Juliet and Juliet

21 Mascaradamente pai.


Notas iniciais
Ufa, voltei. Atrasada, para variar, mas voltei. Aqui está o capítulo. Espero que gostem. Boa leitura e boa noite.

– Trezentos, quatrocentos, quinhentos...- contei o numero de cada sala do prédio abandonado.

No central Park, encontrei com um senhor que disse que estava me esperando. Ele me deu um papel como endereço, então eu fui para lá logo em seguida. Era longe do Central Park e como eu não tinha dinheiro, tive de roubar uma bicicleta de um garoto e pedalar em torno de 90 quilômetros para conseguir chegar aonde eu cheguei.

Na porta seiscentos estava escrito em dourado, já enferrujando, 600 QUARTO MESTRE. Dei duas batidas antes de abri-la.

Para a minha surpresa, o quarto estava vazio, com exceção apenas da cadeira de madeira no centro do quarto. O quarto não tinha janelas, portas extras ou qualquer coisa que trouxesse luz de fora. Tinha uma lâmpada sendo segurada por um fio bem acima da cadeira, apagada, e um interruptor na parede.

Acendi a luz e fechei a porta atrás de mim ao entrar. Caminhei na direção da cadeira e encontrei o que eu queria.

Outro bilhete.

Abri-o e li.

– Só mais um pouco e tudo ficará bem– li em voz alto, rindo secamente- Claro, tudo ficará bem- ironizei sentando-me na cadeira- Olhe para frente e relaxe, curtindo o show.

Olhei ao redor, percebendo que tinha uma câmera no canto da parede esquerda perto da porta. Bufei encarando a parede a minha frente.

– Pode começar!- falei em voz alta.

De repente, a luz se apagou. Endireitei-me na cadeira sentindo-me apreensiva, mas quando eu pensei que algo fosse acontecer, a parede a minha frente apareceu uma sala. Na verdade, a parede era um vidro falso, dava para ver de onde eu estava, mas quem estava lá dentro não me veria.

Amarrados com as mãos para cima e sangrando estavam os cinco jovens. Annabeth estava gritando desesperada para Percy, ao seu lado, que estava de cabeça baixa enquanto Silena chorava desesperada. Clarisse encarava o teto, parecendo estar quase desistindo de viver, mas, pelo o que eu vi, segurava-se em cada palavra que Chris tentava dizer para ela.

Levantei-me e joguei-me contra o vidro, esmurrando-o com todas as minhas forças, Ele não quebrava.

De repente, entraram dois caras na sala e tiraram os dois garotos, apenas Chris se debatia, Percy foi carregado. Então, quando os homens voltaram novamente, eles rasgaram as roupas das garotas e começaram a tortura-las.

Foi ai que eu me desesperei mesmo.

– PARE COM ISSO. PARE DE FAZE-LAS SOFRER, SEUS MOSNTROS. SOLTEM-NAS, EU JÁ ME ENTREGUEI- berrava esmurrando o vidro.

Eu sentia as lágrimas misturarem-se com a sujeira em meu rosto, mas eu não estava ligando. Caminhei na direção da cadeira, peguei-a e a taquei com força no vidro. Infelizmente, o que quebrou não foi o vidro, foi a cadeira.

Então, os homens pararam e deram um soco em cada uma das meninas, fazendo-as desmaiar. Eles as puxaram pelos pés, as levando para fora daquele lugar, que parecia o chuveiro dos vestiários escolares, só que em azul.

– MONSTROS!- berrei com todas as minhas forças.

Ouvi palmas atrás de mim. Virei-me na mesma hora.

O mesmo cara da festa estava lá, com um terno preto e com os caras que levaram as garotas bem atrás dele. Levantei-me e corri na direção dele, segurando um pedaço da cadeira.

– Seu monstro! LARGUE-OS!

Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ele me segurou pelo braço e puxou a madeira de minha mão, me jogando no chão novamente.

– Olha, eu disse que era para vocês matarem uma a outra. Não para virem aqui... era para virem apenas quando a outra estivesse morta e eu sei que ela não está- ele disse friamente.

– Eu não posso mata-la- respondi- Mas você quer que uma de nós morra, pois bem. Eu vim aqui para você me matar, é tudo o que precisa fazer. Mas deixe-os ir e não faça nada com ela.

– Acha que vai ser tão simples assim?

Esbugalhei os olhos quando os caras começaram a se aproximar de mim, arrastei-me para trás. Porém, antes que eles pudessem fazer algo, o telefone do cara de terno tocou. Com um movimento da mão dele, os caras pararam de se aproximar de nós.

– Oi. O que? Mentira... Sério? Ok, chegamos já ai- ele desligou o telefone e me encarou, sorrindo- Venha, hoje é seu dia de sorte.

Os caras me seguraram pelos braços e me arrastaram para fora dali.

Nós descemos no elevador até o ultimo andar, que abaixo do prédio, na garagem. Ao chegarmos lá, vi que tinham vários caras armados cercados por carros e mais carros ao redor deles. Em um canto, amarrados em cima de um carro, estavam Percy e Chris, em outro, amarradas em uma coluna, estavam as meninas, com apenas blusões a cobrindo. Todos estavam desacordados.

Mas esse não foi o problema. Amarrada com os braços para cima, pendurada cheia de ferimentos pelo corpo, estava uma ruiva de olhos verdes. Os caras estavam rindo enquanto a encaravam.

– Rachel!- gritei.

