Notas iniciais
A descrição da Sonserina foi extraída do site Legião dos Heróis. Outros dados foram obtidos por meio de pesquisa no site Wikipédia. Harry Potter, após certa indecisão do Chapéu Seletor, é indicado a integrar a Grifinória. Agora, os irmãos estão em casa opostas. O que irá acontecer?

Sem esconder o nervosismo que sentia, Harry se dirige para o Chapéu Seletor. Quem estava perto, neste momento, podia perceber o tremor de suas mãos ao segurá-lo e coloca-lo na cabeça.

— Grifinória! – Responde após um minuto de silêncio. Os alunos, à mesa da Grifinória, gritam de felicidade.

Julie Potter, que pertence a Sonserina, assim como seu pai um dia pertenceu, vibra em silêncio. A Sonserina não era bem vista por nenhum aluno das outras casas; não só pelo fato de quase todos os bruxos das trevas ter pertencido a ela, mas também, pelo preconceito que, a maioria, dos seus alunos têm pelos mestiços, como eram chamados os bruxos filhos de uma pessoa trouxa com um bruxo.

Entretanto a rivalidade entre Sonserina e Grifinória é constante. Na maior parte das vezes, a culpa é quase sempre dos sonserinos que, por tudo, querem provar que são os melhores. Corvinal e Lufa Lufa só possuem rivalidade no jogo de Quadribol, que é um jogo bruxo semelhante ao jogo de futebol, com as diferenças de ser jogado sobre vassouras e ter três bolas, sendo duas goles lançadas no intuito de atingir os jogadores do time adversário e um pomo de ouro, que quando apanhada, normalmente garante a vitória do time.

Concluída a seleção dos alunos novatos, o professor Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts, faz o discurso de boas vindas aos alunos e o jantar é servido. Depois do banquete o hino da Escola é cantado e os alunos seguem para suas casas, guiados pelos monitores. Os monitores são alunos veteranos da escola, que possui boas notas e bom comportamento e que por este motivos são designados pela diretoria da casa, à qual pertence, para ser o responsável pela mesma. Também desempenham a função de inspetor escolar denunciando infrações dos alunos.

A Sonserina se localiza nas masmorras do castelo, sob o Lago Negro do jardim. Para se ter acesso à ela é necessário informar uma senha a uma parede úmida. O interior dos cômodos apresenta uma luz de cor verde e a temperatura é sempre fria, devido a sua localização.

A decoração da Sala Comunal consiste em algumas poltronas e mesinhas dispersas, de modo que os alunos possam se reunir em grupos de quatro pessoas. Uma lareira é responsável pelo aquecimento do local; no lugar de janelas, vitrais permitem um pouco de claridade natural. Tapeçarias e uma estante repleta de livros de variados assuntos, completam a decoração. Um corredor bifurcado conduz aos dormitórios, sendo um masculino e outro feminino.

Allaynna Mulciber, Handara Greengrass e Delphi Lestrange Ridley eram companheiras de quarto de Julie. Apesar de ser uma sonserina, Julie não compartilhava com as ideias e pensamento dos demais companheiros de casa; por esta razão não confiava neles. Nem mesmo em Delphi, sua irmã por parte de pai. A diferença entre as duas é apenas de alguns dias.

Após tomar um banho morno, Julie corre para a cama. O sono demora um pouco a chegar devido à grande emoção e tensão das últimas horas. Quase uma hora depois adormece mas, como vinha acontecendo a cerca de três semanas, acorda assustada com o estranho sonho, no meio da madrugada.

Julie encontra-se sozinha na casa de Godric’s Hollow. Tudo está em ruínas, mas ela precisa encontrar. Mas encontrar o quê? Ela não tem ideia do que procura! De repente, do chão, vai surgindo uma sombra que se materializa em um ser meio disforme. Ele olha para ela, que sente-se presa. Avança em sua direção! Ela quer correr, mas suas pernas parecem petrificadas.

— Onde está? – Pergunta numa voz estranha, quase como um silvo.

— Não sei! – Responde tentando identificar o rosto da criatura.

— NÃO MINTA! — Grita o estranho ser.

— Eu,... eu não estou mentindo! — Responde quase chorando.

