S.a.w

Redefine your life ...

Capítulo 11

Reencontro


Local: Desconhecido
Tempo de jogo: 10min40s


Assim que adentrei a sala, eu havia perdido a noção de mim mesmo... Estava de frente para três pessoas... E uma delas era Thomas White, o meu irmão... Ou em outras palavras... Quase irmão... Isso por que o pai de Thomas havia se separado da mãe dele, e então decidiu construir uma nova vida ao lado da minha mãe... Porém, meu pai fez com que houvesse uma relação plena entre nossos familiares (O que não acabou dando muito certo). Por fim, eu acabei criando uma espécie de amizade com o Thomas... E desde então nos consideramos por certo como Meio-irmãos. E o meu pai? Bem... Meu pai trabalha na área policial junto com o Thomas... Ou melhor... Trabalhava. A alguns meses ele ganhou um pedido de transferência e foi trabalhar em outro Distrito, e raramente nós tínhamos notícias dele. E eu ficava me perguntando se ele sabia o que eu estava passando...


–MERDA! É VOCÊ QUE ESTÁ NOS BOTANDO NESTE JOGO? TIRE-NOS DAQUI! EU IREI TE MATAR SEU INÚTEL! -Gritou um homem com um tom de desesperado.

–O que? Esse garoto é o assassino?- Disse um rapaz que estava vestindo um jaleco branco, e tinha mais era uma cara de cirurgião.

–SEU DESGRAÇADO!- O homem mais velho continuava a gritar.

–Não se preocupem... Ele não é o assassino...- Falou Thomas.

–O QUE? COMO VOCÊ SABE? VOCÊ ESTÁ ENVOLVIDO COM ISSO TUDO?- Disse o homem que estava próximo de Thomas.

–Não... Eu sei que ele não é o Assassino... Isso por que... Esse garoto que entrou agora é Chad Smith... O meu meio-irmão.- Falou Thomas.

–Meio... Meio o que? -Disse o cara mais velho.

–O meu meio-irmão...- Repetiu Thomas.

–Não Acredito! Thomas! O que você está fazendo aqui!- Gritei.

Foi quando a porta que estava atrás de mim se trancou de vez, começando a dar início a possível última partida dos jogos mortais.

–Chad... Nós fomos pegos pelo Assassino.- Falou Thomas.

–Não... Mais... Quem são esses? -Perguntei.

–Esse é o Senhor Johnson, chefe do Departamento de polícia... E este é Doutor Dave, um dos doutores de perícia do Departamento.- Falou Thomas.

–Eu acho que isso não é hora de se apresentar sabia? -Falou Johnson.

–Eu sei... Mais... O que está acontecendo aqui?- Perguntou Thomas.

Foi quando meu corpo não agüentou... Automaticamente o meu peso havia se triplicado... Eu estava jogado ao chão e começava a entrar em prantos quando me dei conta de que isso não acabaria tão cedo.

–CHAD! Levanta cara! Mas...- Pausou Thomas.

Foi quando ele deu conta da situação de que eu estava metido... Cortes, cicatrizes e quando ele viu a minha mão direita, o espanto subiu a sua face.

–Chad! O que aconteceu aqui? O que aconteceu com você?- perguntou Thomas tentando esconder o desespero.

–Eu... Eu não sei... Eu... -Falei enquanto chorava sem sequer conseguir completar uma única frase.

–Thomas... O relógio está marcando 9 minutos, e até agora não tivemos nenhuma notícia do assassino.- Disse Dave.

–O que será que aconteceu?- Perguntou Johnson.

–Eu não faço idéia... Mais acho que teremos de ficar por aqui para descobrir.- Disse Thomas.

–Droga... Se pelo menos estivéssemos com as nossas pistolas, celulares ou coisa do tipo... Poderíamos tentar fugir daqui.- Disse Johnson.

–Não dê uma de burro... É óbvio que o assassino pensaria em tudo.- Respondeu Thomas.

–Hm... É... Entendo — Falou Johnson.

–Estranho...- Disse Dave.

–O que houve agora Dave?- Perguntou Thomas.

–Está vendo ali no teto?- Perguntou Dave.

