Jomal

18 Capítulo 32


Sam: Você sabe que isso é uma armadilha. – Ressaltou, vendo Finn montar no cavalo. Nem a armadura colocara, apenas apanhara a espada.

Finn: Sei. Escutem. – Damon, Puck e Sam observavam – Eu não posso deixá-la lá. Não posso permitir que chegue as mãos dele. Eu... Eu não sou capaz. – Ele respirou fundo – Se eu não voltar, cuidem de Suri. Cuidem para que Jesse não tome conta do meu reino. Honrem meu nome.

Damon: Boa sorte. – Finn assentiu e puxou as rédeas do cavalo, saindo a galope.

Finn atravessou a cidade como um raio. Todos saiam do caminho. Em sua cabeça só havia algo: Jesse havia pego Rachel. Sua Rachel. Ah, ele preferia morrer a permitir isso. Ao chegar na fronteira alguns soldados se olharam, confusos, mas Finn fez o cavalo saltar sobre a barreira, sumindo dentro das arvores. Encontrá-la ali seria impossível. Ultrapassar a fronteira de Jesse seria impossível; Ele seria alvejado só ao ser visto. Cavalgou por minutos a fio, desviando de arvores. Ao chegar em uma pequena clareira avistou algo caído no chão, mas não teve tempo de identificar o que era: Algo pesado atingiu sua cabeça, na região da nuca, causando uma dor insuportável e aguda, e ele caiu do cavalo. Quando chegou ao chão já havia desmaiado.

Finn não sabia quanto tempo havia se passado. Ele despertou sabendo que tinha algo urgente a fazer, mas não sabia o que era. O tempo estava tão frio, ventava tanto! Havia o cheiro das arvores e da grama molhada. Algumas gotas caiam do céu. Rachel! Ele abriu os olhos, olhando em volta. Sua cabeça doía barbaramente. Ele olhou em volta, a clareira estava vazia, a não ser...

Finn: Rachel. – Murmurou, vendo que o vulto caído era ela. Ele procurou forças, mas não achou. Se arrastou um instante, logo engatinhando em direção a ela. Mesmo engatinhando as vezes ele tropeçava, caindo de novo. A alcançou e a apanhou no colo, pegando seu rosto – Ei, acorde. – Chamou, tonto.

Jesse: Ora, ora, ora. – Disse, se desencostando de uma arvore, se aproximando – O nobre Finn, de uma linhagem unicamente de sangue puro, se curvando e se arrastando por uma plebéia. – Disse, cruel. Finn tateou a bainha a procura da pistola, ou da espada, mas nada – Não seja tolo.

Finn: Vá para o inferno. – Rosnou

Jesse: Estou nele. – Respondeu, caminhando, tranqüilo.

Finn: Porque não a deixa em paz? – Perguntou, raivoso, puxando a Rachel ainda desfalecida mais para si.

Jesse: Ela? – Perguntou, com descaso – É só um brinquedo que você me tomou. Em geral quando eu enjôo, jogo meus brinquedos fora. Mas não foi por isso que eu o trouxe aqui. – Disse, de braços cruzados. – Temos uma conversa pendente, antes que a guerra possa seguir.

Finn: Não tenho nada para conversar com você. – Rosnou, raivoso. A presença de Jesse o enojava.

Jesse: Percebi que tu estas mantendo essa guerra sob os pilares errados. Você precisa entender, para então eu poder matá-lo. – Finn riu, debochado – Precisa entender o que eu fiz, e porque eu o fiz. Precisa entender porque eu declarei guerra contra você partindo do nada. Nós temos um assunto em comum, Finn. – Disse, e havia um sentimento estranho em seus olhos. Parecia ódio, fúria.

Finn: Não tenho nada em comum contigo. – Rosnou.

Jesse: Temos Dulce María.

Finn: Não... Pronuncie... – Finn estava possesso – Não diga o nome dela. Não se ouse. Não você.

Jesse: Porque? Porque eu a matei? – Perguntou, debochado – Não, tu a mataste. E veja, tu o sabes. Tu não devias pronunciar o nome dela, não eu.

Finn: Culpa tua. Tudo foi culpa tua. – Disse, a boca amarga.

Jesse: DULCE NÃO O AMAVA! NUNCA AMOU! – Rugiu, furioso, mas respirou fundo – Ela era minha. Minha, Finn, MINHA!

Finn: Você enlouqueceu. – Disse, confuso com aquilo – Dulce era minha esposa.

