Jogos Primordiais - Temporada 2
5 Capítulo 05.
Notas iniciais
GIULIA — FILHA DE HERMES
A missão começou bem.
Tínhamos andado cerca de 20km quando paramos a primeira vez, nenhum monstro, nem nada de anormal, começávamos a discutir o que estaria mantendo Hades no cativeiro.
- Acho que não são semideuses romanos, pois uma grande parte deles está conosco, no Acampamento Meio Sangue, os outros ou morreram ou foram capturados ou estão desaparecidos. – Explicou Luisa.
- Concordo com a Luisa, o que quer que esteja mantendo ele lá, é mais provável que seja um Titã, um Deus menor, ou um bando de monstros. – Completou Larissa.
- Eu também concordo, e eu não me importo com o quer que esteja vigiando Hades, eu só quero libertar meu pai. – Falou Vinicio.
- É isso que a gente está indo fazer. – Resmungou Léo.
- Hey Léo... Também não gosto de Hades, mas ele é pai do nosso amigo, então, por enquanto, demonstre respeito. – Criticou Giovana.
Decidimos parar a conversa e andar mais alguns quilômetros, paramos quando chegamos a uma loja de conveniência, estávamos exaustos e tínhamos que achar um lugar para dormir, pois a noite já caia.
- Vou procurar um hotel com a Giulia, vocês fiquem aqui e comprem comida. – Disse Felipe.
Demorou alguns minutos, mas achamos um hotel que aceitava 7 adolescentes sem um adulto supervisor e que era barato.
Voltamos para a lanchonete, cada um comeu um hambúrguer com fritas e um refrigerante e seguimos para o hotel.
- É o seguinte... Garotas em um quarto, garotos no outro. – Explicou Giovana.
- Dormiremos, e assim que todos acordarem, sairemos daqui. – Falou Léo.
Já eram mais ou menos 2 da manhã quando perdi o sono definitivamente, decidi dar uma volta pelo hotel.
Logo que sai do quarto, vejo Felipe no corredor.
- O que está fazendo aqui? – Ele pergunta.
- Estou sem sono... E você? Por que não está dormindo? – Perguntei.
- Estou com um mal pressentimento, acho que tem um monstro aqui no hotel, que está seguindo a gente desde que saímos do Acampamento. – Explicou Felipe.
- E que tipo de monstro é ? – Perguntei.
- Do tipo... Empousai. – Respondeu Felipe.
- Peraê... Não foi desses monstros que saíram as historias de vampiro? – Perguntei.
- Sim, e acredite... Elas não são tão legais quanto os vampiros de Crepúsculo. – Disse Felipe irônico.
- Idiota. – Respondi.
- Ela parece ser nova, caso contrário, teria nos atacado. – Falou ele.
Mal ele fechou a boca e a Empousai pulou em cima dele, ela esteve o tempo inteira escondida no teto. Felipe tirou uma caneta do bolso.
- Sério cara? Uma caneta? – Perguntei.
- Percy disse que quando monstros aparecessem, eu deveria destampar ela.
Assim que ele a destampou, a caneta se transformou em uma espada de bronze celestial. Puxei um pingente do colar, uma faca.
Felipe e eu demoramos algum tempo na luta contra a empousai, pois tentamos fazer o máximo de silencio possível, para não acordar mais ninguém.
Felipe imobilizou a empousai e eu enfiei a faca em sua garganta, a empousai foi reduzida a pó.
- Formamos uma boa dupla, que colar é esse ?. – Perguntou Felipe.
- Presente de Hermes... O colar possui 3 pingentes, e esses pingente sempre se repõe sozinhos, um é uma faca, outro uma lança e o ultimo uma espada, quando eu entrar em uma batalha, é só puxar um pingente que o pingente que eu puxar se transforma na arma em si. – Expliquei.
- Interessante, muito legal. – Foi o que ele disse.
- Eu particularmente prefiro a luta com espadas. – Disse.
- Eu também. – Disse Felipe.
Conversamos o resta da noite sobre lutas e outros assuntos, acabou que não dormimos, e quando todos acordaram, tomamos café e pegamos estrada de novo.
- Chegaremos ao Acampamento em 3 dias. – Disse Léo.
- Eu não to aguentando mais. – Disse Luisa.
- Se apoie em mim, você está realmente muito cansada. – Falou Vinicio.
- Hey Giovana, sabe como é né? Tipo... Nossos pais, tem um relacionamento, um filho de Hefesto, uma filha de Afrodite, isso pode dar certo. – Falou Léo.
Esperei os outros andarem um pouco e fiquei para trás junto com Felipe.
- Você acha que a gente deve falar sobre a vampira? – Perguntei baixinho.
- Não, deixa isso pra lá, eles não perceberam. – Ele respondeu.
Ficamos algum tempo conversando e de repente ouvimos um barulho.
- Isso não é bom. – Falou Léo.
- Por que ? – Perguntei.
Léo respirou fundo e falou:
– Porque conheço esse barulho, tem um ciclope atrás de nós.
Fale com o autor