Notas iniciais
Olá Minha leitoras maravilhosas Eu quero agradecer a todas 36 pessoas que estão acompanhando a fic. Eu quero agradecer a todos leitores da fic que desde que foi implantado o contador de acessos ( apartir do dia 17/12/13) ja registrou 2.713 acessos desde então. Eu quero agradecer a todas leitoras que deixaram recadinhos em todos os capítulos. Eu quero agradecer a todas as leitoras que favoritaram a fic Eu quero agradecer a todas as leitoras que recomendaram a fic Eu quero agradecer a VOCÊ que acompanhou a Marry ate o fim... Vocês foram e continuam sendo muito importantes para esta humilde autora. Desejo a todas uma boa leitura e especialmente para vocês a fic terá Bônus que será postado amanhã após algumas revisões. (Aurora secando as lagrimas que estão caindo de tanta emoção, pois não imaginava que a fic fosse fazer tanto sucesso, gracas a todas vocês) Boa leitura

Juntos Enquanto Pudermos

Eu levei minha mão até o local onde ocorreu a dilatação e senti úmido, quando olhei vi que tinha sangue. Muito sangue.

–Eu estou sangrando! –eu disse apavorada.

–Oh meu Deus! –exclamou o medico. –Isso não é bom! Você esta tendo hemorragia!

Eu olhei para Daryl que estava com a testa franzida de preocupação.

–Fica perto de mim. –eu sussurrei. Ele assentiu em silencio e me pegou no colo.

–Você vai ficar bem. -disse ele.

–Daryl, eu te amo haja o que houver.

Daryl pedia constantemente para que eu me acalmasse. Contudo sua voz chegava para mim com se viesse do outro lado de um lago. Eu estava surda a todo o resto. Eu sentia a dor vir em pontadas às vezes leves e às vezes aguda.

Em poucos minutos chegamos ao hospital. Daryl me colocou em uma maca delicadamente e o Dr. Joseph assumiu a situação ao levar minha maca para outra sala.

–Você espera aqui! –ouvi o doutor dizer quando Daryl fez menção de nos seguir.

–Tá pensado o quê? Eu vou com ela sim e não é você que vai me impedir! -Daryl respondeu aos berros. Eu percebi pelo seu tom de voz que eu estava em vias de presenciar uma discussão.

–Eu sei, eu sei! Mas você tem que entender. O caso dela é grave! -O medico tornou a dizer.

Eu estava com os olhos fechados. Minha respiração estava cada vez mais profunda. Eu apesar de estar indisposta para me intrometer naquela discussão idiota eu ouvia tudo em silencio. Senti outra pontada em meu abdômen e deixei de me preocupar com a conversa. Coloquei as mãos em minha barriga e a acariciei.

Ele pode nascer deformado ou até mesmo morto.” Havia me dito Joseph um dia. Suas palavras vinham em minha mente agora. Eu temia. Estava com muito medo de que suas palavras se tornasse realidade.

Mais minha força de vontade falou mais alto que o meu medo. Senti-a aflorar dentro de mim como uma chama quente e viva.

Eu ia lutar por mim.

Eu ia lutar pelo bebê.

Eu ia lutar por minha família.

Acredito que Daryl tenha ganhado a discussão, pois agora caminhava ao lado de minha maca ao mesmo tempo em que segurava minha mão.

–Você vai ficar bem. -dizia ele a todo o momento. Ele sorria para me acalmar, mais eu sabia que por baixo de seu sorriso vidrado e suas linhas faciais estava tão tenso quanto eu.

–É claro que sim. –eu respondi também sorrindo. –Se eu a sobrevivi a Daryl Dixon ter um bebê será moleza.

Ao entrarmos na sala, avistei varias enfermeiras e enfermeiros se posicionarem em torno de mim.

–Já está em trabalho de parto. –O Dr. Joseph disse a eles. Então ele se curvou para mim e secou minha testa com uma toalha. –O bebê já está no canal, terá que ser parto normal tudo bem?

Eu assenti.

O parto durou cerca de vinte minutos. Que foram aflitivos e angustiantes e eu não me recordo muito bem o que aconteceu. Só sei que tive de fazer muita força e após uma dor insuportável veio o alivio e o cansaço. Eu desabei na maca quando ouvi um som forte de pancada e depois um choro.

Era puro e inocente.

Uma ovação seguiu-se ao choro e eu soube que meu bebê estava vivo e perfeito. Eu fechei meus olhos e deixei que as lágrimas vazassem deles livremente. O som de choro se aproximou e eu abri meus olhos.

