Jovens
3 Capítulo 3
– Scott –
Eu me espreguiçava ainda de olhos fechados, pensamentos e imagens sobre tudo o que tinha acontecido na noite anterior se passavam pela minha cabeça. Fiquei lembrando em flash’s o que tinha acontecido, a festa começando, o Streep que Karen tinha feito antes de entrar na água no inicio da festa, engradados e caixas de cerveja por todo lado, Doug brigando com sua irmã Esther pra decidir quem usaria o quarto do seu pai.
E então aquela imagem veio a minha cabeça, aquela garota com o rosto angelical, ela realmente parecia um anjo, aqueles olhos dourados olhando para mim timidamente, nossas conversa, o jogo na piscina... Comecei a esfregar os olhos perguntando para mim mesmo Isso realmente aconteceu?
Sim, aconteceu, agora eu estava despertando e me lembrei que tinha marcado com o pessoal de irmos pra cachoeira. July disse que ia.
Levantei um pouco o tronco, esticando meu braço para pegar o celular que estava na cabeceira da minha cama, já eram 14 : 00 horas, que horas tínhamos marcado pra ir mesmo? Me levantei, escovei os dentes e tomei um banho. Peguei um pouco de dinheiro na gaveta e desci para o primeiro andar indo em direção a porta da frente.
Vi de relance que meu pai estava ali na sala.
– Boa tarde. — Eu disse, como de costume, sem olhar diretamente pra ele.
– Boa tarde... — Ele me retribuiu, abri a porta e ao me inclinar para sair por ela não pude deixar de olhar para ele.
Ele estava sentado no sofá da sala, tapando os olhos com as palmas de suas mãos. Já era de se esperar, ele provavelmente estava de ressaca de novo. Eu não sei como ainda consigo me importar.
Bati e porta e fui para a rua, direto para a pensão que ficava em uma esquina, próxima a minha casa.
A pensão parecia mais um pequeno restaurante, tinham alguns clientes fiéis, como eu que sempre almoçavam lá. A comida era muito boa e barata. Fui pegar meu prato com o Sr. Carlos — Davy já acordou? — perguntei ainda com sono.
– Já, já acordou, ele foi na casa da namorada dele... — me respondeu ele, gentilmente. Era incrível como ele parecia ser apenas uma versão mais velha de Davy, Sr. Carlos tinha apenas algumas camadas grisalhas em seu cabelo loiro, mas seus olhos tinham a mesma intensidade que os de seu filho. Ele era tão legal, eu realmente queria ter um pai como ele.
Davy ainda reclama, sente vergonha por seu pai ser dono de uma pensão e ganhar pouco. Ele nunca disse isso diretamente para seu pai, mas ele se preocupa demais com o que as pessoas dizem, ele sempre tenta ser o mais gentil o possível com o seu pai, mas se envergonha dele quando está com os outros.
Quem tem motivos para se envergonhar do pai sou eu, enquanto o pai dele consegue seu dinheiro dignamente para sustentar sua família, meu pai torra o seu dinheiro egoistamente em bebidas, fica de ressaca no dia seguinte e eu tenho que ficar de babá pra ele.
Almocei ali, conversando com Sr. Carlos, ele estava falando sobre uma nova oportunidade de emprego, deixaria sua mulher tomar conta da pensão enquanto fosse voltar a trabalhar com administração, em uma nova empresa que tinha aberto na cidade vizinha, fiquei feliz por ele, mas não conseguia me concentrar totalmente, ainda pensava naquela garota que parecia um anjo.
Fiquei imaginando, se aquela noite fosse mais longa o que teria acontecido... Não podia deixar de imaginar, ela era tão atraente, tão doce, tinha os seios muito convidativos, seus lábios eram macios... Eu tentava me concentrar no que o Sr. Carlos falava, mas acabava me distraindo com meus pensamentos nela.
Terminei o almoço, paguei uma latinha de fanta-uva e saí de lá, indo me encontrar com os outros. Marcamos no final da rua principal, estava me perguntando o que ia rolar com July hoje.
Ela parecia empolgada em ir, mas será que ela tinha as mesmas intenções hoje que eu? Ela parecia bem em relação a bebida, mas vai que ela teve algum tipo de ressaca... Se ela não for, tudo bem, elai mora aqui agora, teremos outras oportunidades.
