Notas iniciais
Olá pessoal!! Tudo bem com vocês? Eu estou de volta! Sei, podem atirar feitiços contra mim pois eu nem disse que ia demorar, parei de escrever. foi sem querer, eu praticamente esqueci. Não esqueci... Perai deixa eu tentar de novo... Na verdade, eu fiquei sem ideia, sem imaginação, e aí parei... Poucos dias aí eu comecei á reescrever; só que aí o Nyah entrou em manutenção e então eu tive que aguardar, e então quando terminou a manutenção meu servidor não estava entrando. Hoje por graça de Merlin ele entrou e estou aqui postando o nosso 11º capítulo. Espero que gostem, porque o 12º e o 13º estão pegando fogo... KSKSKS. Aproveitem esse capítulo e comentem... Comentem bastante e não esqueçam de dar a opinião de vocês; postarei nos dias de quarta e sexta... Ok's? --Enjoy!!

Johnny foi o ultimo á acordar no dormitório da Lufa-Lufa na manhã seguinte. Ele continuou deitado, pois estava cansado com a semana que passou. Observou a poeira dos raios de sol rodopiar sobre o quarto. Devia ainda ser ainda dez horas. Apesar de não saber por que alunos levantariam tão cedo no fim de semana, era um Lufano e sabia que eles estavam loucos procurando trabalhos para fazerem e se alegrarem. Ele abriu as cortinas e deu um longo suspiro sendo levado ao êxtase do sono, de uma noite bem dormida e fora de qualquer outro perigo que qualquer outra criança desgovernada pudesse fazer. Sua primeira semana no quinto ano se prolongou tanto que ele achou que estava perdido em um século qualquer.

Johnny se sentou na cama coçando os cabelos; fadigado, o último á acordar e com certeza o mais preguiçoso deles, de todos eles; mas eles não eram monitores. Ele abriu a escrivaninha ao lado de sua cama, espreguiçou-se e olhou para a sua carta que iria mandar para os pais, tinha escrito de noite, por isso foi o último á acordar, ficara até tarde a escrevendo, pois teve que várias vezes avaliar como escrever aquela carta, pois não podia dar aos possíveis ladrões de carta e Aurores do Ministério muita informação que não gostaria nem um pouco que obtivessem. Bocejando abriu a carta e começou á ler.

“Jux e Six B.,
Espero que estejam todos bem, estou contando também com tia Manu e tio Remo;
bom, na verdade essa primeira semana aqui foi bem estranha, todos me receberam bem, e pela primeira vez vou sair com uma menina. Não se preocupe, o nome dela é Rose Karkaroff acho que já a conhecem. Estou feliz pelo fim de semana que demorou muito pra chegar este ano mesmo com minha sorte.
A nova professora de Defesa Contra a Arte das Trevas, professora Dolores Umbridge se lembra de você mamãe como ninguém, acho que estou tomando o seu rumo, pois a Professora Pomona Sprout também disse que estou parecendo com você. Enquanto á você Six, nada ainda á declarar, ninguém conseguiu dizer que eu e você nos parecemos.
Estou lhes escrevendo porque achei obrigatório isso.
Afinal de contas como um filho de uma Dama de Copas escolarmente conhecida e um Maroto atraente eu tinha que fazer isso.
Vi a carta que escreveram para Aurora e não é que eu não gostei, mas eu me senti muito excluído da família. (Mesmo ainda tentando me acostumar com ela).
Ainda estou no time de Quadribol e estou cuidando de Aurora assim como pediram.
Não precisa responder logo.
Sentimentos,
Johnny L.B”.

Ele releu a carta, várias e varias vezes tentando analisa-la do ponto de vista de uma pessoa de fora. Assim caso alguém pegasse achando suspeito não iria nem de longe saber quem seus pais eram. Ele continuou deitado por um momento era sábado. O primeiro fim de semana depois de uma semana que pareceu de raios e trovões. Então se paralisou totalmente.

