Junto com a primavera
3 Apuros
Notas iniciais
– Desculpa , eu não ... Ah , Rúbio , é você ! — ela colidiu com alguém grande , mas logo percebeu quem era .
– Sem problema , Charlie . — disse abrindo um largo sorriso . — Você está bem ? — falou , percebendo a cara abatida dela .
– Eu estou ... com dor de cabeça apenas , vou no banheiro e já volto! — saiu correndo , mas conseguiu ouvir Hagrid berrar :
– Cuidado , Charlie ! Você corre grande perigo !
Esquecera completamente do Herdeiro de Slytherin e do perigo que os nascidos trouxas corriam.
A dez metros do banheiro feminino , ela percebeu a inundação . Ficou em dúvida entre : entrar sozinha ou gritar por ajuda , decidiu entrar e ao fazer isso percebeu que todas as torneiras estavam ligadas , que o banheiro estava anormalmente escuro , e que algo ou alguém estava esparramado no chão . Reconheceu quem era , Murta Hartnett estava com as vestes e o cabelo molhados e seus olhos estavam vidrados, sem vida .
Charlie se aproximou mais dela , com a varinha em mão e com os olhos atentos . Ela tentou sentir sua pulsação diversas vezes , mas já era tarde , Murta estava morta.
Saiu do banheiro depressa e gritou por ajuda.
Por um instante ninguém veio . Depois do que pareceu um século , ela avistou Helena Macmillan , uma garota alta e loira , que era monitora da Lufa-Lufa.
– Helena ! Helena ! Vem aqui , rápido ! — Helena correu em sua direção . — Tem... tem uma garota lá dentro ... Não se-sei se está petrificada !
Helena entrou e voltou correndo .
– Vou ficar aqui , Charlotte . A garota está realmente morta , Chame o Prof. Dippet depressa !
Charlie saiu correndo , completamente desorientada e deu de cara com um sereno Prof. Dumbledore.
– Professor ! Professor ! Venha depressa , a garota , a garota ... — ela estava chorando e soluçando .
– Respire fundo , Charlie ... Agora me conta o que aconteceu.
Charlie se apoiou na parede respirando lentamente , com os olhos fechados .
– Murta Hartnett , senhor . Eu a encontrei no banheiro , e não sei se ela está ...
Dumbledore e ela correram em direção ao banheiro , que já estava lotado .
– Charlie , Helena , Tom , me acompanhem , e vocês — disse , apontando para a multidão de alunos . — voltem para seus dormitórios , agora !
Dumbledore , Charlie , Tom e Helena entraram no banheiro.
Tom olhou para ela , Charlotte soluçava e chorava silenciosamente . Sentiu uma vontade enorme de abraçá — la , mas não faria isso na frente de Dumbledore , nem de Macmillan.
– O que aconteceu aqui , Prof. Dumbledore ? — perguntou Armando Dippet , acompanhado de Horácio Slughorn e de Galatéia Merrythought .
– Lamento informar que a Srta. Hartnett faleceu . — disse Alvo , com amargura .
Todos tinham expressões de tristeza e de amargura , menos Tom Riddle que continuou inexpressivo , e , que quebrou o silêncio , dizendo :
– Hogwarts será fechada , senhor ? — perguntou, olhando para Dippet.
– Provavelmente Tom , não podemos continuar com as aulas diante do grande perigo que enfrentamos ... Agora , Helena , Tom e Charlotte , voltem aos seus dormitórios o mais rápido possível ! — parou um instante, analisando — os . — Precisam de companhia ?
Os três falaram " Não " e saíram . Helena saiu rapidamente sem falar nada . Charlotte olhou para Tom durante alguns segundos , depois afastou o olhar e sem falar nada se dirigiu a um corredor escuro .
Tom a seguiu , e se sentou ao seu lado , olhando seu rosto manchado de lágrimas , disse :
– Eu vou resolver isso , Charlie ... Eu prometo.
Charlie o olhou , antes de falar :
– Você é diferente do que todos pensam , Tom ... — suspirou pesadamente . — Obrigada por me salvar de novo ! — dizendo isso , ela o abraçou apertado , molhando as vestes dele de lágrimas . Tom arregalou os olhos e tinha uma expressão de felicidade mal — contida no rosto . A pele dela era macia , os cabelos eram sedosos e o cheiro ... bom , era o melhor que ele já sentira. Era algo como amêndoas e rosas .
– Que é que você está fazendo aqui , com ele ? — perguntou uma voz familiar , sublinhando a última palavra .
Charlotte se afastou de Riddle, e se levantou num salto . Riddle se levantou lentamente com uma expressão mortal no rosto.
– Rúbeo ! O que faz aqui ? — perguntou , com a voz fraca .
– Não te interessa , Charlotte . — rosnou , com os olhos faiscando . — O que você estava fazendo abraçada com Riddle ?
– Nada de mais ... amigos se abraçam , Rúbeo.
– E se beijam , também . — concluiu Tom , friamente . Virou — se para Charlie e disse sorrindo :
– Aliás , sua boca é incrível , você é incrível ! Foi ... — ele pareceu instantemente envergonhado . — o melhor beijo da minha vida !
Hagrid parecia estar prestes a chorar , e saiu quase correndo , tropeçando nos seus próprios pés .
– Não precisava disso , Tom . — disse Charlotte , encarando ele irritada . — Seus sentimentos não são os únicos que importam.
– Você está certa . — disse , chegando mais perto de Charlie . — Os seus também importam ... — falou em seu ouvido , e logo em seguida mordeu o lóbulo da orelha dela , causando arrepios em Charlotte , que com esforço se afastou dele e disse com raiva :
– Não vou cair na sua lábia , Riddle , não adianta nem tentar.
E saiu andando , deixando novamente um Tom Riddle perplexo e irritado .
TOM RIDDLE

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