–Hm... O que?- Perguntou Thomas.

–São sprinklers... Sprinklers de incêndio são 12 ao total, distribuídos para as duas partes da sala... 6 para cada lado.- Argumentou Dave.

–E o que isso tem haver?- Perguntou Johnson.

–Você não acha estranho que um assassino iria se preocupar em botar um artifício que envolva água para proteger pessoas, se o que ele mais quer é matá-las?- Perguntou Dave.

–Faz sentido... -Completou Johnson.

–Câmeras... -Falou Thomas.

–O que?- Perguntou Dave.

–Também há câmeras aqui...- Falou Thomas enquanto apontava para uma parede onde havia um pequeno furo, que por sua vez ele conseguira ver uma pequena lente (que dependendo da posição da luz, pode ocorrer de haver reflexão da lente).

–Então o assassino está vendo nossas ações neste exato momento?- Perguntou Johnson.

–Com certeza...- Afirmou Thomas.

–Então significa que o jogo começará daqui a 8 minutos...- Falou Dave.

–Provavelmente...- Completou Thomas.

Foi quando Thomas se aproximou do vidro novamente e tentou falar comigo.

–Hey... Chad... Levante-se... Nós vamos precisar da sua ajuda... Nós poderemos acabar com este assassino de uma vez por todas... -Falou Thomas.

Tentei me levantar com as últimas forças que restavam em mim, mas as tentativas foram frustradas... Eu já não estava mais agüentando o meu próprio fôlego... Tinha de fazer alguma coisa ou tudo acabaria ali mesmo.

–Engraçado esse relógio digital...- Disse Johnson.

–O que você quer dizer?- Disse Dave.

–O monitor é grande demais para um relógio...- Disse Johnson.

–É mesmo... Isso não se trata de um relógio e sim de uma Tela de Lcd...- Afirmou Dave.

–Correto... Seja o que for... Algo aparecerá aqui quando o tempo acabar... Basta nós esperarmos.- Disse Thomas.

–Certo. -Afirmou Dave.

Eu ainda estava jogado ao chão, a minha vista estava embaçada e estava quase dormindo... Ao fundo eu conseguia escutar a voz de Thomas, querendo que eu ficasse acordado... Mais o meu sono era devastador...

–CHAD! NÃO DURMA! -Gritou Thomas.

–Não vai adiantar... O estado dele é grave.- Afirmou Dave.

–PARE DE FALAR MERDA! Tenho de ajudá-lo.- Falou Thomas.

–Espere um pouco... Faltam apenas 5 minutos... O jogo irá começar em breve -Falou Dave.

–CHAD! LEVANTA!- Gritou Thomas.

–Você não escutou o que o Dave disse...- Falou Johnson.

Foi quando Thomas agarrou Johnson pelo pescoço e disse.

–Estou pouco me lixando para o que vocês estão dizendo... Chad pode ser meu meio-irmão... Mais EU TENHO CONSIDERAÇÃO POR ELE!- Gritou.

–Certo... Entendi...- Falou Johnson enquanto se distanciava de Thomas.

Thomas então voltou para o vidro e tornou a gritar comigo para me reanimar. A voz dele parecia estar distorcida dentro da minha mente... Eu enxergava um vulto em minha frente, e eu sabia que era o Thomas que estava gritando... Mas não adiantava... Eu queria levantar, mas não conseguia.

Exatos 3 minutos... Disse Dave.

–CHAD! LEVANTA CARA! NÓS VAMOS PRECISAR DA SUA AJUDA PARA RESOLVER ISSO!- Gritou Thomas.

–Eu fico imaginando... Quem pode ser essa pessoa que está envolvendo todos nós...- Falou Johnson.

–Eu também me pergunto isso- Disse Dave.

–Eu já disse a vocês... É alguém cujo nós conhecemos...- Disse Thomas quando foi interrompido.

–Bem... Se sobrevivermos, nós iremos procurá-lo e o prenderemos.- Disse Dave.

–Certo... -Afirmou Thomas.

–Aond... Aonde... Aonde está nosso pai?- Falei enquanto conseguia arranjar forças para me sentar.

