Juntas Pelo Acaso
9 Capítulo 9 - Mudaram as estações, tudo mudou.
Notas iniciais
Santana foi com Brittany até seu apartamento, a loira pediu para latina aguardar na sala, ela precisava de um banho para se libertar de todo aquele álcool. Depois de um tempo vendo televisão Santana viu Britt entrar na sala com um cara desanimada e um olhar de piedade, se aproximou da latina se sentando em seu colo.
- Santana – há algo errado? — perguntou preocupada
- Brittany — não, não estou bem. — murmurou com a cabeça deitada no ombro da latina
- Santana – me diga o porquê. — pediu atenciosa
- Brittany — aonde vai me levar hoje? — sussurrou no ouvido da latina — você sabe que eu sou curiosa – Britt abriu um sorriso irresistível para morena
- Santana — não posso – beijou os lábios rosados — será especial e como é surpresa eu não posso falar.
- Brittany — vou ficar na curiosidade até a noite?
- Santana — sim — confirmou dando um selinho na loira – eu preciso ir, me arrumar e encontrar com Elaine.
- Brittany – vai passar aqui que horas?
- Santana – não sei, umas 19:40? nossa reserva é às 20:00.
- Brittany – e qual roupa devo vestir?
- Santana – formal, eu sinceramente acho que você fica linda usando até um uniforme de futebol
- Brittany – estou falando sério
- Santana – formal – se levantou – tenho que ir
Britt a abraçou, caminharam até a porta, Santana despediu-se com um selinho e seguiu em direção ao elevador. Britt fechou a porta e se encostou nela sorrindo, ela correu para o quarto dando pulinhos de felicidades, iria em um encontro com o amor de sua vida. Ela ligou para Tina e pediu para que a amiga lhe ajudasse na escolha de um vestido ideal para o encontro.
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Quinn tinha decidido adiar sua volta para Yale no dia seguinte, ela precisava esclarecer tudo Rachel. As duas noites com a morena foram incríveis, elas não conversaram nada sobre o que tinham feito. Rachel se despediu da loira e foi embora, deixando tudo confuso. Parada, de frente para a porta do apartamento da diva, ela apertou a campainha sentindo frio na barriga, arrumou o cabelo pelo visor do celular, Rachel demorou alguns minutos para atender a porta, tinha saído do banho e estava com o roupão.
- Rachel – Quinn?
- Quinn – eu..
- Rachel – você não tinha que viajar?
- Quinn – sim.. eu.. ia, mas preciso conversar com você. — gaguejou fitando os olhos da morena
- Rachel – entra – abriu espaço para que a loira entrasse – vou me trocar, fica a vontade.
Rachel não demorou em voltar, se trocou rapidamente e caminhou em direção a sala. Quinn aguardava inquieta, sentada no sofá, quando a loira avistou a diva se levantou arrumando a roupa e olhando para os lados.
- Rachel – então? — parou em frente da loira cruzando os braços
- Quinn – Nós não conversamos direito sobre tudo que aconteceu – despejou toda dúvida dentro do seu peito – você apareceu de repente naquela noite e agora eu não sei o que fazer.
- Rachel – Quinn, não diga nada – tocou os lábios levemente com os dedos – foi um acidente.. eu não estava em mim.
- Quinn – acidente? — fitou dentro dos olhos castanhos – você gosta de mim, se não, não teria ido atrás aquela noite
- Rachel – eu não posso – virando-se de costas para loira – eu tenho alguém perfeito do meu lado, não dá para entrar numa aventura.
- Quinn – admite que sente algo por mim?
- Rachel – não confunda as coisas
- Quinn – diz isso olhando nos meus olhos – puxou a morena pela cintura e virou seu rosto em sua direção – me diga porque fizemos amor como duas pessoas apaixonadas? — insistiu num sussurro
- Rachel – eu tive curiosidade – fechou os olhos – n-não.. não sinto nada.
- Quinn – então me beija, faça amor comigo como nunca fez com ninguém e se depois disso você ainda estiver em dúvida. — Rachel abriu os olhos, surpresa com a proposta da loira – eu nunca mais te procuro, te vejo ou me aproximo de você.
