Juntos Contra Os Mares

2 Capítulo 2: Bom amigos eu tenho hein!?


Notas iniciais
Oi oi! Esse capitulo esta mais legal (na minha opinião) e um pouco mais comprido. Hahahah! Ainda falaremos sobre a Madu que é a mãe da nossa personagem principal ok?

Madu: Ah, oi Fábio – disse dando dois beijinhos no rosto do rapaz – tudo bom?

Fábio: Melhor impossível – respondeu olhando de maneira sedutora para Lila – e você Lila? Tudo jóia?

Lila: Melhor agora, já que provei que só existe um Fábio – disse encarando Madu que desatou a gargalhar.

Fábio: Como assim? – perguntou confuso.

Madu: Nada não. Coisas idiotas de Lila. Então, por que nos chamou aqui?

Fábio: A Lila não te avisou? – perguntou olhando para Lila, que o encarava como quem estava nas nuvens.

Madu: LILA!

Lila: Pois não? – saiu do transe – Ah é você. O que foi?

Madu: Não deu o recado do Fábio!

Lila: Não? Desculpa, esqueci mesmo.

Madu: Então... – disse impaciente.

Fábio: Bom, um dos caras da turma, o Mário, descobriu uma praia deserta muito linda. É bem escondida, acho que ninguém nunca foi lá. E decidimos convidar vocês para conhecer lá. Os meninos já estão lá. Vocês topam?

Lila: Você sabe que topo tudo com você Fábio – disse sorrindo de orelha a orelha.

Madu: Vamos lá né, é bom explorar.

Juntaram as coisas e foram em direção ao carro de Fábio. Era uma camionete bem velha, provavelmente do avô dele. Quando chegaram lá viram que a parte de trás da camionete estava cheia de garrafas de coca cola e um galão de água de 20 litros.

Madu: Nossa quanta água!

Fábio: Quem disse que é água!?

As meninas se entreolharam curiosas.

Lila: Então o que é?

Fábio: Digamos que é um estimulante de risadas...

Lila olhou para Madu com cara de que não estava entendendo nada.

Madu: Desembucha Fábio!Vai! Agora!

Fábio: É pinga! Nossa Madu! TPM?

Madu: Vai te cata Fábio! Onde conseguiram todo esse “estimulante de risada”?

Fábio: O pai do Mario tem uma coleção de bebidas, muitas mesmo. De todas as épocas, marcas, tudo. Ele nem vai dar falta, relaxa!

Madu: Ok, não vou falar mais nada. Vamos logo antes que eu mude de ideia – disse isso e se virou para Lila para continuar a frase – pela segunda vez!

Lila levantou as mãos como quem se rende.

Fábio: Todas as gatinhas a bordo! – gritou abrindo a porta da camionete.

As meninas riram e entraram. Rodaram uns 20 minutos pela cidade até chegarem a uma estrada de terra. Rodaram mais 15 minutos e chegaram ao fim da estrada de terra. Desceram da camionete pegaram suas coisas e seguiram Fábio por entre a floresta. Depois de 10 minutos chegaram a uma praia deserta. Realmente muito bonita, assim como Fábio dissera, água azul cristalina, areia branquinha e sem sujeira dos banhistas, uma churrasqueira portátil em um canto (provavelmente trazida pelos meninos), e em volta da praia, à floresta Amazônica verdinha.

Madu e Lila: Uau!

Fábio: Exatamente!

Elas arrumaram suas esteiras em baixo de uma arvore e logo viram os outros garotos da turma saindo da floresta com os refrigerantes, com carnes para fazer churrasco e com o “estimulante de risada”. Após arrumarem tudo, as meninas começaram a arrumar as carnes encima da churrasqueira, e os meninos a servir e misturar as bebidas. Minutos depois Fábio veio com dois copos na direção das meninas.

Fábio: Aceitam? – disse estendendo os copos.

Lila: Claro! – disse pegando um dos copos.

Fábio estendeu o outro copo para Madu que deu um sorrisinho forçado e pegou o copo. Não gostava de beber, mas não queria ser a única a não aceitar. Deu um gole pequeno e sentiu um gosto amargo estragando o doce da coca, realmente horrível. Parecia que haviam colocado própoles puro na coca cola, era a pior coisa que já havia provado. Decidiu jogar fora o resto da bebida quando ninguém estivesse olhando.

Fábio: Então o que acharam?

Lila: Maravilhoso – respondeu.

Fábio: Ótimo! Vou pegar mais – se virou e saiu.

Madu: Você ta louca? Bebeu o copo todo de uma vez só! Não me venha dizer que gostou!

Lila: Tem razão! É horrível, mas eu tenho que agradar o Fábio. Ele foi tão educado de trazer a bebida ate aqui...

Madu: Trouxe porque quis! Você não era obrigada a aceitar!

Lila: Não vou nem te dizer nada Madu. Você também não gostou?

Madu: Não. Vou aproveitar que ninguém ta olhando e jogar fora. Mas vê se não conta pra eles – disse se virando e jogando o liquido encima de umas pedras que estavam por perto – pronto!

Elas passaram o resto da manhã conversando com os meninos, e comendo espetinho. Lá para o meio dia elas entraram na água com Fábio enquanto Mário e os outros meninos (que já estavam totalmente bêbados) iam “descarregar” lá no meio do mato. Vinte minutos depois elas voltaram gritando que haviam encontrado a diversão da tarde. Pegaram o “estimulante do riso e mandaram que Fábio e as meninas os seguissem. Elas obedeceram totalmente curiosas para descobrir o que haviam encontrado. Subiram uma encosta íngreme e finalmente chegaram a “diversão da tarde”. Acontece que a tal “diversão” era um penhasco de mais ou menos 12 metros de altura, e lá embaixo estava o mar, e eles pretendiam saltar.