Era o primeiro fim de semana. Como de costume sempre, sempre Diggory entrava no seu quarto, pulava na sua cama, em cima dele e ainda por cima fazia cócegas até ele acordar para andarem de vassoura sem que ninguém os vesse junto com a equipe de Quadribol atrás. Eram realmente bons tempos. Sem contar que depois da pequena varredura pelos terrenos de Hogwarts, Diggory como um bom capitão sempre os levava para tomar uma cerveja amanteigada por sua conta, ou então faziam a festa, também pela conta de Diggory, na: Dedos de Mel. Era realmente emocionante e depois olhar e ver que tudo isso poderia sido muito mais aproveitado se todos quisessem. Se todos insistissem e se... Cedrico não tivesse morrido.

Cedrico foi um garoto muito forte, ele pensava, e ano passado morreu injustamente, sem fazer as coisas que mais queria. Que na verdade deveria ser esperar o ano começa pra fazer isso de novo. Ele estaria fora de Hogwarts, mas como Melody, iria encontrar todos em Hogsmeade só para fazer o que mais gostava. Se divertir com os Lufanos e amigos de Quadribol. E então ele pensou sobre isso. Diggory era praticamente seu melhor amigo, e mal dava todos os creditos para ele. Mas devia dar, iria escrever para os Diggory desejando felicidades e dizendo o quanto foi feliz com seu filho e que se arrepende de não ter escrito antes. Não sabia exatamente o que eles iriam gostar de ler, mas tentaria.

Pensou como as coisas mudaram. Naquela manhã não iria para Hogsmeade para levar Rose á passear. Levantou-se apressado. Vestiu sua roupa e desceu para a sala comunal que estava cheia, deu um longo sorriso com a sua vassoura na mão dizendo.

–PESSOAL DO QUADRIBOL ESTÁ AÍ? – Perguntou em um tom serio. Os seis jogadores do time de Quadribol, junto com os dois reservas elevaram a mão sem entender nada. Johnny fez apenas dois movimentos. Um foi apontar a vassoura e o outro foi sair da Sala.

Justino, Ernesto, Wayne, Siara, Megan, Rose, Adrian e Zacharias pegaram suas vassouras e foram atrás dele.

–O que aconteceu John? – Perguntou Siara assustada com a recruta de Johnny. – Aonde nós vamos?

–Vamos lembrar-nos de Cedrico! – Disse sorrindo e sem olhar para trás.

Todos se olharam. Johnny carregava sua vassoura na frente com um enorme sorriso no rosto. O motivo? Nem ele mesmo sabia o porquê do motivo, por algum motivo, o nome de Diggory o perturbou naquela manhã e o fez pensar várias vezes que ele era o seu melhor amigo e que por mais estranho que parecesse agia como se não fosse uma perda grande. Que não teve valor. Que passou sem ninguém perceber. Se ela pudesse voltar no tempo, teria feito aquilo mais, e mais vezes.

–Johnny! Espera aí Johnny! Onde você está nos levando? – Perguntava Justino sem parar já que desde que saíram do Salão Comunal não havia ouvido uma pergunta e nem uma resposta dele.

Ao cruzarem perto do hall de entrada, viram Paul sentado ao lado da porta lendo um livro velho, talvez da aula de poções. O livro parecia tão velho, sujo, cheio de orelhas, e mesmo assim Paul estava lendo, mesmo fazendo força para enxergar, várias veze chegando seus olhos muito perto das páginas. Quando viu a Equipe de Quadribol da Lufa-Lufa se aproximar, se levantou rapidamente e escondeu o livro velho atrás de si e sorriu.

–Bons élèves Du matin! – Ele sorriu deixando suas bochechas ficarem vermelhas.

–Bom dia Paul! – Falou Siara sorridente. Siara e Paul eram do mesmo ano, e Johnny apenas observou ela se corar quando falou com Paul e ele fazer o mesmo; Parecia enfim que tinha achado alguém que gostasse dele de verdade.

–O que foi que ele disse? – Perguntou Wayne.