- Rachel – Quinn, nós não podemos mais.. isso tem que acabar aqui – Tentando escapar dos braços – vai embora
- Quinn – eu gosto de você – sussurrou
- Rachel – o que?
- Quinn – Rachel, eu gosto de você – confirmou beijando a garota menor – me desculpe se percebi isso só agora, você é linda e eu sinto tão bem quando estou ao seu lado – os olhos verdes ficaram úmidos.
Rachel sorriu nervosa, ainda presa nos braços da loira, no seu intimo ela sempre teve um sentimento forte pela loira. Mas se recusava a alimentá-lo com falsas esperanças, Quinn viveu tantos relacionamentos conturbados, engravidou, amadureceu e agora parecia apenas uma apreciadora da vida, sem fortes sentimentos. Ela queria retribuir, mas tudo que vinha em seus pensamentos era ódio pelo estilo de vida da loira.
- Rachel – Eu te odeio – sussurrou com os olhos cheios de lágrimas — Odeio seu cabelo, o jeito que morde o lábio inferior quando está chateada, odeio o jeito que sua sobrancelha levanta quando quer saber respostas, eu odeio tudo em você Quinn, odeio como sempre consegue tudo o que quer e me faz sentir todas estas coisas diferentes
- Quinn — então é isso? Odeia meu cabelo, o meu jeito e tudo que te faço sentir? Rachel, eu posso mudar e..
- Rachel — não diga nada – pediu afastando-se da loira – eu não quero aceitar tudo isso que me propôs e depois você voltar para Yale e terminar comigo porque encontrou outra pessoa, no colegial sempre foi assim.
- Quinn – me deixa tentar – abraçando a morena – eu quero você
- Rachel – vai embora – sussurrou – eu não quero te ver nunca mais Quinn
- Quinn – eu vou – disse dando passos para trás, desacreditada nas palavras da morena — não significou nada?
- Rachel – Quinn, nós transamos e só! – falou caminhando em círculos — não espere que eu termine meu relacionamento e vá correndo atrás de você. Desculpe, mas não vai acontecer.
Quinn passou as mãos pelo próprio rosto e em silêncio caminhou até porta, ela se achava uma completa idiota, tinha praticamente se declarado para Rachel e acreditou que havia alguma possibilidade de um envolvimento maior.
Quando Rachel percebeu Quinn não estava mais na sala, ela viu a porta entreaberta, correu até ela e olhou para fora procurando se a loira ainda estava lá, encostou a porta, caminhou com lágrimas escorrendo pelo rosto até o quarto, se xingava mentalmente por ser tão boba em ter negado seus sentimentos por Quinn.
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As 17:00 horas Elaine aguardava Santana, sentada a garçonete aproximou-se de sua mesa e perguntou:
- Garçonete – o que a senhorita vai querer?
- Elaine – um Iced Caramel Macchiato por favor
- Garçonete – trago em alguns minutos
Santana não demorou em chegar, através do livro pode ver Elaine sentada aguardando, acenou para garota e então adentrou a cafeteria, Elaine vendo a morena se levantou empolgada se jogando em seus braços, Santana a apertou num abraço e então beijou carinhosamente a testa da moça, elas caminharam de volta para mesa e sentaram-se lado a lado.
- Santana – como foi sua viagem?
- Elaine – maravilhosa e tudo correu como esperado – Santana tocou a mão da namorada deu um leve aperto – e você? Como está?
- Santana – bem – Elaine acariciou o rosto moreno – lembra quando incentivou que me aproximasse de Britt?
- Elaine – sim e então?
- Santana – nós conversamos, tivemos bons momentos juntas e então o namorado traiu ela.
- Elaine – só isso? — a olhou desconfiada – seus olhos me dizem que há algo mais
- Santana – ela passou alguns dias comigo e nós ficamos – confessou com os olhos fechados, temendo ouvir protestos
- Elaine – então essa hora da conversa madura – disse sorrindo – o dia finalmente chegou.