Tentei me soltar dos dois caras assim que ela me encarou, mas não consegui me soltar. Quando ficamos próximas o suficiente, eles me obrigaram a ajoelhar-me de frente para ela e me seguraram pelos ombros contra o chão. Rachel me olhou e abriu um sorriso divertido.

– Finalmente aos meus pés, Romeu- brincou.

Neguei.

– Não brinque com isso, Rachel- pedi- O que eles fizeram com você? O QUE FIZERAM COM ELA? EU ME ENTREGUEI.

– Bem- um cara mascarado apareceu ao lado do homem de terno. Ele usava um sobretudo fechado preto, sapatos sociais pretos, a barra da calça preta estava um pouco a mostra- eu não podia mata-la. A ordem foi que vocês matassem uma a outra, por que não fez isso? Mate-a agora e poderá ir embora, assim como seus amigos.

– O que?- desesperei-me- Não, eu não vou a matar. Não vou matar ela, eu não posso. Eu não...

– Romeu- encarei Rachel. A ruiva tinha lágrimas rolando pelo rosto, mas sustentava um sorriso-, está tudo bem. Eu fui feliz com você nesses últimos meses, nós vivemos muito bem e felizes. Pude amar você várias vezes, dizer a você o quanto eu te amava e, apesar de nunca ter ouvido o mesmo, eu sabia que era reciproco. Esse era meu sonho, Reyna... viver um amor desses antes de morrer. Agora que já vivi-o, posso morrer em paz. Não chore, minha príncipe, acabara deixando esse seu rosto tão lindo em feio. Eu amo você, Reyna Avilla Ramirez-Arellano.

Neguei com a cabeça.

– Não diga isso. Vamos sair dessa, saímos da primeira vez, daremos um jeito.

– Não desta vez- encarei o homem mascarado- Eu só quero proteger o que é meu, então mate-a e tudo ficará bem.

E eu percebi. Quem estava por baixo daquilo tudo era meu pai.

– Como soube onde ela estava?- perguntei trincando os dentes.

– Um passarinho me contou... ela só queria te ajudar.

– Maldito.

Meu corpo inteiro começou a vibrar, senti meu corpo inteiro tremer como se fosse um terremoto. A mesma sensação que senti na praia começava a me tomar, mas eu juntei todas as forças que eu ainda tinha para me manter consciente.

Não sei como, mas consegui me soltar dos cara, dei-lhes um soco no nariz e peguei as armas deles. Sai atirando nos caras e desviando deles. Corri na direção dos caras que estavam desarmados, já que os armados levaram bala pelo corpo e caíram desacordados. Taquei o cabo da metralhadora na cabeça de um, usando seu corpo com escudo quando outro tentou me acertar.

Joguei o corpo gordo do cara sobre três caras, que caíram e bateram a cabeça no chão. Desviei de um soco de um cara, mas não do chute dele. Segurei-o pela camisa e o puxei com força, fazendo-o girar no ar. Sentei na barriga dele e lhe dei vários socos. Logo depois, fiquei em pé. Corri na direção de um carro, pulei para o capô dele e depois para o teto.

Peguei a outra metralhadora que eu tinha roubado dos caras que me seguravam e a usei para bater em uns caras que tentaram se aproximar de mim. Mas então, meus olhos caíram onde dois caras começavam a se aproximar de Rachel.

Pulei, literalmente, na cabeça de três caras para conseguir chegar ao chão e logo depois correr para proteger Rachel. Eu tinha plena consciência de que eu levara tiros pelo corpo, que eu tinha levado socos, chutes, facadas, mas eu não estava sentindo dor e não me permitira parar, principalmente se fosse para salvar Rachel.

Quando vi os caras caídos no chão, virei-me para Rachel. Peguei a faca de um dos caras e cortei as cordas que a seguravam no ar. Ela caiu com tudo sobre mim, eu consegui a segurar, equilibrando-me com um pé para trás.

– Você está bem?- perguntei segurando o rosto dela com as minhas mãos, fazendo-a me encarar- Eu disse que ia dar um jeito. Não iria lhe matar.

Rachel sorri brincalhona.

– Eu gostei de ter aos meus pés- falou ela.

Quando eu ia retrucar, Rachel desviou o olhar do meu e ficou seria. Antes que pudesse olhar para trás, Rachel me puxou pelo braço e me pôs atrás dela.

– Reyna!

Um estampido foi ouvido, o som de um tiro. E de repente, eu estava de joelhos, segurando o corpo Rachel com uma mancha vermelha crescendo cada vez mais em sua blusa branca do time dos Yankees que ela pegou na casa de Thalia para poder dormir.

– Rachel!- gritei desesperada- Por favor, meu amor, aguenta firme- pedi digitando apressada com os dedos sujos de sangue- Alô, é da emergência?- passei o endereço e desliguei logo depois- Vai ficar tudo bem, meu anjo, eu prometo.

Rachel sorriu e acariciou o meu rosto, provavelmente sujando-o de sangue, mas eu não estava nem ligando.

– Fala para mim, Romeu, por favor. Ai eu posso ir...

– Não. Eu vou dizer isso quando estivermos as duas bem, e isso vai acontecer.

Rachel sorriu, deixando sua mão cair sobre sua barriga.

– Então eu digo...eu amo você.

Rachel fechou os olhos e encostou a cabeça em meu peito.

– Rachel! Rachel fica acordada! RACHEL- chamei.

Notas finais
E ai? O que acharam? Espero que tenham gostado, vou responder os comentários e até amanhã. Boa noite.