Julgamentos

1 O começo de tudo


Notas iniciais
Óia só... Esta é a primeira fic que escrevi na vida, haha. Foi postada em outro site lá em 2007 ou alguma outra data que não me lembro. Tá muito tosquinha, ma spra mim, naquela época, era o máximo. Bom, vejam como um autor evolui se compararmos essa fic com as outras que posto aqui. Existe uma grande diferença!

Sentem-se, peguem suas pipocas e refrigerantes, tirem os sapatos e divirtam-se!

Milo olhou para seu relógio, já estava atrasado. Era seu primeiro dia de trabalho na maior empresa de comércio marítimo da Grécia, liderada pelo jovem Julian Solo. Já estava procurando um emprego decente por algum tempo, e finalmente tinha achado um, mas estava com medo de passar uma má impressão por seu atraso.

Ele desceu as escadas de sua casa e foi para o trabalho. Era um edifício colossal, toda sua extensão feita de grandes janelas de vidro azulado que refletia o céu nublado daquela manhã. Milo entrou por uma grande porta de vidro também e viu que dentro do edifício havia vários tipos de aquários, enormes.

\"Esse Julian é fanático por água mesmo!\" pensou.

- Posso ajudar? — Uma secretária loirinha, chamada Thétis, sorriu para Milo.

- Ah, hoje é o meu primeiro dia de trabalho aqui.. Então, você sabe como é, eu estou meio perdido...

A loirinha deu todas as informações para Milo, e ele se dirigiu para sua sala. No elevador, ele encontrou uma figura um tanto quanto exótica, Mu. Mu tinha longos cabelos arroxeados, presos quase no final. Mu sorriu para ele, e perguntou,

- Você é novo aqui?

-Sou sim, estou trabalhando no andar 15. — Milo sorriu de volta para ele.

- O mesmo andar que eu. Eu já trabalho aqui faz uns três anos.

- E como são as outras pessoas?

- Bem, vamos dizer que alguns deles tem uns \"parafusos a menos\". Mas tirando isso, são bons amigos.

Os dois riram e foram para a grande sala, cheia de cubículos com mesinhas e computadores.

Todos os outros funcionários estavam atentos a seus trabalhos e Mu chamou o diretor, Saga, para apresentar Milo aos outros.

- Senhores, temos aqui um novo funcionário, Milo, hoje é o primeiro dia de trabalho dele, então, tentem pelo menos tratá-lo com gentileza! — todos riram.

Os outros voltaram a trabalhar e Mu o levou até seu cubículo, não tinha nada de especial lá, só uma cadeira, um computador e uma mesa. Na mesa havia uma listinha se tratando de coisas que ele deveria fazer. Ele se sentou e ligou o computador. Enquanto esperava ligar, olhou para o lado e viu um homem, pelo jeito muito atarefado, não parava de digitar e sua mesa tinha uma pilha enorme de papéis. O homem era ruivo, tinha longos cabelos lisos e uma expressão fria. O computador de Milo fez um barulho e ele logo começou seu trabalho.

Camus era francês, veio para a Grécia quando teve a oportunidade de trabalhar nas empresas Solo. Ele estava lá fazia um bom tempo. Camus não era muito de conversar, contar sobre sua vida pessoal, mas quando estava fora do ambiente de trabalho, era mais aberto, social. Tinha uma paciência enorme, mas às vezes podia se irritar facilmente, dependendo da situação.

Camus nem tinha reparado em Milo, com o tanto de coisas que ele tinha para fazer, não dava pra ficar observando.

O dia passou rápido para Milo, com seu jeito charmoso e amigável, logo conquistou a amizade do todos em sua sala, mas não de Camus. Este o achou metido, atirado. Logo no primeiro dia já estava sabendo de tudo e todos, e Camus não gostava desse tipo de atitude.

