Jogo da Memória
9 Irmã? - Parte 1
Notas iniciais
...- Ao jogo , e a nova vida. – Freddie falou levantando sua garrafa.Eu e Carly repetimos , e assim , começamos a nossa caçada...
POV Carly
Bebemos praticamente a noite inteira.Quando voltamos somente trancamos a porta e caímos ali nas almofadas que ainda estavam em cima do carpete.Acordei com a cabeça latejando.Sam dormia tranquilamente jogada no sofá e Freddie dormia todo embaraçado no grosso cobertor vermelho de lã.Levantei e me olhei no espelho.Ainda estava com a mesma roupa e a maquiagem toda borrada.Tomei uma aspirina e fui para o banho.Terminei , coloquei uma roupa e desci.
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Fui na cozinha e Freddie e Sam ainda estavam dormindo.Observei o céu pela fresta da janela.Grosso e cinzento.Estava frio , mesmo com o ar desligado ainda estava frio.Eu achei estranho , pois , estava mesmo muito frio.Ignorei e arrumei a bolsa , queimei tudo na lareira.Guardei o plástico , limpei as armas e as facas , lavei as luvas e queimei os lenços com sangue.O frio aumentou.Peguei um cobertos grosso de lã e olhei ao redor, mas quando meus olhos passaram pela porta da dispensa , eu vi.Uma fumaça saindo de lá.Olhei para o ar condicionado.Ligado.Fui de vagar ate a dispensa.Abri e porta e...
– AH MEU DEUS! – Gritei deixando o canivete cair.Estava cheio de gelo seco (nitrogênio congelado) e havia uma coisa no meio...tinha... a cabeça...de Walter.Sam e Freddie chegaram.
– O que foi? – Eles disseram uníssono.Apontei para a cabeça de Walter bem no centro de tudo.Minhas mãos tremiam , não por causa do frio , mas sim por causa do bilhete escrito em letras negras e grande , ao lado esquerdo , grudado na parede.
“Aqui esta meu presentinho para vocês , um troféu pelo que fizeram.Não preciso mais sujar minhas mãos com ele.Não pensem que eu sou burro.”
– COMO ELE ENTROU AQUI? – Eu gritei.
– Não sei , mas vamos descobrir.Vou pegar as câmeras. – Freddie falou saindo de lá.Eu e Sam demos um jeito no gelo e limpamos tudo.Freddie se sentou no sofá e abriu o notebook.Eu e Sam sentamos do lado dele.Depois de Freddie pular umas três horas , conseguimos.Depois que saímos , um cara com uma mascara de palhaço entrou.Ele estava todo de preto e pulou a cerca e arrombou a porta dos fundos.Ele entrou com um saco cheio e voltou com ele vazio.Droga! Ele estava usando luvas.
– Merda! – A loira disse.
– E , talvez da próxima. – Freddie falou fechando o notebook e colocando em cima da mesinha de centro.
– Ai que dor de cabeça! – Sam disse passando a mão no cabelo.
– Tem remédio ali em cima. – Falei religando o notebook.
POV Sam
Quando percebi , que Freddie , estava com a camisa aberta , cabelo bagunçado , e todo ...natural , eu percebi que eu devia estar uma MONSTRA perto dele. Subi com uma dor de cabeça dos infernos. Fui para o banheiro e me olhei no espelho. Maquiagem borrada, vestido rasgado quase mostrando minha lingerie , minha boca meio avermelhada e um pouco...inchada? Cabelo desorganizado... Nossa! Eu estava linda hein? Tomei um remédio para dor de cabeça e fui para o banho.Coloquei uma roupa quente , pois ainda estava frio.Desci.
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Encontrei Carly e Freddie , já no seu estado normal , na cozinha conversando em quanto ela colocava o café na mesa.
– O que temos pra hoje? – Carly perguntou se sentando.
– Não sei.Apenas...vamos ver no que vai dar. – Falei.
– Que tal investigarmos as vitimas do Walter? – Freddie disse olhando para a lareira onde as cinzas da cabeça de Walter se dissipavam.
– ótima idéia! – A morena falou bebericando o café.Assenti.
– Então ta. – Falei me rendendo e sorrindo , me servindo do café.Liguei a TV.
“Dois corpos foram encontrados no San Salvotare Hotel hoje as oito horas da manhã.Segundo a camareira , após de duas garotas de programas não identificadas , mas não suspeitas , entrarem no quarto e saírem cinco horas depois , houve um assalto no local , onde foram roubados 20.000 dólares e duas pessoas identificadas com Melaine Puckket e Walter Joy Muller , registrados pelo estado como pai e filha , foram achados mortos e nus na banheira da suíte presidencial. O corpo de uma das vitimas estava sem a cabeça e aparentemente o assalto e o assassinato se deve a uma rixa entre umas das vitimas e os assaltantes.Mais informações no nosso site:www.InfoSeattleNews.org.com. De Carlos Braga , para o Seattle News.”
