Notas iniciais
Ó nóis aqui meus lindussss!!
Essa fic será um conjunto de crônicas mostrando a relação de nossos queridos Mutano e Ravena! Serão 10 caps!
Megustem ;3

45 coisas que uma garota quer mas não pede:

1. Pegue-a pela cintura

Cinco meses depois...

Ravena POV

Estava com a cara enfiada no travesseiro, sem minhas botas nem a capa. Gemi quando senti outra pontada na barriga. Por que cólicas tem que existir? Eu sinceramente viveria muito bem sem elas.

Não consegui sair da cama o dia todo por causa disso. Será que se eu arranjar morfina ajuda? Não, Robin não me deixaria pegar morfina...

Ouvi baterem na porta.

– Rae, sou eu.

– Entra...

Ouvi entrar e se sentar do meu lado na cama.

– Você tá legal?

– Eu pareço legal?

– Parece adorável com a cara enfiada no travesseiro como uma garotinha. – virei à cara para olhar para Gar cinicamente.

– Eu estou tudo, menos adorável. – minha cara estava horrível, nem ele poderia negar isso. Ele se inclinou para mim.

– Pra mim parece adorável, um pouco descabelada e fazendo caretas. – abri a boca para retrucar, mas outra pancada me atingiu e eu joguei a cara no travesseiro. Ele riu. Idiota. – Tenho algo que vai animar você.

– Relaxante muscular?

– Não, melhor.

– Cura para cólica?

– Melhor.

– Eu sinceramente não quero mais brincar de adivinhar. – ele riu outra vez.

– Olha. – olhei para a cama e vi a imagem do paraíso.

Chocolates. Muitos e muitos chocolates. Até alguns bombons caros que eu nunca tinha provado. Me sentei e olhei para aquilo tudo. Vou ter uma overdose. Gar colocou uma colher e um pote de nutella na minha frente, ele também tinha um.

Abri o pote e coloquei uma grande colherada na boca. Engraçado como chocolate sempre parece ter gosto melhor quando você sofre fortes dores ou simplesmente está carente. Gar ria do meu desespero com a nutella... Ele abriu a boca e apontou para o meu pote de nutella.

– O que? – perguntei.

– Coloca na minha boca.

– Pegue do seu. – disse me agarrando ao pote.

– Você é muito sem graça sabia?

– Por isso você me ama.

– Não é por isso não, mas tenho vários outros motivos. – ele disse e me beijou. Mesmo depois de tanto tempo eu ainda sinto borboletas no estômago. Mas infelizmente, hoje estou sentindo outra coisa no estômago. Sim, outra pontada me atingiu e eu voltei para o travesseiro. E ele continuava rindo.

– Vai. Ria do meu sofrimento.

– Desculpa. – ele disse segurando o riso.

– Eu acho melhor dormir. Mas obrigada por tentar me animar. – dei um beijo em sua bochecha e virei de lado para tentar pegar no sono. Esperei ouvir indo embora, mas não. Ele tirou as botas, me abraçou, enroscou os pés nos meus e escondeu o rosto em meu pescoço. Sorri levemente e não demorei a pegar no sono.

Acordei com aquele alarme maldito. Vilões sempre escolhem a hora errada para agir. Gemi frustrada.

– Você não precisa ir. – disse Gar.

– Como se Robin fosse me deixar ficar aqui só por causa de uma cólica. – falei me levantando e indo até o armário. Coloquei uma capa e puxei o capuz para meu rosto e calcei as botas. – Vamos? – ele colocou suas botas e fomos para a sala onde os outros já estavam.

Problema do dia: Adonis.

Quantos trajes ele consegue fazer? Ele estava classicamente roubando um banco no centro da cidade. Robin e Ciborgue foram no carro e eu, Estelar e Gar em forma de falcão fomos voando. O banco caia aos pedaços e Adonis se preocupava mais em fazer as pessoas gritarem e saírem correndo do que o assalto em si.