Paul sempre fora craque em falar diversas línguas, e mesmo que ninguém entendesse, ele temia em falar elas. Para mostrar que era culto inteligente e muito educado, afinal, francês era uma língua em que ele dominava desde que as alunas da Beauxbatons o ensinavam. Talvez nem Kathellen fosse assim; talvez fosse por isso que metade das garotas gostava dele. Ele era um sonho. E enquanto Johnny era apenas mais um aluno Lufano qualquer que era um Monitor normal e que não sabia falar nenhuma língua em especial, nem nada.

–Deu bom dia para os alunos! – Falou Siara. Paul acenou enquanto Megan se afastava um pouco mais de Paul sendo uma das últimas jogadoras da fila. – Então, o que faz aqui á essa hora da manhã?

–Aan... Estava lendo! – Disse mostrando o livro de relance e voltando á esconde-lo. – E vocês?

–Apenas indo nos lembrar de Cedrico! – Falou Johnny.

–Deve ser legal... – Falou Paul.

–AH, Ele pode ir? – Perguntou Siara animada, porém antes de Johnny falasse qualquer coisa, Paul sacudiu a cabeça e com ela seus cabelos negros dizendo suavemente.

–Eu não sou um Lufano. Acho que não mereço isso. Sair com Cedrico foi uma das boas coisas que perdi.

–Mais tudo bem? – Perguntou Johnny ainda se sentindo confiante.

–Ah, claro. Não quero atrapalhar o passeio.

Ele piscou para Johnny que acenou com a cabeça e por fim deu uma piscada, tinha ainda um grupo para comandar. Mesmo que Paul andasse agindo estranho ultimamente, talvez isso fosse bom, ficar sozinho ia mostrar para ele o que era bom e o que era errado.

– Vamos pessoal? – Perguntou Johnny. Os jogadores posicionaram-se e colocaram as vassouras em ordem. E se prepararam para seguir Johnny.

O grupo seguiu Johnny. Paul sorriu e acenou para Johnny que acenou com a cabeça fixa de que nada daria errado naquele dia, firme e sorridente. Chegando ao jardim olhou ao redor para ver se Flich via pelo jardim, mas como não viu ninguém, ah não ser uma aluna da Corvinal que caminhava tranquilamente pelo jardim sem que ninguém percebesse, Johnny elevou a voz e subiu na vassoura.

–A BOA LUFA-LUFA ACOLHEU QUEM AQUI RESTOU!

E deu um impulso com os pés elevando voo.

Siara deu um sorriso, porque se lembrara de que quem dizia isso era Cedrico. Ela pulou em cima da sua vassoura gritando.

–ELA ENSINOU Á TODOS E OS TRATOU COMO IGUAIS!

Megan também sorriu. Estivera de saída com Cedrico nos últimos anos e elevando a voz, como Cedrico diria pela terceira vez.

–SOMOS OS QUE RESTARAM! E TRATADOS COMO IGUAIS!

O resto do time pulou nas vassouras e subiram ao céu, ambos sorridentes. Após uma semana dura e depois de perderem um grande amigo, um grupo Lufano estava rindo pela primeira vez juntos.

Aquela sensação era impossível de descrever. O vento passando pelos seus cabelos, de uma forma meio que proibida, deixando tudo o que era proibido muito mais gostoso do que merecia ser. Nas alturas Johnny esqueceu se de tudo, de quase todos que estavam abaixo dele, era uma pena que no último ano não conseguira voar direito com Diggory por causa do Torneio Tribruxo.

Durante toda a manhã voaram sobre os terrenos de Hogwarts e depois quando pousaram em Hogsmeade, Siara foi quem bancou doces para todo mundo e antes do almoço voltaram á Hogwarts com os bolsos cheios de doces.

–Ah Johnny vamos fazer isso mais vezes... – Riu Megan se afastando do grupo.

–Pode crer John! Você reviveu Cedrico! – Ele congelou.

Porque exatamente devia-se dizer que ele estava morto? Para Johnny, Diggory ainda estava vivo, dentro dele, vivendo e sorrindo como estaria sempre. Mesmo que não fosse mais frequentar a escola, saberia plenamente que ele estaria lá com todos eles. Rindo, bagunçando e... E...

