Jomal
16 Capítulo 30
Finn: Rachel. – Ela levou os olhos até ele – O que você disse sobre Suri. – Ela esperou – Sobre a flor que me fez... Que eu pensei... – Ele hesitou.
Rachel: Sobre a flor que matou Dulce. – Completou, e ele a encarou, os olhos verdes atordoados. Ele respirou fundo, e tentou assentir.
Finn: Eu nem consigo falar sobre isso. – Disse, se interrompendo, e olhou para frente.
Rachel: Não foi sua culpa. – Finn negou com a cabeça.
Finn: Eu dei a ordem. O medico... O medico abriu a barriga dela, com uma lamina. Eu não me importei porque pensei que ela já estivesse morta, eu assisti tudo. E no final ela estava lá, viva, sentindo tudo. Cada corte, todas as dores... – Ele hesitou, passando a mão no rosto – Eu a matei.
Rachel: Você não tinha como saber. Fez o que ela mandou, fez o que achasse melhor. – Ela apanhou a mão dele, enlaçando os dedos – Não se culpe por algo que não podia evitar. Veja, ela terminaria morrendo sem poder tirar o feto morto de dentro de si. – Mentira. Ela entraria em trabalho de parto induzido. A expulsão seria mais difícil, mas ela sobreviveria. Mas Finn não sabia. Ele a encarou.
Finn: O que disse sobre a flor que incapacitou Suri. – Ela esperou – Aquilo pode curá-la?
Rachel: Acredito nisso com a minha vida. – Respondeu, e ele assentiu.
Finn: É só disso que eu preciso saber. – Encerrou, respirando fundo. Problema seria só conseguir transpassar as barreiras do castelo de Jesse.
—--*
Damon: Problema não vai ser entrar lá, problema vai ser sair.
Dias haviam se passado. Rachel dormia. Finn velava seu sono, como sempre. Os reis discutiam como ir buscar a condenada flor.
Santana: Não sei porque vocês vêem isso como um problema. É surpreendentemente simples. – Disse, parecendo entediada.
Damon: Nem todos nós temos o dom de nos embrenhar na escuridão. – Santana riu.
Santana: Nem todos nós precisamos ir. – Ofereceu, satisfeita.
Sam: Nem pense nisso. – Cortou e Santana suspirou, cruzando os braços. – Voltamos ao ponto inicial.
Rachel: Eu vou. – Disse, e Finn a olhou. Ele ergueu a sobrancelha e levou as mãos, fechando os olhos dela.
Finn: Volte a dormir. – Ordenou, e Santana riu.
Rachel: Me escute. Finn! – Todos esperaram e Finn, de mal gosto, tirou a mão – Inventem uma mentira. Como se...
Finn: Não.
Rachel: Como se eu tivesse ido lá enviar algum recado. – Tentou. – Qualquer mentira.
Finn: Não.
Rachel: Eu só preciso de uma noite, e estarei de volta. – Completou. Os outros avaliavam, mas...
Finn: Não. E não é não. – Encerrou.
Rachel: Não seja teimoso. – Pediu.
Finn: Você nem consegue andar. – Cortou.
Rachel: Conseguirei dentro de pouco. – Rebateu.
Finn: Já disse: Não! – Exclamou, exasperado.
Puck: Olha essa briga de galinha aqui para não quebrar meus ovos. – Interrompeu a discussão. Santana ria gostosamente.
Santana: Eu adoro esse castelo. – Disse, divertida, e Sam sorriu ao som da voz dela.
Damon: Ela teria uma justificativa. – Observou.
Finn: Não vou entregá-la nas mãos dele. – Disse, ultrajado.
Puck: Quem está falando em entregar? Ela vai voltar. – Propôs.
Finn: Não. – Disse, entediado. Rachel rosnou – Quieta. – Ela fechou a cara para ele.
Santana: Vocês podem me deixar ir. Eu vou e volto ainda hoje. – Se ofereceu, sorridente.
Sam: Santana, eu disse não. – Cortou, sem se virar para olhá-la.
Santana: Já fiz isso antes. – Lembrou. Sam virou o rosto, e o olhar dele a fez se calar, mesmo a contragosto.
Rachel: Quem vota por mim?
Finn: Como é a história? – Perguntou, exasperado.
Puck: 4 votos. – Informou.
