Juntas Pelo Acaso

7 Extra - Especial Halloween.


Notas iniciais
Oi gente! Eu sei que a fic tá em hiatus, mas esse é capítulo bônus para comemorar o halloween. Sim, eu sei que o halloween foi sexta, mas como nos convém, podemos fingir que é igual carnaval e estender por mais uns dois dias, não é mesmo? ;) Ah, esse capítulo é dedicado a uma pessoa especial, mas se eu disser o porquê, vai ser spoiler, então... Boa leitura :)

Regina sentiu seu corpo balançar levemente, era como se estivesse flutuando e pulando ao mesmo tempo. Se perguntou que tipo estranho de sonho serie aquela. Escutou uma voz distante, porém familiar. Aos poucos a voz parecia estar mais perto. Talvez não fosse um sonho... Apertou os olhos antes de abri-los e ver Henry pulando em sua cama como um menino de cinco anos.

– Mãe, acorda! Hoje é Halloween! Acorda!

Ela se encolheu e puxou o cobertor mais para si.

– Henry… — Regina gemeu preguiçosamente.

– Anda, mãe! Por favor!

– Querido, você já está crescido pra essas coisas, vamos dormir. — murmurou sonolenta.

Sua noite havia sido péssima, ela e Emma ficaram se revezando para acalmar Elsa que teve pesadelos. Tudo que queria era dormir até mais tarde.

Henry parou de pular, mas não se deu por vencido. O menino deitou de frente para a mãe e tirou a colcha de seu rosto.

– Por favor, mãe. Faz tempo que não nos fantasiamos juntos, sinto falta disso.

Regina sorriu de olhos fechados e então os abriu para encarar o filho. Não tinha como ela negar qualquer coisa ao ouvir aquilo, e ele sabia. O sorriso vitorioso dele dizia: Você não vai dizer ‘não’ agora. A prefeita levantou da cama, seguida pelo garoto.

– Tudo bem, o que você quer fazer? — ela perguntou se sentindo mais animada enquanto vestia um robe de seda.

– Primeiro, comer. Depois podemos pensar nas fantasias.

– Certo. Porque você não vai chamar a senhorita Swan enquanto eu pego a Elsa?

– Elas já estão na cozinha, só faltava você acordar. — ele disse acompanhando-a escada a baixo.

Regina parou na porta da cozinha que parecia estar vazia, não havia sinal de Emma ou de Elsa em lugar algum da casa. Ela adentrou o cômodo hesitante, sem saber ao certo o porque. Alguma coisa estava estranha. Tudo parecia silencioso demais.

– Você disse que elas estariam aqui embaixo. — disse para Henry. O menino encolheu os ombros, tentando reprimir um sorriso.

A prefeita olhou ao redor mais uma vez e um movimento do lado de fora da casa chamou sua atenção. Ela se aproximou da janela e ao ver algumas folhas se mexendo, foi até o quintal se aproximando lentamente do arbusto.

– Mas o que…

– Gostosuras ou travessuras! — Uma pessoa com roupas brancas e suja de sangue gritou saindo dos arbustos e quase pulando em cima dela.

O susto de Regina foi tão grande que ela deu alguns passos para trás, uma mão no coração e a outra com uma bola de fogo.

– Swan! — A rainha exclamou, um misto de raiva e alívio em sua voz. — Qual é o seu problema?

Emma tentou responder mas suas gargalhadas não deixavam que formasse uma frase completa. Henry foi até elas, seu rosto vermelho de tanto rir.

– Você tinha que ver sua cara, mãe! — ele disse ainda rindo.

– Ficou com tanto medo que quase jogou fogo em mim. — Emma deu uma risada mais controlada dessa vez. Regina cruzou os braços.

– Eu devia ter jogado mesmo. — Ela olhou Emma de cima a baixo. — Que roupa ridícula é essa? Você tentou se fantasiar de que?

Emma olhou para sua própria roupa. Vestia um pijama branco velho e todo manchado de tinta vermelha, a mesma tinta que ela tinha no rosto.