Então fui andando até o final da rua, já avistava eles, estavam todos lá, Davy, Anne, Tate, Windy, Nick, Nina, July e estavam também outros dois amigos, James e Kitty, eles chegaram de viajem.
Conseguia ver sob a forte luz do sol um grande contraste de cores. Os longos cabelos loiros e acesos de Nina, os pálidos irmãos Tate e Nick, o cabelo ruivo, cor-de-cereja de Windy, o cabelo com a mistura de roxo e preto de July, que parecia brilhoso vendo assim de longe, Anne e Davy, também com o contraste de Loiro com preto-azulado, o cabelo de James parecia ainda maior, preso em um rabo-de-cavalo bem no meio, ele ia até a linha do quadril. Já Kitty tinha os seus presos em uma trança, os dela eram um pouco menores do que os dele.
Kitty estava muito bonita, James teve sorte de conseguir uma garota que nem ela, ambos tinham o cabelo castanho, sendo o dele um pouco mais escuro que o dela. Os olhos de James eram claros como o de Anne, acho que isso era de família mesmo, já que eles são primos.
Me aproximei e cumprimentei todos, estava muito feliz por ver que July estava ali, eles estavam só me esperando? Não sabia que eu tinha me atrasado tanto... Mais bebidas, catuaba... Eu conheço essa bebida, ela é “estimulante”. De quem foi a ideia de comprar ela?
Provavelmente de Davy ou de Nick, eles já estavam cada um com um copo de plástico vermelho na mão quando eu cheguei. Tate me deu um, enchi meu copo com um pouco de catuaba e um pouco de soda, o gosto estava bom, mas estava fraco.
Misturei um pouco mais de catuaba no meu copo e ficou bom, July também estava bebendo, o que pode ser ruim. Não quero me sentir culpado se ela for impulsionada a fazer qualquer coisa pela bebida, será que ela sabe? Mas não tinha como eu fazer essa pergunta pra ela, seria meio estranho.
Fomos todos caminhando para os arredores da cidade, era muito fácil caminhar por ali, ainda mais com meus amigos e com a July
– Gente, faz muito tempo que não vamos lá! — Disse Windy agarrada a Tate
– É verdade, como o tempo voa... — respondeu Nina.
– Só vocês né, eu vim aqui semana passada — Disse Davy e olhando para o nada Anne sorriu, já entendemos do que se tratava. Isso me fez voltar a pensar em July e no que iria ou não acontecer, estava ansioso pra chegar lá logo.
Fomos subindo o relevo, a estrada de asfalto já tinha acabado e entramos em uma estrada de terra, as plantas ao nosso redor foram aumentando conforme fomos subindo e quando me dei conta já estávamos no meio do mato, sem qualquer sinal da cidade.
Entramos em um caminho em meio a plantas, saindo da estrada de terra, então o espaço foi se abrindo e chegamos à cachoeira.
É exatamente como eu me lembrava, um cachoeira enorme, descendo relevo abaixo, as águas eram rasas, mas em alguns pontos eram mais profundas, tinham milhares de pedras espalhadas por ela, algumas pedras eram realmente grandes, pessoas podiam ficar em cima delas.
Continuamos ali bebendo um pouco, todos entraram na água, de pé, a água estava batendo apenas nos meus joelhos agora,
– Gente, nós vamos ali! — Disse Anne puxando Davy pelo braço, subindo a cachoeira, eles pareciam animados.
– Nós também — Disse Nick, de mãos dadas com Nina, eles foram subindo também, mas em direção curva, indo para um caminho diferente ao de Anne e Davy.
Encostei em uma pedra e puxei July para mais perto de mim, ela estava de frente para mim, com as mãos nas minhas costas, mas um pouco afastada.
Quando me dei conta, os outros já estavam descendo a cachoeira, eu olhei para ela novamente. Seu ar angelical paerando sobre mim. Aqueles olhos dourados, bem intensos na luz fraca que o Sol trazia ao seu rosto.
Ela sorria e aquilo me enchia de felicidade, mas ao mesmo tempo me dava medo. Medo de sentir algo que eu nunca senti antes, medo do desconhecido. Mas meus instintos me dizem pra agir.