Jesse: Porque eu era jovem. – Rebateu – Ela tinha a mesma idade que eu, mas eu não podia desposá-la porque não havia alcançado a maioridade. Então tu passaste na minha frente. – Disse, com nojo – Eu estava apenas a esperava. Nós já namorávamos. Nos amávamos. Então você surgiu, e a levou.

Finn: Está louco, Jesse. – Murmurou, observando o outro. Jesse: Ela nunca foi feliz ao teu lado! Nunca quis ir a lugar algum, quase nunca sorria, porque não o amava! Não o procurava na cama, não sentia prazer com você, sentia nojo do seu corpo, do seu toque, dos seus beijos! Ela me disse isso em palavras, seu grande idiota! Se lamentou dezenas de vezes por saber que a noite você a procuraria novamente, e ela não teria como se negar! – Continuou – Mas um caso comigo durante todo o tempo. No fundo de teu castelo corre um rio, sabe, Finn? Ela disse a você que tinha nojo daquele lugar. Mentira, ela o achava lindo, mas ela queria que tu acreditasse que ela se enojava. Então nos encontrávamos ali. Perdi as contas de quantas vezes eu lhe fiz amor naquele lugar, e você nem desconfiava.

Finn: Eu vou mesmo matar você. – Disse, em tom baixo.

Jesse: Lembra-se dos passeios da tarde dela? Aqueles em que ela não o deixava ir? Ela ia se encontrar comigo. – Disse, com um sorriso de canto – Passávamos a tarde juntos, todas as tardes, todos os dias.

Finn: Dizendo que eu acredite nesse absurdo. Você a amava e a matou? – Perguntou, debochado.

Jesse: Nosso relacionamento ia muito bem. Eu havia planejado tudo: Iria roubá-la. Então, maldição, ela estava GRÁVIDA! – Gritou, furioso. – Meu Deus do Céu, como eu quis que aquele filho fosse meu! Eu rezei tanto! Mas não. – Ele respirou fundo – Ela me garantiu que suas regras haviam vindo depois da ultima vez em que estive com ela. O bastardo era seu. – Ele parou consigo mesmo. Finn parecia enjoado com aquilo. Tudo se encaixava, mas ele se recusava a aceitar – Ela disse que não fugiria. Que não lhe roubaria o filho que era seu. Então eu a envenenei. – Disse, os olhos distantes – Mas não ela, ela nunca! Era pro bastardo morrer! Uma vez livre dele ela fugiria comigo!

Finn: Cale a boca. – Ordenou, nauseado.

Jesse: Mas como sempre VOCÊ tinha que interferir! A MATOU E ACABOU COM TUDO POR CAUSA DA MALDITA CRIANÇA! QUE SENTIDO ISSO FAZ? – Perguntou, furioso. – VOCÊ A TOMOU DE MIM ATÉ MATÁ-LA!

Finn: Eu não tinha como saber. Eu pensei que ela estava morta, ela me implorou para salvar a criança. – Ele falava consigo próprio. Cada vez que a dor do remorso o atingia ele se cobria repetindo isso.

Jesse: Estava viva, meu Deus, ESTAVA VIVA! – Havia dor no rosto de Jesse – Quando ela abortasse aquela aberração eu a levaria para longe. Abandonaria o trono, iria embora. Mas você entra e a mata.

Finn: Cale essa maldita boca. – Rosnou, se tornando furioso.

Jesse: Pois que fique claro o motivo dessa guerra: Você tomou Dulce de mim. Se casou com ela. Nós tínhamos um caso, debaixo do teu nariz. Ela engravidou de você, e eu tentei matar a monstruosidade que habitava em seu ventre. Tu a mataste. – Disse, duro – Eu amei Dulce María, Finn. Eu a amei tanto que nem posso explicar em palavras. A amava em cada respiração. E acredite em mim, ela retribuía. Esse é o propósito desta guerra: Você matou a mulher que e amava. Minha vida nunca mais teve sentido desde que eu soube que ela estava morta. As cores sumiram, tudo o que vejo é cinza.

Finn: Saia daqui. – Rachel continuava mais pra lá que pra cá.

Jesse: É por isso que eu não vou desistir. Por isso que eu posso morrer no processo. – Ele respirou fundo – Eu quero matá-lo agora, mas não haveria glória nisso. Tu me enfrentarás no campo de batalha. Lá sim. Posso morrer, mas é o único que posso fazer. Minha vida não tem mais nenhum propósito, eu nunca mais consegui amar ninguém, isso tudo por culpa sua. Porque você tomou a mulher que eu amava.

Finn: Você é doente. – Desprezou, encarando-o. Cada palavra de Jesse ecoava em sua cabeça.

