Jomal

38 Capítulo 52


Quando Rachel chegou a torre (depois de muito trabalho; conseguir subir as escadas com Finn naquele estado não fora fácil), pensou que teria um problema. Da ultima vez que estivera na torre, esta servia como pronto socorro, e todos estavam lá. Mas agora não sobrara ninguém, e os lençóis foram trocados. Aliás, ninguém exceto Rosalie e Chord, que brincavam com os ursinhos no berço. Rachel ajudou Finn a tomar banho, ignorando o sangue que foi embora com a água, se angustiando com o grunhido alto que ele perdeu quando a água atingiu seu corte. Ao ver a aflição dela, no entanto, ele sorriu.

Finn: Vá... Vá ver os bebês. – Aconselhou – Eu vou terminar isso já já. – Rachel ia contestar – Shh. – Alertou, e ela sorriu.

Rachel: Vou providenciar algo de comer. – Disse, saindo do box. O vestido luxuoso estava arruinado, todo amassado, manchado de sangue, agora molhado.

Finn: Não desça sozinha. – Alertou.

Rachel: Shh. – Imitou, dando as costas a ele e saindo dali. Ele riu.

—--*

Voltando a torre... Rachel amamentou os bebês as pressas. Chord dormiu, cansado da agitação do dia, e Rosalie ficou brincando com seu ursinho. Finn lhe dera aquele ursinho, e desde então ela não desgrudava dele nem pra dormir, os olhinhos inocentes percorrendo o brinquedo enquanto os dedinhos se deliciavam na pelúcia marrom. Rachel fez Finn comer até não agüentar mais, então cuidou de seu ferimento. Era grande, profundo, e estava começando a inflamar. Vendo-a suturálo Finn se lembrou da ultima vez que ela fizera isso. Da ultima vez ela não queria nem olhar em sua cara, pensou com escárnio. Ele observou o rosto dela concentrado no que fazia, ignorando a dor lancinante que pulsava em sua coxa, tanto que ele nem sentia a linha ser puxada. Mas algo martelava em sua cabeça.

Finn: Você... Você viu? – Perguntou, quieto.

Rachel: Vi. – Disse, desgostosa – Vai custar a sarar. – Finn ergueu a sobrancelha – Creio que amanhã não conseguirá se pôr de pé.

Finn: Não estou falando disso. – Rachel franziu o cenho, erguendo o rosto para encará-lo – Você viu o momento em que... Viu quando ele me derrubou? – Pensou, relembrando a cena. Não queria que Rachel tivesse visto ele cair, nem muito menos rolar pelo chão, se esquivando dos golpes que recebia. Parecia covardia.

Rachel: Ele conseguiu te derrubar? – Finn ficou quieto. Rachel gemeu, frustrada – Não, não vi. Não vi nada, pra falar a verdade. Só consegui fugir de Santana no final. Ela parecia cansada... E eu sai correndo. – Deu de ombros. Finn sorriu. – Agora não, Rose. – Suspirou, voltando a atenção pra sutura. Rosalie dava pequenos gritinhos. Fazia isso sempre que Finn não lhe dava atenção – Vai acordar Chord. – Comentou em voz baixa, puxando a linha delicadamente no ultimo ponto.

Finn: Foi no momento em que ele saiu aos berros perguntando se era "por isso‟ que você o tinha deixado. – Continuou – „Isso‟ era eu, que não havia conseguido me levantar ainda.

Rachel: Pergunta estúpida. – Disse, franzindo o cenho – Não há outro homem pra mim. E não se preocupe com isso, foi só uma queda. Todos nós caímos. Eu cai na descida da escada, fugindo de Santana. – Finn riu, e ela lhe selou os lábios – Você venceu. Trouxe a paz de volta. E mesmo que tivesse perdido, ou caído 10 vezes, eu ainda estaria explodindo de orgulho. Não seja tolo, sim? – Ela selou os lábios dele de novo, que sorriu.

Finn: Deixo de ser se tu me beijares de novo. – Disse, descarado, e ela riu, beijando-o novamente.