– De uma pessoa ensanguentada? — Ela respondeu encolhendo os ombros. — A ideia foi do Henry.

– Fizemos um bom trabalho se você pensar que decidimos em cima da hora. — ele sorriu orgulhoso e Emma fez o mesmo. Regina não pode deixar de sorrir também.

– Nossa, estou impressionada. — disse divertida voltando para dentro de casa. — Onde está a Elsa? Transformaram ela em abóbora?

– Não, mas gostei da ideia, precisamos decorar a casa mesmo. — Emma implicou. — Ela ta dormindo ainda.

Emma e Henry sentaram na mesa da cozinha enquanto Regina começava a preparar o café da manhã.

– E então, Henry? — a morena disse de costas para eles. — Quais são suas idéias para hoje?

– Bem, nos não temos nada pronto então há muito o que ser feito, né? — ele começou a tagarelar. — Precisamos de fantasias, doces, abóboras…

– Caixões! — Emma acrescentou empolgada. Henry a encarou confuso.

– Caixões de mentira! Para decorar o jardim! — ela explicou para ele como se fosse óbvio. Regina riu dos dois.

– Vocês querem conseguir tudo isso hoje?

– Sim! — foi a resposta que ouviu um uníssono. Lançou a eles um olhar que gritava: Impossível!

– A culpa não é minha se todo mundo estava ocupado demais para lembrar do Halloween. — Henry disse num tom triste, fazendo Emma e Regina trocarem um olhar culpado. O choro vindo da babá eletrônica chamou a atenção dos três.

– Querido, se importa de ir buscá-la? — O menino assentiu e atendeu o pedido da mãe. Regina desligou o fogo e esperou o filho subir antes de se sentar de frente para Emma.

– Emma, eu acho que entre a visita da minha irmã, a chegada de Marian e a confusão com Elsa, talvez nós tenhamos…

– Deixado o Henry um pouco de lado? — a xerife completou com um suspiro. — É, talvez.

– Quer dizer, depois do Natal, Halloween é a data favorita dele e ele gosta de preparar tudo e escolher fantasias. Agora não temos tempo para nada disso.

Emma pensou um pouco antes de falar.

– Não da tempo de comprar nada. Mas nós podemos resolver isso de outras formas.

Regina arqueou uma sobrancelha ao encara-la.

– Suas idéias são preocupantes, senhorita Swan. O que tem em mente?

– Magia! — ela sussurrou e se debruçou mais na mesa, afim de falar mais perto da morena. — A gente pode decorar a casa e nos fantasiar com um movimento tão das suas mãos.

– Achei que não gostasse disso. — a prefeita implicou, com um sorriso debochado. Elas ouviram Henry e Elsa descendo as escadas.

– Esse é um bom motivo. Você vai estar usando para fazer nosso filho feliz, não para amaldiçoar alguém.

Regina assentiu, considerando aquilo. As duas pararam de falar ao ver Henry voltar para a cozinha, segurando a mão de Elsa que dava passinhos firmes até onde elas estavam. A menina soltou a mão dele e esticou os braços para Regina que a colocou sentada na cadeira alta.

Emma ficou em silêncio enquanto observava Henry comer. Ela olhou para Regina antes de falar, e a morena assentiu. Emma sorriu brevemente, gostava de como as duas conseguiam conversar sem dizer uma palavra sequer. Se todos fossem assim...

– Hey, garoto, sabe o que eu acho? — Ele levantou a cabeça e a olhou. — Regina está certa. É impossível para qualquer pessoa normal conseguir um Halloween perfeito de uma hora para outra.

– Mas... — ele tentou argumentar, mas Regina interrompeu.

– Mas, felizmente, você não tem uma família muito normal, não é mesmo? — Ela sorriu. — Por isso, sua mãe teve uma ideia.

O olhar ansioso dele se alternou entre suas duas mães. Regina girou a mão no ar e uma fumaça roxa preencheu o comodo.