Jesse: Vá até a beira o rio. Há uma pedra grande, antiga, com uma estrela arranhada nela. Debaixo da pedra encontrará o diário dela, e sua gargantilha. Ela enterrou lá, quando pensou estar só, depois de saber da gravidez. Está lá ainda. Se precisa de uma prova do que estou dizendo, sabe onde encontrar. – Disse, com descaso — Tua arma e tua espada estão na copa de uma arvore, na borda da clareira. Teu cavalo fugiu. – Disse, saindo dali – No campo de batalha, quando chegar a hora, Finn. Mas agora você já sabe. Você precisava saber. – Disse, olhando Finn sentado com a cabeça de Rachel no colo como se fosse um animal, nojento, desprezível.

Jesse saiu dali, indo na direção de seu reino. Logo se ouviu o relinchar de um cavalo, e as patadas no chão, então havia sumido. Finn olhou Rachel em seu colo. Desmaiada, desacordada, como ele queria estar. Ele se levantou, procurando nas arvores, até que achou suas armas. Deu três tiros pro ar, e soube que logo a ajuda viria. Voltou ao chão, a Rachel. Ela sempre lhe fora fiel. Sempre lhe amara.

Deus, como Dulce fora capaz?! Jesse dissera coisas que ele nem tinha como saber, e a verdade estava nos olhos dele. Dulce não o amava. O traíra o tempo todo. Finn não sabia o que estava sentindo naquele momento. Ele colocou a cabeça de Rachel no colo e se deitou na grama, afundado seu rosto ali, sem querer pensar, sem querer existir.

Quando Rachel acordou, a ajuda ainda não tinha chegado. Ela gemeu, as mãos tateando a terra, e Finn viu.

Finn: Shhh. Está tudo bem. – Tranquilizou.

Rachel: Finn! – Exclamou, assustada, e se agarrou a ele, que a abraçou. – Alguém... Alguém me sufocou com éter na escadaria da torre, meu Deus do céu! – Disse, agarrada nele. Sua cabeça doía.

Finn: Você conseguiu ver quem foi? – Perguntou, acariciando o cabelo dela, mas ela negou.

Rachel: Não deu tempo, perdão. – Ele assentiu – Como você me encontrou? Como vim parar aqui? – Perguntou, confusa.

Finn: Eu pensei que Jesse havia sequestrado você. – Dizer o nome do outro ardia como fogo em sua garganta – Então vim atrás. A encontrei caída aqui, mas meu cavalo fugiu. Pedi ajuda e esperei. – Mentiu.

Finn queria se abrir com ela, contar tudo o que tinha ouvido, mas não era capaz. Algo dentro de si o sufocava, então ele mentiu.

Rachel: O que há com você? – Perguntou, encarando-o. Ele negou – Está frio. Seus olhos... – Ela tocou no rosto abatido dele, vendo os olhos com a aparência morta.

Finn: Eu só me assustei. Vai ficar tudo bem.- Repetiu. Nesse momento ouviram cavalos se aproximando – Você está bem? – Ela tocou a lateral do corpo, onde sentia uma pontada desagradável, mas assentiu.

A cavalaria logo chegou. Finn montou Rachel em um cavalo, sem dizer uma palavra, e montou atrás dela, disparando de volta para casa. Só parou ao chegar no castelo. Todos o esperavam do lado de fora.

Damon: Está tudo bem? – Finn assentiu.

Finn: Vá para dentro. – Disse e Rachel assentiu, pedindo licença, e saiu dali.

Sam: Quando teu cavalo retornou supus que estavas morto. – Acrescentou.

Finn: Eu apenas cai a galope. – Tranquilizou.

Puck: Ele estava lá? – Perguntou, observando-o.

Finn: Não, ela estava sozinha. Eu também não entendi. – Damon encarou Puck, pensativo, mas Sam observava Finn – Me dêem sua licença. – Pediu, entrando no castelo.

Finn não dormiu aquela noite. As palavras de Jesse latejavam em sua cabeça. Dulce o havia traído. Não comeu nada, tampouco. Rachel o questionou até se cansar... E nada. Ele apenas ficou em silencio. Tudo em que acreditara era mentira, e agora ele não sabia em que acreditar.