Meu braço direito se enrolou na cintura dela e a mão esquerda foi de encontro a nuca dela, eu a puxei pra mais perto, e nos beijamos novamente, ela deslizou sua mão pelo meu peitoral até a minha barriga, enquanto eu a beijava, sentido seu corpo de encontro ao meu, massageando o cabelo em sua nuca, minha mão direita foi descendo, então apertei a nádega dela, dura porém macia, me provocando uma sensação maravilhosa.
Olhei de relance e vi que todos já haviam sumido, só ficamos eu e July ali. Privacidade total para fazermos o que quiséssemos.
Nosso beijo começou a ficar mais intenso, então eu fui conduzindo ela a se abaixar na água junto comigo, ela encostou sua cabeça na pedra e minha mão foi para a frente de sua bermuda. Eu ia abrir o seu botão, mas ela interrompeu o nosso beijo afastando seu rosto do meu.
– Não... — disse ela bem baixo, teve algum tempo de silêncio e então ela disse
– Eu quero, mas não acho que é certo...- Eu observei o rosto avermelhado dela
– Por que não? — perguntei, tentando manter um tom equivalente ao dela
– É que eu ainda sou virgem e a gente mal se conhece... — disse ela, um pouco angustiada.
Então ela ainda era virgem, por um lado isso era ruim, não faríamos nada hoje, infelizmente meus planos não se concretizariam. Mas por outro lado isso é bom, vi mais pureza nela, ressaltando a ideia de que ela era um anjo.
Senti a minha ereção bem forte agora, sabia que não tinha como simplesmente ignorar aquele momento, e eu sei que ela também não está se sentindo bem com isso.
– Ainda há coisas que nós podemos fazer... — Sugeri eu, não querendo forçar ela a nada que ela não quisesse. -
– Não tenho certeza... — Respondeu ela, confusa. -
Apenas confie em mim — Continuei a abrir o botão da bermuda dela, e então abri o seu zíper, ela assentiu com a cabeça, se inclinando um pouco mais, estávamos quase deitados em meio a pedras, dessa forma a água já cobria muito mais, a água estava batendo no meio do meu tronco.
Abaixei bastante a bermuda dela e em seguida baixei a sua calcinha , era uma calcinha branca fina. Abri um pouco as pernas dela, com minhas mãos em seus joelhos.
Mergulhei meu rosto de baixo d’água, me aproximei até que meus lábios tocassem sua vagina, a toquei delicadamente e comecei a chupar ela, e beijá-la ao mesmo tempo, depois fui acariciando com a língua o grelo dela, o tempo parecia ter passado rápido, mas fiquei ali um bom tempo.
Eu respirava e voltava, fiz isso repetidas vezes. Quando levantei pela última vez, ela estava com o rosto corado, sorrindo, com a respiração ofegante. Eu então fui levantando a blusa dela, até que pudesse ver um pouco de seus seios.
Entrelacei ela com minhas pernas, e fui colocando lentamente meu pênis entre os seios dela, tocando as minhas mãos neles por dentro da blusa, por sorte ela estava sem sutiã.
Eles eram bem próximos um do outro, bem macios, eram perfeitos. Era ótimo tocá-los, aquela sensação me provocava arrepios. Começamos a fazer os movimentos, ela colocou suas mãos por cima das minhas, me ajudando a movimentar seus seios, pressionando meu pênis entre eles.
Isso era muito excitante! Não me dei conta do tempo que passava. Minha respiração se acelerou drasticamente, meu corpo todo impulsionado e Finalmente cheguei a minha ejaculação, que foi direta no rosto dela.
Nós nos separamos e então ela mergulhou completamente seu corpo na água, deitada, enquanto estava de baixo d’água ela limpou seu rosto, eu imagino.Ela colocou de volta sua roupa e eu ajeitei a minha. Dei um beijo nela, então nos abraçamos.
Nós estávamos ali parados, abraçados, esperando com que os outros voltassem, o clima entre nós dois estava bom e estranho ao mesmo tempo.
– Não vamos fazer sexo. — Disse ela inesperadamente, em um tom firme. Achei estranho ela dizer isso do nada, já demos um longo passo de intimidade aqui hoje, mas tenho que ser compreensível com ela.