Ao nos ver ele simplesmente deu um grande sorriso. Quando o bandido sorri, não é coisa boa. O traje dele parecia à boa e velha armadura vermelha, mas provavelmente tinha feito alguma coisa.

Assim que entramos no prédio, ele lançou uma espécie de míssil que lançou Ciborgue fortemente contra uma parede, que quebrou. Enquanto Robin, Estelar e Gar atacavam diretamente, flutuei e joguei pedaços das paredes em Adonis. Não foi muito efetivo. Os pedaços de concreto se espatifaram contra a armadura dele, que me olhou daquele jeito que sinceramente me dava nojo e jogou uma espécie de semicírculo em minha direção. Aquilo me prendeu pelo pescoço e se grudou em uma parede.

Por mais que eu tentasse não conseguia sair dali, sem falar de quase me enforcar enquanto tentava.

Robin jogou uma bomba de gelo em Adonis, congelando-o. Mas não durou muito, ele quebrou o gelo e acertou vários socos nele enquanto Estelar atirava raios na armadura incessantemente e Gar arranha em forma de leão. Nenhum dois teve sucesso. Robin levou um chute final e foi lançado na parede aonde eu estava. Estelar e Gar receberam o mesmo tratamento de Ciborgue. Os mísseis os lançaram para o outro lado do prédio e de brinde, Adonis explodiu o teto em cima deles, e foram soterrados.

O cara de armadura observou seu trabalho e me fitou por um segundo. Beleza é hoje que eu sou explodida. Mas, ao contrário do que pensava, ele simplesmente riu.

– Por hora chega. – e saiu pela porta como se nada tivesse acontecido. Alguns minutos depois o equipamento que me enforcava se desprendeu e eu consegui sair. Que merda.

Fui primeiro até Robin, que estava mais perto.

– Robin. – disse sacudindo-o levemente. – Tudo bem? Pode me ouvir. — ele fez uma careta enquanto sangue escorria de sua cabeça.

– Ravena? E o... Argh! Cadê os outros?

– Vou ver isso agora. Evite se mexer. – flutuei alguns escombros e vi Ciborgue caído, seu braço esquerdo tinha sido completamente destruído. – Ciborgue? – ele fez alguns barulhos estranhos e depois me olhou.

– Tudo bem, eu to legal. – o fiz levitar até o lado de Robin.

– Fique aí. – disse indo até a pilha de concreto e alvenaria onde Estelar e Gar tinham sido soterrados. Tirei parte dos grandes pedaços do teto até acha-los. A perna de Estelar estava curvada em um ângulo muito estranho e os dois tinham muitas escoriações. – Ei, podem me ouvir? – eles gemeram um pouco.

– Se tá doendo tanto quer dizer que continuo vivo... – Gar disse.

– Sem piadinhas agora. – falei vendo se ele não tinha quebrado algo também. – Tenho que levar vocês para a Torre. – faço eles flutuarem e os levo para casa.

A enfermaria tinha pouco espaço então os coloquei na sala mesmo, trazendo com minha energia escura, algumas coisas que precisaria para fazer os curativos. Coloquei Estelar na mesa, Robin no sofá e Gar e Ciborgue nas poltronas.

Comecei a limpar os ferimentos de Estelar e testar seus reflexos fazendo uma pequena lanterna flutuar.

– Vocês dois tirem as camisas. – disse para Gar e Robin enquanto curava os ferimentos de Estelar com meus poderes. – Ciborgue, o que faço com seu braço?

– O que? – ele disse sacudindo a cabeça. – Ah! Maldito zumbido! Vou ter que consertar isso depois! No meu quarto tem um reserva. – fiz o braço flutuar até ele e o encaixei fazendo-o gritar. O resto ele tinha que dar um jeito.

– Estelar, vou ter que colocar o osso da sua perna no lugar... – digo me posicionando para faze aquilo. Estelar fechou os olhos e eu movi o osso fazendo um estalo. Ela segurou o grito. Em seguida usei meus poderes na articulação do joelho e depois enfaixei.