- Santana – isso mesmo – confirmou abrindo os olhos
- Elaine – quer me contar?
- Santana – sim... – suspirou – primeiro eu gostaria que me desculpasse, se em algum momento disse ou fiz algo que te magoasse, essa não foi minha intenção. Eu gosto de você, eu te acho uma pessoa incrível! Mas que merece alguém melhor que eu. – Elaine tentou falar, porém Santana não deixou, tocando seus lábios delicadamente com os dedos – Eu te quero muito bem, adoro sua família, mas meu coração sempre foi da Britt, eu posso negar por mil anos, mas se eu vê-la, tudo volta e me faz amá-la ainda mais, ela é a pessoa com quem eu quero passar o resto da vida, a pessoa que me arranca suspirou ao passar... Eu sou uma tola ficando longe dela por mais tempo, eu não posso ficar adiando minha felicidade. O que tivemos foi bom, mas eu quero manter isso como uma lembrança de amizade, você deve ser feliz com aquele ou aquela que te faz perder o sono, que em um abraço consegue fazer sentir emoções inexplicáveis...
- Elaine – eu estou feliz que tenha sido sincera comigo San – ela entrelaçou os dedos aos da latina — eu percebi isso já algum tempo, desde que Brittany te entrou “por acaso”, eu devo ter tido uma noção que tudo mudaria e eu não estou chateada por isso, nosso relacionamento era aberto, não foi como se tivesse acontecido uma traição, nós deixamos claro quando começamos a namorar, eu fico muito feliz que finalmente tenha admitido seus sentimentos por ela.
- Santana – então amigas? Sem ressentimentos? — sorriu aguardando uma confirmação
- Elaine – sim, sem ressentimentos! — puxando a amiga para o abraço – eu meio que me apaixonei também.. — confessou com um sorrisinho travesso nos lábios
- Santana – e quem é a vítima?
- Elaine — o nome dele é Kevin, nos conhecemos em uma galeria de música há um tempinho e ontem nós tivemos um primeiro encontro, ele me levou ao cinema – os olhos da dançarina brilhavam ao falar do rapaz – foi um cavalheiro em tudo, assim como você, me levou em casa e não tentou nada, só me beijou bem próximo aos lábios..
- Santana – vejo que alguém está apaixonada — brincou
- Elaine – ele está tentando, mas não posso me aprofundar tanto, preciso conhecê-lo mais
- Santana – e é o certo – a garçonete se aproximou trazendo o pedido de Elaine, Santana aproveitou e fez seu respectivo pedido.
- Elaine – porque não marcamos um entro entre casais?
- Santana – assim você conhece melhor minha garota e eu vejo se aprovo o seu garoto – brincou.
Sentadas na cafeteria conversaram por toda tarde. Elaine demonstrou tanta animação ao falar de Kevin, tinha um brilho no olhar. Ela tinha um carinho enorme por Santana, gostava de conversar, passar horas discutindo sobre a música e seus gostos parecidos, mas quando ela conheceu Kevin muita coisa mudou. Elaine considerava Nina Simone como a melhor no Jazz and Blues, mas Kevin preferia Frank Sinatra e desafiava a garota dizendo que seu gosto era muito simplório. Kevin assistiu todas as apresentações de dança de Elaine, ela o acompanhou em um evento de culinária para casais se divertiram tanto, Kevin tinha interesse na moça, ele acreditava que tudo deveria acontecer numa ordem natural. Primeiro uma amizade sólida, depois a conquista e quem sabe um romance?
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Santana se arrumou com antecedência, a latina escolheu seu melhor vestido, na cor cinza, as curvas de seu corpo ficaram bem destacadas nele, as mangas vinham até o pulso, o vestido deixa seus seios apetitosos e o decote não era nada vulgar, mas ao olhá-la Britt com certeza levaria seus pensamentos em outra dimensão. Os cabelos ficaram soltos, uma maquiagem impecável foi feita, o bronzeamento artificial na medida certa, e um salto na cor branca completava o look.
