Jomal

14 Capítulo 28


Puck se levantou. Quando o contato visual dele se rompeu, Rachel oscilou para frente, novamente frágil.

Puck: Ela disse a verdade. Não é ela, não sabe de nada, que inferno! – Damon apenas assentiu como um “Eu sei tanto quanto você”. – O que vamos fazer com ela?

Santana: Deixe ela aqui. Tranquem a porta. Se não morrer, não terá estado de fugir. – Instruiu. Puck ia protestar, mas Santana apontou sutilmente para o estado de Finn – Depois. – Puck assentiu.

Puck apanhou Rachel no colo, e ela gemeu novamente. A deixou em sua cama improvisada de palha. Todos saíram, Santana ficou novamente. Ela observou Rachel caída, machucada, coberta de sangue.

Santana: Sinceramente. — Rachel a olhou — Você sabia que isso ia acontecer, que ia morrer. Porque se deixou envolver por ele?

Rachel: Porque eu o amei. — Ela estava rouca novamente — Desde o primeiro momento até o ultimo. Cada gota de sangue que eu perdi aqui valeu a pena por que eu o amei. — Ela respirou fundo — O amei desde que pus os olhos nele, e vou amá-lo até que ele feche os meus olhos. — Santana assentiu.

Santana: O conselho vai condená-la. — Era um fato.

Rachel: Eu não sinto quase nada. Meu pai sempre me disse que as coisas estão ruins quando você não consegue sentir. — Contou, se lembrando do pai — Talvez o conselho não precise me condenar.

Santana: Você está conformada com isso. — Observou.

Rachel: Eu o amo. — Disse, como se servisse de justificativa. Santana assentiu, observando, então se afastou, ainda olhando-a.

Santana: Que final romântico, morrer de amor. — Comentou e Rachel sorriu e canto. Santana deu as costas, saindo dali.

Rachel havia desmaiado novamente antes que fechassem a porta, tendo levado Finn, completamente fora de si, transformado em dor. Haviam duas questões: Se valia a pena arriscar por Suri, e se Rachel ainda estaria viva quando alguém retornasse ali.

Era madrugada. Finn não saiu do quarto, não falou com ninguém. Havia matado Dulce. Mas o que ele podia fazer? Achou que ela estava morta, Deus, estava fria e sem pulsação! E ela pediu para salvar o bebê, ele tinha que obedecer! Dera a ordem do parto forçado (vulgo cesariana), sem ter a mínima noção de que ela sentiria todas as dores, todos os cortes, tudo. E ela o sentiu, sem poder se expressar. O remorso o corroía em todos os seus poros, tirava sua paz. E havia Rachel. E a guerra. Deus, que inferno! E se Suri morresse em uma tentativa dele salvá-la? Enquanto isso, em outro quarto do castelo...

Sam e Santana se aprontavam para dormir. Ele tinha o peito nu, estava de calça, descalço, e coçava o cabelo distraidamente, lendo algo. Tinha mania de fazer isso. Uma vez livre de todos os adereços, Santana parecia ter uma tonalidade meio cinzenta. Enquanto as mulheres ainda usavam camisolas de algodão, Santana usava seda pura, negra, tão pura que parecia flutuar. Enquanto as outras usavam gola alta, mas a dela eram decotadas. Os cabelos caiam, lisos, até a cintura, passando pelos braços pálidos, quando ela o abraçou pelas costas.

Sam: Anjo. – Disse, simples, sentindo as mãos frias dela abraçando-o, tocando os músculos da barriga delicadamente.

Santana: Você decidiu ficar. – Concluiu, vendo ele soltar o papel.

Sam: Vou apoiá-lo. – Disse, respirando fundo – Mandarei um ultimato pela manhã, avisando as tropas. Finn não é má pessoa, e agora que sabe sobre Dulce, depois que Rachel morrer, estará tão vulnerável que Jesse o matará se partirmos. – Disse, acariciando a mão dela – Vamos ficar.

