Julgamento
1 Julgamento.
XIII-Julgamento.
Nota: esta carta fora escrita de maneira comum, nem sequer poética, adaptada para a seqüência de forma facilitada ao entendimento e à questão.
Senhores da verdade
Ou da justiça,
Que encontreis no mundo da linhagem
A Luz para fazer-se humano.
Criatura hipócrita, aberração.
Pois quem sois vós, a julgar minhas lágrimas
Ou perecê-las?
Quem sois vós a infligir minha pena de
Ser humana, e só?
Tolice perspicaz e altamente tola.
Apassiva e incompreensível.
Pobre daqueles julgados que choram
Por uma causa perdida.
Por aquilo que mesmo chorando e sofrendo
É irrecuperável.
Sempre dadas as mãos,
Com a minha solidão.
Vivencie cada passo da dor,
Traíra e eminente.
Por que choras por amor perdido,
Carinhoso?
Este não volta.
Ouça as minhas garras
Rasgando tal coração dormente,
Inútil, que bate.
Ainda sim me julgas
Por ser meramente humana.
Pobre és tu, injustiçado!
E vosso coração, gelado.
Quem julga um amor perdido,
Fácil, pacífico?
Ele se esvai à cama dourada
E mata de tristeza aquele humano
Tolo,
Que ainda insiste em respirar.
Este aguarda seu julgamento.
(...)
Que nas doces notas da razão
Seja declarado o fim do julgamento
Humano.
Drástico e impassível,
Soa tão vagaroso que só
Uma vida inteira pode ser dada
Como acusação.
Uma vida inteira.
Triste é aquele que chora
Por uma causa perdida,
Repito.
O que foi jamais retorna.
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