No dia seguinte levantou cedo, antes dela, e simplesmente sumiu. Sem rumo, sem direção. Porém só havia um lugar para onde ele poderia ir: O rio. Ele caminhou em volta dele, pensativo, se lembrando das diversas ocasiões onde estivera ali com Rachel. Sorriu, distante, ao lembrar do riso dela na água, de sua inocência... De seus gemidos, ao pé de deu ouvido, enquanto ele lhe fazia amor ali. Ele não estaria em paz se não procurasse. Olhou as pedras em volta do rio, destacando as grandes. Foi então que viu: Grande, com musgo, e aparência antiga. Ele se aproximou, passando a mão sobre o limo, afastando-o, e se revelou uma pequena estrela cravada, arranhada na pedra. Encontrara.

Ele apanhou a pedra pela base, puxando-a. Seu coração doeu ao ver o diário dela e a medalhinha que ela usava quando ele a conheceu ali. O diário já estava molhado, empapado, logo ele não pôde salvar muito, apenas algumas passagens. “...Jesse é o homem mais carinhoso que já conheci. Ele me trata como se eu fosse uma deusa, é sempre carinhoso, atencioso, e eu o amo. Ele entende tudo que estou passando, trancafiada nesse maldito casamento, e prometeu que vai me ajudar. Vai abandonar o trono e nós vamos fugir, para onde Finn não possa nos alcançar...” “...Então eu não tenho como negar nada, mas a convivência é insuportável. Antigamente eu amava as noites, pela lua e as estrelas, agora a odeio pois sei que ele virá até mim. Ontem tive anseios, náuseas sob o toque dele, pensei que iria vomitar por estar deixando que violasse meu corpo, mas por sorte ele foi tolo ao ponto de pensar que eu estava gostando, e que meus anseios eram porque sou tímida...” “...Desde que Finn viajou. Eu nem acredito. Posso ter paz, mesmo a curto tempo. Ontem Jesse me fez amor na queda da cachoeira. Eu o amo tanto! Depois ficamos deitados, abraçados, observando o rio correr. Este lugar é lindo, mas apenas quando estou com ele. Disse a Finn que sinto nojo daqui, logo, ele não me traz aqui. Este lugar é apenas meu e de Jesse...” “...Hoje Finn disse que me ama. Ele custou a dizer isso, sempre sem jeito, mas por fim disse. Eu apenas sorri. Ele, como sempre, achou que era por timidez. Eu não o amo. Não o amo e nunca vou amá-lo. No dia que morrer, terei a certeza de que o único homem que amei foi Jesse...”

E foi tudo o que Finn conseguiu ler. Ele estava branco gesso quando puxou a ultima folha que dava pra ler. No resto a tinta já havia se diluído pela água, mas só isso bastava. Era a confissão dela, em próprio punho. Ela tinha nojo dele, enquanto ele a adorara. Ele amassou o bolo de papel molhado, esmigalhando-o, eliminando o testemunho de toda aquela imundice. Dulce María tivera o que pedira, afinal. Tentara matar Suri, Deus, como era possível?! Ele jogou o bolo de papel molhado na água e o viu afundar, sumindo na água. Se levantou e saiu dali, o rosto duro, a medalhinha dela na mão. Ninguém jamais saberia o que havia escrito ali, as juras de amor dela para Jesse, o asco dela por ele e por Suri. Deus, ele travara uma guerra por ela! Ninguém saberia, mas ele sabia. Aquelas palavras estavam gravadas em seu cérebro e jamais sumiriam. Ele sabia, e era o suficiente.

Ainda era manhã quando Finn chegou no castelo. A dor dele se transformara em raiva, uma raiva tão absoluta quanto ele nunca sentira antes na vida. Ele subiu pro quarto em passadas largas, sem se lembrar de que havia deixado alguém lá.

Rachel se vestia quando ele entrou. Viu a feição do rosto dele, viu a raiva e a dor em seu rosto. Viu que ele arfava. Como ela não estava podendo usar espartilhos, usava uma bata com uma saia de cintura alta por cima. Ela estava terminando de fechar a saia quando ele entrou.

Rachel: Finn? – Chamou, dando um passo hesitante em direção a ele. Ele ainda arfava, como um animal acuado. – Aconteceu algo?

Finn: Aconteceu tudo. – Rosnou, ainda preso onde estava.

Rachel: O que houve? – Perguntou, preocupada.

Finn não respondeu, apenas a observou. Os cabelos soltos, caindo até o meio da cintura. A pele clara, os olhos de um chocolate lindo, preocupados. Os lábios cheios, a curvatura delicada e farta do corpo...

Finn: Venha aqui. – Chamou. Rachel hesitou, mas caminhou em direção a ele – Rachel, venha! – Ordenou, a voz autoritária e forte fazendo-a se arrepiar.