A morena passou numa floricultura e seguiu para o apartamento da loira. Seus nervos estavam a flor da pele, ela parou em frente a porta do apartamento, conferiu a hora em seu smartphone e então apertou a campainha. Um minuto depois Brittany abriu a porta, faltou ar na atmosfera para preencher os pulmões da morena, a loira estava simplesmente deslumbrante, maquiagem feita com lápis preto marcando bem os olhos, batom claro e um vestido justo na cor azul com o cinto marcando sua cintura, sua beleza era digna de ser comparada a deusa grega Afrodite, pela sensualidade e uma delicada inocência destacada.
- Brittany — oi — sorriu
- Santana — olá — retribuiu o sorriso — você está linda!
- Brittany — obrigada — as bochechas rapidamente ficaram num tom avermelhado, os olhos fitando o chão, ela subiu o olhar admirando a morena – e você.. nossa.. San – os olhos azuis se fixaram nos gêmeos – perfeita? Linda? Eu não tenho palavras..
- Santana — para você – ofereceu as rosas (modelo aqui http://goo.gl/QvLJH) — suas preferidas
- Brittany – são lindas – sorrindo maravilhada, a latina se lembrou que aquelas rosas eram suas favoritas.
Santana levou Brittany ao L’Absinthe Restaurant (http://goo.gl/aP1sY), localizado no bairro East Side, bairro vizinho ao seu. O lugar era impressionante, ao entrar no local, você tem a impressão de estar na França, regado de um romantismo, uma música de fundo era tocada ao piano e o garçom era de extrema atenção e tudo parecia funcionar por ali de modo automático, os talheres alinhados próximo ao prato, ordenados por uma ordem crescente e de uma delicadeza sem igual. A arrumação de todos objetos espalhados pela mesa era surreal. Santana teve sorte em conseguir a última reserva disponível para aquele dia, não era normal do restaurante daquele porte, ter reservas disponíveis para o outro dia, geralmente havia uma lista de espera e com marcação de duas semanas de antecedência, para o dia esperado. Pelo visto tudo conspirava ao seu favor, Brittany ficou sem palavras ao se sentar à mesa, ela sempre se imaginava em um lugar romântico com a morena, mas não acreditava que Santana algum dia pudesse proporcionar isso, pois ela mostrava uma pessoa bastante diferente da conhecida de Lima, Santana tinha adotado de um cavalheirismo invejável, um respeito divido ao se porta à mesa e ao conversar com todos, é claro que existiam momentos em que ela era brincalhona, simpática, mas em outros era séria, profissional e rude, se fosse preciso. Brittany só não contava que a Santana atual tinha te conquistado desde o primeiro encontro por acaso, a primeira noite de amor, a superproteção, o sorriso da loira se ampliou ao ver a mulher fazer seus pedidos.
- Garçom – Bonsoir, mesdames! Chamo-me Oscar e irei servi-las esta noite – entregando os cardápios
- Santana – o que você deseja Britt?
- Britt – eu – fitou o cardápio – não faço ideia.
- Santana – posso escolher de entrada um pão com manteiga quente?
- Britt – pode e para acompanhar poderia ser vinho?
- Santana – contanto que não tire a roupa – brincou
- Britt – prometo me controlar
- Santana – Oscar, por favor, traga dois pain beurré chaud e vin para acompanhar – o tom de Santana ao pronunciar as palavras foi de uma forma completamente sexy, dando uma inquietação entre as pernas de Brittany
- Oscar — oui, autre chose?
- Santana – não, por hora é só.
O garçom deixou a mesa, mas voltou alguns minutos depois servindo o vinho nas taças, deixou a garrafa no centro da mesa e se retirou.
- Santana – você está tão calada Britt – se pronunciou, antes de beber o vinho.
- Brittany – estou um pouco impressionada talvez... — Santana esticou o braço até que sua mão tocasse a da loira por cima da mesa.
