Juntas Pelo Acaso

30 Capítulo 30 - Encontro as escuras


Nas docas de NY um encontro finalmente era concretizado, o local não era tão movimentado durante a noite, apenas um poste indicava iluminação no pátio alguns containers tampava a visão de curiosos e o mar era espectador de qualquer acordo travado ali. Um carro preto parou em baixo do poste e uma pessoa vestida de preto e com óculos escuros entrou no veiculo. A pessoa que conduzia o veiculo usava uma mascara transparente distorcendo qualquer visão de seu rosto e uma touca tampava qualquer visão de seus cabelos, um único aperto de mão foi dado e fotos foram jogadas sobre o painel do veiculo.

- Anônimo – eu não consegui completar o serviço – revelou quebrando o silêncio.

- Mysterion – como assim não conseguiu? – indagou verificando as fotos

- Anônimo – ela foi liberada antes da hora e namorada não saiu de perto em momento algum.

- Mysterion – coloque as iscas de volta ao jogo, preciso de uma ótima oportunidade para acabar com ela. Morta ou viva ela não pode ficar mais no meu caminho.

- Anônimo – o carro ainda está na pericia uma bomba seria rápido.

- Mysterion – sem alarmes, não queremos chamar atenção.

- Anônimo – nosso tempo está curto e não podemos demorar nisso, quero finalizar esse trabalho o mais rápido possível.

- Mysterion – eu também, eu não posso deixa-la subir mais um degrau sem que antes aplique uma rasteira. – sorriu digitando a mensagem no celular – “A paciente precisa de cuidados, use suas habilidades de medicina.”

- Anônimo – o próximo encontro será quando?

- Mysterion – não se preocupe eu te encontro. – destravando as portas do veiculo e deixando a pessoa sair.

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Brittany desceu as escadas rapidamente, Maribel que estava na cozinha ficou alheia à pequena discussão que tiveram no quarto, antes de chegar à cozinha ela limpou as lágrimas e tentou não exibir uma cara de decepção, Santana havia dito palavras que a feriram profundamente ela esperava um apoio ou até mesmo um elogio por conseguir em tão pouco tempo estabilizar uma carreira profissional, mesmo que não fosse o seu sonho ela dedicava-se ao máximo naquilo que lhe era designado, ela foi interceptada pela sogra antes de chegar pisar fora da cozinha.

- Maribel – Britt – chamou a nora — querida eu deixei a janta pronta, preciso voltar pra casa você fica com a San? – perguntou chegando próximo da loira e colocando a mão em seu ombro.

- Brittany – eu preciso dar uma saída novamente, ela pode se cuidar sozinha. – respondeu num tom de voz não habitual

- Maribel – tem certeza? – estranhou a resposta da nora Maribel indagou – o que houve?

- Brittany – sim, só avise sobre o jantar eu vou demorar, talvez nem volte hoje.

- Maribel – vocês brigaram? – insistiu fitando a nora, ela percebeu a pontinha do nariz avermelhado, Britt confirmou com os olhos inundados novamente e então a sogra estendeu os braços acolhendo a loira – ei, tudo bem acho que podemos tomar um café e conversar não é?

- Brittany – eu preciso sair daqui...

- Maribel – só espera eu pegar minha bolsa e despedir da San, é coisa rápida.

- Brittany – vou aguardar lá fora.

Maribel entrou no quarto e não viu Santana, ela chamou pela latina que estava trancada no banheiro, a latina mais velha informou que estava de saída e voltaria no outro dia, a mãe de Santana deixou várias recomendações para filha ser mais compreensiva antes de encontrar com Britt. Sogra e Nora deixaram o edifício seguindo em direção ao Starbucks mais próximo, Britt contava sobre como o ciúme estava tão presente e intenso no relacionamento e pedia ajuda sobre como lidar com isso. Ela também sentia seu sangue ferver quando alguma bela mulher atraia atenção da noiva ou quando Santana tinha interesse e demonstrava isso descaradamente, sua vontade era de brigar e dizer várias coisas, porém ela não podia. Britt tinha consciência que todos os relacionamentos enfrentavam momentos difíceis algumas vezes, mas ultimamente tantas situações chatas vieram acontecendo ao mesmo tempo em que ela duvidava se tinha forças suficientes para aguentar qualquer outro problema, ela amava demais Santana, mas se não houvesse mudanças nas atitudes talvez nem o amor fosse capaz de aguentar tantas decepções.

