Jogo De Palavras
9 Sala dos espelhos
Notas iniciais
Pesso que leiam a nota final - assim q terminarem o cap
a e não tenho medo hauahaus ficou grande DE NOVO
Boa leitura meus anjos alienados da base 483
a e não tenho medo hauahaus ficou grande DE NOVO
Boa leitura meus anjos alienados da base 483
POV Luana
Ao voltar ao banheiro me deparo com uma Charly que tinha modificado totalmente a maquiagem anterior e tentava fazer uma trança embutida em si própria e como a pratica dela é abaixo de zero acho melhor puxar uma cadeira se não é capaz de eu chegar cansada na festa em vez de sair assim dela.–O Lu... meu anjo, me faz um favor?- ela me olhava pelo espelho –Já aviso não vou assaltar nem matar ninguém- ela riu eu já falei que o riso dela as vezes me dava medo? –Não se preocupe é algo bem mais simples... aham você poderia comprar uma cerveja para mim?- desde quando ela bebe cerveja????????????????? Elevei a sobrancelha ela sorriu debochadamente e seus olhos agora estavam com uma lente que beirava o Ludo roxo, para ser sincera eu em si não me lembro da cor real dos olhos dela mas nela essas lentes pareciam reais mesmo sabendo que não, combinavam de tal forma com ela que um par de olhos castanhos não o fariam.Suspirei e me fui em direção a cantina, bem será que devo ocultar o fato de ver o Moritz, Gustavo, Ludo e Ria fora da sala com caras de sem teto, tedio e mal humor me chamou mais atenção do que uma calça verde limão neon faria?–Vocês não iam ficar na sala até o amanhecer trabalhando as musicas?–Íamos- falou o Ludo com cara de quem é capaz de matar alguém, ou que tenha esse desejo– só que ai deu a louca no meu irmão e tocou todo mundo da sala- ele deu com os ombros- –Crise de celebridade- falou o Moritz virando os olhos- Na verdade acho que ele quer um momento para refletir- –Para mim ele esta de TPM, Menopausa ou frescuragem, ou os tres de uma só vez- eu não sei lhe dizer se ele estava sendo irônico ou cômico ou os dois.Suspirei.–Vou ver o que ele tem.- falei olhando para a porta da sala em que o ser revoltado se encontrava–Espero que você tenha seguro de vida-o Moritz me fez rir com essa–Eu vou ficar bem, haaam Kah já terminou seu expediente né?- obvio ela já estava sem o que deveria ser o uniforme em uma versão atesourada, ela assentiu.- Será que você se incomodaria de falar para minha amiga que deve estar no banheiro, a mesma do bilhete que não vou poder sair com ela?- ela sorriu de lado e se dirigiu ao banheiro e eu fui até o abatedouro, ou melhor a sala em que estava meu chefinho.Antes de abrir a porta por habito fiz o sinal da cruz e escutei de longe a risada do Ludo. Entrei lentamente sem fazer um ruído sequer, para poder observa-lo. Realmente ele parecia Ludoado pelo mau humor e andava de um lado para outro como se fosse a qualquer momento criar uma cratera no chão. Mexia as mãos freneticamente, nelas carregavam folhas e um lápis, parecia que a qualquer instante eles iam decolar de suas mãos .Como se ele tentasse sair daquilo, como se fosse para descontar seu mau humor chutou a própria bolsa. Ok sua expressão era de dar medo, mas fiquei. Vamos dizer que prudência nunca foi meu forte.Em seu momento de procissão ao mau humor ele virou para mim, seu olhar me gelou, não que tivesse algo assassino ali, mas era vazio, sem a vida que sempre via naquele olhar. Ele levantou a sobrancelha dando um ar sínico.–Você não ia sair com sua amiga? O que ainda faz aqui?- hum... frieza na voz–Você disse tudo ia, mas como você está a um passo de entrar em colapso ou de descer para o andar de baixo sem o auxilio do elevador resolvi ficar- ele piscou e levou instantes para assimilar o que falei, quando o fez, parou sua machada sem noção e pôs uma das mãos na cintura, e me encarou como se esperasse eu falar mais alguma coisa. Como sou folgada me joguei no sofá de frente para ele.–Então senhor baroneso o que o esta deixando nesse estado?- falei enquanto cruzava as pernas e colocava minhas mãos entrelaçadas sobre elas, eu empregava uma expressão seria ou por o menos esse era meu objetivo, seja o que foi que saiu o fez rir. Há eu sou demais, ou não né...Ele se sentou ao meu lado, ou melhor, se jogou ao meu lado e apoiou a cabeça no sofá, olhando para o teto.