–“Acolhendo os que sobraram...” – Murmurou baixo para que ninguém no corredor pudesse ouvir. E então se dirigiu junto com a sua carta para o corujal para poder mandar a carta á seus pais.

Por mais estranho que fosse Johnny não era acostumado com seus pais. Não tinha aquele carinho normal que um filho teria com o seus pais se realmente vivessem com eles desde pequeno. Afinal um verão era muito pouco para conhecer de verdade os pais. Quando estava chegando perto do corujal, tombou em uma figura agitada que pediu desculpas.

–Desculpas! – Era uma garota, em normal: Maryle. Ela se afastou dele. – Ah, você! – Disse ela desanimando-se completamente.

–Droga, meu dia estava tão bom...

–Ótimo, continue com o seu dia bom. – Disse ela correndo de volta para onde quer que ela esteja correndo. Ele deu uma breve olhada em sua volta e com a carta no bolso, que ele a amassou dentro dele, seguiu para o Corujal.

Johnny tomou o caminho da esquerda, para chegar ao Corujal, já que poderia ver quem ainda estava de pé naquela manhã; Grande parte da escola se divertia correndo e gritando, o fim de semana estava bem guardado para aquelas crianças do primeiro ano. O sol estava alto e estava começando á esquentar. Em poucos minutos seria a hora do almoço e com a barriga cheia de doces seria difícil comer alguma coisa saudável.

Não viu nem Rose, Aurora, Brenton ou a garota daquele dia; Angelina, suave, educada, e corajosa, porque raios, ela estava em Hogwarts?

Quando Johnny entrou no corujal, a falta de vidros das janelas o assustou de repente, fazendo-o se lembrar de porque ele nãoia sempre ao corujal. Os enormes raios dourados do sol cortavam em todos os sentidos o recinto circular, estava quase para desaparecer aqueles raios, pois o sol estaria á pino. Centenas de corujas se aninhavam nas traves, um tanto incomodadas com a luz do sol, outras já estavam dormindo e outras tombando para os lados por tirar um cochilo longo. O chão coberto de palha produzia um ruído de trituração quando ele caminhava sobre os ossos de animais que elas comiam procurando a coruja que recebera de presente; Mikerisu era uma coruja dada por sua tia Manu, marrom, grande e com o bico preto. E só pra constar não foi ele quem escolheu o nome feio e estranho, poderia ter colocado um nome mais masculino, já que a coruja era macha.

–Aqui tá você... – Ele deu dois passos á frente tomando com a coruja de Maryle que o intimidou para não chegar perto da dele, dando lhe uma cabeçada no pescoço. – “Droga de coruja...” – Murmurou antes de continuar tentar chegar perto da coruja. – Pode descer? Tenho um, ou melhor, dois trabalhos pra você...

A coruja ficou o encarando por longos segundos sem se mostrar interessada com o que Johnny tinha a lhe oferecer. Mesmo assim, ele mostrou a carta, e esperou que assim, ele descesse para lhe ajudar. Demorou um pouco até que Mikerisu desceu, abrindo as asas marrons e pousando de frente para ele, depois debilmente se desviando e pousando em seu ombro.

–Toma... – A coruja deu um pio de irritação e prendeu a carta no bico, os olhos castanhos escuros passaram pelos olhos azuis de Johnny e o encararam com um eterno desprezo e ele nem sabia o porquê disso. – Sabe que é para Julia Lueffe, não sabe?

Mikerisu piscou os olhos escuros ignorando Johnny, dava para entender que ele tinha entendido, mas mesmo assim não queria conversa com o garoto. Johnny bufou e antes de chegar á janela, a ave bicou sua bochecha fazendo-a sangrar. Ele conteve um grito de dor, e passou a mão na bochecha devagar. Irritado fez a pressão momentânea no braço e a coruja levantou um voo rasante pelo céu claro que doía os olhos.