A criatura se aproxima. — Olhe para mim! — Ordena. Lentamente Julie olha nos olhos da estranha criatura. Seu rosto era branco cera, no lugar do nariz havia fendas, e os olhos eram vermelhos, com fendas semelhante às dos olhos de gato, substituindo a iris.

— Você tem os olhos de sua mãe! — diz o ser — Ela foi tola ao tentar defender Harry Potter. Ela nunca pensou em você. Ela preferiu morrer à cuidar de você...

— MENTIRA! — Grita Julie. — Lilian me amava também.

— Amava? Tem certeza? Mesmo você sendo filha do Lord das Trevas, ela te amava? Eu não tenho tanta certeza. — Tudo era para Harry, todas as atenções, todo o carinho... Quem é seu padrinho? Um rejeitado pela sociedade, um falido. Quem é padrinho de Harry? Alguém que sempre foi respeitado, de sangue nobre...

— PARE! Eu não quero mais ouvir isso. — Implora, Julie, com lágrimas nos olhos. Algumas vezes ela se questionava sobre a diferença, que existia no tratamento que Lilian dispensava a ela e a Harry. Muitas vezes ela se sentia desprezada, escanteada.

— Pobre menina! — Ironiza a criatura — Não minta pra você mesma, não se engane. Sua mãe nunca lhe amou! Ela nunca se importou com você, que era apenas um fardo para ela. Quem se lembra de você? Agora, Harry Potter, todos sabem quem é! A fama e a glória estão com ele, menina.

Julie sente-se confusa. Uma mistura de raiva, inveja, medo se apodera dela. O que ela deve fazer? Será verdade que Lilian não a amava?

— Enquanto Potter viver, você será apenas uma sombra dele. Você nunca será alguém! Quem dará valor a filha do Lord das Trevas? Todos a desprezaram; a você e a sua irmã. Pense nela! Vocês serão odiadas e rejeitadas.

— NÃO... Harry é meu irmão!

— Ele não sabe que você existe, não liga para você! E quando souber que você é filha de Você Sabe Quem, a odiará. Todas as vezes que ele olhar para você, será ele que ele verá.

— Não é verdade!

— É sim! — Diz o ser desafiadoramente. — Se coloque no lugar dele. Você amaria o filho daquele que tirou a vida de sua mãe?

— CALE-SE! Eu não quero ouvir mais nada!

— Una-se a mim Julie! Mostre para todos que você é mais forte e mais poderosa que Harry Potter! Retome a glória que ele roubou de você. Vamos matar Harry Potter!

— NÃO! Eu nunca farei algo contra Harry. Ele é meu irmão eu vou protegê-lo!

— Você não poderá protegê-lo. Você não pode contra mim Julie!

— Você nunca tocará nele! Eu não permitirei!

— Você não pode me deter! Eu e você somos um só! Cedo ou tarde você se unirá a mim e juntos o destruíremos.

— MENTIRA! Eu nunca me unirarei a você. NUNCA!

— Sim, se unirá! Você não pode mudar isto. Você é minha filha!

— CALE-SE! Isto é mentira.

— Olhe! – Diz o estranho ser, no mesmo instante em que Julie sente uma forte dor no pulso direito. Olhando-o ver, horrorizada, no local da dor, um corte se formando com a forma da Marca Negra; gotas de sangue são absorvidas pela terra, ao mesmo tempo em que outros vultos vão surgindo cercando-a. Ela grita e desperta aflita.

Totalmente perturbada, Julie olha a hora no relógio da parede do quarto. Eram 3:30 da manhã.

— Julie, você esta bem? – Indaga Delphin, que dividia a beliche com ela. Allaynna e Handara também acordaram com o grito de Julie.

— Sim, me desculpem por tê-las acordado. – Diz levantando-se.

— Você quer conversar? – Pergunta Delphi

— Não. Obrigada! É cedo, vá dormir. – Responde saindo do quarto.

Toma um banho. Mas ao sair do banheiro, dá de cara com Delphi, que estava esperando-a.

— Caramba Delphi! Você me assustou.

— Me desculpe! Mas é que precisamos conversar.

— É tarde...

— Você sonhou com ele, não foi?

— Eu não sei do que você esta falando...

