John e o Apocalipse Zumbi.

2 Minha vizinha imita o Rambo.


Notas iniciais
Tenham uma boa leitura.

Para alguém que já estava morto, se locomovia bem rápido o zumbi. Ergui rapidamente meu cano de ferro e esperei ele estar próximo o suficiente para eu acertá-lo. Quando os braços do zumbi já estavam próximos avancei acertando-lhe o ombro. O zumbi não demonstrou nenhuma reação ou sinal de dor. O ombro dele simplesmente ficou estranhamente deslocado , mas isso não o impediu de agarrar-me com uma das mãos. Por mais que eu estivesse lidando com algo morto, o zumbi não deixava de ser forte. Tentei soltar sua mão que segurava o braço com o cano usando minha mão livre. Por mais que eu forçasse seus dedos a se abrirem não adiantava. De repente , o zumbi segurou-me a outra mão e me imobilizou completamente. Me desequilibrei ao me debater para tentar me afastar do zumbi que agora aproximava seus dentes cada vez mais próximos ao meu rosto. Caí no chão com o zumbi em cima de mim e com o joelho empurrei-o pela barriga para impedi-lo de morder-me. Era meu fim, eu não iria conseguir segura-lo por muito tempo. Eu precisava pensar em algo...

"O que adianta?Eu vou morrer... não tem escapatória para mim." — larguei meu cano que eu estava segurando firmemente. Fechei os olhos, apenas precisava afrouxar a força que eu usava em meu joelho...

_Ei, garoto ! Cuidado! — gritou uma voz conhecida. Olhei para o lado mas não consegui ver a autora da voz já que após ouvir um som de tiro o zumbi caiu bem em cima de mim tampando-me a visão.

Empurrei-o para o lado e percebi que minhas vestes estavam empapadas de sangue. Olhei o zumbi ao meu lado e na lateral de sua cabeça havia um buraco de bala bastante visível e ele não se movia mais.

De repente vi uma mão que estendeu-me o cano que eu havia soltado. Olhei a dona da mão e era a minha vizinha de 21 anos, Giselle Mason, morava na casa ao lado. Quase nunca trocávamos palavras um com o outro e quando fazíamos isso era mais sobre o quanto a grama dos nossos quintais estava crescendo.

_Idiota ! Não solte sua arma! Você vai depender dela por enquanto. — disse Gi guardando seu revólver. — Não pense que vou te dar a minha. Entre eu me salvar e você morrer, já decido em que lugar seguro eu vou ficar.

_Que amável.

_Não reclama pirralho, acabei de salvar sua vida.

_Meu nome é John e não sou pirralho.

_Se tem 17 anos , sim ainda é um pirralho.

Revirei os olhos enquanto eu cutucava com o pé o corpo do zumbi. Gi ergueu a sobrancelha e olhou o cano em minha mão com uma expressão indagadora.

_Onde estão seus pais e como você achou um cano para se defender?

_Meus pais foram ao trabalho e não vi mais eles e meu pai estava fazendo reforma no banheiro, achei esse cano no corredor.

_Garoto sortudo. — disse Gi. — Se não estivesse com uma arma já teria virado comida de zumbi.

_Puff , imagina. Tinha tudo sob controle. — falei dando de ombros.

_Se tudo sobre controle era tentar dar um beijo no zumbi , ok. — disse Gi ironicamente. — Venha, vamos para minha casa, tem algumas pessoas lá reunidas que estão me esperando.

_Preciso encontrar meus pais. — murmurei. — Preciso saber se estão bem.

_Não vai a lugar nenhum. — disse Gi apontando para uns 4 zumbis que andavam próximos a esquina. — Eles estão aumentando de quantidade. Se você ir sozinho não sobreviverá com certeza. Precisa de ajuda!

_Não tenho tempo a perder ! Eles podem estar em PERIGO! — falei em um tom desnecessariamente alto. De repente Gi congelou olhando para onde os 4 zumbis estavam caminhando, agora eles estavam olhando em nossa direção.

_Não era para falar alto ! A audição deles é sensível! — alertou-me Gi segurando meu braço e me puxando em direção a sua casa. Os zumbis estavam se aproximando e um deles até corria. O que corria não tinha os dois braços (o que dava-lhe felizmente uma desvantagem.) mas não deveria subestima-lo. Gi bateu na porta em uma espécie de código Morse e fiquei apenas olhando para trás enquanto 2 zumbis já estavam a menos de dois metros.

_Ataque-os. Não vai dar tempo! — disse Gi.

_Atire neles! — gritei em pânico.

_Não posso gastar balas e também não posso fazer barulho, se não mais deles vão vir. Provavelmente aquele tiro para matar o zumbi em cima de você que os atraiu.

_Eu não sei lutar.

_Apenas acerte a cabeça ! Esse é o ponto fatal! — informou ela batendo na porta desesperadamente.

Ergui o cano enquanto um zumbi olhava-me com sua expressão vazia, mas eu podia jurar que se ele pensasse iria pensar: " Que moleque retardado é esse que tá apenas com um cano?" . Admito que não era a melhor arma, mas era o que eu tinha.

Avancei batendo em sua cabeça amassando-a e espirrando um monte de sangue em mim. Mas o zumbi continuava se movendo, o que me fez pensar que eu deveria dar-lhe outro golpe.O segundo zumbi também avançou e em um ato de desespero dei um chute no joelho do primeiro zumbi derrubando-o e ataquei o segundo. Bati com o cano em sua cabeça usando toda minha força, já que o zumbi pareceu não ter a intenção de me atacar (estranhamente desnorteado.) dei outros golpes seguidos em sua cabeça reduzindo-a a somente carne amassada, o zumbi caiu no chão imóvel. O outro que eu havia derrubado não se levantara já que não possuia os dois braços, isso me deu a chance de acerta-lhe a cara com o cano.

Tudo sob controle, tirando o fato de mais 2 zumbis se aproximarem. De repente a porta da casa de Gi se abriu revelando uma garota de 16 anos que eu já vira, mas nunca falara antes.

_Entrem... — pediu ela e olhou-me. — Mas ele vai entrar?

_Vai... — disse Gi revirando os olhos. — Não é hora para perguntas...

_Como vamos saber se é confiável?

_Eu confio nele ! — disse Gi zangada. — Deixe-nos entrar ou miro essa arma na sua cara.

_Calma... — disse a garota deixando-nos entrar. Mas ao passar por ela a garota lançou-me um olhar desconfiado.

Nessa hora, preferi encarar os dois zumbis lá fora.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.