Notas iniciais
Quarenta minutos antes do esperado. Não aguentei pessoal. Terminei antes do esperado hahaha Espero que gostem do capítulo. Aqui já vão começara a entender um pouco mais a história. Mudei alguns nomes, espero que não fiquem confusos com isso! Boa leitura!!

Os dias se transformaram em semanas e as semanas em meses. Verão, Outono, Inverno e Primavera. Bastante tempo havia se passado e nada relacionado à Anne Burnett foi encontrado. Jornais, noticiários de televisão e até nas caixas de leite retratavam a linda foto de Anne com letras garrafais: “DESAPARECIDA”. Foi um choque para todos que a conhecia e logicamente, maior ainda para seus pais. Panfletos foram distribuídos incansavelmente por toda a cidade durante esses dias que se arrastaram. Suas melhores amigas Emma e as gêmeas, Baby e Allie, foram interrogadas pelos menos umas cinco vezes e a polícia ainda desconfia que escondam algo. Se realmente estão escondendo um segredo, fizeram isso muito bem e ensaiaram bastante, já que a histórias das três batiam. Mas algo as intrigava bastante, seria mais um joguinho de segredos ou Anne realmente estaria correndo risco de vida, ou pior, estava morta?

— A melhor coisa que ela fez foi desparecer de Shadowille! — Alec bebeu um pouco do suco de laranja e voltou a falar — Ninguém aturava os joguinhos daquela garota!

Emma fulminava o irmão com o olhar. Não gostava que falasse de Anne daquela maneira estúpida e sutil. Sabia que a amiga não era lá um exemplo de boa pessoa, mais odiava que falasse dela daquela forma. E Alec voltava a falar como Anne mereceu tudo que aconteceu com ela.

— Cala sua boca! Imbecil! — Emma cuspiu as palavras de maneira estrondosa que todos da mesa pararam e olharam para ela.

Afinal, só não tinham eles na mesa, como toda a família e amigos. Era um brunch de Ação de Graças que faziam todos os anos na casa dos Weiss, a família de Emma. Os jardins das casas da pacata cidade de Shadowille eram magníficos. A grama verde e bem cuidada, as cercas brancas, flores espalhadas por todos os lados. Podemos dizer que o ponto turístico da cidade interiorana eram as casas de arquitetura clássica.

Uma imensidão verde plantava-se sob os pés dos convidados. A grama bem cuidada dava um toque especial no grande jardim. Todos vestiam roupas brancas e sofisticadas, comidas de todos os tipos. Um verdadeiro Brunch juntava nada menos que o café da manhã com um almoço num dia de domingo em confraternização com os amigos.

Todos os olhares se encontravam em Emma, como se o que o irmão disse estava certo e ela errada por ter sido a única com coragem suficiente para mandá-lo calar a boca. Aquilo a deixou furiosa. Num impasse rápido ela levantou-se e acabou esbarrando na mesa. Um copo cheio de suco caiu sobre o vestido branco de renda que Emma usava. Uma grande lamúria percorreu entre os olhares de Baby e Allie que acompanhavam o líquido amarelo escorrer pelo vestido dela. Alec estava se segurando para não rir, mas os olhos verdes não mentiam, ele estava se acabando de rir por dentro.

— Ops! — o som saiu da boca de Alec num tom bem humorado — Parece que alguém não aguentou se segurar!

E boa parte dos amigos dele, também sentados à mesa, começaram a rir. Toda a atenção voltou-se para a mesa deles e os demais convidados viam Emma em pé olhando o vestido todo sujo de suco. Várias pessoas de outras mesas começaram a rir também. Realmente, a marca pegou bem abaixo da cintura e dava a ideia de que havia urinado na roupa. Agora é sua vez babaca, pensou Emma. Ela agarrou dois copos de suco e derramou sobre o terno branco do irmão que no mesmo instante calou-se e olhava para a irmã sem palavras. O ódio entre os dois só estava aumentando cada vez mais que a situação agravava-se na discussão.