— Claro que sabe! — Afirma Delphi olhando-a com desafio.

— Tudo bem! — suspira Julie — Sonhei, satisfeita?

— Não! — Responde Delphi — Você sabia que estava falando ofidioglossia?

Julie fica olhando Delphi, sem entender o que ela estava dizendo. — Você esta me escutando Julie? — pergunta Delphi, sacudindo-a.

— Como assim eu estava falando ofidioglossia?- — Indaga confusa

— Eu não sei! Mas para Allaynna e Handara você apenas murmurou palavras sem nexo; mas eu consegui entender as palavras ditas por você.

As duas ficam se olhando em silêncio. — Ele não desistiu de Harry! — Fala Julie, por fim.

— Eu sei! — responde Delphi com simplicidade

— De lado você ficará? — Questiona Julie, sem deixar de olhá-la

— Julie, não vamos falar sobre isto agora! Não estamos em guerra, ainda.

— Não, não estamos! Mas quando estivermos teremos que escolher um dos lados.

— Eu sei. Mas não vou me preocupar com isso agora. — Diz Delphi, voltando para o dormitório.

— Delphi! — Chama Julie — Eu não quero lutar contra você!

— Eu sei! Contra mim você não tem chance. — Responde rindo.

— Você se acha! — Retruca Julie com um sorriso. — Delphi volta para o quarto. Julie se aproxima do espelho. Seu reflexo mostrava o quanto estava aflita. Com um suspiro ela deixa o banheiro.

Como Delphi tinha voltado para a cama e todos ainda estavam dormindo, ela segue para a Sala Comunal. Retira um livro da estante e acomodando-se numa poltrona inicia a leitura, após invocar uma luz na ponta da varinha. Ela já tinha lido metade do livro, quando outros alunos começam a chegar à sala. Com o agito dos estudantes era impossível continuar a leitura, por esta razão termina guardando o livro. Deixa a Sala Comunal e vai para o refeitório.

Automaticamente, por força do hábito, seu olhar se dirige para a mesa da Grifinória. Apesar das diferenças e disputas entre grifinorianos e sonserinos, o melhor amigo de Julie havia pertencido à Grifinória. Carlinhos Wesley, havia terminado o curso, no ano anterior; ele não fora apenas amigo de Julie, mas também foi seu primeiro namorado.

Carlinhos não estava lá, mas Harry estava. Ele conversava com um garoto alto e ruivo, que Julie achava ser o irmão caçula de Carlinhos; parecia bem e até mesmo alegre. Ela fica feliz, pois receava que houvesse dificuldades para ele adaptar-se a nova vida. Porém o medo toma conta dela, as palavras de Você Sabe Quem, ecoam em seu intimo: "...ele lhe odiará!..."

Inesperadamente ele vira o rosto e olha para ela. Ele tinha os olhos parecidos com os olhos de Lílian, parecidos com os olhos dela. Por alguns instantes eles se encaram; até Marcos Flint, capitão do time de quadribol da Sonserina, interromper:

— Julie, hoje á noite teremos treino. Será as 19:00 horas, por favor não falte!

— Certo.

Julie volta a procurar Harry, mas ele já havia se voltado e conversava animadamente com o colega ruivo. Julie segue para a mesa da Sonserina.

Terminada a refeição Julie segue para a sala de aula. Sua primeira aula seria com o professor Binns, único professor fantasma. Diz que uma noite ele adormeceu lendo um livro, sentado numa cadeira, diante da lareira de seu quarto. Na manhã seguinte, se acordou para dá aula, deixando o próprio corpo sem vida na cadeira. Ele lecionava História da Magia. As aulas seguintes seriam: Herbologia, com a professora Pomona Sprout; Poções, ensinada por Severo Snape; Feitiço, pelo professor Flitwick e Astronomia, com Aurora Sinistra.

Julie precisava aproximar-se de Harry! Precisava conversar com ele, mas até o momento não sabia como. Dumbledore havia lhe informado, dias antes do início das aulas, que os Dursley esconderam dele toda a verdade sobre a morte dos Potter. Ele não sabia que tinha uma irmã.

Notas finais
Julie, apesar do receio que sente, precisa aproximar-se de Harry Potter. Será que ela conseguirá?