– Entendo — Respondi rapidamente.
– Espero que você não se sinta mal com isso, mas nos conhecemos a tão pouco tempo... — Ela suspirou. — Você é um cara legal, gostei muito de você. Mesmo. — Essas palavras dela pesaram pra mim. — Mas não quero me precipitar — Finalizou ela.
– Não se preocupe, não vou te forçar a fazer nada que você não queira. E eu te entendo. — Respondi em um tom baixo, observado a paisagem com a boa sensação de ter ela em meus braços. Por que isso era tão bom?
É estranho uma garota que eu mal conheço me gerar uma sensação dessas. Foi então que vimos Nick e Nina descendo a cachoeira pelas pedras, sem se molharem, os longos cabelos loiros de Nina estavam soltos e molhados, ela ria e pulava pelas pedras enquanto Nick vinha bem atrás dela, segurando a ponta dos seus dedos com a mão.
– Aaah, eu vou cair — fingiu ela, fazendo uma cena pra ele. Então ele a pegou no colo e veio descendo com ela.
– E ai, vocês se divertiram? — Perguntou Nina no colo de Nick.
Nick estava apenas sorrindo, me encarando, mas não era um sorriso simpático, era mais um sorriso irônico. Eu sabia bem o que ele devia estar pensando, só não podia falar com as garotas por perto... Mas a forma como ele me olhava transmitia seus pensamentos pra mim, algo como: “Realizou seu sonho, né safado?”
Eu apenas fiquei calado tentando ignorar a expressão dele, agora eu tenho quase certeza de que a ideia da catuaba foi dele.
– Com quem está a bebida? Eu quero beber maisss... — Disse Nina abrindo seus braços, ainda no colo de Nick
– Vai com calma, a gente não comeu nada até agora — Disse Nick para ela.
As duas garotas se encaravam, deviam estar se comunicando telepaticamente assim como Nick e eu. Olhei para o rosto de July, ela estava encostada em mim, de costas, enquanto eu a abraçava.
Sim, ela estava ficando meio vermelha, isso me fez querer rir, só demonstra o quanto ela é inoscente.
– O que você fez com minha prima heim? — Perguntava Nina num tom meio termo entre sério e irônico. Nick virou seu rosto pro lado, olhando para um ponto distante, bufando uma risada rápida.
– Nós só conversamos. — Respondi imediatamente brincado.
– Isso é mesmo necessário Nina? — Perguntava July em um tom baixo. Logo depois apareceram James e Kitty, subindo a cachoeira lentamente enquanto a água os atrapalhava a movimentação das pernas.
Os dois riam, estavam encharcados de água, nem imagino o que eles fizeram. James trazia duas garrafas de Catuaba com ele, uma já estava quase no final. Em seguida apareceram Anne e Dave, Dave estava rindo e Anne estava meio vermelha com um bico.
– Ai, que vergonha! — dizia Anne, Davy continuava rindo, soltei uma risada também.
– O que aconteceu dessa vez? — perguntei
– Ai Anne, que cara é essa? — perguntava Nina. July só os observava quieta, assim como Nick, que estava pegando um cigarro na bolsa de Nina. James e Kitty estavam se beijando, completamente distantes do que estava acontecendo ali.
– Ai gente, que vergonha... — Disse Anne.
– Ela estava com vontade de mijar e teve que ir no um matinho... — disse Davy enquanto Anne tampava o rosto com as mãos, era estranho imaginar Anne passando por qualquer tipo de situação vergonhosa. Ela é tão distante e fria...
E além de tudo ela é séria a maior parte do tempo, não sei como ela e Davy conseguem se dar tão bem como casal, acho que ele faz ela rir.
– Ai...! Que raiva! — dizia Anne — Um garoto apareceu por ali e viu, devia morar por aqui, sei lá. — Disse Davy
– Ele perguntou pra ela "moça, o que você tá fazendo ai?" E ela quase caiu com o susto — continuou ele, dando em seguida risada mais alta ainda...
Já estávamos no pôr-do-Sol, eu e July continuávamos abraçados observando ele, acho que estávamos ligados de alguma forma agora. Então vimos Windy e Tate subindo a cachoeira pelo mato, ela estava com uma expressão de raiva e ele estava sério, ambos subiam rápido.
