Jonnor - The Fosters

13 Capítulo 13 - Suiça


No dia que ia viajar, Connor deixou suas malas perto da porta, pois sua mãe iria vir buscá-lo e depois iam direto para a Suíça. Estavam todos na sala conversando quando a campainha tocou e Jane chegou.
— Olá a todos — disse Jane — Sinto dizer que teremos que ser bem rápidos, pois acabou atrasando o meu avião e não podemos perder o outro tudo bem?
— Claro mãe — disse Connor — Vou me despedir de todos — Connor abraçou a todos e deixou Jude por último.
— Bom, espero que você volte logo — disse Jude — E boa sorte com seu pai.
— Obrigado, também espero ser bem rápido — Connor olho para Jude, segurou sua mão e disse — Eu volto em breve — E deu um beijo no rosto de Jude.
— Não existe ninguém igual a você Connor Stevens — respondeu com um beijo no rosto do outro também — e então Connor e sua mãe saíram rumo à Suíça.

A viagem foi bem cansativa, portanto Jane resolveu jantar no quarto do Hotel com o filho.
— Bom, Connor, tem algumas cosias que eu não tenho sido honesta com você e eu gostaria de esclarecer — começou ela.
— Sobre o que mãe? — perguntou ele desconfiado.
— Sobre o seu pai — disse ela — Irei te contar tudo o que sei sobre a doença dele e porque não fui honesta com você.
— Mãe, assim você me assusta.
— Olha — começou ela — Alguns anos atrás, antes mesmo de você começar a namorar Jude, seu pai vinha sentindo umas dores muito fortes nas pernas e nos braços, no começo ele achou que não era nada, mas ai ele foi procurar um médico, que disse ser osteoporose, passou uns medicamentos, mas as dores continuaram, e então ele veio me procurar desesperado por ajuda. No começo eu não quis ajudar, mas o levei em um amigo meu ortopedista que pediu exames e viu que não era osteoporose, era algo mais sério. Então, ele descobriu que Adam tem câncer nos ossos e preferiu interná-lo, fazendo com que você fosse morar com Lena e Stef. Continuando, a quimioterapia no começo deu resultado, mas com o passar do tempo simplesmente parou de fazer efeito. Então sugeriram trazer ele para cá onde tinham melhores recursos, eu trouxe, e semana passada me ligaram e disseram que o tratamento não estava fazendo efeito, e seu pai entrou em coma. Pediram para eu vir aqui e conversar melhor sobre o estado dele.
— Mas, isso não pode ser verdade. Por que você nunca me disse nada — perguntou ele triste.
— Por que seu pai pediu que não contasse até achar a cura, mas os médicos não acharam nenhuma. Ele só queria te proteger de todo o sofrimento, ele me disse que quer você focado nos estudos. Foi o que me disse e eu respeitei a decisão dele, por mais que descordasse.
— Mas e agora, o que vamos fazer? — perguntou ainda assustado.

— Eu não sei ainda, amanhã vamos juntos falar com o médico, e vamos juntos tomar qualquer decisão que for necessária. Eu não quero mais esconder nada de você filho.
— Tudo bem — disse ele abraçando a mãe — Eu só não quero perder o papai.
— Eu também não — disse ela e ambos caíram no choro.

