Juntas Pelo Acaso
13 Capítulo 13 - Perdeu Playboy
Ainda era cedo, Rachel deixou Quinn na cama e foi para frente do espelho ensaiar para sua audição de Funny Girl.
- Quinn – Rach, volta pra cama. — pediu manhosa
- Rachel – eu preciso treinar, amanhã é minha audição para Funny girl
- Quinn – você é linda. uma cantora maravilhosa e com certeza vai passar – elogiou encantada
- Rachel – isso é doce – respondeu puxando o queixo delicadamente da loira e beijando os lábios volumosos
- Quinn – treina aqui comigo – sugeriu descobrindo o corpo nu – posso te ensinar vários exercícios de relaxamento
- Rachel – sério? – sorriu subindo em cima da cama e se deitando por cima de Quinn – espero que funcione, tenho ficado muito ansiosa.
Quinn por longos segundos fitou os olhos castanhos, com o indicador Rachel tocou o contorno dos lábios rosados, desenhando os lábios volumosos e recebendo uma leve mordida como convite silencioso. Rachel abaixou o suficiente, ficando a centímetros da boca da loira, ela entreabriu os seus e desceu sobre a de Quinn, era como se estivessem se beijando pela primeira vez, os olhos se fecharam ao sentir a língua quente entre os dentes, a mão ligeira da loira puxou o rosto da morena mais perto e aprofundou o contato, ela tentava compreender todas aquelas sensações de beijar Rachel, mas era insano demais, as respirações ficaram aceleradas. A mão de Rachel subiu pela lateral do corpo nu, ela sentiu uma mordidinha em seus lábios que arrepiou toda coluna, os lábios brigavam numa batalha de perder o fôlego. Rachel passou a mão no rosto de Quinn e então desconectou os lábios puxando ar para os pulmões, as testas grudadas e ainda de olhos fechados Rachel ouviu uma gargalhada gostosa e travessos lábios inquietos chupando os seus, ela retribuiu o contato e novamente quebrou o contato. Se aconchegou mais ao corpo de Quinn e então sussurrou entre o pescoço claro:
- Rachel – você está impossível Quinnie.
- Quinn – eu preciso voltar para Lima, ver minha mãe e Beth – ela apertou a cintura da morena – e você é gostosa.
- Rachel – e volta quando? — perguntou fitando os olhos verdes – não quero que vá.
- Quinn – ainda não sei, mas como ficamos daqui pra frente?
- Rachel – eu não sei Quinn – respondeu sincera – você volta para Yale, Finn retorna e eu não sei o que fazer.
- Quinn – eu poderia voltar sempre que me pedisse, a saudade batesse, mas eu não posso ficar enquanto meu curso não acabar.
- Rachel – não iria te atrapalhar?
- Quinn – não, eu faria isso por você – confessou acolhendo a morena em seus braços – dê uma chance para nós – pediu num sussurro
- Rachel – eu preciso conversar com o Finn – respondeu pensando na possibilidade de namorar a loira, seus olhos brilharam na ideia em ter Quinn ao seu lado
- Quinn – tenha uma conversa madura e venha me visitar em Yale? — pediu esperançosa, ela queria tentar algo com a pequena diva, mas Rachel precisava tomar uma decisão definitiva.
- Rachel – sim
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Santana parou o carro em frente ao antigo prédio de Britt, as mãos nervosas apertando firme o volante. Ela viu o carro de polícia parado logo a frente e então desceu do veículo, abriu a porta para namorada e caminhou de mãos dadas até o carro de polícia.
- Brittany – olá Policial Robert – falou lendo o nome no uniforme do homem
- Policial – boa tarde senhorita, vamos? — perguntou descendo veículo
- Brittany – sim, San comporte-se ok? — pediu apertando a mão da morena
- Santana – eu já sei amor – respondeu contrariada – eu quero ver esse grandão descer a mão naquela moça – sussurrou rindo da ideia
- Brittany – San! Pare com esses pensamentos – pediu séria – você anda muito má, não deixe snix dominar você.
- Santana – amor, Snix odeia o “boca de truta” não a possibilidades disso mudar – respondeu abrindo a porta do prédio para namorada – ele declarou guerra.