–Não estou conseguindo compor como antes, algumas palavras vem, mas não são suficientes para mim- sua voz era meio distante–Não faz sentido, você escreveu letras lindas a momentos atrás- ele virou seu rosto na direção do meu, seu olhar era viciante ao ponto que doeria se eu me desviasse dele.–Não é a mesma coisa- ele suspirou – não sinto a mesma aptidão com as palavras como antes. Agora elas saem vagas, você quase as arrancam de mim sou embalado pelo o que você escreve e não pelo o que sinto.-é normal eu me sentir culpa por isso sem ao menos saber que fazia isso?–E o que você sente?- eu estava tentando bancar a psicóloga mas em fim teria que começara essa profissão aplicando ela comigo primeiramente mas como a necessidade faz o ser...Ele apenas mordeu os lábios como resposta.–A única forma de por seus sentimentos na musica é os deixar fluir, sem limita-los, escondê-los ou escolhe-los, não importa se tem nequixo ou não, depois quando o calor das palavras passa e tentar foca-las verá com clareza exatamente aquilo que você quer transmitir- sorri de lado e bati na minha testa- mas em fim quem sou eu para falar isso para você- e me levantei assim que percebi que estava aconselhando sobre composição alguém que vive a um bom tempo disso e tem um grande reconhecimento por isso... Mas antes que eu pudesse realmente me afastar ele segurou meu braço, fazendo eu me virar para voltar a olha-lo, ao fazê-lo ele sorriu de lado.–Continua- ele olhou para o lugar em que eu estava anteriormente sentada como se indicasse que eu voltar para lá.– Se esse ambiente não te traz ideias busque outros- ele elevou a sobrancelha- obvio que com isolação publica- revirei os olhos–As vezes eu queria poder escapar disso nem que fosse por minutos-–Bem então vamos!- dei um pulo me levantando e ficando de frente para ele- conheço um lugar isolado da fama, no interior que tem um parque que surpreende por aonde esta localizado, e lá dificilmente te reconheceriam a menos que você resolva virar um cantor country.–Eu não sei- ele me pareceu hesitante, mas como os loucos são os últimos a desistir...–Não sabe o que? Se vai comigo ou se vai virar cantor country?-ele riu e revirou os olhos- A vamos lá, garanto que vai ser melhor que ficar aqui. — tentei argumentar e não parecer uma garota birrenta- Novas sensações, ares e pessoas te farão bem, encare como uma pesquisa de campo! — pisquei e recebi um riso lindo como resposta.–Ok você venceu!- é acho que ele percebeu que eu não calaria minha santa boquinha até aceitar, muito saiba escolha.Eu já disse que sou impulsiva? Então acho que acabei de inventar uma coreografia maluca de comemoração mexendo meus braços como uma doida, isso apenas o fez rir mais... De raivoso para debochando de mim.. evolução ou retrocesso? Em fim ele parece bem melhor assim.–Vamos?– você vai assim??- ele olhou para minha roupa de forma obvia –sim qualquer coisa você finge ser meu irmão ou namorado- falei debochando–Opa mas é claro- e passou o braço sobre meu ombro–olha essa mão boba- olhei sugestivamente para sua mão vamos dizer muito próxima do meu busto, sabe né pode ocorrer aqueles acidentes da mão escorregar sabe...Ele riu e elevou as mãos uma a cada lado de sua cabeça como sinal de rendição, revirei os olhos e o puxei pelo braço, passamos rápido pelo espaço que nos separava da garagem nem cheguei a reparar se os outros olharam para nós... acho que quem nos vessemos parecíamos que estávamos fugindo de algo... talvez da própria vida...Chegamos a seu carro.–Eu ou você dirige?- Ressuscitei meu cérebro de ferias que me pareciam eternas, que seria melhor ele dirigir.–Melhor você, passo as coordenadas- suspirei- se eu causar um arranhão nisso vou acabar virando sua escrava para o resto da minha vida para conseguir pagar, ainda mais se levarmos em conta meu dom de desastramento que me ronda- pus a mão na cintura, em si eu não ganhava mal, de forma nenhuma, mas tem noção de como aquilo tem cara de caro? Se fosse só a cara... e ele apenas riu e balançou a cabeça. Agora se era pelo o que eu falei ou pela minha expressão ai já não sei É realmente eu falo muita besteira para uma pessoa só.