Johnny. O Herdeiro Dos Black
14 Ele quer resolver sozinho?
Notas iniciais
–A boa da semana? – Paul segurou o livro que carregava com ele desde manhã. – É deve ser; vão se encontrar?
Paul deu um sorriso. E parou.
–Está doendo esse nariz aí? –Paul ia se aproximar com um lenço para ajudá-lo á limpar, quando Johnny desviou de Paul, ele deu um passo para trás e esperou. – Tudo bem, vai sujar sua veste mesmo...
De repente Siara deu um abraço lateral em Paul e aninhou sua cabeça na quase curva de seu pescoço. Ela riu ao contrário de Paul que ficou vermelho, paralisado, como se ele estivesse assustado com o ato de carinho; amor, ele não conseguiu processar apenas incrédulo olhou para Johnny esperando uma resposta.
–Oh Você é um fofo mesmo Paul, nossa, eu mal podia acreditar, que você estaria á fim de mim. – Paul paralisou. – Olhe, eu não queria te dar medo, mas, mal podia esperar para ouvir você falar o seu belo francês para mim. Sou uma ótima companheira e não exijo muito.
–Aan... –Paul ficou ofegante e perdeu o ar ficando vermelho, deu um suspiro e segurou Siara pelos ombros deu um sorriso encantador. Seus olhos brilharam juntos aos de Siara. – Le pardon de jeune fille, mais maintenant je dois aller... (Perdão donzela, mas agora preciso ir...) Tchau! – Paul encarou Johnny discretamente e deu um sorriso para Siara e saiu em disparada.
–O que foi? –Perguntou Siara assustada. – O que eu fiz?
–Ele é tímido, e como você mesmo disse... Pedi para esperar a carta dele, disse que ninguém interage com ele. Lembra?
–Mas...
–Calma, vou dar um jeito... Sério, não desanima tá bom? – Ela acenou afirmando e Johnny tentou alcançar Paul, sua burrada, sua imbecilidade tinha atingido o limite.
Johnny corria atrás de Paul o mais rápido que conseguia, na verdade Paul parecia bem interessado em deixar o livro nas mãos o tempo todo e o levar para onde quer que ele fosse, do que prestar atenção em Johnny, que agora o chamava escandalosamente.
–Peraí Paul, me deixa dizer... – Paul começou á andar mais rápido que Johnny. – PERAÍ! OH MENINO DOS CABELOS COR DE ARCO-ÍRIS! – Paul se virou zangado para Johnny e cruzou os braços.
–Cabelo de arco-íris?
–Ah! Seus cabelos mudam de cor assim como roupas. – Ele revirou os olhos. – Acho que é bem legal! Mas, me deixa explicar?
–Johnny, ser chamado de cabelo de arco-íris, é uma ofensa para a minha família! – Ele passou a mão nos cabelos. – Minha mãe tinha os cabelos loiros quando nasceu e castanhos quando morreu, meu pai tinha os cabelos negros; portanto ocorreu alguma coisa que há uma época em que meus cabelos vão do loiro ao negro e assim por diante. – Paul voltou á caminhar revoltado quando Johnny o puxou pela gravata azul. O que foi impressionantemente rápido. –ARGH!
–Quer me escutar?
–Não acredito que falou para a Siara que eu estava interessado nela. John, pelos cabelos de Rowena, eu não conheço Siara totalmente. Eu conheço ela de vista... Falei poucas vezes, a ajudei-a algumas. Mais não tem direito de dizer isso á ela, aliás, eu não quero ninguém!
–Paul você precisa de uma namorada.
–Por quê? – Ele cruzou os braços. Johnny á principio ficou com medo de que; na verdade sem namorada, Paul continuasse á jogar o seu charme nele. – Quando chegar a hora eu terei uma namorada! – Deu as costas e seguiu. – E pode dizer á Medici que não estou tão á fim dela assim. Diga que isso foi um plano para você ficar com ela. – E ele foi à frente.
Johnny suspirou, literalmente estava em encrencas. Aurora apareceu no campo como se estivesse preparada para algum jogo, mas como estava escuro era obvio que não; ela deu um sorriso para Johnny.