Finn: Eu, simplesmente, não vou deixar. – Disse, sorrindo, debochado.
Rachel: E eu, simplesmente, vou fugir. – Rebateu e dessa vez Puck que gargalhou. – Já o fiz uma vez, com sucesso. – Lembrou.
Puck: Eu amo ela. – Comentou. Finn ainda encarava Rachel, sem palavras.
Sam: Está decidido então, ela vai. Porém, senhores, ladies... Em nome de Deus, nosso senhor, não digam isso a ninguém. Se o espião souber Jesse vai saber, e então eu não garanto a volta dela. – Pediu, obvio, e todos assentiram. Finn ainda reclamaria, e muito, mas no final perderia para a maioria: Rachel iria. Era o único modo.
Demorou mais três semanas até termos algum progresso. Suri lembrava, freqüentemente, que o pai só tinha mais uma semana em seu acordo. Foi a essa altura que os médicos liberou Rachel das ataduras, recomendando-a apenas que não fizesse movimentos bruscos na primeira semana. Ela arfou, sentindo-se arder, e ele a olhou, preocupado. Rachel vestia um bustiê e a roupa debaixo, a barriga branca agora exposta.
Finn: O que? – Perguntou, alarmado.
Rachel: Queima. – Comentou, respirando.
Médico: É de rotina. – Explicou.
Finn: Mas porque? – O medico hesitou. Não havia explicação para essas coisas.
Santana: É apenas o sangue correndo solto pela pele. Já vai passar. – Disse, com um livro na mão, parada do outro lado. Rachel e Finn a olharam – É só sangue, acreditem. – Tranquilizou, satisfeita, voltando ao livro. Os dois ainda a olhavam, meio suspensos... DE ONDE ELA SURGIRA? Rachel olhou pra Finn e perguntou, muda: Ela estava ali? Mas ele deu de ombros.
Rachel: Está passando. – Disse, respirando fundo.
Santana: Como eu disse, sangue. – Disse, passando a pagina do livro.
Medico: Bom, pode voltar as suas atividades normais. Sua mão, no entanto, demorará mais algumas semanas. Repouse uns dias, fará bem.
Santana: É de uma utilidade... – Murmurou, consigo própria, passando os olhos pelas paginas. O medico a olhou – Eu acompanho o senhor. – Se ofereceu, mostrando um sorriso deslumbrante, de aparência afiada. O medico concordou.
Quando ele saiu ela revirou os olhos pra Rachel e Finn, que sorriram, e saiu dali, fechando a porta. Rachel se esticou, respirando fundo, e sorriu. Era bom respirar livremente.
Finn: Graças a Deus. – Agradeceu – Ei, não estique tanto. – Rachel o encarou, incrédula. Ela se deitou novamente, se espreguiçando, obviamente desobedecendo, e ele suspirou – Sempre teimosa.
Rachel: Tens olheiras. – Disse, deitada, observando.
Finn: Não tenho dormido bem. Remorso não é um sentimento fácil de lidar, e eu o tenho de sobra. – Disse, e tocou o nariz dela – Mas estou feliz de que estejas se recuperando.
Rachel: Não tens motivo para sentir remorso.
Finn: Não. Apenas alguns... Muitos fatores. – Disse, os dedos brincando com a pele da barriga dela, agora vermelhinha. Sangue.
Rachel: Quantas vezes eu vou ter que repetir... – Perguntou, suspirando, cansada.
Finn: Cada vez que eu puser os olhos em ti vou sentir remorso pelo que te fiz. Fui um monstro, e você nem era culpada. – Disse, os olhos distantes – É essa história toda. Reis não sentem. Agem com a razão, não com a emoção. Só não sentem. Se um dia eu tiver um filho... Não farei isso com ele, mas a vida fará. É um fardo.
Rachel: Será um ótimo pai, como o é para Suri. – Disse, acariciando a olheira dele. O carinho entre os dois era natural, acontecia mesmo sem ser planejado. Finn riu de si próprio.
Finn: É claro, Suri a propósito está com uma greve de fome para começar na semana que virá. – Lembrou, Rachel riu de leve – Quando você sumiu, ela disse que me odiava. – Disse, e hesitou – Mais um ponto em que eu fracassei: Ser pai.