Rachel: Eu beijo, beijo, beijo... – Disse, cobrindo-o de beijos – Hoje te darei todos os carinhos do mundo. – Disse, dando beijo apertados na maxilar dela.

Finn: Todos? – Perguntou, abraçando-a. Rachel maleável assim chegava a ser pecado. Ela enlaçou as mãos nos cabelos dele, ainda enchendo-o de beijos, e ele beijou seu ombro demoradamente.

Rachel: Todos. Todos os carinhos e todos os mimos. – Disse, mordendo-lhe a bochecha.

Finn: Que ótimo. – Disse, mordendo a orelha dela, e Rachel arregalou os olhos, empurrando-o.

Rachel: Nem sonhe com isso. – Disse, catando os objetos de primeiro socorro e se levantando. Ele riu, se recostando nos travesseiros.

Finn: Ei, volte aqui. Nós estamos apenas conversando. – Disse, na defensiva.

Rachel: Conheço esse teu tipo de conversa. E a resposta é não. Não há maneira. – Disse, guardando o kit de primeiros socorros.

Finn: Mas eu queria... – Brincou, e ela o lançou um olhar que o fez se calar e rir em seguida. Ele sabia que com aquele corte, mesmo sendo mais abaixo da coxa, perto do joelho, ele não iria a lugar algum. – Ei. Me dê Rose antes que ela acorde Chord. – Rachel avaliou, então assentiu. Foi até o berço, apanhou Rosalie e checou Chord. O menino dormia. Ela entregou Rosalie a Finn. O rosto da menina se alegrou ao ver o pai.

Rachel: Vou pro banho. Se você ousar tentar se levantar dessa cama, eu vou cometer um crime. – Finn arregalou os olhos, falsamente assustado, e ela deu as costas.

Finn brincou com Rosalie por minutos a fio. A menina não falava ainda, apenas umas palavras desconexas, mas era a alegria do pai. Ela brincou com ele, as mãozinhas apanhando um punhado de seu cabelo. Finn tinha problemas toda vez que isso acontecia. Mas a solução era pratica: Ele fazia cara de choro pra ela e a menina o soltava, os olhinhos atentos. Ele riu em seguida, beijando-a.

Finn: Você... – Ele deu um beijo apertado nela – É... – Outro – O amor... – Outro – De minha vida. – Completou, beijando a barriga da menina, que riu gostosamente – Sim, você é. E você está com sono. – Disse, vendo a carinha de sono dela. Rosalie imitou o pai, olhando-o, e ele riu – Amor da minha vida. – Repetiu, beijando-lhe a testa.

Rachel: Se ela é o amor da sua vida, o que resta pra mim? – Perguntou, saindo do banho, e Finn sorriu.

Finn: Sobra bastante. Põe ela no berço? – Pediu e Rachel assentiu, apanhando a filha, que tinha o rostinho sonolento. Ela a levou até o berço, acomodando-a, e dessa vez Rose não reclamou. – Venha aqui. – Rachel ergueu a sobrancelha – Rachel. – Repreendeu.

Rachel: Você é impossível. – Disse, e ele sorriu vendo ela ir até a porta, trancando-a, e até os castiçais, apagando as velas, de modo que só sobrou a luz da lareira. O clima era gostoso. A chuva que caíra parecia que viera para lavar todo o terror da guerra. Ele sentiu ela ir pra debaixo dos lençóis, pra perto dele, e sorriu – Como está sua perna?

Finn: Colada com o resto do corpo. – Dispensou, e ela não conseguiu não rir – Escuta, você pode me beijar? – Perguntou, e ela gargalhou da espontaneidade dele. – Se é só o que eu posso pedir, peço logo assim. – Se queixou.

Rachel: Sabe que se eu deixar você fazer algo, vai se machucar. Está todo ralado. – Os braços e o peito de Finn tinham alguns curativos brancos, nada demais, só ralado mesmo. Ele estava de peito nu e com uma bermuda solta, branca, pra não pressionar o machucado.

Finn: Eu pedi um beijo. – Lembrou, azedo.