–Como foi o jogo?
–Foi bom... Sabe o que aconteceu com a mamãe? – Johnny abaixou a cabeça e acabou se esquecendo de Rose, mas a garota entenderia. –Tipo...
–Era de se esperar, Julia, não é uma pessoa comportada. Sempre disseram isso da mamãe, mais... Eu juro que vou enlouquecer se não for visitar ela. Visitava sempre o papai, com ela não pode ser diferente! – Johnny a observou por alguns instantes.
–Porque você visitava o papai e eu não? – Perguntou Johnny com a voz receosa.
–Ele disse que você ficou com medo quando viu ele. E bem, nem sabiam que você existia, entende que já fui instruída e preparada para conhecer ele. Nunca me pareceu louco ou me deu medo, ele é tão misterioso. Esperei a vida inteira para encontrar pessoalmente com ele.
–Sorte sua. – Respondeu Johnny incomodado com a liberdade que Aurora falava da total informação que tinha da família. – Como conseguiu?
–Já disse que oram os; Depardieu que o fizeram. E tenho certeza absoluta que os Zafres sabiam quem você era. Mas, Ísis se apegou á você e...
–Por que ela quis me matar? – Johnny encarou Aurora que se voltou assustada para o irmão. – Porque não fui eu quem viveu de vida boa na França e teve uma família? Porque você quem foi escolhida e não EU? Você não me parece tão especial nãovai ser a herdeira dos Black, eu sou o HERDEIRO e você? O que você é? Quem aparenta ser? E daí que caiu na mesma casa de mamãe? Não sonhou com ela. Porque você e...
Aurora colocou a mão na frente sinalizando uma pausa ele parou.
–Bem, talvez porque eu merecesse mais do que você. Não fui ignorante, não odiei repeitei, aceitei. E... Não tratei Paul, nosso primo de sangue, como um completo estranho, sendo que ele sofre mais do que você. – Aurora saiu correndo atrás de Paul enquanto Johnny bufou e abaixou a cabeça. Ele caminhou até o castelo ainda de cabeça baixa, ele já estava chateado o suficiente e dava graças por ter adiantado o dever. Deitou em sua cama de cara no travesseiro e murmurou alguma coisa todo chateado. Paul não passou por nada pior que ele, nem Aurora. Ora, ser mal tratado por onze anos isso é pior.
Com o dever feito, Johnny saiu para os terrenos da escola aproveitando o sol, um belo dia, aquela poderia ser a última aparição do sol daquele ano.
–Achei que estaria enterrado nos livros. – Falou Hermione quando passava em frente á Johnny sentado á grama.
–Não, terminei ontem, adiantei tudo. Quem não se adianta? – Hermione riu. – Alguns garotos da Grifinória.
–Entendo.
–Achei que estaria com Aurora ou Paul. Ou ambos.
–Ela está brava comigo, Paul chateado.
–Ah, claro, pela Siara. Ela está colocando ciúmes em todas. Inclusive em mim... – Ela sorriu. – Tipo, aquele encantador doce, Paul com certeza seria uma opção inteligente. Mas, não quero namorar ele.
–Éh, coisas do ano dele. – Johnny disse emburrado. –Onde estão Rony e Harry?
–Cheirando os livros. – Sorriu Hermione. –Ok, pode ficar no seu momento. Tchau.
–Tchau.
Julia era louca, Sirius não era assassino, Aurora era briguenta e Harry o corajoso. Sua mãe era caridosa, Sirius engana, Aurora se exibe e Harry é o queridinho. Pelo que se resumia... Johnny iria ter que fazer seu próprio destino, assim como seu pai, mais diferente, em um tom que; o tornaria querido e amável. Todos os seus trabalhos do fim de semana estavam feitos, ele passou o resto do fim de domingo revisando todo o conteúdo com suas amigas, na qual aos poucos acabaram reescrevendo. Até o trabalho de Feitiço para Conjurar a Vida; que estava perfeito precisou ser refeito. Menos o trabalho de Adivinhações, as luas de Júpiter ficaram boas no jeito que estavam.
–Temos mais algo á adicionar? –Perguntou Susan Bones.