Santana: Sam. — Ela beijou as costas nuas do marido, respirando fundo — Eu quero interceder por Rachel. — Sam virou o rosto, olhando-a.

Sam: Como?

Santana: Eu não tenho voz no conselho, mas tu sim, e teu voto é o que mais pesa. — Ela beijou o ombro dele — Quero que quando chegue a hora, interceda por ela. Não permita que a matem.

Sam: Não estou te entendendo. — Disse, olhando-a pelo espelho — Compaixão nunca foi uma virtude tua. Porque está intercedendo por ela?

Santana: Porque eu entendo a razão. Entendo o amor. Porque eu o faria por você, sem pensar duas vezes. — Ela beijou a orelha dele — Morreria por você, Sam. — Ele se virou, abraçando-a.

Sam: Está tudo bem. Se é o que você quer, não a matarão. – Disse, abraçando-a – Não permitirei. Você está sentimental. – Observou.

Santana: Apenas estou feliz pois o homem que eu amo é auto-suficiente. – Disse, sorrindo, e o beijou. Havia uma promessa ali.

No dia seguinte, quando o conselho se reuniu...

Damon: Rachel se tornou dispensável. – Observou, tamborilando os dedos – Aliás, se sobreviveu a noite é um milagre.

Finn: Eu fui vê-la. Está viva. – Disse, parado, olhando pro nada. Estava branco, e cheio de olheiras.

Puck: Uma vez que ela já disse tudo o que sabe, não há porque se manter. Ela mentiu. – Disse, e não havia nenhum traço de sua felicidade ali. Eram dois votos contra. Nada bom.

Sam: Ela será absolvida. – Disse, olhando o tampo da mesa. Parecia entediado.

Damon: Porque absolvê-la? – Perguntou, confuso.

Sam: Santana rogou por ela. – Disse, tranqüilo – Rachel mentiu para sobreviver, não nos traiu, e não oferece mal. Não há motivo para uma execução.

Puck: E os caprichos de tua mulher contam como voto agora? – Perguntou, debochado.

Sam: Contam. – Disse, petulante, como se desafiasse Puck a protestar.

Damon: Finn. – Chamou, e Finn o olhou. Ele precisava votar. – Você deve ser imparcial. – Lembrou.

Sam: Não há como ser imparcial nesse caso. – Impôs. Se Finn votasse contra Rachel Sam teria que armar um motim para atender Santana. Se votasse a favor, teria ganho.

Puck: Eu fui criado para não ter sentimentos. – Disse, sem parecer satisfeito com isso – E para que todos sentimentos fossem sobrepostos pelo bem maior. Eu fui criado para ser um rei.

Sam: Antes de ser um rei é um homem. – Rebateu. Finn seguia quieto.

Finn: Não é só uma questão de sentimento, é uma questão de força. – Comentou, olhando para frente.

Damon: Força? – Perguntou, confuso.

Finn: Como ter força para ordenar a morte da mulher que você mais amou na vida? – Perguntou, os olhos vagando. Sam se recostou, satisfeito – Rachel é a mulher da minha vida, não vou ordenar sua execução. Não sou forte o suficiente. Se isso me desqualifica, então eu sou um péssimo rei. Esse é meu voto. Ela vive. – Disse, se levantando.

Quando saíram da sala, encontraram as mulheres no corredor. Todas esperavam uma resposta, mas Santana encarava Sam. Ele piscou para ela, discretamente, e ela sorriu, satisfeita. Finn abriu o cortejo em direção as masmorras. Tiraria Rachel de lá. Todos foram atrás. Ele parou do lado de fora, puxando as trancas, e ouviram um tossido fraco, cansado. Quando abriu a porta ele gemeu. Havia quase uma poça de sangue em volta de Rachel, que estava virada de lado, metade do rosto ensanguentada. Ela parecia ter vomitado sangue e engasgado de novo. Mas, infelizmente, Damon não estava lá para lhe erguer o rosto novamente. Ela estava imóvel. Imóvel demais. Finn se lançou ao chão, apanhando o rosto dela entre as mãos, sujando-se de sangue. Meu Deus, outra vez não, por favor.