Rachel: Ela não o odeia, acredite, eu sei. Ela só devia estar com raiva. – Finn assentiu, quieto. O silêncio demorou um minuto inteiro para ser quebrado.
Finn: Você ainda me ama? – Perguntou, e ela ergueu os olhos, vendo os verde dos olhos dele intenso, encarando-a. Rachel levou um instante para responder. Ele ainda a encarava. Que espécie de pergunta era aquela?
Rachel: Eu nunca deixei de te amar. – Respondeu, calma. Não sabia o que aquilo significaria, o que ele queria ouvir, mas era a única verdade que tinha.
Finn: Apesar de tudo o que eu te fiz?
Rachel: Você salvou minha vida. De todas as maneiras em que eu podia ser salva. – Finn sorriu, quieto.
Rachel o olhou por um bom tempo. Ele tinha o olhar perdido, distante. Ela não gostava daquele olhar. Aprendera ao passar dos dias, que cada vez que ele ficava assim, sua alma estava sofrendo, torturada. Finn nem viu o movimento dela, até que ela se amparou em um cotovelo, se erguendo, o apanhou pelo rosto e o beijou.
Por um instante o gosto dela, seu perfume, o inebriou. Ele esqueceu o que o atormentava. Fazia tanta falta! Sentiu a mão dela enlaçando seus cabelos, carinhosamente, e suspirou, sua boca buscando a dela faminta, retribuindo o beijo. Rachel estava feliz. Ele sabia a verdade, ela não morrera, e ao que parecia ele também a amava. Com a outra mão ela puxou ele pra si, na verdade apenas trazendo-o, fazendo-o se inclinar pro lado dela e pra cima dela. Seu corpo se adequou ao dele, que sentiu, satisfeito, a estatura delicada acolhê-lo. As línguas dos dois se encontravam carinhosamente, do mesmo modo como a mão dele acariciava o rosto dela, e a dela, o acariciava os cabelos. Tudo era natural como respirar. Mas...
Finn: Não. – Disse, emergindo do beijo após sentir que rumo estava tomando.
Rachel: Porque? – Perguntou, frustrada, os olhos sondando ele, buscando a fonte da rejeição.
Finn: Não vou machucar você outra vez. – Justificou, mas selou os lábios com os dela. Rachel veio notar agora que ele estava apoiado em cima dos braços, sem deixar seu peso tocá-la. – Não vou pôr tudo a perder. – Disse, se lembrando de como a respiração dela era impossível com as ataduras.
Rachel sorriu, se inclinando novamente, tomando seus lábios outra vez. Finn se permitiu beijar. Estava tão exausto que quase dependia daquilo. Sua maior vontade era se abandonar nos braços dela, e não voltar mais. A realidade o chamou ao sentir a mão dela desabotoando seu colete. Ele se soltou de seu beijo novamente, mas ela lhe beijou o queixo, em seguida o pomo-de-adão.
Rachel: Eu não morri. – Murmurou, empurrando o colete dele, enquanto o acolhia dentre as pernas – Me faça sentir que continuo viva. –Pediu, mordendo o queixo dele. Finn tinha os olhos fechados, o rosto sem expressão. Ele suspirou. – Não vai me passar nada. Ele a encarou, parecendo em duvida. Ela, por sua vez, parecia decidida. Ele ergueu o rosto, olhando para a porta. Estava destrancada. Ela viu isso.
Mas Rachel não teve tempo de dizer nada: Dessa vez ele a beijou. Com fome, com saudade. Ela suspirou, satisfeita, desabotoando a camisa dele. Era mais demorado por causa de uma das mãos, imobilizada, mas ela conseguia. Por fim conseguiu, e ele se afastou um instante, se libertando das peças, e quando a abraçou novamente estava de peito nu. As mãos dele, hesitantes quanto a sua costela, apanharam o traseiro dela, apertando com vontade, o que a fez arfar. Tinha a mão boa nas costas dele, as pontas das unhas descendo levemente pelos músculos, e a outra, que não era lá de nenhuma utilidade, apenas pousada de lado, evitando atrapalhar. O corpo de Finn reagiu ao dela imediatamente, quase como um interruptor. Era sempre assim. Ela era o antídoto para todos os seus problemas, para toda a sua amargura. Para toda a guerra, talvez. Ele deixou os lábios dela, já inchados, buscando-lhe os ombros, surpreendendo-a ao morde-la, mordiscando, chupando. Desceu por seu colo, deixando um rastro quente por onde sua boca passava, e uma das mãos dele subiu até o colo dela, agarrando-lhe o bustiê e arrancando-lhe. Rachel arfou quando ele lhe alcançou os seios, as mãos novamente lhe enlaçando os cabelos, enquanto ele a devorava. Sentira sua falta mais do que podia expressar. Queria que ele parasse de se segurar nos braços, queria sentir seu peso. Finn sentiu a mão dela tentando empurrar a sua, afastá-la da cama, o que o faria cair por cima dela, mas não permitiu. Sentiu ela arfar, frustrada, ainda tentando, então lhe abocanhou um seio, mordendo-o, levando-o quase todo a boca. Ouviu o gemido surpreso dela, momentaneamente desarmada, e sorriu. Mas logo ela se lembrou.