Daryl se aproximava com um pequeno embrulho nos braços e eu vi uma pequena mão se mexer dentro dos panos. Eu me ergui no travesseiro a tempo de o ver sorrir ao olhar para o bebê e depois para mim.

Apesar de fazer quase dois anos desde que conheci Daryl, eu nunca o vira sorrir daquela maneira. Parecia um homem bem sucedido que conquistara tudo na vida e que nunca tinha passado pelas privações das quais ainda carregávamos marcas. Ele se curvou para baixo em minha direção.

–Olha só quem está aqui, Pietro. –disse ele para o bebê. -É a mamãe, vem conhecer ela.

Daryl me estendeu a criança e eu a peguei e a olhei.

Era um menino. Seus olhos eram azuis brilhantes e grandes e seus poucos fios de cabelo eram aloirados. Ele parou de chorar no momento em que o peguei em meus braços.

–A mamãe está aqui, Pietro. Meu pequenino frágil. A mamãe e o papai vão cuidar de você. –eu disse com a voz quebrada. Segurava-me ao máximo para não me levantar e começar a pular de alegria.

Eu passei a mão por seu rosto pequeno e de bochechas gorduchas. Ao sentir meu toque ele virou seu pequeno rosto e abriu a boca.

–Ele está com fome. Você tem que amamenta-lo. -disse-me Joseph se aproximando de nós.

Eu ergui meu rosto para ele e sorri, depois levantei minha blusa, e nessa hora todos os presentes na sala inventaram alguma desculpa para sair de fininho, e alimentei pela primeira vez o meu Pietro Henrique Dixon.

–Eu vou deixa-los a sós por alguns momentos. – disse o doutor que saiu discretamente da sala em seguida.

Quando ele já estava na porta eu o chamei, ele parou e se virou.

–Obrigada, Joseph. Por tudo mesmo.

Joseph corou envergonhado.

–Ela tem razão, doutor. –disse Daryl dando umas palmadas desajeitadas no ombro do medico. –Foi mal ter te chamado de almofadinha.

–Que isso! Não há nada com que se preocupar. -disse ele mais vermelho ainda.

Quando ele saiu, Daryl voltou para junto de nós e sentou na cama ao meu lado.

–Você está bem? –ele me perguntou. –Precisa de alguma coisa?

–Estou bem sim, mais e você? – eu lhe devolvi.

Ele deu de ombros e beijou minha testa.

–Agora que a gente é... virou uma família. Acho que a gente podia... é... podia formalizar tudo isso. –ele disse receoso e ao mesmo tempo incisivo. –Sabe, antes de tudo isso acontecer eu estava indo para falar com você sobre isso.

–Falar o quê...? –eu perguntei sorrindo já imaginado a resposta.

Daryl ficou constrangido e seu rosto ruborizou desconfortavelmente.

–O Rick disse que tem um padre aqui no acampamento... na Zona A. A gente podia conversar com ele e... –Daryl, então parou de falar e me encarou, parecia estar duelando interiormente com seus pensamentos.

–É impressão minha ou você está me pedindo em casamento? –eu terminei por ele.

–Sim! Eu tô sim, você aceita? –respondeu. Eu arregalei os olhos ao ouvir de sua própria boca.

–Eu, virar uma Dixon? –eu perguntei fingindo ponderar sobre o assunto.

–Por quê?! Você não quer? –ele perguntou incisivo e inseguro.

–Claro que eu quero, seu tonto! –eu disse me aproximando, então no beijamos apaixonadamente. O pequeno Pietro Henrique em meu colo não se incomodou, continuava mamando, sereno. Sua mãozinha balançava no ar tentando apanhar o meu cabelo que pendia um pouco acima de seu rosto.

–Hum-Hum. –Joseph pigarreou ao entrar na sala acompanhado de pelo menos umas dez pessoas. Todos estavam ali: Rick, Carol abraçada com Pool, Michonne, Hershel, Alexia, Andressa, Beth com Timoti, Maggie com Glenn e por ultimo Carl e Dean que pularam na cama para ver melhor o bebê.

–O doutor aqui nos disse que você tinha ganhado o bebê. –disse Michonne. –É o que?

–Menino, Pietro Henrique Dixon. –eu respondi.

Depois das perguntas e bajulações, Joseph assumindo sua postura profissional informou.