–Não Susan; está bom... – Disse Johnny esfregando os olhos. O dia foi tão parado que chegou á ser cansativo. Ele deu uma olhada pela Sala Comunal. – Onde está a Siara?
–Hãn, eu achei que nunca mais iria perguntar. – Comentou Anne. – Ela está chorando até agora no quarto. Paul meio que pegou muito pesado com ela. Sério, devia conversar com ele, não é um bom jeito de se tratar uma dama.
Johnny engoliu seco.
–“Jeito de se tratar uma dama”? Tipo, como assim?
–Na hora do lanche, no Salão, Siara foi falar com ele, mais ele meio que se esquivou. Ele não ETA muito bem das ideias Johnny, poderia ir falar com ele agora!
–Ah, mais eu... – Rose cruzou os braços. – Tudo bem, a consciência é sua mesmo.
–Tudo bem. – Ele disse meio desanimado, na verdade completamente desanimado, na realidade estava era fugindo de Paul e não tentando chegar mais perto dele, e essa conversa resultaria em uma longa conversa. Teria um tempo antes de monitorar os corredores e até lá poderia encontrar Paul para conversar com ele e sem ser pego pela adorável Dolores. Tudo em um tempo tão esticado quanto possível.
Já passava das onze da noite e Johnny havia dispensado Ana, ela estava cansada e ele ainda pediu para com gentileza que ela pudesse colocar seus trabalhos em ordem antes de ele chegar ao quarto. Precisava também encontrar Paul e na realidade saber o que aconteceu de tarde; estava tão longe que nem percebeu, estava tão ocupado pensando em si mesmo que se negou á prestar atenção.
Mas realmente não existia nada para ele se preocupar naquele domingo, ele tinha dormindo quase um dia todo e só deixou para mais tarde repor tudo. Ele até tentou fazer os deveres rápido para ficar o restinho do fim de semana sozinho, se deprimindo e tentando falar com sua mãe, mas quando se sentou lá na Sala Comunal da Lufa-Lufa, Ana, Rose e Susan, agora estava procurando freneticamente por Paul pelos inúmeros corredores de Hogwarts. Era estranho estar procurando quem ele devia estar fugindo. Ele devia estar prestando atenção em tantas coisas e estava se deprimindo pelos cantos.
–Silêncio eles podem ouvir.
–Odiaria que Malfoy pudesse ouvir isso.
–Odiaria mesmo se aquele seu primo equivocado aparecesse.
E ele realmente apareceu. Após desviar de duas escadas e três colunas, ele se deparou com uma cena que ele não poderia ver. Ele respirou fundo e pigarreou.
–Aan. Acho que esse corredor está monitorado.
Paul estava agarrado em Maryle, em um jeito nada amável, eles estavam se beijando encostados em uma janela e estavam desarrumados.
–Ah, eu não acredito. – Maryle se soltou de Paul. – Ok, eu vou para meu corredor, ainda tenho muito á patrulhar. A gente se vê amanhã. – E ela lhe deu um beijo mais demorado. Johnny abriu a boca enquanto ela dava uma ajeitada nos cabelos de Paul que estavam em pé e saiu sem olhar para trás.
–Como pode fazer isso? – Paul deu uma risada marota.
–Ué com a boca e... – Johnny balançou o dedo. – O que foi?
–Você ficou com a garota que machucou a Aurora. Para de ser...
–Você tem algo contra ela, eu não tenho nada! Aliás, a gente se encontrou, e foi bem legal. Você devia ter visto...
–Não precisava ver vocês dois... – Paul deu uma risada e agarrou o ombro de Johnny violentamente e o arremessou no chão com força. Subindo em cima dele fazendo sua capa cobrir todo o corpo abaixo dele.
–Eu adoro lhe ver irritado. – Disse Paul lambendo a bochecha de Johnny. – Adoro tanto.
Johnny franziu a testa.
–Saí de cima de mim...
–Eu sei que foi você quem mandou a Siara para cima de mim, eu sei que quer me afastar de vocês, mas eu sei também que sem mim você não fica. Então, por hora, você vai ficar bem quietinho... – Johnny se forçou inutilmente, Paul segurou o primo pelos punhos com força e os colocou no chão. – Disse para ter cuidado de noite. Eu lhe disse...
