Notas iniciais
Hello Desculpa pelo abandono ok? Amo vcs Esse capítulo só teve foco em um personagem por que se não ia dar problema na cronologia aqui ;) Quero mais fichas T-T Espero que gostem~

Catherine estava exausta. Podia aguentar horas e horas em reuniões políticas e discussões sobre o reino, mas um baile era demais para ela. Já estava há horas no mesmo lugar, apenas sentada bebendo e comendo, enquanto mantinha a “postura de uma princesa”, não podia nem sequer conversar de verdade com alguém. Como estava farta de tudo aquilo. Se pai e seu irmão, no entanto, estavam no salão ao lado, discutindo o futuro da guerra que poderia afundar ou recuperar o reino de Durham, e é claro que não seria uma discussão fácil – já que a primeira opção era a que provavelmente aconteceria se reforçassem sua aliança com Arensen – mas ainda assim lhe parecia muito mais interessante e relevante do que ficar mais um minuto sentada naquela cadeira.

Olhou para a porta que levava ao salão onde seu pai estava de relance e suspirou. Nesse momento os músicos começaram a tocar algo mais animado e um grande grupo que estava antes apenas observando poucos casais dançarem se levantou e dirigiu-se ao centro do salão da acompanha-los. Era o momento perfeito para sair dali, como todos ocupados com a dança principal da noite dificilmente notariam sua ausência. Levantou-se devagar e saiu andando discretamente para a porta de madeira que tanto ansiava em abrir quando sentiu alguém segurando seu pulso.

– Onde vai Catherine? Logo na parte mais interessante do baile! – disse Isabel sorrindo animada.

A jovem teve poucos segundos para pensar, mas não hesitou em sua resposta.

– Quero observar mais de perto, quem sabe dançar um pouco – mentiu.

Sua mãe não entenderia, na verdade nunca entendeu seu interesse pela política do reino, para ela festas e encontros reais eram muito mais interessantes, e por isso não pôde evitar de mostrar-se alegre quando viu a filha demonstrar algum interesse no baile.

– Ah, claro, como uma jovem poderia ficar a noite toda apenas sentada sem ao menos ter uma dança não é mesmo? Vá logo, mas não demore, seu pai já deve estar acabando as negociações.

Catherine sorriu se sentindo um tanto mal por ter mentido, não fazia coisas deste tipo, mas era necessário se quisesse mesmo saber o que estava acontecendo naquela sala. Principalmente por ter um pressentimento ruim acerca disso.

A jovem andou sem chamar atenção até a porta de madeira avermelhada, parando para verificar se havia alguém à sua volta. Pensou em abrir a porta, mas não seria uma escolha sábia, primeiro por ser uma extrema falta de decoro interromper negociações tão importantes, e segundo, seu pai a proibira de se envolver mais com qualquer assunto do reino. Novamente se sentiu mal, o que faria então? Escutaria por trás da porta? Não lhe parecia certo. Ainda assim a curiosidade a consumia. O que estava acontecendo? O que seria de seu reino agora? A crise continuaria? O povo continuaria a sofrer? Precisava de respostas, mas estava insegura se elas valiam a desonestidade. Respirou fundo e decidiu-se por escutar, aproximou o ouvido lentamente da porta, mas antes que pudesse ouvir qualquer coisa sentiu alguém puxar seu braço novamente. Virou-se, mas em vez de depara-se com sua mãe, como da outra vez, viu um homem alto, de cabelos negros e cacheados e vívidos olhos verdes. O homem soltou o pulso dela assim que percebeu a indelicadeza que havia cometido – não que ele realmente se importasse com isso.

– Me desculpe alteza, não quis assusta-la – disse o homem, fazendo um gesto com a cabeça para atrás da jovem.

Catherine virou a cabeça levemente percebendo a presença de alguém atrás de si. Era seu irmão, que vinha do interior do castelo por uma entrada lateral, que dava exatamente aonde a jovem estava. Ele não deveria estar na sala também? Se ele a visse ali teria problemas sérios. Ela voltou a encarar o belo estranho à sua frente confusa. Ele sabia que iria ser descoberta?

