João e Maria

1 João e Maria - A Verdade


Notas iniciais
Espero realmente que o manuscrito consiga passar metade da emoção que a peça em si passou.
Algumas pesquisas foram feitas e coisas adaptadas.

“Você realmente acha que é feita de doce.” Pergunta a doce Maria, com um tom de emoção.

“Mas é claro. Olhe!” Ele fala. “Vamos entrar!” Diz o garoto ao entra na casa d e doces.

O dois ficam assustados e confusos ao entra na casa. Não há ninguém e ela é feita de madeira, não doces. Maria aperta o braço do irmão, ele a olha muito confuso.

“O que é isso?” Pergunta ele à irmã, olhando ao redor para entender. “Parece...”

“Que é uma casa normal.” Ela fala tocando na parede e lambendo o dedo. “Não é doce.”

“Eu não recomendaria que você comesse isso, Maria.” Ele fala tirando o dedo dela da boca.

“Mas eu estou com fome. Fazem dias que nossos pais...” Fala a garota com uma expressão triste.

“Não me lembra. Por favor.” O garoto fala, também muito triste. Ele abraça a irmã. “Vamos ver se eles têm alguma comida aqui.”

Os dois procuram pela casa para verem se acham alguma comida. A menina avista um forno. Então chama seu irmão até ela com um puxão.

“O que eles devem ter nesse fogão, João?” Pergunta a menina, um pouco receosa de abrir o fogão.

“Nunca vamos saber se não abrirmos.” Diz o garoto abrindo o fogão.

Os dois gritam no momento que o fogão é aberto. João logo fecha o fogão e abraça a irmã.

“Aquilo era... osso de gente?” Pergunta a menina tremendo.

“Eu acho que sim, Maria.” Ele tenta ser bravo, mas sua expressão é de terror imenso.

“Eu quero ir embora, João.” Diz ela em um tom de súplica.

“Eu sei. Também quero.” Ele fala puxando a irmã pelo braço até a porta. “Vamos!”

Quando eles se aproximam da porta uma mulher sai dos fundos da casa. As crianças se assustam com a mulher. Não conseguem abrir a porta.

“Vocês não vão à lugar algum.” Fala a mulher com uma expressão um tanto confortante. “Sinto muito.”

As crianças se abraçam à medida que a mulher se aproxima. Joao se coloca na frente da irmã.

As crianças gritam e são amarradas pela bruxa. Imploram por misericórdia e que ela os solte. Gritam, chama pelos pais. Fazem tudo que uma criança desesperada faria no lugar deles.

A mulher os amarrou, eles estão quietos. Parecem ter chorado muito recentemente. Ela segura uma faca perto deles, acariciando o rosto de João com tal faca.

“O que vai fazer com a gente?” Pergunta Maria choramingando.

“Comer. Já deu pra notar.” Fala João olhando para a bruxa com ódio.

“Não. Não como carne humana.” Ela responde. Parece realmente não querer machuca-los.

“Então por que aqueles ossos estão no fogão?” Pergunta João fitando a bruxa com muito ódio.

“Ele é quem come os ossos.” Responde a bruxa com um sorriso sincero, não de felicidade. De serenidade.

“Quem é ele?” Pergunta Maria gaguejando. “Por que ele come pessoas?”

A moça olha para a faca e vê seu reflexo. Fica perdida em seus pensamentos por um tempo. “Ele é o meu verdadeiro amor. Come porque precisa.”

“Quem come pessoas porque precisa?!” Pergunta João revoltado com as palavras da bruxa.

“Ele.” Diz ela apontando para os fundos da casa.

Um rugido estrondoso é ouvido e uma criatura demoníaca sai de lá. Anda até as crianças e as cheira. Maria se encolhe em medo. Ele não tem olhos, por isso cheira as crianças. João fica assustado com a imagem. Mas isso não impede que sinta o mesmo ódio.

“Meu verdadeiro amor.” Diz ela abraçando a figura demoníaca.

A figura não demonstra nenhum sentimento. Ela coloca a bruxa de lado e cheira João.