Não passou despercebido o fato de que ele ainda arfava. Ela respirou fundo, recobrando os comandos, e foi até ele. Assim que entrou em seu campo de alcance a mão dele a apanhou pelo braço, puxando-a com força, lançando-a contra a porta, que se bateu com um baque. Rachel arregalou os olhos, mas antes que pudesse protestar ele a beijou. Violentamente, agressivamente. Rachel arfou, segurando-o pelos ombros. Pelo amor de Deus, o que fora aquilo? Ela ouviu a mão dele trancando a porta, atrás de si, e em seguida puxando a saia dela para cima, até suas mãos conseguiram alcançar sua coxa. As mãos dele agarraram as coxas dela com brutalidade, apalpando, apertando. Ele deixou a boca dela para descer a boca por seu pescoço, mordendo-o, chupando-o. Rachel estava aturdida.

Rachel: O que... – Arfou, confusa, sendo quase violada contra a porta.

Finn: Calada. – Ordenou, e ela não disse nada.

Finn passou as mãos pelas coxas dela, subindo até que encontrou o traseiro, que apertou com força e vontade contra si, diversas vezes. Depois a mão dele subiu, sem ela sentir, até seu seio. Ele encheu a mão com um dos seios dela, sob a bata, e o apertou com vigor, sentindo o mamilo já túmido. Ela reagira a ele mesmo sem entender o porque. Quando ele a apertou Rachel gemeu, mas não foi dor. Gemeu em deleite. Gostava dele assim. Seu corpo todo estava quente, e ela se estreitou contra ele, sentindo o corpo forte comprimindo-a contra a madeira. Finn largou ela por um instante para as duas mãos rasgarem a roupa dela. Tudo o que estava ao alcance, as mãos dele agarraram e puxaram, levando pelo caminho. Ela passou a mão pro colete dele, desabotoando-o as pressas enquanto ele se livrava dos retalhos de sua roupa. Ele viu esse ato, o observou por um instante. Ela retirou o colete e a camisa dele as pressas, arfando, enquanto as mãos dele brincavam, perversas, pelo corpo dela. Ela ia apanhar o cinto dele quando ele apanhou seu rosto pela maxilar, com uma mão, fazendo-a encará-lo. Os olhos de ambos estavam dilatados.

Finn: Você quer transar comigo? – Perguntou, encarando-a.

Rachel: Que espécie de pergunta é essa? – Perguntou, confusa, respirando aos ofegos.

Finn: Quer transar comigo ou está fazendo isso porque eu estou forçando-a? – Insistiu. Rachel riu consigo mesma da pergunta idiota. – Responda. – Ordenou.

Rachel: Eu creio que transar contigo é o que eu mais quero agora. – Respondeu, o rosto corando em seguida. Ele pôde ver a verdade nos olhos dela.

Finn: Era o que eu precisava saber. – Respondeu, antes de beijá-la novamente.

Finn a apanhou no colo, e a levou até a cama. Lá ele a jogou, passando pra cima dela. Quando ele desceu a boca por seu colo, abocanhando seus seios agressivamente, uma Rachel que arfava buscou o cinto dele, desafivelando-o, e em seguida abriu os botões da calça. Mesmo com a calça e a cueca por cima ela podia sentir o quanto Finn estava... Alterado. Ela empurrou a calça dele como pôde, mas parou para gemer quando a mão dele passou por suas coxas, invadindo sua intimidade impiedosamente. Ela deixou escapar um “Ah!”, aturdida, o corpo se arqueando debaixo do dele. Finn ainda a mordia, os seios dela já vermelhos, três dedos em seu interior, movendo-se com força, girando, testando. Rachel desistiu da calça dele e cravou as unhas em seu braço, languida. Parecia que sentir o quanto ela estava molhada, pronta pra ele, apaziguava a alma de Finn. Ela o queria. Alguns minutos depois ele sentiu a intimidade dela começando a se contrair contra os dedos dele, e parou. Rachel gemeu, frustrada, se sentindo vazia, quando a mão dele a abandonou.

Finn: Assim não. – Respondeu, a voz cortada, rouca, e ela viu ele terminar de se livrar da calça.