Comecei a limpar os ferimentos de Gar enquanto usava meus poderes para limpar os de Robin. Usei os poderes para ajeitar os tendões que tinham se distendido de Gar, junto com os pequenos cortes e enfaixei o ombro dele que tinha se deslocado. Fui até Robin e curei os ferimentos que achei, mas senti que ele estava escondendo alguma coisa. Sentei de frente para ele.

– Anda Robin. Onde mais?

– Nenhum lugar.

– Mentira. Anda, para de bancar o machão e fala.

– Estou ótimo. – olhei para Estelar, que agora sentara. Ela assentiu pra mim e deu um soco no peito de Robin fazendo-o urrar de dor.

– Tão ótimo que está com umas três costelas quebradas. Se isso tivesse perfurado o pulmão, ainda ia esconder? – ele fechou a cara pra mim. Coloquei as costelas no lugar usando meus poderes, terminei de curar e o enfaixei.

Depois disso tudo, estava acabada. Cai cansada no sofá enquanto os outros se mexiam levemente. Eles também estavam muito cansados. Gar me abraçou com o braço com e cheirou meu pescoço e beijei sua bochecha.

Cansaço junto com cólica não é uma combinação agradável. Os outros me agradeceram e logo todos foram para seus quartos, exceto Gar que ficou comigo no sofá. Então lembrei de uma coisa... Precisava de um estoque maior de... Produtos femininos para aguentar o resto da semana.

– Preciso ir à farmácia. – falei.

– Fazer o que?

– Comprar coisas de mulher. – graças a Deus ele entendeu e eu não precisei explicar.

– Sozinha?

– Eu só vou à farmácia. Vai ficar tudo bem. – beijei-o na testa e sai da Torre.

A farmácia estava vazia, exceto pela atendente que lia uma revista. Peguei dois pacotes de absorventes e fui para o caixa. No instante em que ela imprimiu a nota fiscal, uma explosão atingiu o local, derrubando os produtos e os cacos de vidro das estantes e da vitrine. Em seguida Adonis apareceu com aquele sorriso nojento. Maravilha.

Ele atirou contra a farmácia enquanto a mulher do caixa se escondia em baixo da mesa. Criei um escudo, mas ele não durou muito. Corri e tentei me esconder entre as estantes que restavam. Pelo menos três pedaços grandes de vidro entraram na minha mão.

– Sinceramente, achei que iam ficar trancados um tempo. Isso facilita muito o trabalho! – o que? Por que eu? Tudo bem ele tem essa fixação comigo, mas eu, sozinha e... A ficha caiu. Ele machucara os outros daquele jeito... Porque sabia que eu ia curá-los... Usar meus poderes e me esgotar e depois era só esperar a oportunidade, mas eu deixei tudo mais fácil para ele. Droga!

Criei uma espécie de cópia minha feita de energia escura. Não ia durar muito. Tirei a capa e coloque nela, me transformei em uma sombra e fui para o escritório nos fundos.

Mutano POV

Estava na sala comendo uma maçã enquanto Lata Velha terminava de se consertar e RobStar preparavam alguma coisa pra comer.

Não sou de me preocupar muito, mas quanto tempo uma garota leva pra comprar aquele tipo de coisa? Sinceramente, Ravena estava demorando muito.

De repente, recebemos uma chamada. Achei que fossem os Titãs do Oeste ou algum outro colega nosso, mas não. Era Ravena. Ela parecia estar em baixo de uma mesa.

– Ravena? – disse Estelar. – O que aconteceu?

– Adonis armou pra nós. – aconteceu uma explosão e ela se encolheu falando mais baixo. – Sabia que eu ia me esgotar curando vocês e armou uma emboscada. – ela se encolheu com outra explosão. – Devia ter ficado em casa... – espera ai um segundo... Adonis fez o que? Aquele maldito! E como se não bastasse ele ainda tinha aquele maldito interesse pervertido em Ravena! Se ele tocar nela...

