Juntas Pelo Acaso

27 Capítulo 27 - Dias Melhores


Notas iniciais
Boa noite =)

Santana acordou tateando a cama até encontrar a pele macia, seus dedos tocaram o tecido fino e se arriscaram entrar por de baixo da blusa da namorada. Britt dormia tão tranquila, a latina estava atrás dela e suas mãos passaram pela barriga até tocarem o biquinho do seio descoberto. Santana sorriu com o feito e então retirou a mascara de oxigênio, ela desceu os lábios sobre a nuca da namorada onde deixou um beijo molhado. Britt suspirou e então abriu um sorriso preguiçoso, Santana distribuía vários beijinhos por toda extensão do pescoço claro, enquanto os dedos cariciavam e apertavam o biquinho já enrijecido. Britt apertou os olhos já sentindo o corpo aquecer, a mão da namorada desceu pelo abdômen da loira acariciando de forma ousada, mordendo os lábios em apreciação Santana enfiou a mão por dentro do short de Britt ouvindo um pequeno gemido de aprovação. A morena sorriu em aprovação e então mordeu o lóbulo da orelha da loira:

– Santana – abre mais as pernas amor...

– Brittany – faz San – cedendo ao pedido da namorada

– Santana – eu estou te sentindo amor – sussurrou virando mais o corpo e dando um beijo no rosto de Britt

Santana passou os dedos entre as dobras molhadas e estimulou o clitóris, Britt gemeu sentindo seu coração acelerar e o centro pulsar. Quando a morena penetrou a loira duas batidas firmes foram dadas na porta, Britt arregalou os olhos e então pulou da cama acertando a roupa.

– Santana – puta que pariu – resmungou tampando os olhos – eu vou pro céu é isso.

– Brittany – calma San – pediu abrindo a porta e dando passagem para enfermeira.

– Enfermeira – Bom dia senhorita Lopez, como está?

– Santana – bem, até você chegar. – a enfermeira sorriu e então olhou para Brittany que estava mais vermelha que um pimentão.

– Brittany – amor seja legal, por favor. — sussurrou

– Enfermeira – tome seus remédios, vamos retirar esse aparelho respiratório que deveria estar em seu rosto – falou dando ênfase no ultimo ponto.

– Santana – eu não preciso dele

– Enfermeira – a senhorita vai ficar só com aparelho de acompanhamento cardíaco. – a mulher retirou todos os objetos enquanto Santana se preparava na cama para ela olhar o curativo. – impossível – falou olhando para os pontos.

– Brittany – algo de errado? – perguntou se aproximando da cama

– Enfermeira – só tem três dias que ela saiu da cirurgia, ontem mesmo eu tive que troca-lo por duas vezes, não tem como ter fechado tão rápido.

– Santana – com essa medicina ágil de vocês eu tive que apelar para outra alternativa né. – explicou em seu tom delicado.

– Enfermeiro – desculpe à senhorita andou utilizando outras substancias além dos medicamentos?

– Santana – não, fiz isso através de meditação e Tai Chi Chuan.

A recuperação de Santana foi bastante rápida, ela passou a se concentrar nas dores praticando o Tai Chi Chuan por algumas horas todos os dias, mas antes disso ela se recusava permanecer em repouso, quando o médico passou o feedback que ela poderia correr o risco de ficar mais tempo naquele hospital se manteve calma e começou a seguir as instruções.

A técnica Tai Chi Chuan é uma arte marcial que mantém o domínio do corpo e cria resistência. Durante a infância toda Santana praticava ao menos duas horas por dia com seu professor Shaolin. Santana sempre foi uma menina elétrica, ativa e com uma habilidade multitarefa identificada pelos seus pais logo nos primeiros anos de vida. Sr. Lopez percebeu que de alguma forma aquilo poderia fazer a filha uma pessoa melhor e mais resistente fisicamente, e podendo lidar com a fúria latina, pois ela tinha fortes indícios de herdar a personalidade da mãe.

O monge Shaolin conheceu o pai de Santana no período de faculdade, ele ensinou muitas técnicas ao médico durante o intercambio cultural feito ao mosteiro budista, ele passou 06 meses aprendendo técnicas de resistências que o humano era capaz de se submeter, como controlar suas emoções, equilíbrio e superação entre outros. Shaolin mudou muita coisa na vida de Santana, mas nos últimos anos de colegial ela se afastou do treinamento achando que tudo aquilo não seria importante na vida. Ela percebeu que tudo que o monge sempre lhe dissera ainda estava guardado em sua essência e só precisava de um empurrãozinho para reacender habilidades até então adormecidas. Uma delas foi à rápida regeneração celular na ferida que antes sangrava bastante, podendo sofrer hemorragia. A enfermeira estranhou tal feito, pois a ferida estava normal, exatamente como no dia anterior, limpa e começando a secar. Ela deixou o quarto informando que logo traria o café da manhã e possivelmente o médico faria uma visita.

O dia passou sem muitas surpresas, Brittany tomou café e almoçou junto com Santana no quarto e durante o resto da tarde ficaram assistindo televisão...

– Santana – eu quero ir pra casa, já estou melhor viu?