–Eu sei que os dois querem bancar os pais corujas, mas agora eu preciso leva-lo, Marry.

–Por quê?! –perguntou Daryl, ríspido e protetor. Ele também não queria se afastar de Pietro.

–Ele precisa ser vacinado o quanto antes. Depois faremos alguns exames.

–Hum. –Daryl resmungou olhando o medico de cima a baixo desconfiado. –É realmente preciso?

Joseph já estava começando a perder a paciência ou então estava com medo de Daryl estourar com ele por que olhou para mim em busca de ajuda. Eu assenti.

–Daryl, o bebê precisa ser vacinado.

–O.K. –respondeu vencido.

Alguns dias depois eu recebera alta e estava indo para casa acompanhada de todo mundo.

Nossa casa.

A CCD finalmente deixara de ser apenas um Campo de Refugiados e tornou-se uma cidade. A cidade em questão foi batizada de Esperança. Um gordo chamado Robin Miller foi nomeado prefeito da cidade que já contava com quase vinte mil habitantes. Um dia comum para nós, que já estávamos acostumados com a rotina, fomos todos convocados para a praça da cidade. Todos nós, vinte mil pessoas haviam parado seus afazeres e estavam ali para ouvir um pronunciamento que seria feito por Miller e por Foster, Primeiro Comandante do Exercito.

Eu sai de casa com Pietro em meu colo, já estava com dois meses, acompanhada de Daryl que envolvia minha cintura com um de seus braços musculosos.

As pessoas que andavam pelas ruas numeradas especulavam todos os tipos de teorias.

–Povo maluco! –exclamou Daryl ao passarmos por um bando de adolescentes que estavam dizendo algo sobre construir uma cidade em Marte.

Chegamos ao centro da praça e quando todos os presentes fizeram silencio Miller tomou a palavra:

–Boa tarde, cidadãos de Esperança. –disse ele com sua voz afetada e pomposa como somente os políticos fazem. -Nós fizemos contato com outras cidades que também sobrevivem como nós e acabamos de receber por radio uma noticia que em minha opinião é muito boa. Para mais detalhes eu passo a palavra para o Comandante Foster.

Um homem negro e de porte militar e vestido com tal deu um passo a frente.

–Como vocês sabem, passamos estes quatro anos de tormento em missão de resgate por sobreviventes e criando Bases como esta. Bem, pois agora chegou para nós à informação de que a partir de amanhã começam as operações de desinfecção do planeta. Será feito de estado em estado. O Estado da Geórgia será o primeiro ponto dos Estados Unidos.

Muitas pessoas deram vivas e bateram palmas. O general esperou todos se calarem antes de perguntar:

–Alguma duvida?

–Sim. –disse alguém com a mão levantada. –E como será essa desinfecção?

–Bombas nucleares. –Foster respondeu indiferente.

–E as pessoas que estão vivas perdidas por ai? –perguntou outra mulher.

–Não podemos fazer nada por elas. Estamos transmitindo pelo radio há quase dois anos. Se não vieram até agora não virão mais. Não podemos esperar a ordem já foi dada. O ataque começará assim que o dia nascer.

O Comandante respondeu mais algumas perguntas e depois se curvou em agradecimento e saiu do palanque montado para a ocasião e nos deixou ali cheios de duvidas e temores.

Eu olhei para Daryl.

–Vamos para casa. Tem muito barulho aqui e está assuntando ele. –eu disse para ele me referindo a Pietro.

Daryl assentiu sério ao mesmo tempo em que analisava meu rosto. Sua têmpora estava franzida e seus olhos percorriam meu rosto tentando ler meus pensamentos. Eu desviei meu olhar do seu.

–Sim. –ele respondeu me conduzindo para casa, mas não parou de me encarar.

Aquilo me deixou desconfortável. Mais eu não ia reclamar.

Bombas nucleares” dissera o Comandante.

Suas palavras me traziam muitas duvidas. Eu estava em Geórgia há muito tempo, mas, e minha família no Brasil? Será que ainda estavam vivos? Será que tinham ido parar em algum CCD de lá? Será que ainda estavam perdidos por aí a espera da morte que viria de uma forma ou de outra? Certamente a estratégia militar era necessária, porem, os sobreviventes perdidos em qualquer canto do planeta não teria nenhuma chance. A morte viria para eles de uma forma ou de outra.

Eu enfim chegara a casa embora não me recordava de como havia chegado ali. Daryl estava segurando a porta aberta para que eu entrasse. Ele fechou a porta atrás de mim e me seguiu até o quarto calado.