Rachel: Por favor. – Pediu, em um murmúrio. Queria sentir totalmente o calor dele sobre si, não só aquele toque leve, sutil. Queria seu peso, a compressão... Mas não conseguia fazer ele se soltar – Eu estou bem, eu juro. – Finn a encarou – Por favor. – Ele ficou quieto por um instante. Então ela sentiu ele se soltando aos poucos, deixando o peso cair sobre ela lentamente, e sorriu em agradecimento.
Finn: Eu não devia estar fazendo isso. – Se condenou, mordendo a maçã do rosto dela – Me prometa que se eu a machucar... Não importa o modo, se você sentir dor, de qualquer forma, vai me avisar na hora. – Rachel suspirou – Prometa agora ou juro que saio daqui. – Ameaçou, sem saber se era capaz de cumprir. Rachel arregalou os olhos, indignada, e ele ergueu as sobrancelhas.
Rachel: Eu prometo. – Ele sorriu, satisfeito, e baixou a boca sedenta para a pele dela novamente. Rachel estava quente. Gostava quando ela ficava assim, submissa. Os pés dela acariciavam a lateral da perna dele, instigando-o – Me faça mulher, Finn. – Sussurrou, mordendo o ouvido dele em seguida.
Finn se afastou um instante, para se livrar da calça. Quando a abraçou novamente, tinha um tom de hesitação em seu rosto.
Rachel sabia que se algo corresse e ela se machucasse Finn passaria isso em sua cara até os dois estarem velhos. Porém quando ele a possuiu, essa preocupação se esvaiu. Ele inspirou fundo, desfrutando daquilo, e ela se agarrou a ele, mordendo-lhe o ombro, abafando um gemido satisfeito. A partir dali ele não conseguiu se refrear, apenas pôde esperar que tudo acabasse bem. Buscou a boca dela, tomando-lhe o fogo, e os dois começaram a se mover juntos. Primeiro delicadamente, com todo o carinho que a saudade pedia. Depois com ritmo, pressão, força, do jeito que o desejo ordenava. Por sorte ninguém resolveu ir até a torre aquela manhã, era no que Finn se preocupara ao olhar a porta. Mas não importava. Nada importava. Algum tempo depois, ele sentiu ela cravar as unhas em seu braço, e gemer, sem fôlego, languida. Sentiu o corpo dela se contrair sob o seu, e afundou o rosto em seu ombro, continuando até conseguir sua própria liberação, com o nome dela nos lábios. Houve um silencio agradável então. Ela ficou de olhos fechados, acariciando os cabelos dele, ambos prolongando aquela sensação boa. Até que ele tentou sair de cima dela.
Rachel: Pare com isso. – Repreendeu.
Finn: Só metade. – Pediu, e ela suspirou, assentindo. Ele tirou metade do corpo de cima dela (transferindo todo seu peso para a cama), e cobriu os dois, protegendo-os da manhã fria, abraçando-a em seguida. – Obrigado. – Disse, com o rosto deitado no colo dela. Estava tão cansado!
Rachel: Durma, meu amor. – Disse, ninando-o, acariciando-lhe os cabelos.
Finn: Você vai ficar bem? – Perguntou, sempre preocupado.
Rachel: Eu estou com você, estou bem. – Tranquilizou – Durma.