Finn não hesitou em possuí-la logo em seguida. Com um golpe só, com força. Rachel não conseguiu conter um grito sonoro que ecoou pelo quarto. Ele gostou de ouvir. Apanhou as coxas dela, abrindo-as e acomodando-as como bem queria ao redor de sua cintura, e pôs a se movimentar. Ele segurou uma mão na cabeceira da cama, buscando ainda mais força para suas investidas. Rachel não conseguia acreditar naquilo! Ele socava contra ela, sem cansar, sem perder o ritmo, um grunhido escapando de seus lábios a cada vez. Rachel sentiu dor no inicio, não ia mentir, mas logo foi tomada por um prazer que parecia incendiá-la. O corpo dela se debatia, oscilava sobre a cama, a cada investida dele. Ela não conseguia segurar os gemidos, até gritos, e eles vinham de forma natural. Finn captava cada um dele. Os dois oscilaram pela cama em direção a cabeceira, que era onde a mão dele buscava força. Rachel tinha certeza que se havia uma possibilidade de um corpo se desmontar, ela seria a primeira. Mas não ligava. Ela não conseguia respirar, estava tremula, mordia o ombro dele. Finn tinha os olhos abertos o tempo todo. O cenho franzido, pelo esforço da força e da rapidez de suas investidas, os nervos tensos pelo tesão, os sentidos alertas para cada reação ela. As mãos dela estavam nas costas dele, as unhas cravadas fortemente na pele dele, quase perfurando-a. O modo como ele colocara as coxas dele, em volta do seu quadril, permitia que o contato dos dois fosse ainda mais intimo: Ela o sentia melhor e ele conseguia ir ainda mais fundo. Ele a prendeu assim, sem permitir que ela o afastasse, ou reprimisse. Como se ela quisesse. Algumas vezes ela tinha a tola impressão de que ele chegava a tocar o seu útero. Mas não tinha tempo para pensar, não tinha tempo para nada. Ela ia morrer. Todo o seu corpo estava pegando fogo, e aquele prazer só fazia aumentar...

Ele tinha marcas dos arranhões dela por toda as costas, e marcas de mordidas pelo ombro e pescoço. O prazer que sentia era tão violento que quase lhe roubava os sentidos. Quase.

Rachel: Meu Deus. – Gemeu, tomando ar bruscamente. Finn pegou o rosto dela com a mão livre, encarando-a. Viu que ela soava, tremula, os olhos dilatados de prazer. A velocidade dele foi parando, foi se tornando mais lento, e ela gemeu, frustrada. Estava tão bom! – Eu vou enlouquecer. – Choramingou. Finn investiu nela com força, apanhando-a de surpresa, fazendo-a gritar, cravando ainda mais as unhas nele.

Finn: Você gosta? — Perguntou, os olhos quase perfurando os dela. – Gosta de me sentir, Rachel? – Perguntou, rouco. Ela não entendia o porque daquilo, mas só fazia aumentar seu tesão.

Rachel: Gosto. – Disse, e sorriu, atrevida. Ele sorriu de canto, mordendo o lábio inferior dela. Investiu contra ela novamente, que grunhiu, o corpo oscilando novamente, o que fez ela prender a respiração – Gosto de cada pedaço. – Confirmou. Finn a observou por um instante.

Finn: Diga que me ama, Rachel. – Pediu, e ela não entendeu a urgência no olhar dele.

Rachel: Eu amo. – Disse, acariciando o rosto dele – O amo tanto que morreria por você, sem pensar duas vezes. O amo mais que a minha vida, Finn. – Disse, encarando-o. Finn investiu contra ela de novo, quase tomando o ar de seus pulmões. Uma vez, outra...

Finn: Repita. – Ordenou – Eu preciso ouvir. – Disse, com a cabeça afundada no ombro dela. Ele estava começando a ganhar velocidade novamente, junto com a força.

Rachel: Eu amo você. – Repetiu – Te amo, Finn.

A voz dela falhou no final. Logo não conseguia mais falar nada. Voltaram ao ritmo inicial, e tudo o que ela conseguia fazer era gemer. Quando estava prestes a terminar, ela conseguiu falar...

Rachel: Finn... – Chamou, se agarrando mais a ele. Estava vindo, ela sentia... Ele também.

Finn: Eu sei. – Disse, satisfeito – Deixe vir. — Disse, tomando a boca dela em um beijo sedento.

Ambos soavam. E ela deixou. O orgasmo dela foi tão forte, um misto tão poderoso entre dor e um prazer absoluto que ela gritou. Ele deixou os lábios dela, satisfeito, apenas para ouvir seu grito. A exasperação dela morreu aos pontos, e ele se agarrou a ela, investindo ainda com mais força, se é que era possível. Estava quase, tão perto... E ele não conseguia.

Finn: Inferno. – Murmurou, soltando a cabeceira da cama para agarrar os quadris dela. Rachel estava sem fôlego outra vez. Já havia perdido as contas de quantas vezes havia gozado ali, mas ele nunca se satisfazia. – Não consigo. – Disse, desgostoso.

