Juntas Pelo Acaso
47 Capítulo 47 - Seguindo em frente
Notas iniciais
Explicações ao final do capítulo.
- Beth — mamãe eu quero ir ao zoológico e lanchar depois.
- Quinn — hoje filha? Eu preciso ir à faculdade.
- Beth — é só faltar né.
- Quinn — não é assim que funciona filha
- Beth — mas mamãe — insistiu com os olhos verdes cheios de lágrimas — vovó disse que a família é mais importante que qualquer coisa.
Rachel tinha acabado de sair do elevador e destrancava a porta da sala, quando a morena adentrou o cômodo e encontrou mãe e filha abraçada ela ficou em silêncio. Quinn estava de olhos fechados e cantava baixinho para pequena, Beth sorriu ao ver a diva e piscou cúmplice para ela. Rachel estava admirada com o cuidado que Quinn tinha com a filha, era tão maternal e um amor que podia ser visto no cintilar das íris esverdeadas. Rachel por mais fosse orgulhosa e estive miseravelmente decepcionada com Quinn, sentia que lentamente toda raiva começava a se dissipar de seu peito, Beth conseguia “forçar” a mãe se abrir e agir tão naturalmente, era amável, doce e extremamente sexy versão de Quinn.
Ela ainda ficou ali parada sorrindo e hipnotizada com a beleza de Quinn e não percebeu que a loira a fitava sem graça. Beth se levantou do colo da mãe e correu até Rachel abraçando sua cintura de forma desajeitada.
- Beth – Rachel?
- Rachel – oi. – retribuindo o abraço
- Beth – vamos ao zoológico?
- Rachel – agora? – arqueou uma das sobrancelhas e olhou para Quinn
- Beth – mamãe está em dúvida, mas acho que se você for ela vai. – sussurrou para morena
- Rachel – então vamos. – concordou sorrindo para a pequena
Revirando os olhos e um pouco a contra gosto, Quinn aceitou o passeio. Ela realmente achou que tudo seria entediante, mas chegando lá e vendo a felicidade da filha com os animais sua chateação se dissipou e ela pode curtir melhor o passeio.
Beth visitava a área que os tigres ficavam. Ali existiam cerca de quatro, sendo dois em cima das pedras, eles eram um casal de tigres namorando tranquilamente, ela olhou para eles e depois fitou sua mãe e Rachel, que estavam lado a lado e distraídas com a paisagem do lugar. Beth exibiu um sorriso maroto nos lábios e se aproximou das duas novamente perguntando:
- Beth – porque não estão de mãos dadas?
- Quinn – oi?
- Beth – é mamãe, nos filmes que assisti com a mãe Rachel, o cara sempre dá a mão para namorada dele. – comentou sorrindo – a senhora não é nada cavalheira.
- Quinn – meu Deus, você é realmente minha filha? – brincou sorrindo e olhando diretamente para os olhos de Rachel – eu... você gostaria? – as bochechas de Quinn estavam terrivelmente coradas e seus olhos desviaram para as mãos de Rachel, ela estendeu a mão para morena e aguardou a resposta um pouco ansiosa.
- Rachel – aceito. – murmurou agarrando-se no braço de Quinn e entrelaçando seus dedos aos dela.
- Quinn – Srta. Fabray, Assim está bom? – perguntou sorrindo e provocando a filha.
- Beth – só faltou o beijo de desculpas. – retrucou, a pequena arqueou uma das sobrancelhas e cruzou os bracinhos em frente ao corpo, exatamente como Quinn e então saiu seguindo em frente, mas sem deixar de soltar: – mas isso não é uma coisa que eu deva dizer e sim a senhora fazer mamãe.
- Rachel – ela não é só parecida com você, como também tem sua personalidade! – concluiu sorrindo – não precisa fazer nada que não queira.
