Juliet - A New History

4 Capítulo 2 - Cadê o Thony?! - Parte 1


Notas iniciais
Estou muito lerda... estou sem inspiração... Mas vim dar um pouquinho do capítulo 2 para vocês! PS: Não me matem! "Suspirei resignada e concordei com a cabeça. Ela não me deixaria em paz. Se bem que era quase que um papel dela, sendo minha melhor amiga e, praticamente, irmã."

Na hora do almoço, depois que todos pegaram suas bandejas com as devidas comidas e sentaram na mesa de sempre, começou o falatório. Não vou mentir, eu não tinha pego nada de interessante. Só um suco de caixinha. E ainda estava distraída.

Ronnie falava o quão fácil havia sido a prova de química – fácil para ela, aquela nerd -, já Emy e Carol ficavam pensando em voz alta os nomes dos garotos que podiam chamá-las para o baile. As quatro tietes também almoçavam com a gente e ficavam dando risinhos ao falar uma porção de besteiras sobre os garotos do time de Thony. Preferia nem dar atenção.

Pensar em Thony me fazia questionar onde aquele cabeçudo havia se enfiado. Ele tinha dito que conversaríamos agora, no almoço. Acho que ele pensa que consigo ter uma conversa mental com ele, porque ele não aparece! Eu já tinha procurado pelo refeitório inteiro e nada dele!

–Jullie, você precisa comer – constatou Ronnie ao ver meu grande almoço.

A bandeja dela sempre tinha as mais variadas coisas. Certo que tinha um pouco de arroz e feijão, mas tinha muita salada e ela só comia peito de frango. De sobremesa, iogurte de morango.

–Perdi a fome – falei distraidamente.

–Você perdeu foi os olhos e a cabeça em outro lugar – ela instou. — Vai comer alguma coisa, menina! Eu estou mandando, Juliet, não estou mais pedindo!

–Você está falando igual a minha mãe, Ronnie. Vê se me erra, garota! — reclamei.

–Só estou preocupada com você, criatura. — ela fez uma careta de mágoa. — Faz quanto tempo que eu não te vejo comer? Uma semana?!

–Não exagera, Ronnie – revirei os olhos. — Eu só estou preocupada com o... o Thony.

–Amiga, ele já é bem crescidinho, sabe comer sozinho – ela disse. — Já você, parece que não.

–Ah, certo – entendi seu raciocínio. — Não, Rô, não é com isso que eu estou preocupada. É que ele sumiu... — e perdi a fala. Tinha acabado de avistar o boné dele.

–Ele não sumiu, Jullie. Só deve estar almoçado com alguém em outro lugar. Afinal, você não é a dona dele para saber de cada tim-tim da vida do menino...

–Espera aí, Ronnie – a cortei já levantando. Meus olhos fixos no boné. — Acabei de vê-lo.

–Então está bem... — a deixei falando sozinha.

Apressei-me a andar até a mesa onde meu amigo almoçava. Ele tinha trocado de roupa, mas isso não era incomum. Ele estava de costas, também. Sorri comigo mesma. Será que a brincadeirinha já tinha parado mesmo de ter graça? Assim que cheguei atrás dele, tapei seus olhos.

–Adivinha quem é! — falei rindo.

–O amor da minha vida – respondeu uma voz desconhecida.

Rapidamente tirei as mãos e parei de rir. Aquele não era o meu melhor amigo. Dei um passo para trás e o garoto se virou sorrindo. Corei de vergonha. Merda, Anthony, você me fez pagar maior mico. Ai de ti quando o pegar!

–Você não é o Thony – mordi o lábio, constatando o óbvio.

O garoto riu, sua risada era como uma música. Acho que a voz já tinha mudado completamente. Agora que eu podia processar, a voz dele era bem bonitinha, também.

–Não, meu amor – ele falou ainda sorrindo. — Sou o amor da sua vida, já disse.

–O que faz com o boné do Anthony? — perguntei. Ah, ele estava com o boné do Thony, eu tinha certeza! Tinha a porcaria de um símbolo só nosso na aba.

–Não é do Anthony – ele virou a aba para longe dos meus olhos e fixou-me com um brilho estranho nos olhos. — Seu namorado perdeu ele justamente. Apostou o boné e eu ganhei o jogo.

Jogo? Que jogo? Meu namorado? Anthony não jogava nada além de futebol americano. Tampouco era meu namorado! Será que a gente estava falando da mesma pessoa? Mas o boné era sim do Thony! Eu tinha a mais completa certeza. Enfim, eu estava confusa agora. Embora a ideia de ter o Anthony como namorado não me deixava entristecida. Pelo contrário. MUITO contrário.

–Tudo bem, então – franzi a testa. — Você o viu por aí?

–Não – ele disse simplesmente.

–Ok, obrigada – saí sem nem mesmo me despedir, voltei para a mesa onde estava minha mochila e meu suco de caixinha.

Não prestei atenção ao que as garotas estavam falando. Eu queria encontrar o Thony! Mas, por insistência da Rô, tomei meu suco e forcei um biscoito integral a passar pela boca. E ela só fez isso porque “ouviu meu estômago implorar comida”. Mentirosa!

Logo ao final do almoço, despedi-me de Ronnie e caminhei para a aula de história. Agora Anthony não me escapava. Era minha aula conjunta com ele. Ele teria que aparecer de qualquer jeito, não era? Ou será que ele cabularia a aula porque sabia que eu esperaria por ele? Não duvidava mais nada! Ele tinha dado o seu boné para aquele cara que eu nem tinha visto na vida! E era o nosso símbolo. O NOSSO!!! De repente, fiquei com uma dor de cabeça enorme. Tudo culpa do Thony, eu sabia, por me deixar chateada e angustiada.

Sentei-me no lugar de sempre e abaixei a cabeça na mesa, repousando contra as mãos. Eu ficaria assim até o professor entrar, ou até o Thony aparecer. Um tempo depois, ouvi a cadeira ao lado se afastar e alguém se sentar. Thony.

–Você demorou – acusei sem nem mesmo olhar. — Por quê?

–Já estava com saudades de mim, meu amor? — uma voz grossa e melodiosamente familiar se pronunciou. Dava para perceber que estava sorrindo.

Notas finais
E aí, o que acharam? Mais surpresas estão para vir nesse capítulo! Se preparem para o resto!