Eu depositei Pietro que dormia, no berço. Ele me observou da entrada. Estava escorado na moldura da porta com os braços cruzados como sempre fazia quando queria falar comigo sobre algum assunto sério. Apesar de estar menos nervoso e de brigarmos menos, ele ainda continuava o velho Daryl de sempre.

–O que foi? –eu lhe perguntei já prevendo a pergunta.

–Por que ficou assim? Já não era sem tempo o que eles vão fazer.

Eu respirei fundo e sentei-me na cama. Daryl descruzou os braços e entrou no quarto.

–Eu não sei. –eu respondi. –É só que... isso elimina todas as possibilidades de encontramos outros sobreviventes.

–Marry, você ouviu o que o cara disse. Somente vinte por cento da população mundial foi salva. Não há mais nada que possamos fazer. –ele disse, e depois como se tivesse lido meus pensamentos, completou. –Quando tudo isso acabar nós receberemos informações sobre os outros sobreviventes, inclusive de seus pais.

Eu olhei para ele, surpresa. Agradeci sua compreensão com um sorriso.

A noite chegou e se foi rapidamente. Eu passei a noite inteira acordada. Pensava no que o Comandante tinha dito, pensava no que Daryl havia dito, enfim, estava presa em meus pensamentos. Levantei-me e caminhei até o berço de Pietro Henrique. Ele dormia como um anjo. Estiquei meu braço por sobre o braço do berço e o acariciei. Ele sorriu perdido em algum sonho muito bonito. Então Daryl chegou de qualquer lugar que tenha ido e disse sério.

–Vai começar o bombardeio, você quer ir comigo ver?

Eu olhei para Pietro que dormia tranquilamente e assenti. Eu estava esperando por esse momento. Vesti um casaco por cima e de mãos dadas fomos ao encontro dos outros.

O muro que margeava a cidade era suficientemente largo para caber pelo menos dez fileiras de pessoas. Havia uma fila de pessoas em frente à escada que dava acesso a amurada.

Encontramos Maggie e os outros lá em cima e nos juntamos a eles.

–Marry, cadê o pequeno Pietro? –perguntou Rick, que segurava sua filha no colo que agora já tinha dois anos e meio. –A Judith queria ver ele.

–Esta dormindo em casa e o barulho ia acordar ele. –eu respondi.

Então todos nós fizemos silencio e passamos a observar o horizonte. Não demorou muito e vimos muitos helicópteros e caças de todos os modelos sobrevoarem o céu em alta velocidade.

Então começou.

As bombas caiam em dezenas de milhares sobre a cidade. Esperança agora ocupava todo o território de Fort Mc Allister e por tanto foi o único lugar de Geórgia que não foi atacado. As bombas caíram por sobre os prédios e casas. As explosões iluminavam meus olhos e senti que tudo que aconteceu até aquele dia havia acabado e um novo dia começava.

A quarta Era havia terminado e hoje dia um do mês um do ano um da quinta Era havia começado.

Então todos nós, os vinte mil sobreviventes demos as mãos e observamos alguns sorrindo outros chorando, o Sol nascer através das explosões e detonações.

–Finalmente acabou este inferno! –disse-me Daryl sorrindo para mim. –Logo as cidades serão erguidas novamente e tudo será como antes.

–Não, Daryl. –eu disse um pouco abatida. –Nada será como antes. Nós mudamos, aprendemos o significado de sobrevivência e agora damos valor a coisas mais simples. –eu refleti. Depois elevei o rosto para ele e o fitei insegura. –Daryl.

–Sim? –disse ele.

–Por quanto tempo ficaremos juntos?

–Ora, senhora Dixon, mais que pergunta! –disse ele como se minha pergunta fosse idiota e sua resposta à coisa mais obvia do mundo. Então me abraçou e eu me aconcheguei em seus braços, não queria mais ver as explosões eu só tinha olhos para ele. –Ficaremos juntos enquanto pudermos.

Ele sorriu para mim e eu lhe devolvi o sorriso.

Estávamos todos juntos e vivos.

Por quanto tempo?

Eu não saberia dizer.

Mas Daryl tinha razão.

Ficaríamos juntos enquanto pudermos.

Notas finais
E aí galera gostaram do fim? Eu espero recadinhos de todos que lerem a fic. Espero que sim Amanhã tem Bônus!!! Até lá então