– Brittany – só até você ficar boa bebê. – pediu piscando para namorada

– Santana – você faria algo por mim? – sorriu maliciosa passando os dedos distraidamente sobre a perna de Britt – eu quero fazer coisas diferentes...

– Brittany – amor... – chamou segurando os dedos da namorada e entendo perfeitamente o que a latina queria – estamos num hospital e você tem que ficar de repouso.

– Santana – mas eu estou de repouso... – justificou – já você não. – Santana beijou o rosto da namorada e foi descendo os lábios pelo pescoço de Britt numa provocação proposital, a loira já estava de olhos fechados e sentindo o corpo esquentar pelo toque quase inocente da namorada, quase porque não era essa impressão que a latina queria passar.

– Brittany – San.. – suspirou se entregando aos lábios carnudos – não faz..

– Santana – deixa bebê.. – pediu manhosa – eu quero tanto provar seu liquido quente.. – falou com a voz rouca – seu leitinho derramando sobre meus lábios, enquanto meus dedos vão preenchendo seu centro.

Santana esperava ter que insistir muito para namorada ceder, mas Britt a surpreendeu quando saltou da cama, caminhou sensualmente até a porta trancando-a e fazendo questão de colocar o cartãozinho “não perturbe” pendurado e retornando para cama. A loira deixou o vestido escorregar pelo corpo deixando Santana de queixo caído, Britt usava lingerie quase transparente e a calcinha era tão fina que revelava muito mais do que queria. Empolgada Santana sorriu amplamente e chamou à namorada, Britt subiu na cama sentando-se sobre as pernas da morena. Santana apertou o botão da cama fazendo a cabeceira levantar deixando a altura perfeita pra elas. Com cuidado Britt deitou sobre a namorada buscando seus lábios, enquanto Santana segurou a loira pelo bumbum e a puxou mais deixando os sexos bem próximos.

– Santana – ai espera ai – arrancando os medidores cardíacos – essa porcaria só atrapalha.

– Brittany – cuidado San.. – pediu antes de fitar os lábios carnudos e aproximar mais as bocas.

– Santana – pronto, agora vem amor. – falou antes de buscar os lábios finos – será uma rapidinha porque alguém pode chegar. – continuou

– Brittany – eu acho melhor você calar a boca e fazer seu trabalho – disse ela em um tom sério, fazendo Santana se arrepiar toda e segurar firme na cintura da namorada, Ela subiu as mãos pela pele clara, deixando Britt arrepiada pela pegada. Uma das mãos segurou a nuca da loira enquanto sua língua explorava cada cantinho da boca.

Desde cedo à morena queria possuir a namorada, se a enfermeira não tivesse atrapalhado provavelmente ela o faria sem problema. Sem se preocupar em retirar a peça Santana afastou a calcinha da namorada e passou os dedos pelas dobras já encharcadas, Britt gemeu aprovando o contato e tentando mover o quadril. Ela desceu a boca para os seios de Britt os provando com fome, chupando os biquinhos de forma faminta e sem dar tempo para respirar. Ela podia ouvir claramente as batidas do coração da loira, as respirações se aceleravam e a loira gemia de olhos fechados com a cabeça jogada para trás. Os braços da loira continuavam em torno do pescoço moreno e os lábios estavam entre abertos sorrindo pelo efeito causado Santana apertou novamente o bumbum de Britt enquanto dois dedos se arriscavam pela beirada do centro bastante molhado, Britt mordeu os próprios lábios e apertou o seio da morena enlouquecendo com o contato. Santana a penetrou com facilidade, ela girava os dedos dentro de Britt enquanto a loira cavalgava sobre ela. Ela olhou para namorada que ainda estava de olhos fechados e descendo sobre seus dedos era uma imagem que a levava no mais alto pico do desejo, tão insano que mesmo sem toca-la Britt conseguia excita-la ao em apenas vê-la se desfazendo sobre seus dedos, Santana não precisou de muito para levar Britt ao clímax. Ela agitou os dedos dentro da namorada, causando uma ebulição de prazer em Britt, à loira gemeu alto quando a libertação atingiu liberando o liquido sobre os dedos da morena. Ainda acariciando o centro inchado Santana retirou os dedos vagarosamente numa provocação que não passou despercebido pela loira, que puxou sua mão até os lábios e lambeu os dedos a fitando nos olhos os azuis incendiados de desejo. A morena gemeu ao ver a loira limpando o próprio liquido em seus dedos e apertando o botão da cama para descer. Ainda ofegantes, Britt ajeitou-se melhor dando espaço para a namorada retirar a roupa de hospital e elas recomeçarem novamente a loucura sexual.

