estava com a mão em minha cintura.
–Eh! Eu vou fazer algo para a gente comer, tá afim? – me perguntou sem me encarar. Como era fofo vê-lo embaraçado. Eu assenti e também me levantei.
Quando Daryl saiu do quarto, pude ouvir seus passos pesados rebombando pela escada. Vesti-me com minhas roupas e larguei as que usara para dormir em qualquer canto. Ao chegar a cozinha devidamente vestida deparei-me com Daryl em frente ao fogão preparando o café.
–Hum... que cheirinho bom. –eu disse me escorando na porta com os braços cruzados. Ele olhou para tras ao me ouvir, mais voltou a olhar para frente logo em seguida.
–Achei um pouco de café no armário. Não sei se está estragado mais não custa tentar.- Nós ficamos em silencio por um breve tempo, então Daryl disse ainda sem me olhar. –Obrigado pelo que você fez ontem.
Eu me retesei e me pus a imaginar sobre o que ele falava. Será que ele estava se referindo ao que eu achava que estava. Eu não ia me trair, podia ser qualquer coisa.
–Do que você está falando? –lhe perguntei deixando que ele respondesse.
–Ontem estava frio. – ele fez uma pausa esperando que eu entendesse. Não respondi. –e você me aqueceu.
Não era uma pergunta era uma afirmação. Eu ai continuar a me fazer de desentendida.
–Eu não fiz nada disso, só lhe cobri com a coberta.
–Eu sei o que vi e o que senti.
–Inventar historias é crime, sr. Dixon.
Para meu alivio, Daryl virou-se para o outro lado e voltou a se concentrar no café, seu olhar claro e penetrante fixo na ação de verter a bebida. Eu não consegui desviar os olhos de suãs mãos, os dedos fortes e bronzeados viravam o bule fervente em duas xicaras. A mera lembrança de que aquelas mesmas mãos me abraçaram, momentos antes me deixaram com agua na boca. Uma das xicaras entrou em meu foco. Daryl empunhava uma em minha frente.
–Então, vai querer café ou não?
Suas palavras me trouxeram de volta a realidade, fazendo-me piscar com força ao perceber que estava perdida em pensamentos novamente. A voz de Daryl veio novamente em meus ouvidos.
–Ou vai considerar isso um crime também? Assedio talvez, mais não contem veneno. –acrescentou zombeteiro, enquanto eu ainda contemplava a xicara que me era oferecida. – Eu não poderia discutir com você se tivesse morta ou inconsciente.
Aquilo fora um sorriso? Eu não tinha certeza. Apenas percebera uma minúscula curva nos seus lábios sensuais. Eu peguei o copo e tomei um gole.
–E temos algo para discutir? –lhe perguntei pousando o copo na mesa.
–Muitas coisas e você sabe disso.
–O que, por exemplo? – e tomei mais alguns goles de café para evitar olha-lo.
–Seria mais fácil se conversíssimos em um lugar mais confortável, na sala de estar ou em outro lugar. – as suas palavras serenas arrepiaram meus pelos da nuca.
–Acho que não precisamos de conforto. – eu disse num tom frio. –Não vou a lugar algum e não sairei daqui enquanto você não disse o que quer falar comigo.
O olhar que Daryl me lançou era mais de resignação do que de aborrecimento ou impaciência.
–Venha. –ele tirou a xicara de minha mão e a pousou sobre a mesa, depois pegou meu braço e me puxou em direção a sala. Jogou-me no sofá e montou sobre mim segurando meus dois braços. Eu tentei me soltar mais seu peso me comprimia sobre o sofá.
Ele não se moveu nem um centímetro. Mesmo assim, eu senti como se ele tivesse invadido meu espaço. O calor que ele emanava parecia me envolver. A sua essência masculina penetrava-me os pulmões, ressecando minha garganta e fazendo meus lábios se contraírem em um convite para ele.
Foi quando aqueles olhos azuis e pequenos se focalizaram em minha boca que eu soube que estava em apuros.
–Eu gostei do que aconteceu ontem, e sei que você gostou também. –me disse. –foi o fato de acreditar naquelas palavras que me fez lutar para respirar.
–Daryl...
–Não, Marry... –ele calou meus protestos com facilidade. –Não tente fingir que não sabe do que estou falando. Ambos sabemos que existe algo mal resolvido entre nós. Um desejo que jamais ousamos saciar.
–Mas... –tentei protestar.
Ele não estava me tocando mais senti todos os nervos de meu corpo vibrando.
–Achei que não se envolvesse com magrelas.-eu disse quando finalmente consegui falar.
A mão forte dele me alcançou tocando minha face. Eu não me movi.
–Tenho duas coisas a lhe dizer. –ele sussurrou. – Em primeiro lugar, você não é magrela. Ambos sabemos disso. E definitivamente, não estou brincando.
–Pois para mim está, e uma brincadeira de muito mal gosto.- eu lhe respondi indiferente ( aparentemente).
–Não estou... – ele roçou seus lábios em minha testa, deslizando por minha pele lisa, tocando-me, acariciando-me. Eu fechei os olhos em um ultimo esforço e senti sua boca roçar na minha, eu não pude dizer mais nada. Sua gentileza era inesperada, assim como o modo sereno como ele me tocava a boca. Ele estava-me insimulando, me atraindo para si.
–Marry...
Sua caricia era lenta e sedutora,. Os lábios dele se moviam sobre os meus, a língua explorando , esforçando-se para entreabri a minha. Tinha gosto de café. E desta vez, eu me vi correspondendo com paixão. Meu coração batia descompassado, algo que eu jamais tinha vivido. Um desejo muito mais forte do que eu.
–Daryl...
Nossos corpos se juntaram mais, se é que era possível. As caricias foram aumentando, tornando-se desesperadas. Seus braços fortes me puxaram para ele e eu passei as mãos pelas suas costas. Eu senti sua “rigidez” quando seu quadril encostou-se ao meu. Então eu me agarre em seu pescoço. O único barulho era de nossa respiração descompassada e de nossos beijos alucinados. Suas mãos desceram para minhas coxas e dando calafrios.
–Vamos, lá pra cima. – ele me disse, encaixando-me em seu corpo, minhas pernas ficaram abertas sobre seu quadril e minhas mãos se agarraram em seu pescoço. Senti-me erguida de frente para ele ao mesmo tempo em que ele me erguia pelas nádegas e me condizia para o quarto.
Em poucos minutos, nossas roupas estavam no chão e nossos desejos saciados na cama, usamos as camisinhas que Daryl guardava no bolso. Chegamos ao êxtase juntos e depois ficamos ali, ofegando e descansando.
–O pessoal deve estar preocupado com a gente. – eu disse após um tempo. Estava deitada sobre seu peito, estávamos nus e suados.
–Éh, acho melhor nós irmos embora mesmo. –ele respondeu pensativo.
Levantamos e nos trocamos ainda meio sem jeito, eu estava vermelha e sem jeito de encar-lo. Pegamos as mochilas e enchemos com mantimentos e no quintal apanhamos muitas verduras e por sorte, encontrei vários potes contendo sementes. Apanhei o máximo possível e nos preparamos para ir embora.
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