A semana foi passando e finalmente chegou sexta-feira, dia que todos eles se reuniam no final do expediente e iam em um barzinho que ficava numa rua próxima, o dono, Aldebaran, era muito atencioso com eles. Aioria, uns dos mais tagarelas do grupinho convenceu Milo a ir, ele estava meio sem jeito, mas foi.

- Então Milo, o que está achando do trabalho? — Shaka perguntou.

- Ah, eu estou gostando muito, Shaka! Acho que finalmente arrumei um trabalho que vou ficar por muito tempo. — Milo sorriu e todos conversaram descontraídamente, menos Camus, este parecia um pouco incomodado, irritado, na verdade ele sentia uma ponta de ciúmes de Milo, por ter um jeito tão animado, brincalhão. Eram todos muito amigos, mas Camus era mais próximo de Shura, que sempre o aconselhava em tudo.

- Camus, — perguntou Afrodite, tinha esse nome por ser o mocinho mais belo da empresa. — você pode me emprestar aquele seu livro de suspense? Eu queria muito ler e...

- Não. — Camus sem querer, cortou Afrodite e quando percebeu, sentiu-se mal por isso. Milo observou tudo e não gostou nenhum pouco do que viu e lançou um olhar de censura ao ruivo. Milo achava que Camus era muito frio, distante e até rude. Mas isso porque ele não sabia como ele realmente era.

Camus levantou e convidou Shura para ir à sua casa, Shura aceitou e todos eles despediram-se.

\"Hm, aí tem coisa.\" Milo pensou, desconfiado, e voltou a conversar com seus colegas.

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- O que há, Camus? Parece tão... incomodado. — Perguntou Shura, enquanto o francês abria a porta do seu apartamento, eles entraram, Camus ofereceu um copo de whisky ao amigo.

- Aquele sujeitinho novo, você não acha nada suspeito nele? — Camus, percebeu que Milo o olhou com desaprovação na hora em que acidentalmente havia cortado Afrodite.

- Eu não posso dizer nada, não tenho muita afinidade com o cara. — Shura passou a mão nos cabelos.

- Não sei não, Shura, acho que ele quer me ferrar de algum jeito. Você viu a hora que eu disse não ao Afrodite, a cara dele? Com certeza um dia ele vai me encher o saco por isso. Eu estou arrependido e vou pedir desculpas ao Afrodite quando puder, e espero que aquele cara aprenda que eu não sou o que ele pensa.

- Mas é bom você tomar cuidado também. Nunca se sabe o que ele pode fazer.

- Hmpf. Por mim ele pode ir pro inferno. Nunca fui com a cara dele.

Os dois amigos conversaram mais e Shura foi quando já estava tarde. No outro dia, Camus ligou para Afrodite.

- Dite? Sou eu, Camus. Eu queria me desculpar sobre sexta.

- Ah, meu amigo, aquilo não foi nada. Eu percebi que você estava meio estranho, acho que foi o estresse de toda a semana, vi que você teve muito o que fazer. Não se preocupe!

- Que bom que você me entende, bem, na hora que eu saí, aconteceu mais alguma coisa interessante? — Camus estava esperando que Afrodite contasse algum comportamento suspeito de Milo.

- Deixa eu ver... Acho que não, ficou tarde e aí todos nós saímos.

-Bem, obrigado Afrodite, isso me deixa com a consciência muito mais leve! — Camus agradeceu e teve que desligar.

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Na segunda-feira, Saga passou um trabalho para o grupo e cada um teria que levar no outro dia o que precisava.

- Camus, — disse Shaka — Você pode trazer isso que está na lista? Não são coisas muito importantes, mas isso vai tornar as coisas muito mais rápidas.

- Claro, Shaka! Não vou me esquecer. — disse Camus, com um belo sorriso. Voltou à sua mesa e continuou trabalhando. Milo deu uma olhadela em Camus. Queria saber por que com os outros Camus era amigável e com ele parecia ser muito arrogante. Sim, Camus era um pouco arrogante por natureza, mas nada em excesso.