– Mãe, o que... — Henry começou, mas se calou quando o nevoeiro se dissipou, revelando uma cozinha decorada com abóboras, fantasminhas e morcegos pendurados no teto, além de falsas teias de aranha nos móveis.

Era difícil dizer quem estava mais radiante: Emma ou Henry. Regina riu quando ele se levantou e a abraçou.

– Isso é incrível! — Ele exclamou antes de soltá-la e ir até a sala. — Podemos fazer isso na casa toda?

– Sim! — Emma respondeu. — E podemos colocar caixões no jardim!

Henry riu. Regina pegou Elsa no colo e seguiu os dois, entregando a menina para Emma.

– Ok. O que vamos fazer com a sala? — a morena perguntou, se conformando com a ideia de que seu filho não terminaria o café da manhã.

Emma esperou Henry responder, mas ao ver que ele demorou para pensar, a loira se adiantou. Regina revirou os olhos ao ver a xerife erguendo o bracinho de Elsa, como se a menina pedisse para falar.

– Swan? — disse, tentando não rir.

– Caveiras! — a sugestão empolgada da loira foi seguida de um "isso!" de aprovação de Henry.

Eles esperaram ansiosos enquanto Regina fechava os olhos e agitava as mãos no ar. Em um instante a sala da Mansão Mills estava digna de um cenário de filme de terror.

Depois de seguir o filho e a xerife por todo o primeiro andar da casa, atendendo aos pedidos de decoração deles, Regina se sentou no banco do jardim. Se sentia cansada.

Ela sorriu ao ver Henry assustando Elsa com as caveiras e os caixões enquanto Emma tentava parar de rir para repreender o menino.

– Mãe! — Henry chamou, indo até ela. — E as fantasias? O que acha que a gente deve vestir?

Emma, que estava de mãos dadas com Elsa, chegou perto deles a tempo de ouvir a resposta de Regina.

– Não sei, querido. Mas Emma com certeza poderia se vestir de pirata.

A loira revirou os olhos.

– Ha-ha. Hilário. — respondeu, sem rir de verdade. Ela sentou-se na grama em frente ao banco, deixando Elsa ir até Henry.

– Você poderia se vestir de ladra, com direito a arco e flecha. — rebateu. De repente um sorriso surgiu em seu rosto. — Já sei! Você podia se vestir de Branca de Neve, Regina! Com aquele vestidinho clássico da Disney, ficaria muito bem em você.

– Você realmente não preza pela sua vida, não é, Swan? — a prefeita ameaçou.

Emma apenas sorriu de forma irônica antes de deitar no chão. Ela ficou quieta ouvindo a pequena discussão que se iniciava entre Regina e Henry.

– Super heróis! — O garoto sugeriu. Regina gemeu em negativa.

– Meu amor, acho que durante sua infância já nos vestimos de todos os super heróis possíveis. — ela argumentou. — Que tal se tentássemos imitar uma banda ou cada um se fantasiar de um cantor famoso?

– Sem chance.

– Porque nossas fantasias tem que combinar? — Emma disse, se intrometendo na conversa. — E se eu quiser me vestir de coca-cola? Vocês vão ser fanta-uva e fanta-laranja? Elsa vai ser o Dollynho?

Henry riu.

– Sem ofensas, Els. Você ficaria linda de Dollynho. — a loira acrescentou, fazendo o filho rir ainda mais.

– Claro que nossas fantasias tem que combinar, Swan! Esse é o espírito da coisa. — Regina explicou impaciente. — Por acaso nunca fez isso?

Emma deu de ombros.

– Com outras pessoas? Não. — respondeu sincera. — Sempre me fantasiei sozinha.

Regina ficou desconcertada com a resposta direta de Emma. Não pôde evitar lembrar que era em parte culpada pela vida solitária que xerife teve.

– Star Wars! — a loira disse de repente, alheia ao impacto que seu comentário causara. A sugestão chamou a atenção de Henry.