–Ele... Ainda não voltou de viagem... Nós pensávamos que você estava na excursão da escola... Por isso não havíamos comunicado a polícia.- Falou Thomas.

–Cer... Certo...- Falei enquanto fechava os olhos e esticava um pouco o pescoço.

–Exatos 1 minuto... Seja o que for... O jogo vai começar...- Falou Dave.

–Ah droga... Seja o que for... Melhor nos prepararmos. -Disse Johnson.

–Certo... Mas vocês sabem qual pode ser a conseqüência disso tudo?- Falou Thomas W.

–Não se preocupe... Faremos o possível -Afirmou Dave.

–O.k- Disse Johnson.

Ficamos parados esperando os últimos segundos chegarem até o fim... Foi quando finalmente o tempo se esgotou de vez... E a tela da Tv mudou automaticamente, mostrando uma filmagem ao vivo de outra sala onde estavam duas pessoas...

–Ah não... -Disse Thomas.

–O... O que hou... Houve... Thomas- Falei enquanto tentava recuperar o meu fôlego perdido.

–Quem são elas?- Perguntou Dave.

–El... Elas? -Tentei olhar para a Tv, demorei algum tempo e finalmente vi que eram duas mulheres que estavam na outra sala.

–NÃO! MERDA! JENNY! NÃO! -Gritou Thomas enquanto botava as mãos na cabeça de modo desesperado.

–Jenny? Eu a conheço! Ela não é... -Falou Johnson.

–É a Esposa do Thomas...- Completou Dave.

–NÃO!- Gritou Thomas enquanto se ajoelhava ao chão e começava a chorar.

–E a outra mulher...- Falou Johnson que logo foi interrompido por mim.

–... Mãe...- Falei.

–Ah não...- Falou Johnson.

–Parece que esse assassino quer destruir a vida deles...- Falou Dave com pena.

Foi quando a imagem da Tv sumiu e no lugar dela surgira a imagem de uma pessoa com um capuz preto e uma máscara de gás e é claro... Com a voz literalmente alterada.

–O assassino... -Afirmou Johnson.

–POR FAVOR! SOLTE-AS! EU... EU POSSO PAGÁ-LO! EU... EU TENHO BASTANTE DINHEIRO! EU POSSO FAZER ISSO! POR FAVOR... SOLTE-AS! — Gritou Thomas.


–Eu não quero seu dinheiro... -Disse o Assassino.

–O que você quer então? Fale! Eu posso dar a você! Basta você libertá-las! POR FAVOR! — Thomas continuava a gritar.

–Eu quero que você participe do meu jogo...- Disse o assassino.

–ARGH! CERTO ENTÃO! VAMOS LÁ! O QUE VOCÊ QUER? QUAL VAI SER O JOGO?-Gritou Thomas.

–Olá Chad... Finalmente estamos na etapa final deste jogo... E parece que vai depender tanto de você, quanto do seu meio-irmão para que elas possam sobreviver... Como todos podem ver... Eu botei em uma sala isolada, a mãe de Chad e a Esposa de Thomas... Na sala onde elas estão, existe uma Tv como esta e elas estão vendo e ouvindo vocês neste exato momento... Próximo a vocês existem uma alavanca... Com Viver ou Morrer... Vocês terão exatos 5 minutos para decidirem se vocês vão se salvar ou não... Lembrando... As alavancas de vocês controlam as ações de suas salas... O que nos leva a criar uma conseqüência para o próximo... Uma vez que vocês decidirem Viver, os sprinkles da sala delas irão ativar aonde por conseqüência elas irão se banhar em ácido sulfúrico... Se por acaso vocês decidirem Morrer, a conseqüência virá para cima de vocês próprios... Se um de vocês escolherem Morrer e o outro Viver, elas ficarão vivas e quem escolheu Morrer irá sofrer a conseqüência... Vocês têm cinco minutos a partir de agora... Escolham... Viver ou Morrer? -Disse o assassino.

No mesmo instante que ele terminou de falar, a tela da Tv voltou a mostrar as imagens da sala onde minha mãe e a esposa de Thomas estava... Junto de um pequeno cronômetro digital no canto da tela.