Ele bem que poderia trocar aquela coruja mal humorada. Arrumar uma mais tranquila e obediente, que não o bicasse; Johnny não tinha tempo em ficar admirando aquele céu azul enquanto tinha que está lá em baixo para o almoço, e aquilo era extremamente a sua fonte de energia, já que ele não havia comido nada pela manhã; nada que fosse saudável.
Um garoto como ele não devia estar se preocupando com isso, porém, ele não queria ficar doente facilmente, agora que era um Black, e vendo as fotos da família, ser o único á ficar doente era pedir para ser retirado dela.

Paul como seu exemplo era alto, tinha a pele corada e bem saudável, talvez um dia fosse assim, coradinho e bem saudável. Mas apenas forte bastava.

Johnny se dirigiu á porta do corujal com o coração palpitando forte a sensação de ter comido doces logo de manhã o atingiu em cheio; tão cheio que teve de se segurar na maçaneta da porta para não cair, quando puxou a porta, inesperadamente alguém também a havia empurrado e surgiu no mesmo instante a imagem daquela garota que á semanas ele procurava.

–Oi... Angelina! – Exclamou Johnny sem esconder nenhuma surpresa. Em seguida ele ficou vermelho.

– Olá Johnny. – Ela sorriu. Intimidada com toda aquela coisa rápida que lhe ocorreu, teve vergonha de ter que encontrar com alguém tão cedo. – Hãn, que surpresa...

–Sério? Você achou? – Ele passou a mão pelos cabelos. – Sabe... Porque eu não achei surpresa nenhuma... Sabe né? A gente; a gente nem se importa tanto com essas coisas e...

–Claro... – Disse ela sem jeito indo para uma das janelas admirando a vista. Após isso foi procurar uma coruja, em sua mão estava dois envelopes de cartas.

–E então? Como está?

–Bem. Por enquanto estou bem; — Ela sorriu. – E você?

–Aan... Bem também.

–Como foi a sua primeira semana de aula?

–Excelente, foi a melhor possível. – Mentiu Johnny, afinal de contas não queria que Angelina soubesse do seu fracasso escolar. Afinal pegar uma detenção nunca foi a sua cara. – E a sua?

–Estou quase no final das aulas. Falta mais uns dois, sem contar com setembro, meses para eu terminar esse ano.

–Aan?

–No Brasil o verão é entre dezembro e fevereiro. Voltamos ás aulas em março, ao contrario daqui.

–Aah! Então é por isso que você não tem tanto tempo para passar com a sua família. – Falou Johnny logo em seguida se corrigindo. – Digo, com um dos seus pais. Né?

–Hurum. Londrinos; ocupados...

–Aan, me desculpe ser tão curioso e grosseiro... – Johnny tinha certeza que tinha errado feio nas palavras que lhe eram pregadas. Angelina não era ninguém mais ninguém menos que uma menina que se deveria mostrar respeito por ela. – Tipo, nada contra você, nunca foi contra, apenas para ouvir e...

–Diga sem enrolar! – Falou ela pegando uma coruja das torres e acariciando sua cabeça. Aquele seu jeito firme e sem rodeios o fazia lembrar alguém; Mas no momento quem não vinha á sua cabeça.

–Aan... Onde esteve a semana inteira?

–Brasil! – Respondeu ela entregando as correspondências á coruja e em indo em direção á outra janela para solta-lá.

–Ué, e porque voltou? – Seu rosto ficou vermelho. Aquela não havia sido uma pergunta grosseira e nem nada disso, apenas foi uma pergunta por curiosidade, alivio. – Digo...

–Escute, eu não tenho tempo para ficar ouvindo conversinhas de um garoto que está embriagado de doces logo pela manhã.

–O que? Como sabia?

–Hãn... Eu sou mais inteligente do que pareço? – Ela sorriu. – Acho que sim! – Angelina abriu a porta do coruja e desceu as escadas rapidamente, deixando aquele barulho nada calmo do piar de várias corujas ao mesmo tempo e um Johnny completamente bom em suas intenções. O Lufano respirou fundo e se atirou pelas portas procurando a garota.

–Angelina... Angelina!

