Jogo Real - Você Contra Seus Amigos!
13 Uma questão de confiança
Notas iniciais
:D
Joel e Franksuan seguiam pelo litoral da ilha, dispondo como arma apenas do arco e das flechas confeccionados por Joel. Estava muito frio, mas eles preferiam seguir pela praia, onde julgavam que não encontrariam ninguém.
É quando Franksuan percebe pelo localizador que alguém se aproximava. Joel, por instinto, atira uma flecha na direção indicada pelo sinal. Então, reconhecem a voz de Felipe.
– Joel! Frank! Parem! Sou eu, o Felipe.
Os dois garotos então vão até o amigo e eles se abraçam.
– Pronto! – diz Felipe – Agora só falta encontrar o Mael.
– Ei, nós temos um plano... – fala Joel – Vamos pegar esse maldito general.
– Mas como? – Felipe olha para as armas que haviam recebido – Com um garfo e um arco-e-flecha?
– Vamos pegar armas melhores... Tem algumas submetralhadoras por ai... – responde Joel.
– Em seguida, vamos invadir a escola e pegar todos esses filhos da mãe. – completa Franksuan.
– Mas o quadrante da escola não está proibido? – quer saber Felipe.
– A regra diz que não podemos permanecer no quadrante por mais que cinco minutos. – explica Franksuan – Eu acho que isso é tempo o suficiente para entrarmos lá, pegar os caras e desativar os colares...
– Por isso era bom encontrarmos o Ismael. – fala Joel.
– É... E quem mais quiser ajudar... – diz Franksuan.
– O pior é que não há como saber em quem confiar. – diz Joel – Tipo tem gente disposta a tudo nesse jogo!
– Não sei... – diz Felipe – Não dá para saber! Mas tem alguns que eu sei que nos ajudaria. O Walber, por exemplo. Ele é confiável e com certeza está pensando em algum plano.
– É... – concorda Joel – Claro que eu confiaria no Walber... A Leninha também é confiável...
É quando seus localizadores indicam a aproximação de cinco pessoas. Eles ficam tensos e de olhos atentos.
***
– Opa! Será que estamos prestes a ter uma grande diversão? O encontro de oito estudantes está para acontecer. Pena que apenas um deles é um assassino, mas isso não impede que os outros também se tornem, até porque alguns deles estão entre os favoritos no nosso ranking. Vamos assistir e ver no que isso vai dar! – diz o general, com um sorriso simpático. Alguns dos milionários fazem suas apostas.
***
– E então? – pergunta Samya, apontando a 9mm – Devemos atirar?
– Por mim já estavam os trê mortos! – diz Yago – Eles podem ser perigosos para a nossa sobrevivência.
– Não! – interrompe Walber – Acho que devemos nos unir a eles! Quanto mais gente melhor! E eles são amigos... Sei que podemos confiar neles!
– Eu também acho... – diz Iara – O Frank é super legal, ele não mataria ninguém... O Joel apesar de ser chato também é um grande amigo.
– O Felipe também... – continua Thiane – Com certeza eles também querem dar um jeito nisso tudo.
– Droga! – diz Yago, mirando a arma – Eles nos perceberam... Vocês ficaram falando tanto...
– Ei! – grita Walber, tomando a frente de Yago.
– Walber! – Joel o reconhece e lhe chama – Que bom que te encontramos cara. Vamos ficar todos juntos.
Felipe ia se aproximar, mas nota que Yago estava com Walber, e lembra que este já matou duas pessoas, sem contar com os estudantes da edição anterior.
– Não vamos nos unir coisa nenhuma! – ele diz – Tem gente com eles que eu jamais confiaria.
– Ah não Felipe, sem besteiras... – diz Thiane – Vamos ficar juntos e sobreviver todos nós! O Walber tem um plano e vai contar tudo!
***
Carol estava nervosa, armada com a submetralhadora, não conseguia tirar a visão de Dani morrendo da cabeça. E também não conseguia acreditar no que fizera com Leninha e Mayara. E agora estava ali, sozinha.
Foi quando notou a aproximação de duas pessoas pelo localizador. Teme que sejam assassinos e fica feliz em ter uma arma tão perfeita.
É então que nota Wilgner se aproximando com um sorriso insano, armado com uma besta e com três bolsas nas costas. Sangrava em várias partes do corpo, ferido por balas, mas não parecia cansado nem sentindo dor. Ele prepara a besta.
Por instinto, Carol dispara. Os tiros da submetralhadora não o acertaram, pois ela estava nervosa demais para ter boa mira.
Então, Marcos aparece ao longe atirando com a submetralhadora que pegou de Jonas. Ele chega correndo, armado e com raiva, embora um buraco de bala na barriga sangrasse muito.
Wilgner e Marcos voltaram os ataques para Carol, com tiros de ambos os lados. A menina abaixou-se e ficou atrás de algumas arvores, buscando escapar dos tiros. Era um alvo fácil e tinha que dar um jeito de fugir.
É quando Wilgner atira uma de suas granadas, restando apenas duas. Por sorte, Carol percebe o ataque com um segundo de vantagem e atira desesperada na granada.
Há uma explosão alguns metros acima da menina. Ela se joga no chão antes que o fogo a machucasse.Umanuvem de fumaça e poeira se forma sobre a menina, e ela aproveita a deixa para fugir.
Wilgner aponta a besta para Marcos. Este, como resposta, mira sua sub em Wilgner.
– Ei cara... – diz Marcos, num tom amigável –Eu sei que você quer matar todo mundo e vencer este jogo. Eu também quero, mas tenho uma proposta a fazer...
– O que você quer? – pergunta Wilgner.
– Se nos unirmos seria uma boa, não acha? – propõe Marcos – Ficaríamos juntos e mataríamos a galera até que sobrem poucos alunos... Então, quando estivermos com a vitória em nossas mãos ficaríamos livres para matar um ao outro e vencer o jogo.
– Você está dizendo para nós ficarmos juntos, protegendo um ao outro para depois brigarmos até a morte? – Wilgner confere.
– Sim! – Marcos baixa a arma e dá alguns passos na direção do garoto, estendendo a mão.
Wilgner sorri e pisca com um olho, disparando com a besta na testa de Marcos. Atingido, o garoto tomba para trás. Uma linha de sangue escorre por seu rosto e ele cai morto.Wilgner se aproxima.
– A única coisa que me interessa neste papo é a sua sub...
20 alunos restantes...
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