- Brittany – por mim? — pediu manhosa
- Santana – de novo não – falou parando e tampando os olhos
- Policial – que foi? — perguntou o policial parando ao lado das garotas
- Santana – ela está fazendo de novo – disse espiando o semblante de Britt, a loira tinha um olhar pedinte e um sorriso travesso nos lábios, o que Santana considerava sexy e impossível de resistir.
- Brittany – ela só anda aprontando demais – respondeu para o policial que chamou o elevador – San, eu faço aquele dança que me pediu. — tentou negociar – com o menor número de roupas possível – sussurrou
- Santana – droga – resmungou indo em direção ao elevador e puxando a namorada pela mão – fui abatida.
- Brittany – ótimo – beijou o rosto moreno – eu amo você.
- Santana – eu também e muito.
Brittany tocou a campainha do seu antigo apartamento, ela aguardou alguns minutos até que foi atendida. Sam sorriu e foi em direção para abraçar a loira, mas deu de cara com Santana, que se colocou na frente dela.
- Sam – você.. — rangiu tentando avançar sobre a morena
- Policial – senhor, mantenha distancia por favor – pediu intervendo o contato com o cassetete
- Sam – vai me prender? — ironizou
- Policial – se continuar a me responder acho que sim – respondeu exibindo as algemas
- Sam — o que fazem aqui? — perguntou virando-se de costas e passando a mão nos cabelos
- Brittany – vim buscar minhas coisas – respondeu entrando dentro do imóvel e vendo a bagunça
- Sam – não tem nada seu aqui.
- Santana – cara, devolve logo tudo da Britt, estamos com pressa. — falou impaciente – Britt o que você precisa pegar?
- Sam – quero conversar com você a sós Brittany – pediu sério
- Brittany – não, qualquer coisa que tenha a dizer diga em frente deles.
- Sam – não pode fazer isso, vocês tem um mandado?
- Policial – sim, temos. Se não cooperar será indiciado como obstrução da justiça compreendido?
- Santana – perdeu babaca – sussurrou abrindo espaço para que Brittany e o policial passasse
Brittany recolheu uma mochila com seus materiais da faculdade, notebook e alguns objetos pessoais. Antes de deixar o imóvel Santana acenou para o inimigo, sussurrando sua vitória, como resposta Sam fez um sinal na própria garganta, como se estivesse cortando.
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Como de costume, depois do serviço Santana colocou uma roupa confortável, pegou um coberto e seguiu com Britt para o Great Lawn. Britt preparou alguns biscoitos, suco e colocou na bolsa. Santana sempre com um cuidado excessivo verificou o gramado que ficariam, escolheu a região perto das árvores, onde tinha sombra. Ela deixou que Britt se deitasse primeiro e logo repetiu os mesmos movimentos da namorada, deitando ao seu lado e deixando os corpos bem próximos. Britt se virou de frente para Santana e falou sorrindo da lembrança de dias há trás.
- Brittany – sabe o que estava me lembrando esses dias?
- Santana – não, mas pode me falar. — pediu perdendo-se nos olhos azuis
- Brittany – do dia que você foi meu “príncipe” no aniversário de 15 anos
- Santana – eu não poderia deixar o “rodas” ou qualquer carinha ficar com a minha garota – respondeu acariciando o rosto claro – fiz o Kurt fazer uma roupa escocesa pra mim. Senti um frio na barriga ao entrar naquele salão e te ver dançando com seu pai.
- Brittany – naquele momento eu só queria você San – a loira distribuiu vários beijinhos pelo rosto moreno, beijou os lábios e então completou – me senti uma verdadeira julieta
- Santana – e eu serei o seu Romeu? — perguntou sorrindo – não gosto disso, ele morre
- Brittany – então precisamos encontrar uma história que o príncipe e a princesa vivem eternamente juntos
- Santana – eu tenho uma ideia melhor – sussurrou no ouvido da namorada
- Brittany – qual?
- Santana – você será a minha dançarina encantada e eu serei sua princesa protetora – sugeriu entrelaçando os dedos aos da loira – te salvarei sempre que precisar, no meio da noite quando estiver com medo eu subirei de elevador até a sua torre e ficarei lá até que tudo esteja bem – brincou, Britt sorria ainda mais pelas sugestões da namorada – usarei meu poder de Lima Heights para detonar com todos os bruxos com lábios de Lisa Rinna.