Johnny desceu as escadas rapidamente atrás da garota, que tinha agora um tom de pele mais anêmico que antes. Nessa época, no Brasil deveria ser... Se em Londres era Outono, Brasil estava na Primavera, saindo de um outono e inverno, chuvoso como sempre fora e sempre ouviu pelos noticiários no orfanato e em algumas exceções na casa dos Zafre. Deve ser por isso que parecia tão clara, mas não deixava de estar mais bonita do que a última vez.

–Angel... – Antes de persegui-la nos corredores, a garota estava frente á frente com Severo Snape. Mas antes que pudesse parar o seu impulso de rapidez, Snape já estava o encarando e com o olhar bem bravo. Por algum motivo Angelina estava surpresa.

–O que você quer? – Perguntou Snape torcendo o nariz para falar com ele, totalmente bravo e irritado, amargo como sempre.

–Aan... Eu... Bem...

–Você o que? – Perguntou Snape. – Escute, você sabe que ela não é de Hogwarts para você ficar mexendo com ela.

–Chega professor... Acho que ele entendeu. – Falou Angelina lançando um olhar de calma á Johnny, que ameaçou suar frio.

–E á você... – Snape apontou para Angelina. – Quantas vezes já disseram que não deve se comunicar com alguém daqui? Quer ficar em Hogwarts? Quer? Quer? – A garota balançou a cabeça freneticamente. – Pois se quiser, eu aviso para a sua mãe que vai ficar muito feliz se você estiver perto dela... E... Da sua nova família...

–Não! – Exclamou Angelina tremendo. – Eu... Eu... Era apenas um garoto, o conheci á poucos dias e... Mas nada de mais...

–Vou precisar reportar isso á sua mãe? – Snape cruzou os braços e ficou encarando Angelina por um longo tempo. A garota parecia querer dizer sim, queria que ele realmente contasse a sua mãe.

–Não. Não precisa. – Snape concordou e em seguida deu as costas. – Espero que dessa vez, tenha feito tudo direito.

–Sim... – Angelina engoliu secamente, e quando Snape desapareceu de vista, Johnny até pensou em interroga-la, quando ela mesma respirou profundo dizendo.

–Não se preocupe, Snape conhece minha mãe. E não se preocupe, estou aqui só para trocar o meu dia de ficar com o meu pai. – Ela abaixou a cabeça. – Quero passar o natal com minha mãe.

–Sua mãe não tá com outra família?

–E daí? Eu vou passar o natal com ela, e não com a nova família dela. – Ela deu um suspiro. – Nova que já é bem mais velha do que eu.

–Angelina... – Chamou Johnny. – Talvez se a sua mãe não te aceitar, podemos passar o natal juntos.

–Mas nem pensar! – Johnny ficou surpreendido. – Snape nem vai com a sua cara, e eu vou lá querer passar o natal com você.

–Desculpe. – Falou Johnny levantando as sobrancelhas e se sentindo levemente culpado. Mas não podia negar, estava realmente chateado.

–Você me parece bem intromedito! – Disse ela. Porém ela sorriu.

Johnny ficou sem saber se aquilo era uma provocação, se ela realmente não gostava dele. Então resolveu ficar em silencio. Os dois se distraíram e Angelina tomou um rumo diferente do dele. Com o coração apertado cheio de angustia, Angelina estava sendo controlada por Snape? Qual era o problema dele? Johnny não era nenhuma ameaça para Angelina.

Quando estava chegando perto do Salão Principal deu um grunhido irritado, havia se esquecido de perguntar quem eram seus pais. Ficou furioso consigo mesmo e até pensou em voltar atrás. Porém. Se ela estivesse com Severo seria viagem perdida.

–Rose... Megan... Justino. Ernesto. Wayne...

–Olá John! – Disse Rose dando um sorriso acolhedor á Johnny. – Por onde andou?

–Fui enviar uma carta.

–Parecia mais animado quando o deixamos... – Notou Siara. – Aconteceu alguma coisa?

–Aan, nada. Vocês viram Paul?

