Notas iniciais
Usar a imaginação realista é permitido ;)

John subiu. Antes mesmo de abrir a porta, ouviu Sherlock no telefone.

–Mas como? Fique ciente que eles serão de sua responsabilidade. Não irei suportar tantas conversas sem fins. Já basta... Ah, olá John.

–Olá –cochichou.

–Já chega! – jogou o celular na mesa e se deitou no sofá.

–Qual o problema?

–Onde você estava?

–ãaannn... — Franziu a testa- eu estava na Sra. Hudson conversando.

–Algo interessante?

–Creio que... Não pra você.

–Ótimo

Sherlock sentou e abriu o notebook.

–Que dia é hoje, John?

–Onde você esteve? Em Marte? Cinco de julho.

Holmes começou a digitar rapidamente.

–Ah! Maldição! –falou pra si mesmo.

–O que está acontecendo?

–Pegue um cigarro pra mim!

–Nem pensar.

Sherlock fechou o notebook rudemente e encarou John.

–Preciso sair novamente.

–Eu posso ajudar em algo?

–Claro! Você sempre pode. Venha.

Eles saíram em direção ao aeroporto. John não estava entendendo nada.

–O que descobriu do suspeito que foi averiguar?

–Ah, ele era o homem! Deve estar numa cela suja e fedida agora, irei interrogá-lo mais tarde, pra saber de mais detalhes. O assalto deu errado. Ele buscava por um diamante na casa do senhor Hedfield, o que vimos morto mais cedo, Hedfield não sabia de nada. O fato é que o assaltante confundiu, quem sabia do diamante era o amigo, o que morava junto com Hedfield. Esse que a policia não sabe onde está. Deve estar bem longe agora, mas isso não está acabado.

–Wow! O que você acha que aconteceu?

–Esse senhor que fugiu com o diamante, ninguém o viu, sabem da existência dele, mas nunca o viram. Ninguém sabe o nome e nem a aparência. Algo me diz que isso ainda renderá problemas. Mas agora tenho um problema maior.

–Então? Por que estamos aqui?

Sherlock dá um sorriso forçado pra um casal de idosos vindo em sua direção.

–Olá Sherly. Como você está? -a senhora diz e parte pra um abraço.

–Olá, eu estou tão bem -foi irônico.

–Olá, quem é seu amigo Sherly? –o senhor diz.

–John Watson.

–Olá! -John sorriu.

–Prazer em finalmente conhecer você. Sherly fala sempre de você.

Eles se dão um aperto de mão, e John olha pra Sherlock o indagando.

–John, esses são meus pais.

John soltou uma gargalhada gentil e deu mais um aperto de mãos. Sherlock revirou os olhos. E então seguiram para o carro que os esperavam no estacionamento. O carro chegou á uma casa grande e bonita, em um local retirado. Um homem com o rosto simpático os esperavam na porta. Ele os levou ao salão principal, onde Mycroft estava esperando seus pais. Quando os avistou levantou e abriu os braços para um abraço.

–Ual! Filho que casa linda -a senhora disse o abraçando.

–Obrigado, mãe.

–Bom, eles estão entregues, Mycroft, preciso ir.

–Mas já Sherly? Fique mais.

–Não, mãe. O dever me chama. E vocês ficarão bem, aqui nessa casa grande -olhou para o teto que era alto.

Sherlock olha pra John e acena com a cabeça pra porta. John se despediu.

–Sherly- riu- Seus pais... Você nunca falou deles.

–Achei desnecessário. Não tem nada de mais.

–Se acha isso, ok, mas são seus pais!

–Sim.

–Tudo bem. O que vai fazer agora?

–Preciso interrogar o assassino, saber por que ele estava atrás do senhor sem nome e do diamante.

–Certo, nos vemos depois, vou pro hospital.

–John!

–Sim?

–Tchau! –Sherlock deu um beijo na bochecha de seu ‘amigo’ e saiu.

John ficou parado com os olhos brilhando, sorriu e saiu andando.

Sherlock chegou á delegacia e foi direto á uma sala com duas cadeiras e uma mesa. Uma cadeira estava ocupada por um homem de aparência jovem. Sherlock sentou na cadeira e juntou suas mãos.

–O que o senhor quer? -O homem tinha um sotaque.

–Hum... Me diz você. O que quer em Londres?

–Você acha mesmo que direi?

–Eu sei que está atrás de um diamante e de quem o possui atualmente.

–O senhor é tão bom quanto dizem.

Holmes não se engrandecia. Apenas levantou uma sobrancelha e mexeu de leve o rosto pra esquerda.

–Sim. Estou atrás deles.

–Sabe o nome dele ao menos?

–Viveash.

–Nome inteiro? Seria de grande ajuda.

–Não sei. Eu fui contratado para matar Viveash e roubar o diamante. As instruções era ir até a casa 13 da Rua Grendon, mas não me informaram que haveriam mais pessoas na casa. Achei que ele morava sozinho e quando vi esse homem...

–Hedfield.

–Sim, achei que ele fosse meu homem e não hesitei em matá-lo. Informaram-me que o diamante estava em um cofre em cima da lareira, mas não encontrei lá e procurei em outros lugares que poderia estar.

–Quem o contratou?

–Eu não sei ao certo. Uma mulher fazia contato comigo, dizia que eu podia chamá-la de Georgina, mas com certeza esse não era o nome real dela. Encontramos-nos duas vezes em lugares bem estranhos. Mas quem realmente me contratou, não tenho ideia.

–Típico. De onde você é?

–Espanha.

–Claro. Qual o seu nome verdadeiro?

–Marcus Silvestre.

–Ok, senhor Silvestre, aproveite seu tempo na cadeia.

Sherlock levantou e foi para a sala de Lestrade.

–Viveash?

–Sabia que viria até aqui. Pesquisei Viveash nos registros mas apareceu muitas pessoas. Não temos ao certo um só.

–Irei visitar o local do crime novamente.

–Certo, qualquer coisas nos atualize.

Chegando ao local do crime, Sherlock revirou tudo. “Nada é perfeito, deve ter alguma fresta”. Ele evitava o sofá, porque o distraia com pensamentos sujos. Após ter procurado em tudo, o único lugar que faltava era justamente o sofá. Ele se aproximou, tirou as almofadas e encontrou uma carteira de habilitação. “Coisas da policia inglesa, nunca analisar os pequenos locais”. A foto estava antiga, era um jovem que acabara de tirar a carteira, provavelmente. Tinha traços nativos, olhos claros e cabelo liso. Holmes guardou no bolso e foi pra casa, teorizando as possibilidades com os dados que tinha.

Notas finais
Espero que tenha ficado bom e que acompanhem todos os capítulos. Quero agradecer os comentários feitos, eles me deixam muito feliz e me inspiram muito :D Podem comentar sempre que quiser! Obrigado por ler ♥