Rachel se ajustou a ele, incentivando-o, tentando... Mas depois de tudo o que ele tinha visto antes de ir pra lá não conseguia e ponto. Tudo o que ele sabia sobre si havia desmoronado, e o orgasmo se negou a vir. Ao contrário dele, o corpo de Rachel logo se contraiu de novo e ela gemeu, fraca. Até que uma ideia riscou sua cabeça.

Rachel: Me deixe tentar algo. – Pediu, vendo o rosto angustiado dele. Aquilo estava começando a doer. Tanto tesão, tanta vontade acumulada, e nada. Ele a encarou, confuso, e viu ela empurrando-o.

Finn: Que está fazendo? – Perguntou, atordoado, vendo ela sair debaixo de si.

Rachel: Shhh. Feche os olhos. – Finn ergueu as sobrancelhas. Ela o deitou de barriga para cima, sem tocá-lo – Confie em mim. – Pediu. Finn não queria, mas não sabia o que fazer. Ele confiava nela. Fechou os olhos.

Ele ficou alguns segundos no escuro, de olhos fechados. Estava impossível. O orgasmo dele estava por vir, ele podia senti-lo, e... A boca dela cobriu o membro dele. Os pensamentos de Finn se cortaram com aquilo. Ele abriu os olhos, e se deparou novamente com a Rachel inocente que conhecera. Sobre aquilo ela não sabia absolutamente nada. Passou a língua na cabeça do membro dele, provando, procurando algum gosto. Nada. O fez novamente, como quem prova um doce, mas não tinha gosto. Estranho. Finn agarrou o lençol, franzindo o cenho. Ela o levou a boca novamente, os lábios passando por toda a extremidade. Finn fizera isso com ela e dera certo. Tinha que dar certo com ele também. Finn já havia passado por isso com uma prostituta que pagara, em suas viagens de adolescente, mas nada comparado a isso. Novamente a inocência dela o intrigava. Excitava. Rachel tateou o membro dele com os dedos. Estava totalmente rígido, duro feito pedra. Ela observava tudo com um olhar interessado, alheia do olhar dele sobre si. Desistindo de encontrar gosto ou qualquer coisa, se lembrando da noite do celeiro, ela o levou quase todo até a boca, permitindo que fosse até a garganta, e ele gemeu, cerrando os olhos. Logo ela havia pego movimento, as mãos brincando com o que a boca não alcançava, a língua acariciando-o sem pudor algum. Ela estava satisfeita por ouvir os gemidos dele. Se ele gemia era porque estava dando certo. Tomando cuidado com os dentes, se divertiu ali. Era diferente. Finn estava com um pé na insanidade e...

Finn: Rachel! – Chamou, exasperado, a voz cortada. – Saia! – Ordenou, e ela não entendeu porque. Mas se ela saísse ele não conseguiria. Então ela não saiu.

Rachel ignorou o alerta dele. Ele procurou a força dos braços para puxá-la, mas não encontrou. Ela brincava consigo própria, se desafiando até onde conseguia levá-lo, descendo por sua garganta. Então com um gemido longo, algo com um gosto azedo parou na garganta dela, em breves jatos. Muitas mulheres teriam nojo, ou pudor, mas Rachel ficou feliz. Só teve cuidado para engolir, e não engasgar. Satisfeita por tê-lo feito conseguir, por satisfazê-lo, ela deu um beijinho na barriga dele, que ainda tinha os olhos fechados. Finn sorriu instantes depois, mas quando ele ia olhá-la, ela lhe tapou os olhos.

Finn: O que?

Rachel: Não quero que me olhe. – Disse, envergonhada. Ele riu.

Finn: Mas eu gostei. – Disse, apanhando uma das mãos dela e mordendo-a – Gostei demais. – Disse, tirando-lhe o cabelo do rosto. Ela estava vermelha. – Porque fez isso?

Rachel: Porque você não conseguia... Eu pensei que talvez se eu... Bom, no dia do celeiro você... – Ele ia acompanhando o raciocínio dela, mesmo que ela não terminava o que ia dizer.

Finn: Não teve nojo? – Perguntou, tocando a maçã do rosto dela, tentando espalhar o sangue que se acumulara ali.

Rachel: Eu deveria ter? – Perguntou, confusa. Ele sorriu.

Finn: Eu amo você. – Disse, acariciando-lhe o rosto – Perdoe se sou agressivo as vezes, mas te amo.