Tempo: 05min00s

–Ah caramba... JENNY! ESTÁ ME ESCUTANDO?- Gritou Thomas para a Tv.

–Thom... Thom é você?- Perguntou Jenny.

–Sou eu Jenny! POR FAVOR! ACALME-SE!-Gritou Thomas.

–POR FAVOR, THOM! ME SALVA!- Gritou Jenny.

–CHAD! CHAD MEU FILHO! O QUE HOUVE COM VOCÊ? -Gritou a mãe de Chad.

–Ma... Mãe... Não se preocupe... -Tentei falar enquanto tentava me levantar.

–Certo... Qual é o plano?- Perguntou Johnson.

–Plano? Você quer um plano em uma hora dessas?- Disse Thomas.

–Mais o que iremos fazer então?- Perguntou Dave.

–Desculpe pessoal... Mais vou ter de fazer isso.- Falou Thomas.

–O QUE? VOCÊ ESTÁ MALUCO? -Gritou Johnson enquanto segurava Thomas.

–ME SOLTA! ARGH!- Gritou Thomas.

–NÃO SOLTA ELE!- Gritou Dave.

–SEUS DESGRAÇADOS! ME SOLTA! -Thomas continuou a gritar.


Do outro lado da sala...


–Eu... Eu só tenho de me levantar... Puxar a alavanca e acabar com isso tudo... -Falei para mim mesmo.

Enquanto eu tentava me levantar, eu via a confusão se estendendo pelo outro lado da sala... Mas a minha força já havia se esgotado... A cada tentativa de se levantar, meu corpo não suportava e eu voltava a cair...

–Eu quero acabar com isso...- Falei enquanto estava sentado ao chão e chorava.

Do outro lado da sala...

–ME LARGA! RÁPIDO! TEMOS POUCO TEMPO! MERDA! ME LARGUEM!- Thomas continuava a gritar.

–THOMAS VOCÊ ESTÁ DOIDO? NÃO PODEMOS DEIXAR VOCÊ FAZER ISSO! -Gritou Dave.

–JÁ CHEGA SEU MERDA! -Gritou Johnson enquanto dava um soco certeiro na cara de Thomas.

–ARGH...- Resmungou Thomas ao chão.

–E Não ouse...- Falou Johnson, mas fora interrompido por um soco de Thomas.

–SEU DESGRAÇADO!- Falou Thomas enquanto tentava ir diretamente para a alavanca.

–AH NADA DISSO! -Falou Dave enquanto segurava Thomas.

Do outro lado da sala...

–Mãe...- Falei enquanto olhava para Tv e via a expressão de pavor no rosto de minha mãe...

Tempo: 3 minutos

–Só temos 3 minutos... Eu... Eu só tenho... De me levantar e acabar com isso tudo...- Falei enquanto tentava me levantar mais uma vez.

–CHAD! NÃO OUSE LEVANTAR!- Gritou Thomas.

–Mais... -Tentei Falar.

–NÃO! VOCÊ TEM MUITO QUE VIVER COM A SUA MÃE AINDA! Você tem sorte de tê-la ao seu lado... Diferente de mim...- Falou Thomas.

Foi então que eu me lembrei que a mãe de Thomas havia morrido há dois anos... Morreu após ter um caso forte de Tuberculose... Ela já havia perdido a vida por completo, mas Thomas sempre fez de tudo para manter a felicidade ao lado dela.

–Nós... Nós só temos... 3 minutos... -Tentei falar.

–NÃO OUSE TENTAR SE LEVANTAR!- Gritou Thomas.- Você tem muito pela frente e já sofreu demais!-

–Desculpe... Mais eu não... Eu... Eu vou ativar a alavanca...- Falei.

–NÃO OUSE FAZER ISSO CHAD!- Gritou Thomas enquanto ainda estava sendo segurado por Dave.

Faltava pouco para eu me manter de pé... E assim que eu conseguisse, eu iria acabar de uma vez por todas com isso... E todos teriam a vida merecida.

Tempo: 2 minutos

–CHAD! PARA COM ISSO! NÃO! -Gritou Thomas.