Finn: Rachel. — Chamou, a voz tomada de pânico. Ela estava branca, fria, rígida, mesmo sob as sacudidas fortes que levava. Finn estava no mais puro pânico — Rachel, fale comigo. Acorde. Pelo amor de Deus, não morra. — A voz dele falhou.

Quinn: Ela está morta? — Perguntou, olhando o marido. Puck apenas a abraçou.

Finn: Rachel! — Rugiu, sacudindo o corpo imóvel dela. Os olhos chocolates, antigamente cheios de alegria, estavam opacos, olhando o nada.

Damon: Finn, deixe-a. — Pediu, meio penalizado.

Finn: NÃO! – Rugiu, apanhando-a nos braços – Ei, acorde. Você prometeu. Prometeu pra mim. Acorde. – Murmurou, se balançando com ela no colo. Rachel não se moveu. Finn caiu no choro. Dessa vez não negou, ou ocultou. Ele apanhou o rosto dela entre as mãos, buscando algo, mas não havia nada. Ele ergueu a mão, os dedos trêmulos, e fechou os olhos dela, em seguida unindo as testas dos dois, soluçando em seu choro. Deus, o que havia feito?

“Eu o amei desde o momento em que coloquei os olhos nele até o momento em que ele fechar meus olhos.”

Santana passou por Sam, se ajoelhando junto a Rachel, o vestido se sujando no sangue que havia no chão. A mão dela buscou o peito imóvel da outra, os dedos dedilhando algo. Damon sorriu de canto, trazendo Kristen para si, e esperou.

Finn: Que está fazendo? – Perguntou, a voz rouca pelo choro, confuso. Então, parecendo encontrar o que procurava, Santana deu impulso contra o peito de Rachel com a mão. Uma vez, duas, três...

Santana: Sopre ar para ela. – Ordenou, parando o movimento. Finn nem pestanejou: Levou os lábios aos dela, lhe dando tudo o que seu pulmão tinha. Quando a deixou seus lábios estavam cobertos de sangue, e Santana já impulsionava contra o peito de Rachel de novo. Damon deixou a cabeça cair pro lado, como se aguardasse ouvir algo – De novo. – Finn tomou ar e se abaixou de novo, unindo os lábios com os dela, enchendo-lhe os pulmões.

Santana forçou a mão de novo. Porém, na segunda vez, Rachel tossiu. Damon sorriu, tendo encontrado o som que procurava, pouco antes do tossido. Finn olhou, meio suspenso. Sam riu consigo mesmo. Santana investiu no peito dela seguidamente e rapidamente agora, como se quisesse que os batimentos cardíacos se acelerassem energeticamente. Pouco tempo depois Rachel tossiu de novo, e abriu os olhos. Santana a largou, se afastando.

Finn: Você voltou. Graças a Deus. – Ele encostou a testa na dela de novo.

Rachel: Voltei? – Perguntou, meio confusa. Se sentia dormente.

Finn: É claro que voltou. – Santana se levantou, dando privacidade aos dois.

Rachel: Eu prometi. – Disse, forçadamente orgulhosa. Finn riu, trêmulo.

Sam: Você é teimosa. – Repreendeu, vendo Santana voltando para ele, vitoriosa.

Santana: Eu não aceito perder. – Disse, simples. – Eu disse que ela vive, logo, ela vive. Preciso me trocar. – Comentou, divertida, com seu vestido todo manchado de sangue.

Sam: Meu pequeno demônio. – Disse, carinhosamente, abraçando-a e selando seus lábios.