- Brittany – apoiei tanto ela e ela me diz estas coisas horríveis? Eu sinceramente não sei o que faço Maribel.

- Maribel – é uma situação difícil Britt – concluiu sincera, ela tocou as mãos da nora em apoio por cima da mesa — sabemos muito bem como Santana é ciumenta, mas seja compreensiva imponha sua opinião e corte algumas regalias e ela nunca mais sairá da linha.

- Brittany — como eu faria isso?

- Maribel – quando eu e Antônio brigávamos, eu sempre cortava seus pratos prediletos, ficava uma semana sem fazer amor ou simplesmente o ignorava. – respondeu fitando a loira, Britt sorriu já entendo e formando algumas ideias em sua cabeça – dava certo porque ele gostava de conversar comigo por horas pela manhã.

- Brittany – será que se eu negar a San algo que ela gosta muito, talvez nunca mais briguemos?

- Maribel – não diria nunca mais, mas se torna algo menos frequente. – sorriu provando seu café – pensou em algo?

- Brittany – sim. – confirmou se acertando na cadeira e começando a contar qual seria o plano.

Britt passou o resto da tarde e parte da noite fora de casa, quando chegou ao apartamento ela encontrou todas as luzes do apagadas, subiu para o quarto apenas para confirmar seu pensamento, Santana não estava repousando e havia saído.

- Brittany – que teimosa. – resmungou pegando o celular e discando os números da noiva, chamou até cair na caixa postal. – respira Brittany – falou para si – ela só está provocando, mantenha o controle.

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Santana com certa dificuldade parou a moto em frente ao Old Town bar, ela retirou o capacete deixando as madeixas negras soltas ao vendo, um grupinho de rapazes na calçada perto da vitrine do bar viam a morena andar como se fosse câmera lenta em direção a porta do bar, botas de salto alto com uma calça jeans justa e jaqueta com zíper fechado até metade do peito, deixando os gêmeos a mostra. Ela tinha um caminhar decidida e uma expressão muito séria no rosto, ao entrar no bar ela logo chamou a atenção de algumas pessoas ali presente uma delas foram Geórgia e Louise que estavam numa mesa bem próxima da porta, ao longe Brody acenou para amiga ir ate o bar. A morena sentou-se perto do amigo e logo foi pedindo uma dose dupla de tequila.

- Brody – sua louca que ideia foi essa de sair de moto ainda machucada e vir pro bar beber? – perguntou tentando afastar o copo da morena, mas a mesma foi rápida ao pegar e virar de uma vez sem provar do limão.

- Santana – não me de lição de moral – apontou o indicador em tom desafiador — senta ai bunda mole e bebe comigo.

- Brody – conta logo o que aconteceu?

- Santana – eu e Brittany brigamos – falou chateada e virando o segundo copo de tequila.

- Brody – e ai? – retrucou – pediu desculpa?

- Santana — você não viu o comercial que ela fez não?

- Brody – aquele? – apontou para televisão, os homens que estavam no bar assistiram tudo vidrados e quando o comercial se encerrou só havia comentários de baixo calão e elogios que não eram apreciados aos ouvidos de Santana – então foi por isso?

- Santana – foi, está vendo? Eu não posso reclamar que estou errada eu apoio ela sim, mas pra esse tipo de coisa vai contra minha vontade. – ela acenou para o barman – um mojito, por favor.

- Brody – San não bebe – pediu receoso – amigo não sirva mais nada.

- Santana – não se meta Max Steel – resmungou e ainda confirmando o pedido do drink — pedi e não pedi, eu continuo pensando a mesma coisa sobre esse comercial. Uma preliminar de filme pornô.

- Brody – você pegou pesado Santana, ela deve estar bastante magoada com você a única pessoa que não poderia magoar, peça desculpa já.

- Santana – não, ela pode continuar na dança muito bem. Esse negócio de modelo é furada.

- Brody – peça desculpa porque ela sempre está certa e é assim que funciona, Britt pode ser má com você.

- Barman – aqui está

- Santana – será? Eu acho que não. — deu de ombros provando do drink

- Brody – então continua tentando, ela vai te dar um gelo e você terá que lutar pra conseguir um beijinho se quer.