Rachel: Eu gosto da sua agressividade. – Acrescentou, e ele ergueu as sobrancelhas, admirado – Era pra mentir? – Perguntou, exasperada, e ele riu gostosamente. Até se esquecera de todo o resto. – Que absurdo! – Ela estapeou o peito dele, se amparando para se levantar, mas ele a manteve pelos pulsos, mordendo –lhe o pescoço enquanto ria, fazendo-lhe cócegas. – Não quero mais brincar. – Impôs. Finn riu mais gostosamente ainda.

Finn: O bebê não quer brincar mais? – Perguntou, fazendo bico pra ela, mas rindo.

Rachel: Não ria de mim! – Exclamou, exasperada – Não quero. E nem faço mais... – Ele ergueu a sobrancelha, esperando, mas ela não conseguiu terminar – Você sabe o que. Não faço mais nada.

Finn: Não seja rebelde. – Disse, passando pra cima dela – Eu gosto de brincar com você. – Disse, rindo em seguida pelo termo “brincar”.

Rachel: Não quero saber. Saia de cima de mim, Alteza. – Alfinetou, e Finn sorriu – Não! – Disse, mas riu quando ele começou a mordiscá-la – Eu também gosto de brincar. Mas não vou mais. – Impôs. Ele apanhou um seio dela nos lábios, passando-os por cima das marcas roxas que começavam a brotar. Ela se arrepiou.

Finn: Eu acho que você vai. – Contrapôs, se sentando e puxando ela pro seu colo, ajeitando as pernas dela em volta da sua cintura – Te marquei inteira. – Observou, satisfeito, as manchas vermelhas e roxas aparecendo pelo corpo dela.

Rachel: Eu te perdoo. – Disse, passando as mãos nos cabelos dele. – Tu tens algum compromisso hoje?

Finn: Não que eu me lembre. – Disse, beijando o ombro dela – Porque?

Finn se surpreendeu quando ela uniu os corpos dos dois novamente. Ele não estava totalmente pronto, mas já estava acordado. Ele a encarou, surpreso. Ela suspirou brevemente. Estava sensível, dolorida, mas nada que não pudesse contornar.

Rachel: Porque eu queria brincar. – Respondeu, travessa, e ele sorriu, apanhando-a em um beijo.

Ele a abraçou pela costas, mantendo-a e guiando seus movimentos, e ela enlaçou as mãos em seu ombro, apaixonada, dando o corpo por presente. Aquilo continuaria por horas. Acabando, recomeçando, acabando, recomeçando. Mas infelizmente o dia ainda seria longo, e não seria só aquilo, como Finn logo viria a descobrir.

Depois de toda a algazarra o corpo de Finn estava gostosamente relaxado. Ele despertou do breve sono tateando na cama, procurando ela, mas não achou. Franziu o cenho. Se levantou, preguiçosamente, depois foi para o banho. Uma vez pronto foi a procura dela.

Suri: Ela disse que o senhor ia procurar. – Disse, tranquila – Disse que ia buscar meu remédio.

Finn: Tem certeza?- A menina assentiu. – Merda. – Rosnou, saindo do quarto.

Finn ia correr atrás dela, quando passou pela porta da sala de armas. Por instinto entrou ali. Abriu a gaveta das adagas pra gemer, passando a mão no rosto. Faltava uma. No lugar havia um bilhete: “Confie.”

Finn: Vocês sabiam? – Perguntou, passando pelos outros.

Puck: Sabíamos de que? – Perguntou, incrédulo. Eles seguiram Finn até a porta. O cavalo dele já estava parado no gramado, esperando.

Finn: Rachel foi atrás de Jesse. – Disse, antes de pular no cavalo e sumir dali. Tinha de alcançá-la, tinha de impedir. Um silencio profundo se fez entre eles. Rachel não avisou. Provavelmente sabia que Finn não permitiria. A voz de Santana veio de traz de Sam, tranquila, observadora, como se ela houvesse estado ali todo o tempo.

Santana: Ele vai morrer tentando atravessar a fronteira, atrás dela. Você sabe. – Comentou, olhando Finn sumir.

Sam: É, eu sei. – Ele suspirou. – EU PRECISO DE UM CAVALO! – Rugiu, descendo as escadarias. Logo um garanhão negro apareceu lá. Sam montou e sumiu.

Finn nem podia acreditar. Se algo acontecesse a ela... Ele se lembrou do riso dela hoje, em seus braços. Se lembrou dos gemidos, e da voz atordoada dizendo que a amava. Se lembrou da malicia e da inocência. Ele rosnou consigo mesmo, atiçando o cavalo.