Notas iniciais
Ola galera que acompanha a fic, aqui está mas um capitulo. espero que gostem Boa leitura

Daryl avançou e me puxou para si.

–Há muito tempo que eu tô querendo falar com você!

–Então diga o que quer?! – eu disse tentando me soltar.

–Por que você contou para Carol que nós transamos?

–Eu o quê? –perguntei perplexa.

Ele me apertou com violência.

–Não se faça de desentendida, eu sei que você falou!

Eu sorri irônica. Carol então havia entendido minha indireta?

–Se você diz que sabe então porque pergunta?

Daryl me jogou na cama. Eu caí com tudo sobre o colchão entulhado de coisas. Levantei com os cabelos sobre meu rosto, então os joguei para trás.

–Eu não disse nada! Na verdade, por que eu ia sair por aí falando de uma coisa que eu quero esquecer? Certamente uma das minhas piores lembranças.

Fiquei satisfeita com a reação de Daryl, parecia indignado. É claro que eu mentira. Mas eu tinha que ferir seu ego, tinha que mostrar para ele que eu não me importava.

–Eh, provavelmente seu novo amigo faça melhor. – ele disse secando o suor da têmpora com o dorso da mão. Respirava fundo como se tivesse corrido em uma maratona.

–Não sei ainda não tive a oportunidade de provar. – eu disse indiferente, desafiando-o.

–O garoto não sai de baixo da sua saia, oportunidade é o que não falta. –ele resmungou.

Eu cruzei os braços e o encarei seria, aquela luta mental de significados duplos estava me deixando impaciente. O que Daryl queria afinal de contas?

–Por que veio?! Cansou de minha ausência? Sentiu saudades? Já não basta a forma como me tratou e ainda vem querer tirar satisfações? –Daryl abriu a boca para responder, eu não dei oportunidade. –Se tem alguém aqui que deve alguma satisfação é você!

–Eu não vou ser uma marionete no seu joguinho. –ele disse.

–O que? Eu fazendo jogo com você? Quando foi que você perdeu a razão se é que de fato já teve alguma?

–Eu sei que você gostou do que aconteceu. –ele me disse perdendo sua ironia. Sua voz tornou-se sedutora novamente. –Você acha que envenenar a cabeça da Carol vai me fazer voltar atrás da minha decisão, não é?

Eu ri histérica.

–Me faça o favor... –eu me afastei um pouco, pois ele se aproximou mais. –Você ta prestando atenção no que está falando?

–Você nega então que não sentiu nada com isso? –então sem esperar minha resposta, em um piscar de olhos ele estava em cima de mim, me beijando.

Eu resisti por um momento, tamanha minha surpresa. Então antes que meu desejo pudesse criar forma dentro de mim, nossos lábios se separaram. Ele se afastou indo em direção ao corredor. Eu não disse nada, na verdade não poderia. O que eu diria?

“Por favor, me beija novamente?”

“Sinto sua falta, Daryl?”

–Viu, –disse ele já na porta. –Eu sou o único homem de verdade que você vai encontrar.

Daryl virou as costas e saiu em direção ao corredor. Eu saí de meu choque e uma fúria cresceu dentro de mim. Se ele não me queria por que me beijou? Será que era tão obvio a minha atração por ele? Corri em direção à porta e ainda pude distinguir sua silhueta ao fim do corredor.

–Vai lá atrás daquela vadia da Carol. Aquela encrenqueira e me deixa em paz! –eu gritei como uma louca.

–Vai se danar! –ele me respondeu.

* * * * * * * * * * *

Os dias foram se arrastando lentamente e sempre era a mesma monotonia. A mesma paisagem, os mesmos rostos, os mesmos afazeres. Eu percebi que Bryan havia se interessado por Beth e ela por ele. Era engraçado estar presenciando um amor puro. Os dois eram jovens e formavam um casal perfeito embora não soubesse, pois um tinha medo de conta ao outro sobre isso, então eu servia de ligação entre eles.

Ora, não é só porque minha vida amorosa não ia bem, isso não significava que eu não podia me divertir ajudando os dois pombinhos. Beth me pedia informações sobre Bryan e ela pedia dela. O único problema é que sempre que eu estava de cochichos com ele, Daryl me lançava uma ironia atrás da outra. Maggie e Michonne que estavam a par de minha situação se divertiam sempre que Daryl dava umas dessas.

–Ele bufou de raiva quando me perguntou onde você estava e eu respondi que estava com o Bryan na horta. “Quê que é? Os dois se tornaram siameses pra cima e pra baixo o tempo todo!” disse ele pra mim quando respondi. –Michonne relatou rindo.

–Ele perguntando de mim? Por quê? – eu perguntei a Michonne. Nós três estávamos descascando batatas próximas à horta, estava um dia lindo e o sol marcava duas da tarde.