— Parem com isso agora! — a voz grossa e alta do pai deles calou todas as risadas que passeavam nos lábios dos convidados.

Bastou aquilo para Emma trotar até em casa com uma fúria fora de série. Sempre foi injustiçada quando o assunto envolvia seu irmão. Alec era o queridinho da família, se formou no colégio com as melhores notas, várias faculdades o convidaram por ser um dos melhores remadores do estado, tinha vencido vários torneios. Sem contar que começou a cursar a faculdade de direito que o pai tanto sonhou para um dos filhos e como Alec foi o primeiro, era o queridinho do momento.

Baby e Allie correram atrás de Emma. Um emaranhado de cabelos loiros passou pelo jardim. Eram gêmeas bem unidas, mas não aquelas que mais pareciam retardadas. Cortes de cabelos iguais, roupas iguais, tudo igual, nada disso pertencia às gêmeas Huston. Digamos que Baby sempre foi a mais doce, consolava os amigos quando se sentiam tristes e sempre tentava ser amiga de todos, era confiante nos estudos e em tudo que fazia. Já Allie, era o inverso, o reflexo de Baby, tudo ao contrário. Allie nunca se importava o que suas palavras poderiam causar nas pessoas, era simples e direta. Era muito confiante no que fazia e nunca se deixava levar por outras pessoas.

Emma estava no quarto arrancando o vestido e revelando a lingerie, também branca, quando as amigas entraram no quarto.

— Sinto muito pelo seu vestido! — Baby pegou o vestido do chão e examinou a mancha.

— Achei bem feito o que fez com Alec! — Allie se jogou na cama, de lençóis brancos, rindo e pegou o celular, examinando a lingerie de Emma — Virou stripper agora?

As gêmeas agora olhavam para Emma que não se sentia nem um pouco sem graça. De uns tempos para cá começou a usar roupas provocativas, já que queria que sua relação com Trey avançasse. Eles estavam somente em carícias, mas já fazia tempo que ela queria algo mais e por isso não viu opção melhor que atiçar a fera.

— Muito engraçado — fez uma careta para Allie — só estou experimentando algo novo.

Emma procurou algumas roupas e optou por um vestido salmão que não vestia há anos. O quarto era todo branco e a varanda dava para o jardim onde acontecia a festa. Da porta de vidro Emma pôde ver o pai discutindo com Alec, numa parte mais afastada da festa. Sabia muito bem que o pai não estava nervoso somente pelo fato da confusão, mas pelo nome de Anne que foi mencionado. Trouxe uma de suas memórias que nunca lhe deixava em paz sempre que ouvia o nome da amiga.

No Verão Passado

— O que aconteceu com você? — Anne encarava Emma enquanto caminhavam voltando do colégio na companhia das gêmeas Huston.

— Como assim? — Emma se fingia confusa, mas algo realmente a incomodava.

— Você mal conversou desde que saímos do colégio!

Emma mordeu o lábio inferior e procurou alguma desculpa, mas foi interrompida.

— Não minta para mim Em!

— Eu vi você dando em cima do Trey no intervalo!

Ela soltou as palavras de uma vez só. Como Anne, que se dizia sua melhor amiga, estava dando em cima de seu namorado? Não se sentiu nem um pouco incomodada em dizer. Continuou andando e viu que Anne lhe encarava. As gêmeas se corroíam em cochichos atrás de Emma e Anne.

— Em! — a voz de Anne era quase um sussurro.

Enfim chegaram à casa de Emma. Entraram e viram o senhor Weiss.

— Olá garotas!

— Oi pai!

— Olá Senhor Weiss! — disseram as três garotas em uníssono.

Anne deu uma piscadela para o pai de Emma que mandou um sorriso bem aberto de volta. Ninguém percebeu a interação dos dois. Todas subiram a escada e foram para o quarto de Emma.

— O que você queria me falar Anne? — a voz de Emma já estava mais áspera.