–Ahaam você tem certeza disso? Ser minha escrava não deve ser tão ruim assim– convencido.–tenho- cruzei os braços com cara de birrenta e mostrei a língua, ele revirou os olhos e abriu a porta do carona para mim.A viajem em si seguiu entre conversas vagas e ao som de diversas bandas, muitas eu não conhecia, mas não deixei de aprestar atenção nas musicas do Green Day cantarolando baixo que nem uma louca e ele apenas me acompanhou numa versão bem mais afinada para o bem estar dos nossos ouvidos ali presentes. Até chegarmos no nosso destino.POV BillAdmito que quando vi o parque abri um pouco a boca, não tinha nada a ver com o que imaginava ser um parque do interior, estava longe de ser pequeno e simples, tinha o porte daqueles parques conhecidos da cidade em que para eu entrar teria que Ludoar cuidado na segurança ou reserva-lo apenas para mim.Mas ali era tranquilo, as pessoas trajavam roupas no estilo caubói, chamávamos um pouco a atenção pelo fato de estarmos de preto. Em si a Luana chamava mais a atenção que eu. Ela trajava um macacão de couro preto traçado com roxo no decote simples mas ainda assim provocante. Era justo ao seu corpo, mas passava longe de ser vulgar. A roupa assim como a maquiagem forte a dava um ar entre rock star e gótica.– No que tanto você pensa?- ai que eu reparei que a encarava Ludoando sua coca, enquanto esperávamos na fila para a montanha russa monstra de madeira que encararíamos em breve.–Nada não...- Ficamos um tempo assim em silencio olhando ao nosso redor.–Nossa os anjos começaram a descer para a terra- um carinha de vermelho e calça jeans, não se vestia como os outros com ar de interior, suas roupas eram normais, falou olhando descaramente para a Luana, tirando nos dois de nossa distração anterior– se você quiser eu te faço companhia, de uma forma inesquecível princesa- ele mordeu os lábios.–Obrigada mas já estou acompanhada- ela olhou sugestivamente para mim e eu o encarei com minha expressão sincera: quer morrer?–Fala serio, ele não deve ser seu namorado, e se é, é muito molenga por ter alguém tão linda e ficar apenas olhando.- ele deu um sorriso tão sínico que me fez imaginar como ele ficaria sem dentes.–É que graças a Deus tem quem vale mais do que apenas cantadas baratas...– ele a cortou–E você quer que eu acredite que ele esta com você? Até agora ele não disse nada, não fez nada, precisa ser defendido por você e não o contrario. Eu posso ser uma companhia bem melhor para você. – a forma como ele falava com segundas intenções subiu meu sangue–Não sou do tipo que aposta nas palavras, mas sim nas ações, eu me garanto por aquilo que sou e não forçando a barra como uns e outros-Nisso a puxei para mim, senti seus lábios sob os meus, ela deixou com que eu os dominasse, ao ponto de a sentir apenas minha, ela estava entregue ao meu toque em sua cintura, aos meus lábios sob os dela, era suave e intensa a forma como nossos lábios se encontravam e se moviam entre si, sua boca tinha gosto de menta, e o cheiro do seu cabelo era como uma droga sob mim, era como se cada ação minha fosse controlada por essa dependência de seus lábios.E parecia tão sincero, tão real... , mas eu sabia que não era. Ouvi quando um pouco da minha concentração no beijo fugiu, os amigos daquele que deu encima dela o zoar, mas ignorei totalmente, para perceber o quanto ele estava sobrando aqui.–isso que dá vir tão provocante- falei assim que separei nossos lábios por falta de ar–A sim da próxima vez trajarei burca- ela falou irônica, o que me fez rir- aproveitador-sussurrou no meu ouvido–para de drama apenas te ajudei- sussurrei de volta- sempre estarei aqui ao seu dispor – pisquei e ela me deu um tapa de leve em meu ombro.Chegou nossa vez de andar na montanha russa, nos arrancando totalmente do acontecimento anterior, caminhei logo para os primeiros bancos e ela não pestaneou a me seguir. Em si acho que gritei tanto que era capaz dela sair surda enquanto ela apenas fechava os olhos, não parecia com medo em instante nenhum, era como se tentasse curtir cada sensação que estava prestes a sentir. E isso me parecia tão ela...