- Santana – feche os olhos – pediu sorrindo – e faça de conta que estamos no Breadstricks
- Brittany – no Breadstricks não tem esse som de fundo – sorriu de volta e fechando os olhos
- Santana – agora pense que eu te convidei para sair, por que ao final desta noite você ganhará um beijo
- Brittany – convencida – abrindo os olhos
- Santana – eu te trouxe aqui, mas não é para ser algo formal e tudo sincronizado – revelou, ela entrelaçou os dedos no de Brittany – é uma noite especial, você é especial e eu só queria fazer de um jeito certo dessa vez
- Brittany – e acredite, você estava fazendo.
- Santana – eu tenho que te falar uma coisa – se ajeitando na cadeira – eu e Elaine resolvemos manter nosso relacionamento apenas de amizade, não será nada mais que isso, nem colorida e nem com benefícios, só amizade!
- Brittany – nenhuma outra mulher, além de mim? – falou séria
- Santana – só você – concordou – mas existem outras mulheres na minha vida...
- Brittany – sério San? — falou chateada – me parece que o tráfego de mulheres em seu apartamento é muito maior, além de duas amigas do sexo.
- Santana – B, eu estou falando da mi madre e de abuela
- Brittany – boba
- Santana – você é a número um na minha vida, sempre foi.
- Brittany – mesmo? — parecendo estar em dúvida
- Santana – eu só gosto de você – fitando os olhos azuis – eu quero só você, você é a única que faz meu coração disparar tão rápido e às vezes tão lento, é a única que sabe das minhas fraquezas, que me dá motivos para acreditar que mesmo o tempo, o mar e as estrelas me levam até você. — a loira sorriu com palavras tão simples, mas que faziam seu coração disparar ao ouvir a latina se declarar – uma história que termina pelo avesso, assim como a nossa, é porque não acabou! — Santana colocou uma caixinha de aveludada na cor preta em cima da mesa e abriu oferecendo a loira, Britt elevou as mãos até a boca surpresa.
- Brittany – é lindo – disse tocando a peça
- Santana – namora comigo? — pediu sorrindo, ela retirou a aliança de ouro branco da caixinha e oferece a Britt — eu prometo te dar atenção, implicar muitas vezes contigo, ser insistente em quando a gente brigar, te levar pra sair, conquistá-la todos os dias, te amar..
- Brittany – você é terrível me sinto num filme de romance – sorriu nervosa – aceito, é claro. — confirmou estendendo a mão, Santana levantou de seu lugar, deu a volta na mesa e beijou os lábios da loira, ao descolar os lábios sussurrou:
- Santana – eu amo você
- Brittany – também te amo
A conversa se estendeu por toda noite, elas deixaram o restaurante devido ao horário, caminhando pela calçada sem rumo e em silêncio, elas passaram perto de um parque chamado St Catherine's, ele era na mesma quadra do restaurante, Santana puxou Britt para irem ate lá conversando animadamente. Santana sempre implicando com a loira pelo modo dela andar como fosse uma modelo desfilando e fazendo tudo isso sem pisar nas linhas marcadas de fissuras na calçada. No parque existia uma fonte no centro e próximo a ela alguns bancos, elas se sentaram no qual tinha uma visão privilegiada da lua, por ali estavam poucos casais, mas cada um preso no mundinho deles.
- Brittany – pare de implicar sobre meu jeito de andar – pediu de forma divertida – você não era tão implicante assim.
- Santana – com o tempo criamos hábitos estranhos – brincou – eu me amarro no seu jeito de andar
- Brittany – eu diria que você está se saindo muito mal nessa hipocrisia barata – fingindo seriedade – sendo que, há minutos atrás implicava sobre minhas manias.
- Santana – ok, faremos o seguinte: você finge que gosta e eu finjo que está tudo bem – pisco para loira – você não falou sobre seu relacionamento até agora, resolveu tudo?