– Onde você está? – perguntou Robin.

– No escritório do gerente da farmácia. Mas ele não vai demorar pra me encontrar.

– Já chegamos ai!

– Acho bom ser rápidos porque eu... – outra explosão e o ambiente onde ela estava se iluminou. – Ah! Droga! – e desligou.

– RAE! – gritei. Uma fúria animal se libertou em mim e... Bem... Eu pirei... Parecia que estava rosnando.

– Vamos! – falou Robin. Nem esperei direito, assumi minha forma de corvo e voei junto com Estelar, mas eu ia mais rápido. E furioso.

Chegando lá, a única coisa que vi foi Adonis com Rae em seus braços desmaiada. Desci rapidamente e assumi a forma de tigre, derrubando Adonis no chão e fazendo ele lagar Ravena, que Star segurou antes que caísse no chão. Eu estava com os nervos à flor da pele e atacava aquele cara como nunca. Logo, Robin e Estelar se juntaram a mim. Adonis se levantou, mas assumi a forma de tiranossauro e o prendi entre meus dentes, apertei ele várias vezes até ouvir um estalo, o soltei e Star terminou o serviço, o atingindo com tudo com seus raios. Conseguimos quebrar a armadura dele. Robin foi até ele, tirou o capacete, o tirou de dentro do traje e deu um soco. Robin nunca foi vingativo, mas a estratégia suja de Adonis tinha mexido com ele.

Voltei à forma humana e corri para Cabeça de Lata, que estava com Rae que tinha acordado.

– Você tá bem? Ele te machucou? – disse segurando o rosto dela.

– Não, não. Só um arranhão na mão. – ela disse mostrando a mão que tinha um grande corte. Então uma garota loira veio até nós correndo.

– Senhorita. – ela ofereceu a Rae sua capa e uma sacola com alguma coisa dentro.

– Mas eu não paguei... – Rae disse.

– Tudo bem, meu chefe vai me demitir mesmo. – e foi embora. Ri daquilo e Ravena esboçou um sorriso.

~*~

Já era de noite e eu estava com Ravena em seu quarto. Já fazia um tempo que eu ia lá dormir com ela. E com dormir, eu quero dizer só dormir mesmo.

Estávamos de frente um pro outro e ela ainda fazia algumas caretas por causa das dores. Não consegui deixar de rir daquilo, até que me lembrei de algo.

– Ah! Antes que u me esqueça... – disse me sentando e pegando uma caixa no chão. Rae sentou também e me olhou confusa e ofereci a caixinha a ela. – Pra você.

Ela me olhou com os olhos semicerrados, pegou a caixinha e abriu. Ela arregalou os olhos e tirou o colar com pingente de coração. Sim, é brega, mas... Eu sei que ela gosta. Ela aproximou o pingente dos olhos pra ver melhor.

– Isso é...

– Uhum! Uma mistura de esmeralda e ametista. Mais difícil que achar isso foi convencer o cara que achou a me dar, mas... Eu sei ser bem convincente.

– É lindo...

– Deixa eu ver como você fica com ele. – disse colocando o colar em seu pescoço. – Ótimo! – ela sorriu e olhou o pequeno coração. Então ficou com um ar meio triste. Beleza, o que u fiz agora? – O que foi?

– Nada eu só... Não estou acostumada com isso.

– Com o que? – levantei o queixo dela.

– Ser feliz. – falou um pouco sem jeito. Não pude deixar de rir com essa.

– Pois então se acostume. – disse e a beijei. Sinceramente, que garota eu fui arranjar hein?

– Melhor dormir, você deslocou o ombro de novo quando foi me salvar. Vai demorar em dobro pra sarar completamente. – deitei e ela colocou a cabeça em meu peito.

– Foi por uma boa causa.

Notas finais
Sem previsão pro próximo cap
E então o que acharam?