- Quinn – o problema não é esse. – disse aproximando de Rachel e fitando seus lábios – eu realmente quero te beijar. – falou antes de tomar os lábios da esposa para si e fechar os olhos assim que se tocaram. Rachel sorriu entre o beijo e segurou o rosto de Quinn, seu coração palpitava tão rápido e sua vontade de se entregar a Quinn era muito maior. O saborear de lábios já não era suficiente, Quinn sentia a necessidade de tocar cada pedacinho da pele da morena, suas mãos apertavam a cintura de Rachel fazendo-a grudar mais os corpos, os lábios desceram traçando uma linha pelo pescoço e voltando ao maxilar, a respiração de Rachel estava falha e a loira podia compreendê-la perfeitamente, ela se sentia da mesma forma.
Foi preciso Beth abraçar as duas, para ambas se darem conta do show que estavam fazendo. Elas estavam em pé, de frente para a jaula mais frequentada do zoológico e se beijando como se estivesse entre quatro paredes, o tom avermelhado das bochechas de Rachel ficou bastante evidente, Quinn sem graça a puxou para ampara-la. Rachel escondeu o rosto na curva do pescoço da loira e ficou por ali aspirando o cheiro agradável de Quinn, o perfume fraquinho e o conforto de seus braços firmes.
- Beth – mamãe era só um beijinho. – murmurou puxando o vestido de Quinn – vocês deram um show.
- Quinn – filha, agora não. – pediu envergonhada
Elas continuaram a visitar o zoológico, Beth corria na frente sempre muito animada e encantada com todos os animais, Quinn não desgrudou de Rachel e fazia questão de ficar de mãos dadas, sorriam timidamente e sempre procurava um jeito de embutir nas palavras elogios em Rachel.
No fim do dia, o casal estava sentando em um dos bancos do parque e Beth terminava de tomar seu sorvete, a pequena já tinha tudo planejado mentalmente e os olhares trocados pelas mulheres só confirmava ainda mais seu próximo plano bem sucedido. Beth parou em frente a Quinn e foi direta ao perguntar:
- Beth – mamãe, eu nunc vejo vocês se beijando.. – comentou – só quando eu peço.
- Quinn – nós nos beijamos sim... – sorriu sem graça e evitou olhar para Rachel — quando estamos sozinhas Beth.
- Beth – Rachel chegou em casa e você não deu um beijo nela – insistiu – vovô sempre beija a vovó quando chega ou sai.
- Quinn – nós somos um casal diferente querida. — explicou
- Beth – então não é um casal! – afirmou cruzando os bracinhos em frente ao corpo – nunca vi namorados que não se beijam.
- Quinn – somos sim!
- Beth – então prova. – desafiou a mãe, Quinn fitou a filha e viu que ela continuaria a insistir naquele debate, a loira mais velha fitou a esposa e sorriu sem graça, Rachel tinha as bochechas levemente coradas e chamou por Quinn timidamente para se aproximar dela.
- Quinn – ela quer outra prova – sussurrou baixinho antes de tocar delicadamente os lábios da morena, Beth que estava em pé em frete as duas aplaudiu silenciosamente e vibrou, pois o beijo era para ser apenas um selinho, mas as duas desconectaram os lábios e sim aprofundaram mais o beijo.
Beth vendo que elas continuariam se beijando, as deixou e correu pela grama pulando e comemorando, uma família perfeita era o que ela sempre havia sonhado. Alguns minutos depois Rachel tinha o rosto de Quinn entre as mãos, enquanto Quinn a segurava firme pela cintura da morena. O beijo era tão envolvente, saudoso e extremamente quente, elas não se importavam pelo local que estavam ou se alguém iria reclamar, elas só queriam sentir novamente a sensação do coração acelerado, a respiração falha causada pela falta de ar e o doce sabor dos lábios que ambas tinham em comum. Sem conseguir respirar elas desconectaram do beijo, as testas ainda coladas e um pequeno sorriso nos lábios de Quinn a denunciava que havia gostado. Rachel afastou-se o suficiente para olhar a esposa, porém Quinn foi rápida em se desculpar:
- Quinn – me desculpe – falou rápido – isso nunca mais.. – Rachel a fitou confusa – digo.. eu quis.. e só se você.. – se enrolou com as palavras
- Rachel – é.. eu.. eu.. também quis... – confirmou tímida, elas continuavam abraçadas, Rachel tinha as pernas sobre as coxas de Quinn.