- Brittany – eu te amo San – falou encantada com as comparações atuais de heróis, Britt amava como Santana sempre a protegeu de tudo e todos, sem se importar com as consequências – minha princesa encantadora
- Santana – eu também amo você – sussurrou como se estivesse contando um segredo.
Santana sempre agradecia mentalmente a sua mãe, por ter lhe apresentado a Britt. Era como se ela soubesse que dali, nasceria uma grande amizade e depois de algum tempo toda proteção, o gostar de estar por perto e os ciúmes de coleguinhas fosse traduzido em seu primeiro amor. Brittany desde de pequena era espontânea, toda família Pierce sempre foi muito amável com todos e isso não poderia ser diferente com a loira, quando pequena ela via Santana como alguém que pudesse contar em todas as horas, iam para o parque juntas, estudavam juntas e a latina sempre criava planos inacreditáveis que faziam Britt segui-la. A infância das duas foi uma etapa tão importante, foi algo que valeu a pena ter passado em cada minuto. Elas jogaram Baseball, Santana desmontava e montava as bicicletas se algo estivesse errado e ajudou Puck a construir um carrinho só para ela e Britt participarem da corrida anual de carros em Lima. Elas ganharam em segundo lugar a primeira etapa, mas Santana fez questão de furar os pneus do carrinho do primo para na segunda etapa elas ganharem em primeiro. Britt adorava dar beijos de afundar a bochecha morena, para ela, o melhor dia era quando faltava luz no bairro, Santana ficava ao seu lado, abraçada e cantando em seu ouvido até que a energia fosse reestabelecida.
O primeiro baile da escola não foi como sonhado por Santana, ela queria tanto levar Britt e dizer que a amava, exibi-la para os jogares que a loira era sua e de mais ninguém, porém o medo de represálias fizeram com que ela magoasse miseravelmente seu amor. Mas Brittany era bondosa demais e entendia perfeitamente toda confusão que Santana sentia, a insegurança evidente, mas nunca declarada em voz alta pela latina era a sua fraqueza principal.
- Brittany – teve algum momento que você não me protegeu San? — perguntou quebrando o silêncio
- Santana – acho que não Britt-Britt, eu me apaixonei por você desde que madre nos apresentou. — confessou arrancando um sorriso da namorada – eu só odeio que alguém tente machucar você, você é perfeita Britt e ninguém tem esse direito, nem mesmo eu.
- Brittany – vamos deixar o passado de lado? — sugeriu enxugando as lágrimas que se formaram nos olhos negros – eu não me acho perfeita – comentou se aconchegando mais os braços de Santana – nos completamos quando estamos juntas.
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Não tão longe dali, Sam preparava uma carreirinha de pó, ele pegou um canudo e ia executar a ação quando o barulho estridente da campainha o fez parar. Ele fitou a porta e então inalou todo o conteúdo em cima da bancada, limpou rapidamente a bancada, conferiu seu estado através do espelho e um segundo toque da campainha o perturbou novamente, resmungando caminhou até ela.
- Sam – mais que inferno quem será agora?
- Policial – Samuel Evans?
- Sam – sim? — respondeu olhando para 3 policiais no corredor do andar
- Policial – me chamo tenente Gates, polícia de NY. — Sam revirou os olhos e tentou fechar a porta, porém o homem colocou o pé na frente e continuou – o senhor está preso por carcere privado e tem o direito de permanecer calado. Tudo o que você disser poderá e deverá ser usado contra você no tribunal. Você tem o direito de ter um advogado presente durante qualquer interrogatório. Se você não puder pagar um advogado, um defensor lhe será indicado. — Ele deu a ordem para os policiais agirem enquanto Sam negava com a cabeça – Entende seus direitos Sr Evans?
- Sam – isso é errado, eu sou inocente não fiz nada. — se defendeu, os policias retiraram as algemas e colocou em ambos os pulsos
- Policial – sim, eu sei. Lá na cadeia tem vários iguais a você passando férias, são todos inocentes – zombou empurrando o homem para fora do apartamento – tranquem tudo e vamos, só é mais um viciado agredindo mulheres.
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