Finn: É claro que você prometeu. Eu vou tirá-la daqui. – Disse, passando a mão por baixo dos joelhos dela com cuidado.

Rachel: Você não ia me matar? – Perguntou, parecendo levemente intrigada.

Finn: Não vou mais não. – Rachel tentou rir, mas terminou tossindo – Cale a boca, antes que eu mude de idéia. – Blefou e ela assentiu uma vez, fraca. Ela gemeu de dor quando ele a carregou – Vai passar. – Prometeu, e ela assentiu. Ele desviou dos outros, saindo dali apressadamente.

E nada mais ocorreria naquela masmorra.

Rachel não soube para onde estava indo. Estava tonta, seu corpo doía. Havia apanhado TANTO nos últimos dias! Todos os seus músculos pareciam empedrados, e os ossos deslocados. Seu rosto... Deus, seu rosto! Estava tudo dormente, inchado, os olhos inchados, a pele sensível, machucada. O auto estima dela doeu e ela passou a língua nos dentes, conferindo-os. Quase sorriu ao senti-los todos inteiros e no lugar. Ela ouviu Finn pedindo pelo medico dele (o médico que atendia a realeza) e comida, então subiram escadas. Houve barulho de água caindo. Ele a colocou sentada em um banquinho, e suas roupas foram rasgadas. Todas elas. Uma vez nua, ele a colocou em uma banheira. Rachel gritou ao sentir a água em seus cortes, ardendo, queimando.

Finn: Shhh. Vai passar logo, eu prometo. – Rachel gemeu, mas não disse nada.

Ele deu banho nela com cuidado. Precisou trocar a água varias vezes. Alguns cortes recomeçavam a sangrar ao serem lavados. Ele trouxe água aos cabelos dela, que gemeu novamente ao sentir a água em seu couro cabeludo. Pareciam haver cortes em todos os cantos. O cabelo desgrudou do rosto, e aos poucos o banho fluiu. Rachel se sentia um pouco melhor. Finn não. Podia ver os roxos enormes, a boca, o nariz e a sobrancelha partidos.

Finn: Por favor, diga que me perdoa. – Pediu, torturado.

Rachel: Continue me banhando assim, e eu perdoarei. – Brincou, e ele riu de leve.

Finn: Estou falando sério. Fiquei cego de fúria pela mentira, não consegui pensar. Você sabe, sou uma anta. – Rachel sorriu.

Rachel: Eu sabia que esse dia aconteceria. Agora me sinto leve. Eu não tenho mais nada para esconder, estou livre. – Disse, olhando a água – E no final eu nem morri.

Finn: Eu não seria capaz de matá-la. Apesar de tudo eu amo você. – Rachel sorriu, olhando a água. Então...

Rachel: Me trouxe pro seu quarto? – Perguntou, olhando em volta. Era a sala de banho da torre de Finn.

Finn: Você precisa se recuperar. – Justificou. Ele terminou de massagear os cabelos dela com todo o cuidado do mundo e o enxaguou. Ela reprimiu o gemido. Finn apanhou uma esponja, levando ao rosto dela, lavando tudo. Rachel queria tocar a espuma, mas estava tão fraca... – O médico está chegando. Você sente algo?

Rachel: Levei uma baita surra, estou moída. E tenho fome. – Finn sentiu, com uma pancada de remorso, que ela não comia há dias.

Finn: Eu serei levado a julgamento. – Comentou, esfregando o braço dela sutilmente com a esponja. Rachel o encarou.

Rachel: Por que?

Finn: Primeiro, porque pedi você em casamento. Depois, porque no conselho votei contra sua execução. – Explicou, lavando o colo dela. Ele ignorou os seios, tão delicados, com manchas roxas. Quando os lavou usou todo o cuidado para não machucá-la.

Rachel: O que vai acontecer com você? – Perguntou, olhando-o.

