Jovane
1 Sob a luz do luar
Notas iniciais
One shot do dia do passeio da Joana e do Giovane após a final do campeonato!
Eu não sei o que está acontecendo comigo. Eu gosto muito da companhia do Giovane, ele me faz bem, ele me acalma. Mas todas as vezes que estamos juntos, sozinhos, ele tenta se aproximar de uma forma mais íntima. Eu já falei para ele que eu gosto dele como amigo, só como amigo, mas quando ele se aproxima, eu não sei o que acontece, eu amoleço e esqueço que eu gosto dele só como amigo. Hoje após a partida final do campeonato o Giovane me convidou para passear na praia de noite. Ele estava triste, mesmo após ganhar o campeonato porque sua avó, a dona Cleo, estava no hospital devido a um mal estar. Além disso, ele havia discutido mais uma vez com Gabriel e sua boa relação com o irmão estava cada vez pior. E foi durante esse passeio que eu, mais uma vez, quase não consegui resistir ao seu encanto.
Tudo começou assim:
—Oi Joana! Vamos dar uma volta na praia? Eu preciso sair um pouco para esfriar a cabeça.
—Vamos sim, só vou pegar minha bolsa.
Fomos em silêncio até a praia e ele me pediu para sentarmos em frente ao mar.
—Obrigado por me fazer companhia!
—E a sua avó está bem?
—Está bem. Graças a Deus. Minha mãe está lá com ela.
—O que eu não consigo entender é por que a Bárbara não ligou direto para o Gabriel.
—De repente ela não conseguiu falar no celular dele.
—Você acha?
—Tem alguma outra explicação?
—Não sei. O que eu sei é que você linda!
Eu não sabia onde enfiar minha cara e então para cortar o clima eu disse:
—Assim eu fico sem jeito Giovane!
Então ele me respondeu, com aquele sorriso largo e lindo:
—Verdade é para ser dita, ué. Você é a mulher mais linda que eu já vi em toda a minha vida!
A situação começou a ficar ainda mais complica então achei melhor cortar de vez aquele clima:
— É melhor a gente mudar de assunto né?
Ele meio sem graça me respondeu:
—Vamos. Bom eu quis dizer, quer dizer, eu não quis dizer isso. Você ficou brava?
—Não! Mas é porque é bom evitar esse tipo de clima entre a gente.
—Claro, desculpa!
—Eu estou feliz porque, pelo menos com você o clima está leve.
Então ele me ajudou a levantar me puxando pela mão e disse, acariciando o meu rosto, com uma voz rouca:
—Vem cá dona Joana! O clima pode ficar ainda mais leve!
Então começou a beijar o meu pescoço, de uma forma carinhosa e suave. Eu sentia sua respiração quente e aquilo começou a me arrepiar. No começo eu não entendi o que ele quis dizer com aquilo e acabei me deixando envolver pelos seus lábios. Quando dei por mim tentei o afastar dizendo:
—Assim não Giovane!
Mas era tarde demais, eu já estava totalmente envolvida por aquele beijo. E ele percebeu e me olhando nos olhos disse:
—Me dá uma chance. Só uma chancezinha.
Eu não consegui negar, eu não consegui falar nada. Foi mais forte do que eu. E ele recomeçou a me beijar no pescoço com aqueles beijos quentes e suaves. Sentir seus lábios e sua respiração no meu pescoço me tirou do eixo e me levou para outra dimensão, eu simplesmente não queria que ele parasse. E ele percebeu, pois foi descendo seus beijos para a direção da minha nuca e aquilo foi me deixando ainda mais embriagada. Eu não queria que ele parasse. Então ele seguiu seus beijos em direção a minha boca. Como eu queria aquele beijo! Eu ainda pude sentir o calor de sua respiração perto dos meus lábios. Mas o Gabriel apareceu na hora e viu tudo, me deixando completamente sem graça e sem chão. Eu não sabia o que dizer.
Mas até que foi bom, pois eu não sei até onde eu iria com o Giovane. Eu simplesmente não sei o que está acontecendo comigo!
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