— Foi o Trey que deu em cima de mim!

Foi um momento de pausa universal. Então Trey que deu em cima de Anne? Allie desconfiava que aquilo fosse mentira, mas resolveu não dizer nada. Digamos que todas eram diferentes na presença de Anne, que era tipo a líder do grupo, mas Emma era a única que batia de frente com ela sem medo de nada.

— Saia da minha casa! — Emma não gritou, apenas pediu para que Anne fosse embora, sua voz estava controlada, mas seu queixo já começava a tremer.

— Eu vou embora Em, — Anne caminhou até a porta e antes de sair olhou para trás — mas isso não muda o fato de que Trey não quer mais saber de você!

Anne bateu a porta atrás de si. Emma enfurecida pegou o abajur da cômoda e jogou contra a porta.

— Calma Em, não fique assim! — Baby abraçou-a fortemente.

— Cretina! — Allie cuspiu as palavras na direção da porta.

Emma viu que o brilho labial de Anne estava no chão do quarto.

— Vou devolver isso, não quero nem que ela pise aqui novamente!

Pegou o brilho labial e abriu a porta do quarto. Andou pelo corredor apressadamente e quando descia os degraus começou a diminuir o ritmo. Ouvia som de respiração ofegante. Agachou-se na escada e não acreditou no que viu.

— Aqui não Senhor Weiss, podem nos ver! — a voz de Anne saia ofegante entre os beijos que o pai de Emma distribuía por seu pescoço ferozmente enquanto lhe agarrava.

— Em todos esses meses ninguém nos pegou, por que isso aconteceria agora? — o Senhor Weiss beijava Anne explorando a boca dela com sua língua.

Meses? Então aquilo já durava a um bom tempo. Aquela cena era nauseante para Emma. Ela apertava o vidrinho de brilho labial que poderia quebrar a qualquer momento da tamanha força que o ódio lhe proporcionava.

— Onde está sua mulher?

Os dois estavam abraçados no meio da sala de entrada. Aquela audácia era tão grande que só fazia a fúria de Emma aumentar, mas antes que pulasse na garganta daquela vadia algo inesperado aconteceu.

— O que está acontecendo aqui?

A mãe de Emma estava na porta da entrada. As compras do mercado caíram no chão e ela estava boquiaberta vendo seu marido agarrado com a amiga da filha. Aquilo bastou para Emma. Ela não aguentava mais olhar. Subiu e foi direto para o quarto. Entrou tão rapidamente que deu um susto nas amigas.

— O que aconteceu Emma?

— Você está pálida!

Não tinha meios de responder. Um nó enorme se formou em sua garganta. Só queria que aquilo tudo não tivesse acontecido, mas não podia fazer nada. Resolveu apenas se sentar e pensar em algum assunto.

— Vai ter alguma festa próxima semana? — a pergunta repentina saiu da boca de Emma e as garotas sorriram em resposta.

Sua mente voltou ao tempo real e viu que seu pai já não estava mais conversando com Alec. Olhou para Allie e Baby que se ajeitavam.

— Para onde vão?

— Nossa mãe nos ligou! — disse Baby penteando os cabelos com os dedos.

— Deve ter exagerado novamente no uísque! — o olhar de desdém de Allie era cômico.

As duas a abraçaram em despedida e saíram do quarto. Emma sentou-se na cama e sentiu algo incomodar a parte de trás de sua coxa. Levantou-se e viu o vidrinho de brilho labial de Anne. Tinha um cartão junto, preso por um cordãozinho.

“Quem beijar melhor ganha, afinal, Trey está concorrido.”

Emma estava paralisada. Sem reação alguma. Seu coração acelerava. Um barulho a fez dar um salto. Vinha do closet. A porta abriu-se e Emma encostou-se a parede com os olhos arregalados e o coração acelerado. Alguém estava lá. A pessoa saiu do closet e revelou-se.

Notas finais
O que acharam??? Deixem comentários por favor!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.