Jornada aos Colossus
5 Capitulo IV - O Templo da Vida
Ao passar pela entrada da tal Terra Proibida, Wander se encontrou em uma ponte de pedra cheia de símbolos. Ela era alta e longa, a vários metros do chão, e terminava em uma espécie de templo. Ao ver o templo, Wander resolve ir até o fim da ponte.
Depois de alguns minutos, ele chegou em uma porta de pedra, a qual misteriosamente abriu sozinha. Hesitando um pouco, ele resolve entrar, e logo depois a porta fecha atrás dele, impedindo que ele regressasse. Ao descer o pequeno lance de escadas com Agro, Wander chegou em uma sala grande e em forma oval, a qual tinha uma rampa que descia em círculos e levava até a saída para outro lugar do tal templo. Lá era muito quieto, Wander estava ficando apreensivo. No teto do lugar havia um buraco que o iluminava, e exatamente embaixo havia um poço também arredondado. Levou alguns minutos até Wander descer toda a rampa e então ele foi para a próxima sala.
O lugar seguinte era um corredor largo com oito estátuas diferentes em cada lado, que levava até um altar, logo perto da saída aberta de onde seria a entrada do lugar. Ao aproximar-se do altar, Wander desceu de seu cavalo e carregou Mono até o altar com certo mal estar, por lembrar-se da cena em que ela estava no altar do santuário de Helaryn. Botando-a no altar, Wander a descobriu com o manto em que a tinha enrolado e a observou, se lamentando.
Um tempo depois, surgiram cinco silhuetas de homens que pareciam sombras, que foram atacar Wander no altar. Não muito assustado, ele pegou a espada que tinha roubado do santuário e apontou para as sombras, as quais desapareceram de repente quando uma luz forte saiu de outro buraco no teto igual ao da sala anterior.
Desse buraco ecoou uma voz que parecia ser masculina e feminina dizendo:
— Hmm? Tu possuis a Espada Ancestral? Então tu és mortal...
Impressionado com a voz, Wander perguntou:
— Você é Dormin? — houve silêncio — Disseram-me que nesse lugar, no fim do mundo, existe um ser que pode controlar a alma dos mortos.
— Tu estás correto... Nós somos aquele conhecido como Dormin...
Wander se alegra por dentro.
— Ela foi sacrificada por ter um destino amaldiçoado. Por favor... — se vira para Mono — Eu preciso de você para trazer a alma dela de volta...
Do buraco se ouviu uma risada.
— A alma dessa donzela? Almas que uma vez foram perdidas não podem ser recuperadas... Não é essa a lei dos mortais?
Wander se desanimou, vendo que tinha sido um desperdício de tempo, até que a voz continuou:
— Com essa espada, portanto... Pode não ser impossível.
— Sério? — disse esperançoso e animado novamente.
— É claro, se tu conseguires completar o que Nós pedimos.
— O que tenho que fazer?
— Observe os ídolos que estão ao longo das paredes... Tu terás que destruir todos eles. Mas esses ídolos não podem ser destruídos pelas meras mãos de um mortal...
— Então, o que devo fazer?
— Nessa terra, existem colossos que são encarnações desses ídolos. Se tu derrotares esses colossos, os ídolos deverão cair.
— Entendi.
— Mas preste atenção, o preço que você pagará será, de fato, grande.
Antes que Dormin pudesse continuar, Wander disse convicto:
— Não importa.
Dormin calou-se por um momento.
— Muito bem... Levante tua espada para a luz... E vá para o lugar onde a luz da espada se encontra... E então, tu deverás achar o colosso que tu terás que derrotar. Agora siga teu caminho.
E então a voz se calou de vez e Wander se sentiu sozinho novamente.
Wander levantou sua espada, mas nada aconteceu, então ele viu que a luz do sol não batia direito no lugar onde ele estava. Antes de sair do templo, Wander se virou para Mono:
— Eu voltarei e te salvarei, eu prometo...
Então se dirigiu para as escadas da saída do templo. Ao sair, ficou com os olhos irritados por um tempo por causa da luz forte em seu rosto. E então, Wander levantou sua espada novamente. Vários feixes de luz saíam da espada para lugares aleatórios, mas quando ele a virava para um lado diferente, os feixes se aproximavam ou se distanciavam, dependendo da direção.
Quando Wander apontou sua espada para uma pequena montanha que se encontrava na direção da entrada do templo, os feixes rapidamente aproximaram-se, formando um só feixe de luz. Wander viu que ali seria sua primeira batalha com um dos gigantes e chamou Agro que estava dentro do templo ainda, perto de Mono. Ele correu até seu dono, que montou-lhe e rapidamente foi até seu novo destino.
Ao chegar ao pé da montanha não havia nada de estranho e então Wander desceu de seu cavalo.
— Não tem nada aqui, o que devo fazer, Dormin? — perguntou, sem obter resposta.
À sua direita haviam plantas presas na parede que levavam até um lugar mais alto. Vendo que era o único modo de subir, Wander as agarrou e começou a escalar. Depois de subir, ele percebeu que haviam algumas construções de pedra antigas e algumas pilastras, assim como uma subida para uma parte mais alta da montanha e resolveu continuar.
Ao terminar de subir, o jovem chegou em um lugar plano rodeado por paredes de pedra, onde a única saída era o lugar por onde entrara. E novamente não havia nada. Wander começou a suspeitar de Dormin e estava prestes a descer do lugar, até que, em sua frente, apareceu uma pata que parecia de touro, quebrando o chão e empurrando-o com o impacto. Caído no chão, Wander olhou assustado para a criatura que estava caminhando pelo lugar.
— M-mas o que é isso?!
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