–Descul... Desculpe-me mano...- Falei enquanto tentava me apoiar na parede.

–ORA SEU... PARA CHAD! -Thomas continuava a gritar.

–CHAD NÃO!- Minha mãe gritava do outro lado da Tv.

–Mãe... Nada... Vai mudar a... Minha escolha...- Falei enquanto aproximava aos poucos o meu braço da alavanca.

–NADA DISSO! NÃO VOU DEIXAR VOCÊ SE MATAR PRIMEIRO ENTÃO! Gritou -Thomas enquanto tentava se debater com Dave.

–Merda... Falta pouco...- Falei enquanto continuava a me aproximar da alavanca.

–NÃO! NÃO VOU DEIXAR! -Gritava Thomas enquanto esticava o braço ao máximo para ativar a alavanca.

–THOMAS PELO AMOR DE DEUS! PARA COM ISSO!- Dave gritava assustadoramente, mas não era o suficiente.

Tempo: 1 minuto

–ARGH... Só mais um pouco...- Falei enquanto minha mão tremia... Meu corpo estava extremamente desligado da minha mente.

–NÃO CHAD!- Foi quando Thomas acertou um soco em Dave, porém Dave se segurou em Thomas e os dois foram ao chão.

–É a minha chance...- Falei.

–ARGH! ME SOLTA DAVE!- Gritava Thomas enquanto socava loucamente a cara de Dave.

Tempo: 30 Segundos

–Só mais um pouco...- Falei quase que prendendo meu fôlego.

–ARGH! ME SOLTA! SEU DESGRAÇADO!- Gritava Thomas.

Foi quando eu consegui finalmente me apoiar à alavanca... Usei tudo o que tinha para botar a alavanca em Morrer, porém eu vi que Thomas havia conseguido a mesma coisa... Nós havíamos acionado a alavanca... Ambos em Morrer.

–Ora essa... Parece que conseguimos...- Falei enquanto fechava os olhos e ia diretamente ao chão.

–Obrigado... Maninho...- Disse Thomas enquanto fechava os olhos com força e se apoiava na alavanca.

Johnson Ainda permanecia deitado ao chão e Dave estava encolhido em um canto como uma criança desesperada.

–AAAAAH!- Gritou Dave em seu canto enquanto esperava pela morte.

–MERDAAA! -gritou Thomas.

–A... Adeus... Mãe...- Falei com o meu último fôlego.

Tempo: 00min00s

O silêncio correu a sala durante alguns segundos... Foi quando os Sprinklers acionaram começando a jorrar tudo em cima de nós...

–AAAAAAAAAH!- Gritou Dave enquanto se jogava de um lado para o outro.

–argh...- Thomas ainda permanecia em pé apoiado na alavanca.

Eu ainda permanecia ao chão... O sono pesava em mim... Mas algo estava muito estranho nisso tudo.

–Mais... O que...- Falou Thomas totalmente desorientado.

–A... A gente... Não morreu?- Perguntou Dave.

Quando menos percebemos, aquilo não era ácido... E sim água... Os Sprinkles ainda estavam ativados... E a chuva ainda continuava a cair... Eu estava deitado... E via tudo ao meu lado voltar a tremer... Foi quando me dei conta de que era tudo parte da minha cabeça... Eu acho que o medo havia chegado mais longe do que eu pensei que chegaria... Mais... Mais ainda havia muito que se perguntar... O que estava acontecendo realmente...


Local: Hospital Central

Horário: 13:00 PM

Havia uma luz forte sobre mim... Eu não fazia idéia de onde estava, mas sabia que estava em um local seguro... Quando olhei em volta... Eu estava em um hospital... Eu vi vultos e vozes vindos próximo de mim... Foi quando acordei de vez...

–AH! ONDE EU ESTOU?- Gritei.

–Filho! Finalmente você acordou.- Disse minha mãe.

–Mãe? Você está bem! Mais... Como nós...- Falei.

–Todos nós nos surpreendemos também... Não havia ácido nos sprinklers... E sim água... Parece que o assassino só queria dar um susto em nós todos.- Disse minha mãe preocupada.