Mário: Voxês topão pula? – perguntou, estava tão bêbado que nem conseguia falar corretamente.

Todos os meninos incluindo Lila aceitaram na hora. Já Madu nem sonhava em pular.

Madu: Vocês estão loucos? Querem morrer? Vocês estão TOTALMENTE bêbados – disse gritando a palavra “totalmentes” – Olha você Mário, não consegue nem falar direito! E Lila, você esta rindo igual a uma idiota!

Lila: Ei! Tou rindu poique xou felix!

Fábio: É Madu, voxê não pode fala nada, bebeu tantu como nois!

Lila: O que? Ela naum bebeu nada. Fico fingindu que bebeu só pra agrada nois. Ela jogo tudu fora.

Mário: Que coiza feia Madu, qui disfeita dus amigo. Só por faze isso, vai te a honrra de ser a primera a pula – gritou chegando perto de Madu.

Madu: Não se atreva a tocar em mim Mário! É uma ordem! — gritou de volta.

Tarde de mais. Eles já estava com essa ideia de joga la do penhasco antes mesmo de chegarem, sabiam que ela era medrosa e não pularia, então decidiram que iriam empurra la e depois saltar.

Madu: Não Mário! Por favor! LILA! FÁBIO!

Mário: Opa – disse empurrando Madu.

*Flashback POV Madu 1998 *

Desde o momento em que o ouvi dizer que pretendia saltar, tive o pressentimento de que algo daria errado. Eu estava disposta a impedi – los, mas, droga Dalila! Ela tinha que falar que eu não havia bebido. Quando ela disse aquilo, eu fiquei gelada por dentro. Sabia que depois daquilo eles aprontariam comigo.

Mário: Que coiza feia Madu, qui disfeita dus amigo. Só por faze isso, vai te a honrra de ser a primera a pula – gritou chegando mais perto de mim.

A única coisa que conseguia pensar era em como eu fugiria dali, ele ia se aproximando e meu coração começou a acelerar, eu não conseguia pensar direito. Eu queria gritar, mas era como se algo estivesse preso na minha garganta, o grito não saia! Com muito custo consegui implorar para que ele não fizesse isso. Mas sem obter sucesso.

Madu: Não Mário! Por favor! LILA! FÁBIO!

Ele apenas olhou para mim e riu. Eu estava a meio metro da beira, se eu tentasse lutar seria pior, pois quando ele me empurrasse poderia cair de um jeito que custaria minha vida. Já estava pensando em como seria a minha morte, como seria lembrada depois de morrer, havia milhares de pensamentos em minha mente, todos acontecendo no mesmo segundo. Parecia que eu ia explodir.

15 centímetros

10 centímetros

5 centímetros

Mário: Opa!

Ele me empurrou. Finalmente o grito que estava entalado em minha garganta explodiu. Senti um frio na barriga. Consegui ouvir todos gargalhando. Olhei para a água.

5 metros

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Prendi a respiração, fechei os olhos e me preparei para morrer. Meio segundo depois senti a água tocando meu corpo. Ouvi o forte estrondo de meu corpo batendo na água gelada que fez com que eu me arrepiasse e sentisse calafrios. Senti bolhas subindo ao meu redor em quando eu afundava. Abri os olhos esperando sentir o ardor do sal, mas isso não aconteceu. Olhei para cima e vi que já havia afundado pelo menos 4 metros. Bati as pernas com força e senti meu pé direito passando por dentro de alguma coisa áspera, puxei ele desesperadamente e senti a pele se esfregando na superfície áspera e se cortando. Olhei para baixo. Estava presa em algumas pedras no fundo. Tentei me mexer, bater as pernas mais cada movimento que fazia era mais um corte. Já estava ficando sem oxigênio. Sentia meu pulmão inchando, como se quisesse explodir. Iria morrer, não havia outra opção. Minha cabeça começou a doer. Minha vista começou a embaçar. Decidi fechar os olhos para poder morrer. Mas de repente eu escutei um barulho de algo caindo na água. Senti uma pessoa me segurando forte e colocando os dedos em meu pescoço, provavelmente para sentir a pulsação. Ouvi um barulho alto. Senti meu pé ficando livre e algo me puxando pelos braços para cima. Não consegui pensar direito. Depois só me lembro de que parei de sentir tudo. Apaguei.



Acordei derrepente ao ouvir um estralo. Não queria abrir os olhos, tinha medo do que estava por vim. Onde eu estaria. No céu ou no inferno? Comecei a repassar minha vida mentalmente tentando fazer um balance de coisas boas e coisas más que havia feito. Estava na metade quando ouvi uma voz linda, uma voz rouca, a voz mais linda que já ouvira.

XXXXX: Acordou bela adormecida?

Ah sim! Com certeza eu estava no céu. Abri os olhos lentamente. A primeira coisa que vi foi uma fogueira, e ao lado dela, a criatura mais linda que já vira em todos os meus quase 19 anos de vida. Um garoto com provavelmente a minha idade, olhos azuis mar penetrantes e viciantes, pele clara e cabelo preto com uma franjinha de lado. Não consegui parar de olhar para ele.

XXXXX: Como se sente? Esta melhor? – perguntou me olhando com curiosidade.


Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem please!
Bjs
Boo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.