Durante a noite nenhum dos dois conseguiu dormir depois da conversa. Quando amanheceu Jane desceu e quando voltou Connor já estava acordado no celular.
— Bom dia querido — disse ela — Fui buscar o café.
— Obrigado — respondeu.
— Sei que está bravo comigo, mas eu só segui o que seu pai me pediu.
— Eu sei disso, não estou bravo, só chateado — disse ele se virando para a mesa — Você trouxe donuts.
— Sim — disse ela — Mandei mensagem para o Jude com uma foto do que tinha e perguntei o que você gostava, ele me respondeu que era viciado em donuts.
— Eu amo donuts — disse ele de boca cheia.
— Fico aliviada então.
Depois que terminaram o café, eles se arrumaram e foram para o hospital. Chegando lá o médico atendeu eles prontamente e começou a explicar para Connor sobre como tinha sido o tratamento.
— Basicamente foi isso que aconteceu com seu pai Connor — disse ele — Mas o que eu preferi dizer pessoalmente é que ele está em coma induzido, alguns órgãos dele já estão em falência, ele tem metástase, significa dizer que o câncer se espalhou e ele só está vivo ainda pois na ficha dele e disse que somente vocês dois podem decidir se vai desligar ou não. Eu sei que é uma decisão muito difícil e que vocês precisam de um tempo para pensar, mas vocês precisam saber que ele está sofrendo muito nesse estado.
— Querido, você quer ver seu pai primeiro? — perguntou Jane.
— Sim, eu quero.
— Então vou levá-los para lá, me sigam — saíram logo atrás do Doutor, entraram em um corredor bem próximo de onde estavam e chegaram em um quarto.
— Esse é o quarto, fiquem a vontade — disse o Doutor — Vou deixá-los a sós.
— Obrigada — respondeu ela.
Quando Connor entrou no quarto, viu seu pai ligado a muitos aparelhos e respirando fracamente. Ele se aproximou do pai, olhou para trás chamando a pai.
— Eu acho que essa é a única opção mãe.
— Eu também acho querido — respondeu ela — Vou sentir falta dele.
— Eu também mãe.
Quando saíram do quarto estavam com a decisão tomada e falaram para o médico.
— Entendemos que essa é a única opção — disse Jane — E não queremos ele sofrendo mais, nem ele iria querer isso. Pode desligar os aparelhos.
— Precisamos primeiro de umas burocracias. Venham comigo.

Após Jane assinar muitos papéis, foram acompanhados pelos médicos até o quarto. Sentaram em umas cadeiras postas ao lado da cama e o médico começou a desligar os equipamentos.
— Sra. Stevens, todos os aparelhos foram desligados, agora é uma questão de minutos — e então o médico e as enfermeiras se retiraram do quarto.
— Adam, você foi um ótimo pai para nosso filho, e eu tenho muito orgulho disso, você cuidou dele quando eu não podia mais cuidar. Nosso casamento não deu certo pelo simples motivo de que não fomos feitos um para o outro, mas todo o tempo que passamos juntos foram muito bons. Adam, você é o melhor amigo que alguém poderia ter. Eu te amo meu amigo — disse Jane entre lágrimas — Connor, se você não quiser falar nada não precisa.
— Eu quero sim mãe, eu preciso falar — começou ele — Pai, sei que sempre brigamos muito porque eu sempre queria ir morar com a mamãe e te deixar, mas agora a única coisa que eu queria era que você ficasse. Você sempre foi um bom pai e eu nunca soube te valorizar, sempre pensei só em mim e nem ao menos perguntava se você estava bem, talvez se eu conversasse mais com você eu saberia das suas dores. Sei que não sou o filho que você queria ter, mas eu sou grato pelo que fez por mim e por ter me aceitado do jeito que sou. Eu te amo Pai, e nunca vou te esquecer — então as lágrimas começaram a sair sem parar, Jane e Connor seguraram a mão de Adam, e ele parou de respirar.

Mãe e filho tiveram que ficar mais alguns dias esperando a liberação do corpo que iria ser cremado lá mesmo, levariam as cinzas para San Diego e jogariam no mar que Adam tanto gostava de olhar. Connor avisou os Fosters por mensagem sobre o que tinha acontecido, que ficaram bem tristes. Durante os dias de espera, sua mãe perguntou.
— Querido, se você quiser ficar em Los Angeles morando comigo, você sabe que pode não é?
— Sei sim mãe, mas agora eu preciso pensar um pouco, quero ficar com os Fosters até eu me formar ano que vem.
— Você sabe que respeito e aceito suas opiniões, mas acho que você está a muito tempo com eles, não quero que os incomode por mais um ano.
— Mãe, eu não os incomodo, muito pelo contrário, eles me ajudam muito e me dão muita força quando preciso. Eles são minha família também. E outra, acabei de me reconciliar com Jude, não quero me afastar novamente.
— Você que sabe meu filho — disse ela — Te apoio nas suas escolhas e decisões.

Demorou quase duas semanas para eles esperarem a liberação do corpo, quase nem saíram muito do Hotel, iam só para lugares perto. Quando o corpo foi liberado para após a cremação, eles já estavam com as malas arrumadas. Connor pegou a caixa prateada e colocou dentro da mochila. Partiram na manhã seguinte de volta para casa.

Notas finais
Bom pessoal, esse capítulo eu chorei litros escrevendo! Fiquem a vontade para comentar aí em baixo o que vocês querem que aconteça. Agora no próximo capítulo vamos ver como Connor vai reagir após perder o pai. Então até o próximo!!!