–Há quanto tempo eu estou aqui?- Perguntei.

–Não muito... Você dormiu só um pouco demais... Nada mais do que um dia inteiro.- Falou minha mãe enquanto expressava um sorriso delicado para mim.

–Minha mão... O que houve...- Perguntei.

–Não se preocupe... O médico disse que não é necessário amputá-la... Mais disse que você perdeu cerca de 45 % dos movimentos... Além de ter necrosado um pouco da sua carne. -Falou minha mãe.

–Nossa... Acho que dá pra conviver com isso... E o assassino?- Perguntei.

Foi quando Thomas apareceu na porta do meu quarto e deu três batidas de leve.

–Olá... Posso entrar?- Perguntou Thomas.

–Ah sim! Entre Thomas! Irei deixar vocês dois sozinhos.- Disse minha mãe.

Thomas havia se sentado na beirada da minha cama e decidiu começar a falar.

–Bem... Enquanto estávamos dentro daquele jogo... A polícia continuou uma investigação...- Ele pausou.

–E...?- Perguntei.

–Descobriram que estávamos com um suspeito junto de nós este tempo todo. -Disse Thomas.

–Você está dizendo... Um dos caras que estavam no jogo conosco?- Perguntei.

–Não conosco... E sim, em outro jogo... -Falou Thomas.

–Qual o nome dele?- Perguntei.

Assim que escutei o nome, eu não fazia idéia de quem poderia ser... Mais era algo que simplesmente poderia acabar com isso tudo.

–Você tem certeza que pode ser esse cara?- Perguntei.

–Muitas das provas estão apontadas para ele... Mas só tem um jeito de descobrir...- Falou Thomas.

–Como então?- Perguntei.

–Indo amanhã conosco ao tribunal.- Falou Thomas.

–Certo... Estarei lá...- Falei.


Local: Tribunal ----

Horário: Não Definido pela imprensa.

Me preparei para entrar ao tribunal... E finalmente encontrei várias pessoas que estiveram envolvidas comigo no jogo... Eu vi Tiffany,Julie,Lucy,Tyler e Brian sentados em um banco reservados para os réus do tribunal... Sentei-me ao lado deles e eles não puderam conter as lágrimas.

–Pessoal! Vocês estão... -Não pude completar a minha frase, pois meus amigos estavam gastando o tempo deles distribuindo abraços e elogios para mim.

–Chad! Ah meu Deus! Muito obrigado por tudo!- Falou Tiffany enquanto me abraçava.

–Meu Brother! Valeu!- Disse Tyler enquanto apertava a minha mão.

O resto do pessoal falaria comigo, senão fosse por um guarda do tribunal que estava pedindo que ficássemos em silêncio... E lá estava eu... Sentado com as pessoas que eu possivelmente poderia chamar de amigos.

Foi quando o Juiz adentrou ao local... E Todos ficaram de pé.

–Podem se sentar- Pediu o Juiz.

E todos se sentaram...

–Vamos começar com o interrogatório do caso 12564.125/589. Por favor... Os Advogados de acusação e defesa estão de no local?- Perguntou o Juiz.

–Sim Senhor, Advogado de Acusação Bill Wright pronto.- Disse o advogado.

–Sim Senhor, Advogado de defesa Alan Grimes preparado.- Disse o outro advogado.

–Certo... Vamos progredir com o caso... A princípio, foram relatados casos de mortes e torturas com diversas pessoas... E no meio de supostas provas e evidências, temos uma conclusão de um suspeito que devidamente possa ser o suposto assassino e causador de todos estes problemas...- Disse o Juiz.

Foi quando Johnson entrou no Tribunal e se sentou ao lado de Thomas...

–Me desculpe o atraso.- Falou Johnson.

–Sorte sua que já estamos quites.- Falou Thomas.

–Certo... Entendi! Mais... Você não me falou... Quem é o suposto acusado? -Perguntou Johnson.

–Você verá...- Disse Thomas.

–Que adentre ao local, o suposto acusado de ser o assassino das mortes ocasionadas... O senhor... Matt Roberts.- Disse o Juiz.



Continua...


Notas finais
Espero Por Reviews ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.