–Ah, mais o Daryl sempre pergunta de você. Sobre o que você ta fazendo e com que você anda. –respondeu Maggie espontaneamente.

–Sabe de uma coisa? –perguntou Michonne apontando a faca para nós. Como não respondemos ela sorriu e continuou. –Pra mim ele ta morrendo de ciúmes de você.

Eu e Maggie rimos. Eu por achar isso ridícula, e Maggie por que concordou com o ponto de vista de Michonne.

–Eh... – disse Michonne, como se sua palavra fosse lei. –ele acha que você o Bryan estão juntos, pois sempre diz algo como “o moleque é um frangote” ou “esse aí não dura muito” e o tem tratado tão severamente quanto você, Marry.

Maggie sorriu para mim.

–Por que vocês não ficam juntos? Ta na cara dos dois que se gostam. Veja eu e o Glenn, ele sofreu muito na minha mão antes de ficarmos juntos.

–Ah... Parem com isso, que papo é esse? Eu ficar com o Daryl só quando o mundo acabar!

Todas nós rimos depois, ora, o mundo já havia acabado.

* * * * * * *

Acordei no dia seguinte muito melhor do que antes, levantei-me e fui tomar meu café, ou melhor, meu enlatado com ervas.

Após a ingestão do alimento, eu fui caminha pela propriedade quando me dei conta que muitos membros do grupo não estavam presentes; Michonne, Daryl, Glenn e Bryan.

Assustei-me perante a perspectiva de ter ocorrido algo com eles e os procurei a manhã inteira sem nenhum sinal de qualquer um que fosse. Entrei na cela de Bryan e vi que sua mochila não estava lá.

Encontrei Rick na entrada da prisão e segui em sua direção.

–Rick , cadê os outros? Cadê o Bryan?

Rick parou de fitar o horizonte e me encarou. Percebi preocupação em seu rosto.

–A formula de Judith acabou, ele se ofereço para ir com os outros buscarem mais.

–Mais pra que arriscar metade do grupo por apenas alguns potes?

–Michonne já esteve uma vez lá, e disse que o lugar está cercado de zumbies.

Eu assenti. Mais por que Bryan? Ele era tão novo e ...

–Por que não me acordou para que eu fosse com eles? – eu perguntei olhando para fora dos portões.

Rick sorriu para mim, o que era difícil nos últimos tempos. Na verdade, era muito raro vê-lo sorrir.

´-Você acabou e reclamar por que “arrisquei metade do grupo”.

–O.K. Você venceu. –eu disse em forma de rendição. Nós rimos juntos e voltamos a fazer vigília. Já era meio dia e nada.

–Rick, eu fico aqui pode ir. A Judith deve estar com fome. –eu disse, pois ele parecia cansado e ausente do mundo naquele momento. Ele assentiu.

–Me informa quando voltarem. –e saiu para o pavilhão.

Eu sentei-me na minha pedra favorita e aguardei. Era algo bem simples e fácil. Só entrar no mercado pegar as latas e voltar. Mais por que demoravam tanto.

Uma, duas três, quatro e finalmente cinco horas quando um ronco de motor de carro surgiu pela estrada. Eu corri para o portão e fique de prontidão esperando o regresso.

Quando estavam a uns dez metros. Eu abri e quando entraram eu fechei novamente. Primeiro saiu Michonne com sua espada e uma sacola, depois Glenn com a mochila cheia, correu para o pavilhão preocupado com a alimentação de Judith e por ultimo, do banco do motorista; Daryl com sua besta na mão e uma sacola com armar dentro. Sua roupa estava machada de sangue.

Eu fiquei al aguardando a saída de Bryan. Mais por que ele demorava tanto pra sair? Não havia mais nada no carro pra pegar.

Então Daryl se aproximou de mim e me olhou serio. Eu aguardei em silencio. Estava me preparando para o que ele iria dizer.

–Eu sinto muito. –ele sussurrou. –Nós tentamos de tudo mais...

–Cadê o Bryan? – eu perguntei já com lagrimas nos olhos. Caminhei até o carro esperando encontra-lo lá vivo e sangrando. Os bancos estavam vazios.

–Cadê ele? CADÊ ELE? –eu perguntei mais ninguém me respondeu. Eu caí no chão e comecei a chorar. Não, não. Aquilo não podia estar acontecendo comigo.

Braços fortes me envolveram e me levantaram do chão. Eu não olhei para quem fez isso. Mais procurei refugio naqueles braços.

–Calma, calma. –ouvi a vos de Daryl próxima de mim. Ergui meu rosto para cima e o vi. Seu rosto desfigurado pela tristeza. Estava com os olhos brilhantes e frios. Me aconcheguei mais a ele e me desliguei do mundo.

Notas finais
es´pero recadinhos com opinioes sobres as personagens da fic