- Quinn – Rach – chamou baixinho, ela arrumou alguns fios de cabelos da morena. – eu ainda te amo. – sussurrou
- Rachel – eu também te amo – sorrindo docemente – e..
- Beth – mamãe, podemos ir a um jantar em família? – sugeriu, interrompendo-as.
- Quinn – podemos. – aceitou ainda sorrindo para pequena diva.
- Beth – eu, você e mãe Rachel.
- Rachel – desculpe querida, mas hoje é minha peça. – quebrando o contato com os olhos esverdeados para olhar a loira menor
- Beth – então a mamãe me leva pra assistir e depois nós vamos.
- Rachel – você gostaria?
- Beth – sim, eu nunca fui ao teatro.
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O avião de Santana havia pousado em NY com duas horas de atraso, ainda estava anoitecendo quando a latina pegou sua mala, se despediu do chefe e procurou o primeiro táxi. Quando ela chegou ao apartamento ninguém estava lá, ela viu um bilhete na geladeira escrito com a letra de Britt e caminhou para o quarto.
“Bebê eu espero que você não se atrase e me deixe sozinha no altar. Nós levamos tudo que precisaremos usar em Montauk, inclusive seu vestido. Se apronte e vá ao meu encontro estou morrendo de saudades”.
Com amor B.
A latina trocou suas roupas, pegou os capacetes e decidiu seguir viagem em um veiculo mais rápido, ela gastaria cerca de quarenta minutos ou menos para chegar ao local, provavelmente todos estariam dormindo.
Quando Santana parou a moto, ela pode ver Britt no andar de cima da casa, a loira olhava pela janela a imensidão do mar e suspirava tristemente. Santana sorriu e então buzinou, chamando a atenção de Britt. A latina retirou o capacete assim que desceu da moto, Britt sorriu ao ver a noiva acenando para ela descer. Todos na casa descansavam, porém aos poucos foram acordados com a gritaria de Brittany e a pela buzina na moto.
A loira estava em seus pijamas quando abriu a porta e avistou a noiva com capacetes na mão, vestida com uma calça justa de couro e jaqueta de couro, os cabelos presos em um rabo de cavalo. Santana estava devassa e muito quente Britt caminhou lentamente em sua direção e sorriu amplamente sentido o corpo se aquecer com a visão perfeita da latina. Os capacetes foram deixados no chão assim que a loira se aproximou e pulou nos braços da noiva, ela enlaçou as pernas na cintura de Santana e tomou para si os lábios carnudos, ficaram longos minutos se beijando até que a falta de ar nos pulmões as obrigou a desconectar os lábios.
- Brittany – eu estava morrendo de saudades bebê. – murmurou deitando a cabeça no ombro da noiva
- Santana – eu também. – apertando Britt em seus braços
- Sebastian – olha pegação na madrugada. – gritou da janela – o showzinho das noivas é mais tarde.
- Santana – vai dormir “viado”. – gritou sem deixar de sorrir para Britt – porque não casamos escondidas mesmo? – sussurrou para Britt. – temos plateia.
- Brittany – porque mesmo você não admitindo – brincou — ama seus amigos.
- Santana – é isso ai, mas só você sabe. – a morena pegou os capacetes e entregou um a Britt – acho que agora precisamos relaxar?
Santana parou a moto perto da praia, era noite de luar, o céu estava limpo e as estrelas brilhavam, a lua parecia muito maior que o normal, Britt saltou da moto e Santana deu espaço para que ela se sentasse no tanque da mesma, de frente para ela. Elas se abraçaram, Santana acariciava os cabelos loiros, que insistiam em desalinhar pelo vento que soprava. O silêncio ainda prevalecia entre elas, o único om ouvido era o quebrar das ondas entre as pedras.
- Brittany – amor.. – chamou quebrando o silêncio.
- Santana – sim?
- Brittany – eu te amo – declarou sem desviar os olhos azuis dos negros – eu estou tão feliz que tenha voltado a tempo.
- Santana – eu amo você Britt e jamais a deixaria no altar.
- Brittany – eu sei, mas ainda senti esse medo.