Rachel: Hum, enfezadinho. – Disse, apanhando o rosto dele nas mãos, selando-lhe os lábios. Finn suspirou e ela o encarou, confusa.

Finn: Assim, Rachel. – Disse, apanhando o rosto dela com as duas mãos, trazendo-os pra si.

Os lábios dele encontraram os dela, quentes, oprimindo-os, a língua logo tomando espaço dentre os lábios dela, encontrando a sua. Rachel suspirou, deliciada, mas não teve tempo de relaxar; após se apossar da boca dela ele a devorou, faminto como sempre, os lábios exigindo dela tudo o que ela podia dar. Rachel sorriu dentre o beijo, a mão adentrando o cabelo dele. Estava feliz. A guerra acabara. Nada os ameaçava, eles teriam a vida juntos, pra se amarem, para serem felizes. E ela devia isso a ele. Ele fora lá, ele arriscara a vida, ele terminara a guerra. Mas, quebrando o momento, Finn a soltou.

Finn: Tudo bem. Eu pedi um beijo, ganhei um beijo. – Disse, se afundando nos travesseiros. Ele respirou fundo, e ela podia sentir a frustração vindo dele. – Eu planejei comemorar essa noite de um modo diferente que dormindo. – Soltou, rindo de si próprio. Sua perna latejava dolorosamente, mesmo parada.

Rachel: Parece um menino choramingando. – Brincou, e ele sorriu de leve. – Me deixe ver. – Disse, passando pra cima dele, sem colar os corpos dos dois. Finn merecia aquela noite.

Finn: Rachel. – Repreendeu. Ele tentou mover a perna, mas desistiu perante a dor. – Eu não consigo, carinho. – Disse, frustrado.

Rachel: Me toque, Finn. – Pediu, apanhando a mão dele, que estava na cama. Ela trouxe a mão do marido até o próprio colo, fazendo os dedos dele a acariciarem. Finn a encarou, ainda quieto, com um olhar e um sorriso de puro deslumbramento. Ele ergueu o rosto, levando-o ao pé do ouvido dela, o hálito quente dele naquela região arrepiando-a.

Finn: Quer que eu a toque? – Sussurrou, a mão que ela colocara em seu colo sumindo por dentro da camisola dela.

Rachel: Muito. – Respondeu, sentindo a boca subitamente seca. – Quero que me toque. Quero que me beije. – Complementou, aspirando do perfume dele. Instigava ela.

Finn: Por quê? – Perguntou, adorando a situação.

Rachel: Porque você é meu marido. – Disse, selando os lábios com os dele – Meu homem. – Ela repetiu o ato, mordiscando-o agora – E porque só você pode.

Finn não disse mais nada, apenas a beijou. O incomodava que ela mantivesse todo o peso nos braços, sem tocá-lo. Ele tentou forçar os braços dela, puxá-los, várias vezes, mas ela não cedeu. Rachel, vendo que ele não ia desistir, apanhou a mão dele que tentava forçar seu cotovelo e trouxe até seu seio, enchendo a mão dele. Isso distraiu Finn completamente. O corpo de Rachel parecia ter sido feito exatamente ao molde de suas mãos... E ele se aproveitou disso. Usou de tudo o que podia, afinal fora ela que pedira para que ele a tocasse. As mãos dele deixaram os seios dela vermelhos, sensíveis, a barriga com marcas de unha, nas costas os vergões por onde ele a apertou até chegar ao traseiro dela, que ele apanhou com as duas mãos, apertando com gana. Rachel não conseguia respirar direito. Ele não deixou os lábios dela um segundo, seu corpo tremia, era difícil se manter sob os braços trêmulos agora... Até que a mão dele desviou das roupas dela, encontrando sua intimidade. Rachel gemeu alto, caindo das mãos, se amparando nos cotovelos, e ele deixou os lábios dela, que afundou o rosto em seu ombro, sem ver o sorriso que ele tinha no rosto. Os dedos dele brincavam com ela, instigavam, e ela ia enlouquecer. Pior, ela ia permitir. O ultimo fio da razão dela foi sua voz, e ela bem tentou.

