Jogo perigoso
1 Capítulo 1
Laura estava inquieta, faziam alguns dias que vinha a esse lugar, mas hoje era diferente. Ela iria saber o que havia de errado com seu filho. Imagens de uma banheira cheia de sangue lhe tomou a mente, ela ainda podia sentir o cheiro de sangue por todo seu corpo.
Flashback on
Laura estava na cozinha preparando o café da manha de seus filhos, quando ouviu seu bebê chorar. Ele estava brincando na terra do vaso de uma das plantas que havia na sala de estar.
—Oh meu amor que bagunça!
Ela pegou seu bebê no colo e se sentou no sofá marrom de sua sala. Tirou uma das grandes almofadas dele, e jogou no chão sobre o tapete de pele sintético branco com marrom, que lembrava a pele de uma vaca.
—Seu bagunceiro! — Falava ela enquanto tirava a roupa de seu bebê, que sorria satisfeito de ter o colo de sua mãe. — Vamos acordar os manos?
Laura subiu para o quarto e logo que chegou ao corredor sentiu o cheiro de sangue, com o coração pulando no peito ela correu para o banheiro. A cena que encontrou fez suas pernas amolecerem e se não fosse a parede a suas costas ela teria caído no chão. A imagem de seu filho coberto de sangue sorrindo fez com que o pavor tomasse conta de seu corpo.
—Olhe mãe, Toby esta nadando. — falou o garoto sorrindo contente e apontando a banheira coberta de sangue e pedaços do que um dia foi o cachorro da família.
Naquele tarde enquanto esfregava a banheira tentando tirar os vestígios do ocorrido. Quando seu marido chegou eles eram novamente a família perfeita. Porem nos dias em que se seguiram ela não dormiu e nem comeu.
Flashback off
Ela ainda lembrava-se do quanto chorou enquanto limpava toda a bagunça e o pior a cara de satisfeito de seu filho enquanto olhava a cena, ainda com a faca na mão e o rosto cheio de sangue! Um arrepio percorreu sua espinha ao se lembrar do quão feliz ele foi dormir aquela noite!
Laura se culpou pelo estado do filho ela se perguntava constantemente onde havia errado para que seu menino fosse assim. Como última opção para manter seu filho são ela o levou até um psiquiatra renomado e que manteria a história em sigilo. A clinica era velha e cheirava a soro e dor!
Ela encarou a mulher atrás do balcão a sua frente ela era nova aparentava não passar dos 30, mas a expressão que carregava no rosto a envelhecia uns 10 anos e estranhamente combinava com as paredes bejes e descascadas da clinica!
—Sra. Voltolini!- chamou o Doutor- pode entrar!
Ela respirou fundo e entrou no consultório. O Doutor era um senhor de cabelos grisalhos e expressão dura.
—Gostaria de agradecer...
—Agradeceria se fosse direto ao assunto!-Falou a mulher nervosa e exausta.
—Bem o que seu filho tem chama se de genes psicopata! Um a cada 1.0000 indivíduos tem esse genes, mas raramente ele se manifesta...
—O Senhor quer dizer que meu filho tem chances de ser normal?
—Bem Senhora o seu filho se enquadra na minoria de pessoas que... Digamos segue essa linha genética!
—O Que você quer dizer com isso?
—Que seu filho é um psicopata em desenvolvimento!
—O senhor só pode estar enganado!-exclamou exasperada. -Meu filho não é...
—Não podemos lutar contra isso! Ele é um psicopata e isso é um fato!- O Doutor analisou a postura escandalizada da mulher e continuou-A Senhora pode procurar outras opiniões mais vai apenas gastar um tempo precioso!
—Tem cura?
—Não mais tem tratamento!
A mulher se iluminou!
—Qual?
—Primeiro temos que interna-lo, afastar qualquer interferência de fora destas paredes e começar com os remédios...
A mulher ficou pasma com o que ouvia e precisou de um segundo para ter certeza de que era verdade.
—Eu nunca trancaria meu filho aqui!- cortou a mulher ultrajada. — Sem ter contato nenhum com a família!-Ela se levantou e virou se em direção a porta.
—A senhora tem outros filhos, pense bem na segurança deles!
—Ele nunca faria mal aos irmãos!
—E o que veremos ele não ama ninguém nem a senhora.- A mulher saiu da sala em passos firmes, porem antes de se afastar consideravelmente ela ainda escutou o medico gritar.- Quando ele repetir o que fez dias atrás com o seu bebê vai ser tarde de mais!
O único som que se ouvia pelo corredor da clinica agora eram o som de seu salto batendo no piso porem em sua cabeça a frase do médico ecoava em sua mente. Ela parou a soleira de uma das portas da clinica e observou os filhos brincarem. Era impossível acreditar que seu filho pudesse ser capaz de machucar alguém. Ele era só uma criança.
Enquanto saia daquele lugar pra nunca mais voltar. As palavras do medico ainda ecoavam em sua mente... "quando ele repetir o que fez a alguns dias com o seu bebê, vai ser tarde de mais..."
Imagens de seu bebê esquartejado em uma banheira de sangue lhe vieram à sua mente, sem perceber a mulher apertou a criança em seu colo e murmurou pra si mesma...
—Vai ficar tudo bem!
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