–Ele acabou de passar pra lá! – Apontou Ernesto com a colher na boca.

O colar de Paul estava no seu bolso desde que Lovegood disse aquelas coisas sinistras. Como ela poderia saber de tudo aquilo sem mais nem menos? Quem deveria ter contado á ela? Quem poderia ser tão mal á ponto de devolver o colar que poderia matar Paul? Ele praticamente engoliu a comida, mesmo em seguida sentindo uma tremenda dor de estomago. No domingo ele teria treino de Quadribol e daria uma força para Rose. Mesmo ela tendo treinando com Krum; não achavam que estava bom o suficiente.

Antes de se retirar do Salão Principal e seguir atrás de Paul para lhe alertar, o correio matinal estava chegando e, como sempre, Profeta Diário veio voando na sua direção, que pousou mais á frente. Johnny segurou o jornal na mão e o abriu. Manteve se intacto quando descobriu que a matéria falava de seus pais.

“O Ministério da Magia recebeu uma informação de fonte fidedigna que Sirius Black, notório assassino de massa... Está presentemente escondido em Londres”.

“O Ministério da Magia alerta a comunidade bruxa que Black é muito perigoso... Matou treze pessoas. Evadiu-se de Azkaban.”

Passando os olhos rapidamente pelo jornal, quase teve um treco, e naquela hora mesmo desejou de todos os jeitos; morrer. Desejou desaparecer, aparatar, ir para longe, as montanhas, as cavernas, qualquer lugar, que pudesse ficar seguro.

VIDA PÓS-MORTE. NÃO MORTA.

“Julia Cartheree Lueffe, que hoje está com 35 anos, que há mais de 15 anos deixou sua existência se acreditada que estava morta, está mais viva do que nunca.”
“A bruxa que cometeu inúmeros erros antes de definitivamente se dar como morta voltou nessa semana para pedir a licença para voltar á trabalhar como Auror (Durante uma de suas perseguições contra Comensais da Morte, Julia Lueffe caiu no chão e pela própria irmã foi dada como morta, pois o local em que caiu estava irreconhecível e em chamas, sobrando apenas sua corrente da família e a sua varinha), já que ficou 13 anos em coma em um Hospital Trouxa e 02 anos internada na St. Mungus. O problema é; como ela conseguiu se fingir de morta por tantos anos? Será realmente verdade que ela estava em coma? Julia Lueffe é conhecida como a bruxa que engana e estraga”.

“-Fiquei sabendo que ela tinha contato com inúmeros Comensais da Morte. Talvez, tudo isso não passou de um enorme plano para ela. Afinal de contas, Julia era astuta, esperta e sempre se metia em problemas. Uma vez ela se mudou ás pressas para Plymouth fugindo de sua irmã. Manuela era mais responsável e uma Auror consideravelmente boa no que fazia, talvez, Julia realmente aprontou alguma coisa errada.” – Disse Ofélia Wall uma das bruxas mais antigas da Rua Three Rings, que era onde a garota morava com a família Lueffe.
Lueffe, que se recusou á dizer se tinha ou não amigos Comensais, e mesmo dizendo várias vezes que não conhecia nenhum, criaria um incêndio se não fosse impedida pelo Auror Remo Lupin e foi considerada acusada de tentar matar á todos no Ministério foi sentenciada á três em Azkaban até se provar o contrário
”.

Seu coração parou. Sua vista ficou embaçada, e antes que Malfoy pudesse apontar para ele provocando alvoroço e contando as suas piadinhas, Johnny caiu pra trás apertando o jornal em mãos, tremendo e suando muito. Seus pais estavam em perigo e sua mãe em Azkaban.

Notas finais
Você gostou da história "Johnny. O Herdeiro dos Black"? Se você gostou não desse essa história morrer, mesmo que ela esteja nos seus batimentos cardíacos críticos... Mas a autora não vai parar de postar, ela só estava ocupada, mas ela *EU* prometo postar amanhã se vocês deixarem muitos reviews... Ok? Até o Próximo Capítulo Beijos da Autora ~♥~