- Brittany – bem, porque talvez, eu nem tenha mais um... — era uma cena engraçada, porque Santana naturalmente já teria agarrado Brittany e levado para casa, tirada suas roupas e feito muito sexo louco, mas a loira tirava todas as suas forças, sendo quase impossível tomar qualquer iniciativa perto dela. Elas estavam sentadas lado a lado, Brittany com as mãos nos joelhos e a bolsa no colo, a latina ao seu lado tinha as mãos no colo e de vez a outra apertava os próprios dedos, um sorriso nervoso e um frio na barriga tomou conta de todo seu corpo, Britt tinha esse efeito sobrenatural de causar vários sentimentos diferentes dentro da latina.
- Santana – graças a Deus – exclamou – boca de truta nunca te mereceu – disse com total indelicadeza
- Brittany — eu não pedi sua opinião, mas obrigada. – sorriu docemente
- Santana – aprendendo a revidar? Muito esperto – tocou a ponta do nariz de Britt com o dedo e se afastou — sempre achei torcedoras do Red Sox fraquinhas — zombou
- Brittany – sério? Não acredito, está falando mal do meu time favorito.
- Santana — me desculpe se fui rude senhorita – ironizou – seu time é horrível mesmo
- Brittany — ai está você, tocando na ferida de uma torcedora – empurrou a morena
- Santana — isso me lembra de algo. — a morena tocou seu queixo com a ponta do dedo indicador, olhou para o céu se recordando de uma briga que se envolveu quando era mais nova, contra uma torcedora do Red Sox — a vadia era a galinha preta na nossa torcida, ela e um grupinho vieram e se sentaram próximo a nós, quando vimos eles haviam colocado a camisa do seu time e começaram a nos provocar com seus insultos infames — falou brava – no me gusta!
- Brittany — no final quem perdeu?
- Santana — pergunta de mim, não do time — sorriu — vitória do seu time
- Brittany — yeah — jogando os braços para o alto – eles são os melhores
- Santana — eu levei 5 pontos aqui — mostrou o pulso — por causa daquela vaca, sabia?
- Brittany — ai que fofo — ironizou — 5 pontos? muito gracinha San – brincou apertando as bochechas da morena
- Santana — você é tão má Britt — fazendo biquinho — você não era assim antes! Esse deveria ser seu talento — brincou cruzando os braços
- Brittany — ok, parou encrenca! — se levantou — ta ficando tarde, preciso ir..
- Santana — tem certeza? — se levantando também
- Brittany — foi uma noite agradável — agradeceu estendendo a mão — obrigada
- Santana — um aperto de mão? Nossa, muito legal da sua parte — se aproximou, colocando as mãos na cintura da loira
- Brittany — suas mãos estão na minha cintura — disse com dificuldade, o tom de voz denunciava sua tensão...
- Santana — caramba na cintura né? — confirmou se aproximando mais, um sorriso malicioso havia brotado em seus lábios — como elas foram parar ai? eu que não sei... — brincou
- Brittany — é.. — os olhos azuis presos nos lábios carnudos da morena – eu também não..
- Santana — se não me impedir, eu vou te beijar — as mãos subiram para o rosto da loira, os rostos se aproximando — será que tem problema?
- Brittany — nã..o.. — Sem pensar duas vezes, elas grudaram seus lábios, a loira sentiu como se estivesse flutuando... os braços da loira se jogaram sobre os ombros da latina, enlaçando seu pescoço. Santana rodeou com seus braços na cintura de Brittany, as línguas se movendo, buscando o sabor de cada canto da boca, a loira sentia as mãos da morena fazendo um leve carinho no meio de suas costas. Um suspiro de prazer foi ouvido por Santana, a intensidade do beijo havia começado urgente, mas quando sua língua acariciou o lábio inferior de Brittany e pediu passagem a loira já tinha desistido de negar a sensações maravilhosas que o encontro lhe proporcionara. Britt interrompeu o beijo buscando ar e aproveitou para fazer um convite:
- Brittany – agora que está comprometida comigo – sussurrou, mordendo o lóbulo da orelha da morena – podemos levar essa brincadeira para seu apartamento...
- Santana – eu adoraria, vamos – Ela se desconectou de Britt, pegou sua mão e caminharam para fora do parque seguindo em direção ao carro.
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