Às quatro horas da tarde, Camus se levantou e foi tomar um café, chamou Shura para ir com ele e os dois conversaram um pouco.

- Você notou alguma coisa anormal? — perguntou Shura

- Não, não, tudo indo bem até agora, claro, ele me trata com uma falsidade gigantesca, mas eu acho que até me acostumei. — os dois riram um pouco, e mudaram de assunto quando perceberam que Milo estava vindo até eles.

- Pois é Camus, e aquele concurso de fotografias? Quando sai os resultados? — Shura perguntou, meio sem jeito.

- Hmm, eu não sei. Provavelmente na quinta-feira.

- Você gosta de fotografia Camus? — perguntou Milo.

- Gosto, bastante. É uma coisa bem divertida pra mim. — disse com a expressão bem calma.

\"Nossa, fotografia. Que chatice!\" pensou Milo.

- Ah, legal.. — Milo pegou um café e voltou para sua mesa.

Camus olhou para Shura e os dois viraram os olhos. Voltaram às suas respectivas mesas e continuaram o trabalho. O horário do expediente acabou, Camus pegou suas coisas e voltou para casa, não lembrou que tinha que trazer alguns relatórios para o trabalho do próximo dia e só foi lembrar quando já não tinha mais tempo para consegui-los.

No outro dia, de manhã, Camus acordou extremamente mal, por causa dos relatórios. E agora? O que Shaka ia pensar dele? Era a primeira vez em alguns anos que ele não se esquecia de nada. Ele sabia que Shaka ficaria chateado e que o trabalho não teria um bom andamento. Shaka era do tipo viciado em trabalho, tudo era trabalho para ele.

- Camus, trouxe os relatórios? — perguntou Shaka.

- Não... Eu tive que fazer outros trabalhos em casa e não deu tempo... — Camus deu uma desculpa, não convenceu muito Shaka, mas este aceitou.

- Bom, isso vai dificultar nosso trabalho, mas vamos lá e acabar logo com isso.

Milo, prestou atenção em tudo, e fez de tudo para que saísse um ótimo trabalho. Todos eles estavam realmente concentrados. Camus estava chateado e não dizia uma palavra, até que Shaka percebeu, e perguntou,

- O que você acha, Camus?

- Eu não acho nada. — disse com sua expressão inabalável habitual. E voltaram ao trabalho. Camus não fez nada, praticamente, Milo se envolveu de tal forma no trabalho que Shura e Camus não tiveram oportunidade de fazer algo. Quando completaram o trabalho, Shaka estava orgulhoso do desempenho de Milo.

- É pessoal, sem o Milo esse trabalho não iria existir... — jogou uma indireta a Camus e Shura. Camus se sentiu inútil com a indireta e por sua sorte, deu o horário de almoço. Os rapazes saíram, Shaka, Mu, Aioria e Milo foram almoçar juntos e nem se importaram em chamar Camus, Shura e Afrodite. Os três, por sua vez foram almoçar em um lugar diferente para evitar mais desentendimentos.

- Vocês viram que tamanha ingratidão? Todos esses anos trabalhando juntos e esse iniciante tomou os nossos lugares! — Shura estava com raiva.

- Pois é. Agora aqueles malditos se juntaram e começaram a se achar \"os demais\".

- Gente, não fiquem assim! Eu não acho que eles fizeram por maldade! — Afrodite tentou acalmar os dois, mas em vão.

- Não, Dite! Foi de propósito! Lembra o que o Shaka falou? Provavelmente aquele novato já andou mentindo sobre nós para o Shaka, você viu como os dois estão amiguinhos? — Camus suspirou.

- É verdade Camus. Vamos fazer um acordo? Vamos evitar ao máximo esses dois, aí quem sabe eles não se tocam. — Shura sugeriu.

- Grande idéia Shura! Eles vão ver...