– Tenho certeza, eu vi! Eu não estou ficando maluca! — dizia Windy, aparentando estar bem zangada.
– Relaxa, não aconteceu nada... — Dizia Tate tentando acalma-la. O primeiro pensamento que veio em minha cabeça foi o de traição... Será que foi isso? Mas por que viria do nada assim? Tate estava sério e parecia também estar com um pouco de preguiça de dar corda pro assunto.
– O que foi gente? — Perguntou Nina, o cabelo curto de Windy, sob a o pôr-do-sol ficou bem mais avermelhado, ela parecia furiosa.
– Alguém nós viu! Eu tenho certeza! — dizia ela, frustada.
– Ninguém viu a gente Windy, você tá viajando... — Respondia Tate, tentando acalmá-la, já meio impaciente. Ela se alterou
– NÃO TO VIAJANDO! — gritava ela sem se virar para ele, passando a mão pelos cabelos, colocando eles para trás das orelhas.
– Eu estou com um mau pressentimento... — Continuava ela, colocando a mão na testa.
– Mas o que você viu? — perguntava Davy lá de trás. — Bom... Eu vi as plantas se mexendo, dava pra ver que alguém estava saindo de lá. — Dizia Windy enquanto colocava as mãos na cabeça, bagunçando novamente o cabelo.
– Mas eu senti... Senti que estava sendo observada! — continuou ela. Anne deu um passo a frente de Davy.
– Devia ser só algum garoto que morava aqui por perto... Também fui vista por um. — Comentou Anne, mas Windy ainda estava agitada.
Fiquei observando a expressão de July, ela parecia preocupada agora.
– Pessoal, fiquem calmos... Não pode ter sido nada de mais. — Eu disse tentando amenizar a situação, aqui é um lugar público, pessoas poderiam acabar vendo de qualquer jeito. Ela nem sabe se foi vista mesmo...
– Vocês só devem ter estimulado algum garotinho a ser homem... — Disse Nick, fazendo com que eu, Davy, Anne e James ríssemos, os outros ainda pareciam estar dando importância demais pra situação.
– Vamos relaxar um pouco amor... — Disse Tate, puxando Windy para si e a beijando, Mesmo sob a luz do pôr-do-sol ele parecia muito pálido.
Windy se afastou um pouco do Tate. Ajeitou sua postura corporal, respirou fundo e deu um sorriso. Ela e Davy estavam trocando olhares de cumplicidade.
– Realmente, preciso mesmo relaxar. Davy, você trouxe? — Perguntou Windy, aparentando ser outra pessoa.
– Claro que sim. Quem vai querer puxar hoje? — Perguntou Davy pra todos.
Vi Windy pulando com gargalhadas em cima de Tate, então ele balançou a cabeça e ela resmungou algo sobre ele ser chato. Anne, que estava ao lado de Dave, não parecia muito contente com a ideia, estava olhando para o horizonte, de cara fechada. Windy veio até mim.
– Por favor Scott, vamos lá! Não vai dar uma de chato também, né? — Perguntou Windy, entusiasmada.
– Melhor não — Respondi com simplicidade e um sorriso. Ela então revirou os olhos e respondeu:
– Você era mais divertido quando era criança. — E então foi até Davy. Que já estava ascendendo o baseado.
– Então vai ser como sempre? Eu, Windy, Kitty e James? — Perguntou Davy a todos. Inesperadamente July saiu dos meus braços e deu um paço a frente.
– Eu também quero — Disse ela me surpreendendo. — Só quero experimentar — Ela completou.
As pessoas se tranquilizaram, já estavam até rindo bastante, então nós fomos saindo pelo caminho do mato, já estava quase anoitecendo. July parece distante agora, até onde será que ela deu importância pra isso que Windy falou? Será que é sobre isso que ela está pensando? Ou pode ser arrependimento pelo que fizemos hoje, não sei ao certo. Talvez ela esteja assim pelo efeito da cannabis. Só espero que ela não saia de controle.
– Tenho um atalho pra chegarmos mais rápido! — comentou Davy, rindo bastante com a Windy. então fomos seguindo ele.
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