– Melaine ficou famosa...pena que não esta aqui para ver. – Falei irônica mordendo uma torrada crocante.Freddie olhou para o celular.
– A escola começa segunda feira. – Ele disse um pouco cansado.Suspirei.Que droga de reforma , por que tinha que acabar tão rápido?
– tudo bem , teremos que lidar com a escola , e agora , com esse maldito psicopata. – Falei como se estivesse cansada de falar daquilo.
– Olhem só o que eu achei. – Freddie falou sorrindo.Eu e Carly corremos para junto dele.
– Uma das vitimas de Walter. Gulia O’Frei . Foi estuprada por ele , parece que morreu uns dois anos atrás. – Ele disse.
– Então há uma chance em um milhão , da Sam ter uma irmã bastarda? – Carly e encarou.Meus olhos arregalados.Eu não esperava ter uma irmã...mas vai ver , Gulia abortou...ou não.
– E Sam...suas chances de não ter uma irmã baixaram para zero.Caroline O’Frei. Filha de Gulia.Hoje tem 26 anos, e mora aqui , em Seattle.Acho que ela vai gostar de saber que tem uma irmã. – Ele disse.
POV Carly
Ah meu deus! Sam tem uma irmã! Quando a loira ficou sabendo seu rosto ficou branco igual papel.Os olhos se tornaram um azul tão profundo e escuro , que por um momento achei ter visto eles com a cor preta.
– Eu ... o que? – Ela queria confirmar , mesmo sabendo que o que tinha ouvido era a verdade.
– Sam , se não quiser , não precisa ir...
– Eu quero.Quer dizer , eu não quero , mas quero fazer isso por minha mãe. – Ela disse já recuperada.No perfil dela no SplashFace , diz que ela e ruiva dos olhos azuis e pele clara , ex estudante do SHS , e mora na rua 9 com a 17.
– Nós , vamos lá? – Perguntou Freddie encarando Sam.
POV Freddie
Ela deveria estar confusa.Quer dizer , encontrar uma irmã , cuja ela não sabia a existência a alguns segundos atrás? A olhei.
– Você tem ... a absoluta certeza , de que quer conhecê-la? – Perguntei.Ela se sentou ao meu lado.
– Sim. Vou me arrumar e já volto. – Ela disse subindo.Deixei o notebook em cima da mesa e subi logo atrás.Fui em seu quarto e me encostei no portal branco.
– Tem certeza ? – Falei vendo-a tirar a blusa...meu deus! Me controlei , apesar de eu estar vendo a Sam...de lingerie! Estou pagando meus pecados por ficar aqui parado e não avançar nela!Desvio o olhar.
– Tenho.Quer dizer...não muita. – Ela falou dessa vez tirando a calça.Engraçado , agora ela deu pra trocar de roupa como se fossemos irmãos ou como se eu fosse um amigo gay! Mas eu não iria desperdiçar a chance de ver a Sam assim! Ah não ia mesmo! Continuei ali parado.Cruzei os braços.
– Então , não sabe se e isso mesmo que quer? – Falei.Ela vestiu a blusa e se olhou no espelho , arrumando o cabelo.
Look Sam:http://www.polyvore.com/cgi/set?id=106459144&.locale=pt-br
– Estou um pouco confusa sabe? Ontem , eu achei que tinha eliminado toda minha família , mas agora...Não tenho mais certeza de nada. – Ela disse pegando o casaco.Peguei o meu e descemos.
– Vamos? – Carly disse já vestida com o casaco e com as chaves do carro nas mãos.Ela lançou-as para mim , peguei e fomos em direção a garagem.Dirigimos silenciosamente até a casa de Caroline.Eu estava reparando em Sam...Ela parecia muito mais adulta , sincera ...mas também parecia muito mais triste.Seus olhos já não brilhavam mais , os cachos loiros que pareciam ouro ao sol , agora estavam opacos.Seu rosto banhado em uma tempestade de emoções , sempre cobrindo o sol parecia nunca mais voltar. Uma hora determinada , outra aterrorizada , outra triste. Eu me lembro quando ela era brincalhona. Apesar das brincadeiras que ela fazia comigo , ela era legal.Chegamos até a rua.Saímos de porta em porta até uma ruiva de olhos verdes nos atender.
– Em que posso ajudá-los? – Ela sorriu simpática.
Caroline: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=106462907&.locale=pt-br
– Você e...Caroline O’Frei? — Perguntei.
– Sim , por que? – Ela disse.
– Precisamos fazer algumas perguntas sobre sua mãe.Podemos? – Perguntei esperando a resposta.
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