– Seria perfeito! Eu sou o Luke! — ele gritou, levantando o braço.

Emma sorriu de canto, voltando a se sentar de frente para eles.

– Claro que é. — ela afirmou antes de se virar para Regina. — Hey, você devia ser o Yoda. Ele tem mais de quinhentos anos e tal.

A morena cruzou os braços, ofendida.

– Perdão? O verdinho?! — Ela sorriu ao ver Emma arregalar os olhos. — Sim, Emma, eu conheço Star Wars. E eu não tenho oitocentos anos.

– Mas tem mais do que aparenta. — Implicou, fazendo a prefeita bufar. — Eu vou ser a Princesa Leia.

– Que original. — Regina debochou. — Acho que então serei o Darth Vader.

– Vai ficar ótimo. Preto é sua cor. — Regina se surpreendeu por dessa vez não ouvir maldade no tom de Emma. Na verdade, a xerife até sorria. Provavelmente de alguma piada interna que a morena não fazia questão de saber.

– E essa princesa? — a prefeita disse em uma voz infantil, brincando com Elsa que agora estava em seu colo. — Que tal vestirmos ela de um daqueles robôzinhos?

– Se está falando do C3PO e do R2D2, fique sabendo que eles não robôzinhos. — Emma corrigiu séria. — São dróides.

– Como eu ia dizendo. — Regina continuou, ignorando o comentário da loira. — Uma vez vi uma fantasia infantil daquele branquinho. Elsa ficaria adorável com aquilo.

– R2D2 então! — Henry exclamou. — Anda, mãe! Faz magia!

– Que tal entrarmos primeiro? — Ela sugeriu, já se levantando com Elsa em seu colo. — Seria bom ver algumas fotos antes de criar as roupas.

Emma e Henry assentiram juntos, e os quatro entraram em casa. Depois de Henry mostrar mil fotos para a mãe, na intenção de que tudo saísse perfeito, Regina se concentrou e fechou os olhos. A conhecida nuvem roxa os envolveu.

Os olhos de Henry brilharam ao olhar para o espelho e se ver vestido como um verdadeiro Jedi, enquanto Emma e Regina incorporavam Princesa Leia e Darth Vader em versões femininas e sensuais. Um pouco sensuais demais se ele parasse para pensar que eram suas mães, mas ele resolveu deixar isso para lá.

– Regina, ficou perfeito! — Emma disse radiante e então olhou para o mini R2D2 que estava de pé diante dela. — Olha a Els! Ela está muito fofa!

Regina e Henry riram da cara que a menina fez quando Emma a pegou no colo e a abraçou de forma exagerada.

– Mãe, ela não é um boneco! — a xerife ignorou o comentário do filho e continuou a apertar Elsa.

– Espero que nosso improviso tenha te agradado, querido. — Regina disse em voz baixa, fazendo Henry olhar para ela. — Sua mãe e eu tivéssemos essa ideia para você não ficar sem seu Halloween.

Henry olhou para Emma que tirava fotos de Elsa em seu celular e riu antes de se virar para a mãe. A alegria nos olhos dele fez o coração de Regina se derreter.

– Obrigada, mãe. Esse vai ser o melhor Halloween de todos! — disse antes de abraçá-la.

– Hey! — Emma chamou, fazendo os dois se soltarem e olharem para ela. — Acho que agora só falta uma coisa.

O sorriso de Henry ficou ainda maior quando ele falou:

– Gostosuras ou Travessuras!

Notas finais
E então? Gostaram? :) O tema das fantasias foi para homenagear minha amiga que tava meio tristinha esse sábado, pena que o capítulo demorou para sair. Carol, espero que eu não tenha escrito besteira, fiz uma breve pesquisa no google antes de escrever, queria juntar swan queen e star wars pq uma capivara como vc merece. Você tem que me fazer ver o filme. :) Agora sim, voltamos à nossa estória depois do ENEM! Beijos e até o próximo capítulo. :)