Finn: Eu não sei. Ninguém em minha linhagem foi a julgamento. Talvez eu perca a coroa. Talvez me exilem. Talvez até me matem, por ato indecoroso perante a coroa. – Rachel franziu o cenho. – Consegue se erguer?

Rachel se afastou um pouco e ele a lavou com a esponja delicadamente por sua nuca e as costas.

Rachel: Não quero que se prejudique por mim. – Apesar da dor que sentia, Rachel estava estranhamente feliz por não ter mais o maldito segredo entre os dois. Porém ela também reparara que os dois não eram mais um casal, como antes. Algo estava ausente ali.

Finn: Eu não me importo. – Disse, apanhando uma das pernas dela, lavando-a.

Finn lavou todo e cada pedaço do corpo dela, livrando-a do sangue e das lembranças. Ele se reprimiu ao lavar-lhe a intimidade e os seios, como uma crPuckça que vê seu brinquedo favorito mas está proibido de brincar. Por fim a enxaguou. A água ficou vermelha, e ele puxou o ralo.

Rachel: Posso escovar os dentes? – Perguntou, quieta. Estava com sono.

Finn: Eu sou muito obtuso. – Comentou, se levantando.

Foi engraçado Finn escovando os dentes de Rachel. Ela ria as vezes, ele ralhava com ela, e ria em seguida. Depois que ela estava totalmente limpa, o corpo, o cabelo e os dentes, ele encheu a banheira com água quente e óleos perfumados, deixando-a relaxar. Finn só saiu por um instante: Para buscar roupas para ela. Quando voltou, a carregou para fora da banheira, secando-a e vestido-a. Em seguida foi outro processo: Pentear-lhe os cabelos. Rachel tinha os cabelos longos, e estavam embaraçados. Finn não tinha o menor jeito com isso, mas não desistiu até ver os cachos úmidos cuidadosamente penteados. A surpresa dela foi quando ele a colocou em sua cama, bem no meio, após afofar os travesseiros. Rachel suspirou, satisfeita, ao ser acolhida na cama. O medico veio e a consultou, recomendando alguns chás para dor. A medicina era muito obsoleta naquela época, não tinha como diagnosticar nada direito. Depois que o medico se foi, Finn levou uma bandeja enorme de comida a Rachel, que comeu, satisfeita. Depois lhe deu o primeiro chá que o medico receitou. Era pra ser uma xícara, mas Finn levou um copo enorme. Rachel estava empanturrada no final. Não sentia mais fome, ou sede. Só doía quando ela se mexia. Ele se aproximou, puxando os cobertores pra cima dela, e em seguida foi atiçar o fogo da lareira. Rachel estava quase dormindo quando ele se virou para ela.

Finn: Se sentir alguma coisa, qualquer coisa, apenas olhe para mim. – Disse, puxando uma cadeira.

Rachel: Não seja... – Ela bocejou – Tolo. Deite aqui, a cama é enorme. – Disse, cada vez mais sonolenta.

Finn: Você não me odeia? – Perguntou, olhando-a. Os cachos caíam sob os travesseiros brancos, e o rosto tinha grandes manchas roxas, estava inchado e meio partido.

Rachel: Não. Juro que não. – Finn a observou – Você devia ter me matado. Qualquer um teria me matado. Puck, Damon, Sam... Teriam me matado do modo mais doloroso. Mas não tu. Eu menti para você, e você me deixou viver. Eu sou grata por isso. – Ela estava quase dormindo – Eu o puxaria para cama, mas não tenho força. – Disse, derrotada.

Finn tirou os sapatos, as meias, o colete, desabotoou o cinto e alguns botões da camisa, passando para debaixo dos cobertores, junto a ela. Quando a olhou ela já dormia, exausta. Ele apanhou a mão dela, que graças a Deus não estava roxa, e a beijou levemente. Como havia encontrado uma mulher assim, entre todas no mundo? Como permitira que a raiva o cegasse a ponto de deixar que a machucassem naquele ponto?