Julho de 1977
1 only
Notas iniciais
Embora ventasse e chovesse torrencialmente, Nymphadora Tonks não se abalou. Francamente, Tonks não achou que nada naquele dia em especial pudesse desestabilizá-la; e, de fato, estava certa.
Não era um casamento dos sonhos, mas, na realidade, Tonks jamais sonhou em uma festança; grinalda, vestidos enormes e arranjos de flores não eram bem as suas fantasias e desejos.
Sua mãe, no entanto, obrigou-a a usar seu antigo vestido de casamento — assim como o seu casamento, o de sua mãe e pai havia sido privado, pelo receio de que a família Black pudesse machucar Ted, seu pai trouxa. Era um vestido que ia até seus joelhos, ainda possuía o tom branco de outrora, além de ter rendas no busto. “Encantador”, nas palavras de Remus.
Seus cabelos, porém, continuaram de seu agrado; róseos e vivos, nunca foram tão lindos como naquele dia de julho.
— Você nunca esteve tão divina — sussurrou Remus, assim que a avistou. Sorriu enquanto ele a contemplava, dos pés à cabeça, demorando mais em seus olhos. — Sabe, se o ministério não tivesse aprovado a legislação desfavorável para lobisomens, então daríamos uma festa — murmurou, enquanto colocava uma mecha de cabelo atrás da orelha de sua agora esposa.
— Pensei que não gostasse de festas — retrucou, sorrindo.
— Bem, eu não gosto, de fato. Mas gostaria que todos pudessem ver que me casei com a mulher mais bonita de Londres — Tonks gargalhou, enquanto Remus limpava suas calças novas e brilhantes.
— Quando adquiriu esse tom humorístico? — abraçou-o e sentiu seu calor e aperto, como se aquele momento pudesse evaporar a qualquer segundo. E embora Remus pensasse daquela forma, Tonks sabia que seria eterno, mesmo que apenas em suas memórias.
— Não estou fazendo graça, eu realmente a acho a mulher mais bonita que conheço — suas bochechas ruborizaram de imediato, como se ainda fosse uma adolescente e recebesse o primeiro elogio de um garoto – era assim que Remus fazia com que se sentisse, como se tudo com ele fosse a primeira vez.
Com Remus, nada era clichê — exceto, talvez, em seu casamento, mas merecia ao menos um momento como aquele —, pois Remus era como o mar numa perfeita tempestade; agitado, ofensivo e infesto. Mas de tempos em tempos conseguia ser paciente, acolhedor e gratificante. Com Remus, as coisas podiam ser tempestuosas num minuto e harmoniosas noutro. Eram dois polos dos quais aprendera a amar e abraçar, sem julgamentos ou mágoas.
E era exatamente por isso que casar com Remus John Lupin era o dia que prevaleceria em suas lembranças por tempo demais, inundaria seu ser com sentimentos afáveis e se tornaria sempre o dia mais bonito de julho de 97.
Pois fora em julho de 1997 que Remus e Nymphadora fizeram votos dos quais implicavam em proteger e amar um ao outro até que a morte os separasse. E assim aconteceu.
Notas finais
Pra quem quiser acompanhar, estou escrevendo uma história sobre a Andrômeda e o Ted (os pais da Tonks): https://fanfiction.com.br/historia/746057/Calamo/
Obrigada por ler!
Fale com o autor