Finn dormiu antes que pudesse dizer algo. Dormiu o sono que o sobrecarregava, o que estava preso. Dormiu como não dormia há semanas. Ela velou pelo sono dele por vários minutos, sentindo a respiração dele em seu colo e o modo inconsciente como ele a agarrava. Estava em paz. Pela primeira vez ela o tinha em seus braços e não havia nenhuma mentira. Para alguns podia ser pouco, mas para ela significava perfeição. Paz. Foi assim que ela adormeceu.
Ambos não acordaram. Finn porque estava exausto, e Rachel provavelmente pela paz que tinha ali. O dia expirou e os dois continuaram ali, abraçados, dormindo. Puck mandou uma criada na hora do almoço, mas sob as batidas da porta Finn só fez se remexer, puxando mais Rachel, afundando o rosto no pescoço dela. No final da tarde, porém, a enviada foi Nina. Após bater algumas vezes ela resolveu entrar. Rachel mais dormia que qualquer outra coisa, e ela precisava trabalhar. Parou, em choque, ao entrar no quarto, vendo o quadro.
Nina: Não é possível. – Rosnou, consigo mesma.
Rachel dormia com Finn, os dois muito confortáveis, descobertos até a cintura. O braço de Finn cobria os seios dela, e ele tinha o rosto afundado em seu pescoço, como se quisesse ficar ali por seu perfume. Ela o abraçava pelas costas com o braço bom, o outro caído em seu lado, engessado.
Tinha o rosto virado pro dele, os lábios na testa dele, os cabelos esparramados a sua volta. Nina sentiu um ódio tão violento dentro de si que mal podia respirar. Ela fizera de tudo, e ainda assim terminava ali?! Onde estava a justiça?! Estava lá, dormindo abraçada com ele, na cama real. A boca de Nina amargara. Porém...
Santana: Apenas vim tentar apanhar meu livro, esqueci quando... Essa porta já estava aberta? – Perguntou, a voz se aproximando. Logo Santana entrou no quarto com Quinn e Kristen. As três pararam.
Kristen: Doce Jesus. – Disse, paralisada, com os olhos arregalados.
Santana: Mas que diabo... Porque essa porta estava aberta? – Perguntou, aturdida. Rachel e Finn seguiram dormindo quase descaradamente – O que você está fazendo aqui?
Quinn: Eu devia mesmo chamar Puck para ver isso. – Disse, divertida. Kristen riu.
Nina: Eu bati e ninguém atendeu. Pensei que ela estava dormindo, e entrei, então... – Ela suspirou, o coração martelando dolorosamente. O olhar de Santana estava perigosamente pousado nela.
Kristen: Tome o maldito livro e vamos sair daqui. Se eles acordarem e nos virem aqui, vou ser forçada a me jogar pela janela. – Disse, apanhando o livro na mesinha e o entregando a Santana.
Santana: Você presencia cenas como essa e fica de pé olhando? – Perguntou, debochada.
Quinn: Santana, vamos sair daqui! – Disse, ruborizada, mas Santana estava nem ai pra Rachel e Finn, que tampouco davam a mínima para a cena.
Nina: Não fiz por mal, senhora. Confie. – Pediu, de cabeça baixa. Santana ergueu a sobrancelha, e abaixou o rosto, olhando o livro.
Santana: Me permita ser clara. Não confunda o fato de eu não tocar fogo em você enquanto você dorme com confiança. – Kristen, já no corredor, riu alto. – Saia daqui.
Quinn: Qual o problema? – Perguntou, vendo Nina, mortificada, saindo.
Santana: Tem algo nesta mulher que não me agrada. – Disse, os olhos observando Nina sumir pelo corredor – Preciso conversar com Sam sobre ela. Farei isso hoje.
Quinn: Fará queixa a Sam contra ela por causa disso? – Perguntou, sabendo que Sam se viraria contra a pobre criada assim que Santana acusasse.
Santana: Tem algo nela que me irrita, me ofende. Como se algo em mim me alertasse contra ela. – Disse, os olhos distantes – Sim, vou falar com ele, ainda hoje. Mas vamos sair daqui, em nome de Deus. – Disse, e Quinn assentiu.
Após a porta ser fechada, o silencio reinou no quarto. Por mais incrível que pareça, as duas pessoas que eram o foco da cena não faziam ideia de que eram. Continuaram dormindo, o sono dos justos. Mas Nina havia comprado um problema.
Fale com o autor