“Comida!” Ruge o demônio ao cheirar João. O garoto treme com as palavras.

“Sim, querido. Já estou os preparando.” Ela parece sentir pena das crianças, mesmo assim abre a porta do fogão.

“Você vai nos dar de comida pra um demônio?” Pergunta João com ódio para a bruxa.

O demônio ruge com o tom de João. A bruxa acaricia sua cabeça. “Não fique assim, querido.” Ela diz ao demônio.

“Você é louca.” Fala Maria, ainda com medo.

“Não. Ele é minha responsabilidade. Meus poderes o trouxeram para esse mundo e eu tenho eu cuidar dele.” Diz a bruxa olhando para o demônio com carinho.

“Então ele não é seu amor, ele como um bebê!” Fala João, querendo desafiar a bruxa.

Mais uma vez o demônio ruge. João não se encolhe dessa vez. A bruxa acaricia a cara de João.

“Não diga isso. Ele é meu verdadeiro amor!” Ela fica um pouco zangada com as palavras de João.

“Ele parece só estar interessado em comida. Não em você.” Diz Maria, entrando no jogo do irmão.

João consegue soltar uma das mãos da corda. A bruxa não nota.

“Agora é hora de lhes preparar.” Ele fala, o monstro ruge mais uma vez. “Isso mesmo, querido. Comida.” Ela sorri, não sente mais pena das crianças.

A mulher pega Maria, deixou a faca perto das crianças. O demônio fica cheirando o ar ao seu redor. Leva os dedos à boca, está saboreando o momento.

“João! Me ajuda!” A garota grita em desespero. Tenta se soltar, mas a bruxa não lhe solta.

“Maria!” João se solta da corda e vai até a irmã. O demônio tenta o segurar, mas já que é cego não o pega.

Ele faz com que Maira se solte, mas a bruxa pega João no lugar da garota.

“Vamos começar por você então!” Ela diz abrindo o fogão.

Quando a bruxa está para colocar o garoto no fogão Maria lhe empurra. A bruxa entra no fogão.

“Rápido, fecha!” Diz Maria, se tremendo. Não acredita no que acaba de fazer.

João fecha a porta com pressa. A bruxa grita dentro do fogão. O demônio se levanta e vai até as crianças. João pega a faca e se coloca na frente da irmã para lhe defender.

“Nós vamos morrer, João.” Diz Mariz num tom de desespero.

“Não morremos depois que nossos pais no soltaram no mundo e não vamos morrer agora!” Fala João olhando para a irmã ainda segurando a faca.

João levanta a faca. O demônio se assusta, mas logo bate no braço de João e a faca voa longe. João e Maria se afastam para o canto. O demônio vai em direção deles, sentindo seu cheiro. A bruxa fica gritando dentro do fogão.

Até que a bruxa para de gritar. Quando o demônio está quase tocando as crianças. Ele se afasta e se contorce em dor. Os dois irmão ficam confusos com o que está acontecendo. Quando o demônio cai desfalecido no chão eles se aproximam. Curiosos para saber o que houve.

“O que aconteceu?” Pergunta Maria para o irmão.

“Eu acho que...” João toca no demônio com seu pé. Não há reação. “Ele morreu.”

“Como um demônio pode ter morrido?” Pergunta Maria ainda curiosa.

João fita o fogão e então o demônio. “A bruxa era a âncora dele nesse mundo e...”

“Quando ela morreu foi com ele de volta pro inferno.” Diz a garota finalmente compreendendo o que aconteceu.

“Isso.” Fala o irmão mais velho. Ele olha para a mesa e sorri. “Olhe! Comida.”

Os dois vão até a mesa. Parecem mais calmos e sorriem. João dá a mão para a irmã.

“Juntos?” Pergunta ele.

“Depois da fome e demônios não acho que algo nos separe.” Diz a garota, preparando um lanche com a comida da mesa

Notas finais
Bem, foi isso. Como essa foi parte de uma série de três peças eu vou tentar postar as outras duas.
Deixem review se quiserem, não vou comer ninguém nem sacrificar ao demônio.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!