–Por favor, me solta Paul, não é... – Ele tampou sua boca.
–Pode ficar quieto Johnny Lueffe Black, hoje a noite é toda nossa.
O beijo forçado ás presas, apertando a cintura de Johnny com os joelhos de Paul, a mão livre massageando os cabelos negros forçando algo que ele não queria o beijo á força fez Johnny se tremer por inteiro, ele não queria, ele não podia, aquilo não estava certo nem de longe, principalmente quando algo abaixo do umbigo de Paul começou á crescer e ele começou á ficar desesperado.
Johnny nunca desejou tanto que Dolores Umbridge aparecesse como desejava agora.
Paul realmente era rápido com as mãos e conseguiu abrir os botões de sua camisa e já passar as mãos por seu peito.
–Paul? – O nome ecoou como um sinal de alivio, mais ao mesmo tempo de medo. Johnny se levantou alvoroçado enquanto Paul delicadamente fazendo algo como ma reverência.
–Helena! Eu a perturbei? Perdoe-me. Prometo que nunca mais vou incomodar.
–Achei que poderia estar matando o garoto, mais como não, me perdoe à interferência.
–Claro. – Paul se voltou para onde Johnny tinha parado, atrás de uma viga para vestir-se, estava tremendo e não conseguia fazer muita coisa. – Com licença Helena, tenho ainda muito á fazer.
Quando percebeu, que Paul corria em sua direção, Johnny não conseguiu pegar muito impulso, mais continuou correndo, correu o mais rápido que conseguiu com Paul atrás puxando sua capa e tentando pegar nele. Johnny subia escadas, desviava de corredores apenas tentando chegar a seu dormitório, mas mesmo que chegasse não iria conseguir entrar por esquecer a senha de tanto nervoso. Paul corria muito rápido, e Johnny se lamentava por estar sempre adiantado nas aulas para não se atrasar; que nunca treinou nenhuma corrida e já estava ofegante; não parecia ser o mesmo com Paul que estava encostando-se a Johnny e antes de fazer qualquer coisa, teve seus cabelos puxados pelo mais velho os fazendo rolar escadaria á baixo, no final onde Paul parou por cima de Johnny novamente.
–Não adianta fugir de mim... Eu sou muito mais rápido que você! – E a frase seguiu pelo garoto levantando Johnny e o encostando á parede, o sufocando em um longo beijo que ainda era negado com socos, tapas e empurrões. Mesmo assim, a dança com os dedos, no tórax e abdômen do mais novo o fazia tremer, e quase o fizeram chorar de raiva por ser tão devagar e fraco. – Você é irresistível. –Paul o largou e tomou distância. – Atraente amável e tudo o que há de melhor. Mas, eu já estou com a Myrot, e você querendo ou não, eu ficarei com ela. Acho que isso é uma guerra de Blacks. E fazendo isso, eu não vou procurar suas amigas e não as mande para mim, uma coisa: Maryle será uma Black!
Paul correu em direção ao Salão Comunal da Corvinal enquanto Johnny ficou parado respirando, tomando fôlego, se acalmando, ou tentando se acalmar. Paul era tão forte, mais aquilo era tão estranho, tão errado, tão longe de ser algo normal.
–O que faz em pé á essa hora menino Johnny? – A voz de Dumbledore o fez congelar.
Com a camiseta aberta, com os cabelos bagunçados, suado; ele nunca conseguiria dizer as palavras certas para o diretor, e nem vê-lo naquele estado. Mas não podia correr, não aguentava mais e Dumbledore estava na sua frente.
–Eu... Estava... Sendo um nada Diretor... Desculpe-me... Eu vou... Voltar para o meu dormitório, já terminei de monitorar os corredores...
Johnny foi em direção á seu dormitório, mas antes de sair da visão de Dumbledore pode ouvi-lo dizendo.
–Então amanhã há noite quero vê-lo em meu escritório, quero conversar com você á favor de seus pais.
Era só o que faltava.
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