Santana ficou conversando e assistindo jogo ao lado de Brody, ela continuou bebendo sob vários protestos de Brody quando ela não aguentava manter-se equilibrada o rapaz encerrou a conta e caminhou com a amiga para fora do bar, mas acabou voltando novamente.

- Brody – preciso ir ao banheiro não sai daqui – pediu deixando a amiga encostada no balcão perto da porta.

- Geórgia – vizinha que bom te ver. – se animou ao ver a latina – soube que quase morreu.

- Santana – é.. eu quase.. – a voz da morena estava carregada e seu equilíbrio não era cem por cento. – a saída é por onde? – perguntou apontando para janela – ali?

- Geórgia – cadê sua namorada?

- Santana – nós.. eu.. ela.. brigamos..

- Geórgia – hum – Geórgia caminhou em volta da latina passando a pontinha do dedo pelos ombros da morena e parando de frente para Santana as mãos enfiaram entre os cabelos negros – ela teve a coragem de deixar uma delicia dessa sozinha? Eu não deixava...

- Santana – deixou – sussurrou quase fechando os olhos

- Geórgia – eu poderia cuidar de você – sussurrou próximo ao ouvido da latina – realizaria todos os seus desejos.

- Santana – você.. nem.. tem poderes..

- Geórgia – qualquer coisa – tentou persuadi-la puxando a cintura da morena e colando os corpos. – sou ótima com dedos, língua e boca.

- Santana – você.. não é.. a Britt, não daria.. certo. – explicou se soltando dos braços da vizinha e caminhando com dificuldades até a porta, Brody a aguardava do lado de fora.

- Brody – vou te deixar em casa vem e outra, cuidado com essa vizinha ela vai estragar seu relacionamento, apesar de ser gostosa.. – falou olhando para morena que ainda fitava Santana – rapaz que bunda é aquela?

- Santana – ei – chamou a atenção do amigo dando leves tapas em seu rosto – não é pro seu bico.

- Brody – e é pro seu? – perguntou carregando a latina em direção ao carro, ele voltaria mais tarde para pegar a moto.

Brody deixou Santana na portaria do prédio, Alfred ajudou a morena deixando ela porta do apartamento. Quando chegou já era tarde, ela entrou no apartamento pisando em falso e um pouco tonta pela bebida. Subiu as escadas com certa dificuldade e encontrou Brittany sentada ao centro da cama com o smartphone na mão e com uma expressão muito séria. A latina não falou nada passou pela loira e foi tomar banho, não demorou muito nele e quando retornou já pronta para se deitar Britt a fitou e perguntou:

- Brittany – o que você pensa que está fazendo? – olhando séria

- Santana – indo dormir. – respondeu com a voz enrolada e sustentando o olhar

- Brittany – não, hoje e pelos próximos dias você dorme no sofá. – falou tranquila enquanto se levantava da cama.

- Santana – isso é um absurdo esse quarto também é meu!

- Brittany – prefere que eu saia? Eu posso sair se quiser... – sugeriu cruzando os braços em frente ao corpo.

- Santana – não sei por que está fazendo isso. Não fiz nada de errado Britt.

- Brittany – tem certeza?

- Santana – tenho, eu já pedi desculpas também.

- Brittany – ok – a loira se levantou e recolheu o edredom e travesseiro sob o olhar atento de Santana

- Santana – Brittany não precisa ser tão radical assim, nós somos adultas e podemos conversar civilizadamente, essa sua atividade está sendo infan.. – ela nem conseguiu completar a frase, Brittany arremessou o aparelho de telefone contra a noiva – EI – gritou abaixando-se a tempo do objeto se espatifar em mil pedaços na parede – não começa com essa loucura.

- Brittany – presta bem atenção no que vou dizer – ameaçou segurando o abajur e apontando para Santana – como amiga e namorada sua obrigação é me apoiar independente se gostar ou não da minha carreira profissional, nunca fale pra uma mulher que ela é louca ou infantil, é o pior erro entendido? – Santana rapidamente balançou a cabeça em confirmação, Britt foi até ela e entregou o edredom e o travesseiro – vai pro sofá porque eu odeio dormir com gente bêbeda ao meu lado.

- Santana – mas..