- Santana – bem, se isso te consola. – sussurrou juntando mais os corpos – eu estou aqui agora.
- Brittany – você só sai daqui casada meu bem. – sorrindo amplamente e aplicando pequenos selinhos nos lábios da latina.
Elas mataram a saudade conversando e trocando alguns beijos quentes, Britt estava começando a cochilar e percebendo isso Santana tratou de retornar para hotel, elas tomaram banhos juntas, ainda trocando alguns beijos, mas sem deixar esquentar as coisas e foram dormir nuas, aconchegando-se no corpo uma da outra.
Na manhã seguinte Santana foi à primeira acordar, ela olhou para o quarto com a visão um pouco turva e depois para a cama, Brittany dormia lindamente com as costas nua, os cabelos loiros espalhados pelos ombros, às mãos estavam em baixo do travesseiro. O lençol cobria até a cintura, com cuidado Santana retirou o lençol e afastou os fios loiros do ombro claro. Ela distribuiu pequenos beijos por toda extensão das costas de Britt e só parou quando chegou até a nuca, onde beijou demoradamente e aplicou pequenas mordidas.
- Santana – acorda Britt-Britt – sussurrou – é o grande dia.
- Brittany – hum.. – resmungou aconchegando-se mais ao travesseiro – é muito cedo San.
- Santana – eu sei, mas eu pensei podíamos aproveitar sabe? – falou sentando-se na cama, Britt não precisou de um segundo para se sentar de frente a noiva e sorrir com o olhar inocente dado por Santana, ela caminhou de quatro pela cama e se sentou no colo da latina, de frente para ela.
- Brittany – estava com saudade amor. – suspirou deitando a cabeça no peito da morena – passei os piores dias sem você.
- Santana – eu também. – murmurou beijando o pescoço de Britt
- Brittany – não deixa marca – pediu
- Santana – eu estava morrendo de saudade do seu corpo. – confessou deitando Britt na cama e colocando um dos gêmeos na boca, ela provocava, mordia e instigava a libido de Britt. A loira estava adorando todas as sensações dadas pela latina, ela arranhava as costas da noiva e remexia o corpo embaixo do de Santana, seu centro latejava e os gemidos se tornavam quase impossíveis de segurar. Britt não aguentou a tortura e reuniu suas forças trocando de posição com Santana.
Santana sorriu com a ação e fitou os olhos de Britt, ela mordia os próprios lábios inferiores e balançava seus gêmeos em um provocação silenciosa, a atenção de Britt foi totalmente puxada para eles, ela segurou cada mama e apertou consideravelmente fazendo Santana fechar os olhos e gemer em apreciação. Britt esfregava o centro ao de Santana estimulando seu desejo, quando a porta do quarto se abriu:
- Hanna – Britt mamãe mandou te chamar e – parou olhando para o centro da cama – ai meu Deus. – tapando os olhos.
- Brittany – Hanna! – brigou, jogando o edredom sobre o corpo de Santana e o seu. – sai daqui agora! – pediu de madeira indelicada – como você entra no meu quarto sem bater?
- Hanna – foi à mamãe que pediu. – justificou – ela disse para descerem para o café.
- Brittany – não interessa quem pediu! – disse enérgica — agora da licença.
- Hanna – desculpe. – saindo do quarto.
- Santana — droga, eu acho que "broxei" com isso. — sorriu sem graça
- Brittany – sério amor? Mesmo trancando a porta? – insistiu sabendo que não teriam sossego.
- Santana – perdi o clima B, sem contar que vão ficar batendo até sairmos da cama.
- Brittany – sim, porém mais tarde você não me escapa viu. – ameaçou piscando para noiva, Santana sorriu e beijou os lábios da loira.
- Santana — depois da festa vamos para uma ilha deserta e faremos muito amor até não aguentarmos mais. – sugeriu maliciosamente.
- Brittany – sabe que seria uma boa ideia – sentando-se sobre as pernas de Santana – sairmos com dinheiro e as roupas do corpo, somente eu e você.
- Santana – topa?
Notas finais
obrigado por lerem. ;)
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