– Devo me apresentar, sou Leonardo Cione Verrocchio – disse fazendo uma leve reverência e com um encantador sorriso no rosto.

Catherine, porém, nem reparou na beleza do homem, estava mais preocupada com Jacob, que se aproximava cada vez mais de onde ela estava.

– Catherine Windsor Bowes-Lyon – disse ela sem prestar muita atenção.

– Me concederia uma dança? Digo, se não for incômodo para vossa alteza – o homem estendeu-lhe a mão.

Nesse momento a cabeça de Catherine se iluminou. Não era boa em danças, mas sabia o necessário para não se constranger, e apesar de ser o que menos queria fazer naquele momento aceitou não só pelo decoro (que lhe permitiria recusar contanto que fosse educada ao fazê-lo) mas principalmente pelo medo de ser descoberta.

Leonardo a guiou até o centro do salão, fazendo uma breve reverência antes de começarem a dançar. Catherine continuava com olhos discretamente encarando a porta, e percebendo o exato momento em que seu irmão entrara novamente na sala. E apesar de ser cuidadosa, o homem, que observava o cenário há tempos, percebia a inquietação dela.

– Ele já foi alteza, pode ficar mais calma agora – ele disse quase sussurrando.

– Do que está falando? – tentou disfarçar enquanto acompanhava os passos do homem pelo salão.

– Não se preocupe, não vou contar a ninguém. Entendo que queira saber mais sobre o que acontece naquela sala. Para falar a verdade também estou bem curioso.

Catherine entendeu a situação naquele momento, não havia mais motivos para continuar disfarçando.

– Obrigada por ter me avisado que ele estava vindo – disse um pouco envergonhada por ter sido pega prestes a fazer algo inadequado.

– Eu não poderia deixar uma jovem tão bela ter problemas – disse sorrindo.

Catherine corou, mais por não estar acostumada a receber elogios assim tão diretamente do que por qualquer outro motivo.

– O senhor é muito gentil – respondeu.

O homem apenas sorriu e continuou guiando-a pelo salão. Após o término da música ambos cumprimentaram um ao outro com uma breve reverência e se separaram. Catherine se dirigia de volta ao trono em que permanecera sentada a maior parte da festa, desistindo de tentar descobrir algo mais sobre as negociações quando ouviu a porta se abrindo e de lá saiu um homem não muito alto, com cabelos negros como a barba e olhos azuis. Era Benethor, rei de Arensen, e ele tinha uma expressão nada satisfeita. Atrás dele vinham dois de seus conselheiros, ambos preocupados enquanto seguiam os passos apressados do monarca. Os casais que estavam dançando pararam para assistir a cena. Alguns segundos depois Catherine viu George sair de dentro do salão atrás de Benethor.

– Benethor, espere! Ainda não está decidido! – o homem falava firme.

O outro parou ao ouvir tais palavras e virou-se com uma expressão tão assustadora quanto furiosa.

– Ainda não está decidido? Depois de tantos anos de aliança ainda não está decidido? Nunca fui tão humilhado como hoje! Não esquecerei sua traição, George! E não deixarei impune esta ofensa à família Buckholz e à Arensen! – bradou o homem, se retirando furioso do salão principal.

Muitos burburinhos percorram o local e Catherine se aproximou lentamente de um dos conselheiros de seu pai para tentar obter alguma informação. Como nem o pai nem o irmão responderiam, pelo menos um de seus subordinados o faria.

– As negociações falharam alteza. O rei George, seu pai, tentou convencer o rei Benethor a desistir da guerra, e acabou por ter que negar participação na batalha, o que não agradou muito o monarca de Arensen.

– E o que vai acontecer agora? – perguntou preocupada.

– Creio que Durham tenha ganhado um novo inimigo.

Notas finais
E ai galera, o que acharam?