Rachel: Finn. – Chamou, e ouviu um “hum?” perverso dele em seu ouvido, enquanto ele distraia a boca em seu ombro. Estava adorando aquilo, o desgraçado – Chega.

Finn: Não ouvi. – Disse, sorrindo maliciosamente, ameaçando invadir a intimidade dela com os dedos e retrocedendo na ultima hora. Rachel teve uma vertigem com isso, ainda amparada nos cotovelos para não tocá-lo.

Rachel: Pare com isso. – Disse, mordendo o ombro dele. Sabia que se ele tentasse algo agora, ela não teria resistência suficiente, e aquele corte... – Pare agora.

Finn: Mas você pediu para que eu te tocasse. – Lembrou, e mordeu a orelha dela, deixando um chupão ali atrás – Não pediu? – A voz dele estava excitando-a mais ainda.

Rachel: Agora estou pedindo que pare. – Porque ela não tinha força pra sair dali? – Eu pedi, mas... – Ela arfou – Mas já chega. – A voz dela estava tão tremula que não levou nada da ordem que ela pretendera enviar.

Finn: Ainda não. Quase. – Ele ainda sorria. Rachel grunhiu, ele não sabia se de raiva ou de prazer. – Shhh... – Tranquilizou, mas seus dedos na intimidade dela se tornaram mais intensos, mais ágeis.

Ela não conseguiu responder. Alguns instantes depois ela gemeu, mais alto ainda, e quase perdeu o controle do corpo. Finn parou com tudo o que fazia só pra desfrutar da reação dela. Queria poder ver seu rosto, o tom corado que tomava toda vez que ela chegava ao orgasmo, mas o rosto dela estava caído em seu ombro. Ele levou a mão até o queixo dela, erguendo o rosto, e ela estava de olhos fechados, a respiração forte... A maçã do rosto vermelha. Ele sorriu. Então percebeu o quanto ela tremia, tentando se manter nos cotovelos, e segurou os braços dela, lhe dando tempo. Após instantes ela abriu os olhos, encarando-o, e viu que ele ria. Teve vontade de lhe descer a mão na cara, mas ao invés disso o beijou. Finn recebeu como surpresa. Ela deixou seus lábios, beijando-lhe o queixo, o pomo-deadão, o peito, a barriga (se desvPuckdo de dois curativos)... E chegou na bermuda. E ela nem hesitou. Finn fechou os olhos, sentindo os lábios dela abrangerem seu membro, deixando o corpo relaxar... Depois do dia que tivera, isso era o paraíso. O primeiro gemido dele veio curto, mas serviu como estimulante para ela, que não descansou até que ele ficasse no mesmo ponto em que ela estivera. Finn arfava, a barriga se contraindo o tempo todo, os músculos se destacando ali, e ele chamava por ela. No fim ele gemeu alto, agarrando o lençol, e Rachel o deixou, sorrindo ao se deitar ao lado dele, que ainda arfava. Após alguns instantes ele virou o rosto para ela, encarando-o, e ela sorriu. Ele riu consigo mesmo um instante, e ela acariciou o rosto dele, que beijou sua mão.

Finn: E eu que só pedi um beijo. – Comentou, divertido, e ela empurrou o rosto dele. Ele bocejou em seguida. – Me abrace. – Pediu, quieto, e Rachel foi mais pra perto dele, abraçando-o pelos ombros, oferecendo-lhe seu colo.

Rachel: Cuidado. – Alertou quando ele se virou, se agarrando a ela. Finn sentiu os pontos da coxa se esticarem e foi com mais calma, até que a perna estava estirada seguramente de novo. Ele afundou o rosto no pescoço dela, suspirando – Durma. – Disse, lhe acariciando os cabelos.

Finn: Ainda vai me amar quando eu acordar? – Perguntou, rouco.

Rachel: Eu sempre te amei, sempre vou amar. – Murmurou, beijando o cabelo dele, e ele ficou quieto. Aquilo bastou. Ele dormiu logo, exausto, e ela ficou acordada, velando o sono dele.