Jornal aberto, café,leite e sangue:Guerra de Perto
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Um novo dia e com ele a rotina, café e jornal. E assim sucessivamente. Nada de especial acontece durante umas duas semanas, apenas o de sempre, trabalho no quartel general, as confissões de Tabata de que Teodoro gostou muito dela e os planos que Rovena expõe, mas nada de concreto até que Pietro e Tabata descubram algo realmente relevante para os planos de Rovena.
Quando Pietro chega novamente à sede conversa sobre alguns detalhes da vida do Marechal Assunção, o líder militar e que são de grande relevância se quiserem fazer algo.
– Esses tempos, acabei por descobrir que Assunção é um homem que fuma, e muito. Ele para umas quatro vezes por dia para fumar e sai para almoçar às 11h e 30min e volta somente às 13h e 30min. Ele chega às 08h da manhã no quartel general e sai às 17h — Pietro diz a todos que estão reunidos em volta da mesa.
–Ótimo Pietro, esses detalhes são importantes- Diz Rovena.
– E não são muitos os militares que ficam em sua volta, ele nem é tão guardado assim é, no máximo, um na porta de entrada, alguns zanzando pelos corredores e um na porta de Assunção — Ele continua.
–Além de Teodoro que fica em sua sala, mas ele fiscaliza bastante as pessoas- Emenda Tabata.
– Sim, mas vamos ter que planejar algo realmente bom e que dê certo para acabar de uma só vez com esse sistema- Diz Conceição.
Thomás decide baixar o jornal e fala num tom meio pensativo:
– Deu no jornal, economia vai bem e o povo vai mal.
– Gente sem terra, corrupção, desemprego, mundo em guerra- Diz Heitor- É melhor tomarmos uma atitude e breve.
Todos ficam ali durante um tempo, mas logo Pietro vê Tabata sair, diz que tem que se encontrar com Teodoro, ele pediu e ela não teve como negar porque ele é seu chefe e ela tem medo de perder o posto tão importante para a revolução, mas no fundo Pietro sabia que havia algo mais, algo como amor e ele odiava essa ideia.
Após Tabata chegar ao lugar combinado, viu dois militares na porta do estabelecimento e soube que Teodoro já tinha chegado e tinha pedido escolta até o lugar além de que pediu para esvaziar o local, eram apenas eles. E isso dava medo a ela, mas não demonstrou.
– Olá Teodoro — Tabata o cumprimenta com um sorriso.
Teodoro puxa a cadeira para Tabata sentar e ela agradece com um sorriso.
– Tudo bem Tabata?- Teodoro pergunta galante.
– Tudo sim e com o senhor?- Tabata responde.
– Tudo, mas ficaria melhor se a senhorita me chamasse apenas de você e não de senhor, sem as formalidades, por favor- Teodoro diz.
– Tudo bem Teodoro — Tabata Responde.
– Bem, devo dizer que está muito linda hoje- Diz Teodoro
–Obrigada- Diz Tabata.
[...]
–Então foi assim que o Teodoro me pediu em namoro, bem o que eu poderia dizer? Não? Ele me despediria na hora!- Fala Tabata- Vocês entendem não é? Tudo pela revolução!
– Sim Tabata, está tudo bem, entendemos sua posição- Diz Rovena.
– Acho que no fundo há amor hein- Diz Thomás.
–Ah, fique quieto Thomás, não há nada!- Esbraveja Tabata.
– Gente, sem brigas! Aqui temos que ter união e, independente da opção de Tabata, temos que respeitá-la- Diz Conceição colocando ordem na confusão.
Depois dos ânimos acalmados cada um vai pro seu canto fazer o que lhe é definido e Rovena e Conceição têm mais uma de suas reuniões.
– Devemos intervir nesse relacionamento?- Diz Rovena preocupada.
– Acho que não, vi algo mais nos olhos dela e vi que não é algo apenas profissional- Diz Conceição.
– Então vamos deixá-la em paz sim?- Diz Rovena.
Conceição acena com a cabeça e assim encerram o assunto do relacionamento de Tabata e Teodoro.
Depois de um tempo Pietro vai para casa e, parece que mal deitou e já é hora de acordar para mais um dia de trabalho com os militares, algo que o deixa mal, afinal ele não nasceu para ser um de seus cachorrinhos de estimação.
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