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Rachel andava pelo quarto sem retirar o sorriso dos lábios, os últimos dias ao lado de Quinn foram tão surreais, ela queria mais e não queria voltar à realidade de NY tão cedo. Quinn sentia o mesmo, elas começaram tudo de forma inesperada e incomum, num relacionamento natural você tem o primeiro encontro e depois de um longo tempo a intimidade começa a ser ao normal entre o casal, porém invertendo todo o padrão de relacionamentos comuns causou uma revolução insana entre o desejo, emoção versus a paciência e razão. Foi um dos motivos que a diva seguiu esse caminho tão incerto, ela não queria padrões, não queria agir de acordo como a sociedade acha que deve ser vivida, ela quer ser amada, respeitada e sentir que tudo é reciproco. É como aprender a andar de bicicleta, você sobre nela, mas não tem equilibro se tirar os pés do chão e pedalar se torna ainda mais complicado, o medo de cair vai brotando no peito até que mãos firmes te guiam numa reta e você vai adquirindo confiança por alguns metros até sair pedalando com independência. Vem a primeira curva e seu equilíbrio fica desestabilizado, se for esperta colocará o pé no chão, mas se estiver insegura cairá junto com a bicicleta. A primeira ferida será no joelho e aquela dorzinha ficará rodeando por alguns minutos, até que você se dá conta que quer tentar outra vez. Na segunda tentativa será tranquilo, pois está confiante e na certa mais atenta ao curvar e então seu coração vai acelerar e seu sorriso vai se ampliar sentindo-se feliz por conquistar um novo desafio. O sentimento no peito de ambas era próximo a isso e o que a elas importavam era viver cada segundo, minuto, horas, dias, meses e anos tentando fazer que dê certo porque elas querem que de, mesmo que o mundo grite contra, ninguém poderá ser responsável pela felicidade do outro a não ser que ambas queiram isso.

Não muito longe de Rachel, Quinn estava em seu quarto arrumando a mala de volta para Yale quando Beth entrou no mesmo a chamando.

– Beth – mamãe?

– Quinn – eu...

– Beth – quando eu vou morar com a senhora? – perguntou subindo na cama e se sentando de frente para loira

– Quinn – assim que eu terminar a faculdade filha, não vai demorar muito tá? Eu prometo vir te ver sempre que puder. – falou deixando as roupas de lado e se ajoelhando aos pés da filha

– Beth – e o papai?

– Quinn – ele também virá algumas vezes...

– Beth – nós três vamos morar juntos?

– Quinn – filha – Quinn se levantou e sentou na cama, puxou a pequena para seu colo e acariciou o delicado rosto da filha – O Noah e eu não estamos mais juntos, a mamãe tem uma pessoa que gosta muito e é com ela que quero ficar, mas seu pai te ama muito, mas nós não vamos morar juntos. Será só eu e você.

– Beth – quem é a pessoa que a senhora gosta?

– Quinn – bem, essa pessoa é especial pra mamãe, me faz muito feliz e me completa – explicou a loira, a pequena Beth balançava a cabeça concordando como se fosse gente grande, ela tocou o rosto da mãe delicadamente e então perguntou.

– Beth – é aquela moça que a senhora estava abraçando no parque?

– Quinn – sim é ela mesma. – curiosa Quinn olhou para filha com a sobrancelha arqueada – como sabe disso?

– Beth – vovô me levou para passear, ele não viu, mas eu sim. – explicou

– Quinn – entendi.

– Beth – ela é legal?

– Quinn – sim, muito. Eu vou apresentar vocês, você quer?

– Beth – sim mamãe e depois podemos ir ao parquinho?

– Quinn – claro, eu vou ligar pra ela, fique um pouco com a vovó.

Beth antes de descer do colo da mãe aplicou um pequeno beijinho na loira, animada ela saiu do quarto saltitante e gritando a avó, pois iria a um passeio com a mãe e a nova namorada. Quinn ligou para Rachel e avisou que passaria para busca-la em alguns minutos, a loira terminou de arrumar a mala, chamou a filha e então seguiram para casa da pequena diva.

Antes de ir ao parquinho Quinn levou Beth na sorveteria, enquanto a garotinha se distraia na escolha dos diversos sabores, Rachel aconselhava à loira.

– Quinn – preciso passar mais tempo com ela...

– Rachel – cumpra sua promessa e venha visita-la sempre que tiver tempo livre.

– Quinn – eu faço isso, só que às vezes complica.

– Rachel – ela é tão esperta para pouca idade

– Quinn – puxou a mãe – se gabou

– Rachel – eu tenho certeza que sim – sussurrou tocando os lábios da namorada num breve selinho – linda, amável, socializável e fofa. Muito parecida mesmo.

– Quinn – você acha tudo isso de mim? – perguntou sorrindo e encantada.

– Rachel – tem mais.. – Elas estavam em meio a caricias quando Beth entrou entre as pernas da mãe puxando a barra do vestido.

– Beth – mamãe... mamãe – chamava – mamãeee

– Quinn – sim querida? – olhando para filha

– Beth – eu quero um sundae com muita calda de morango prepara pra mim?

– Quinn – eu vou... – ainda presa aos olhos de Rachel

– Rachel – Beth – chamando a pequena e se abaixando na altura da garotinha – eu posso preparar e ainda misturo com calda de chocolate quente o que acha?

– Beth – e colocará marshmellow? – perguntou saltitante

– Rachel – sim

– Beth – eu quero – aceitou animada e abraçando Rachel.

Notas finais
Me avisem se tiver erros. =D