**********Eram muitas opções ao nosso redor, e experimentamos cada brinquedo que tinha cara de desafiador, com o fato de que estava começando a esfriar muitos se dirigiram a saída diminuindo muito as filas que já não eram tão grandes... O que resultava no máximo uma ou duas turmas na nossa frente, isso colaborou muito para que fossemos a cada brinquedo e ainda nos sobrace tempo para os demais. –Então aventureira qual nosso próximo destino?- perguntei assim que em parei de beber agua e me dediquei a roubar um pouca da pipoca doce que ela comia. –Hummm.. quero te levar num lugar- rapidamente como que num passe de magica ou da minha distração, a pipoca tinha acabado, ela joga o papel no lixo e me arrasta entre as pessoas que apostavam na sorte naqueles jogos que você fica impressionado com a quantidade de criatividade usada em formas diferentes para você gastar dinheiro.Ela me levou até a sala dos espelhos, ela era escura de uma forma que deixasse o clima um pouco macabro ao nosso redor.As formas distorcidas ao nosso redor Ludoaram minha atenção.–Não é irônico como essas imagem parecem tanto com a vida. – ela falou pensativa–Como assim? São apenas formas estranhas...- eu observava em uma versão distorcida e gorda da minha imagem eu realmente parecia um et–São diversas intepretações de uma única forma... e a vida é assim, cada coisa que a compõem depende principalmente disso, de nossa intepretação, um mesmo caso pode ter diversas reações e escolhas... Esses espelhos são como o reflexo de como tudo pode ter uma saída, que nem tudo é isolado e dono de uma única saída- suas palavras pareciam dar um choque na minha pele, mesmo sem saber, eu me encaixei em suas falas, me lembrei da Kim, de cada mentira e de como reagi a isso, caindo entre os copos e garrafas de bebidas que levei para meu quarto e esquecendo de procurar outra saída qualquer, tão insignificante quanto ela.– E reconsidere que cada espelho aqui é um ponto de vista diferente e são essas diferenças que os tornam o que são– ela tinha falado mais alguma coisa mas não consegui prestar atenção, porem essa frase me fez sair de meus pensamentos, pois era digna de observação–Esta tudo bem?- ela me perguntou, acho que não era só minha mente que estava vaga meu olhar também devia estar.–Sim só um pouco cansado, podemos ir? – –Sim... Haam então fui bem em te tirar do seu ambiente animador de sempre?- sorri e assenti com a cabeça respondendo sua pergunta.–Merece até um aumento por isso- eu estava sendo sincero, mesmo já a pagando bem.Ela moveu a cabeça de um lado para o outro, o que soltou algumas mechas do seu cabelo sob seu rosto.–Não estou aqui como sua funcionaria, mas sim como sua amiga. – ela beijou minha testa, ficando nas pontas do pé para isso. Suspirei.–Obrigada– murmurei e ela apenas sorriu.Saímos em direção a garagem. Estava realmente frio agora, as luzes do parque estavam aos poucos se apagando. Caminhávamos em direção ao meu carro quando um barulho chamou nossa atenção, não tive nem tempo de processar o que era e a Luana não estava mais ao meu lado. Tudo o que consegui perceber que a nossa frente avia um grupo de moleques, nenhum deles com mais de quinze anos em rodinha e um barulho atordoante que parecia me ferir por dentro.Em instantes ela estava jogando o conteúdo da garrava com agua gelada que tinha comprado porque sua pressão subiu depois da nossa maratona de brinquedos radicais. Nesse exato momento como se fosse para auxiliar ela um vento gélido cortou nossas peles dando provavelmente mais impacto a ação dela. O que fez eles parassem imediatamente de fazer... Tinha um cachorro ferido no chão, parecia que estava quase morto, isso fez meu sangue subir. Não acredito que eles estavam agredindo um animal indefesso.Um dos moleques mordeu os lábios para a Luh e a olhou de uma forma que se antes meu sangue subia agora estava tendo um colapso. Me aproximei, ficando na frente dela que me parecia extremamente atenta mas mantinha uma expressão calma que me surpreendia ela me parecia mais preocupada com o cachorro do que com os moleques.O mesmo que me irritou fez que daria um passo a minha direção mas o outro o segurou e puxou para irem embora, o que fizeram correndo. Em primeiro momento pensei correr atrás ou chamar a policia. Porem me dei conta de que não tinha como confirmar para onde foram, já que a rua na qual se dirigiram tinha três entradas...Mesmo assim me manti olhando na mesma direção que partiram a indignação corroía meus pensamentos... eles deixavam um animal entre a vida e a morte e simplesmente fogem? Esse mundo sempre foi repugnante, mas isso era o ápice. –Bill...- sua voz era tranquilizante imediatamente olhei em seus olhos e reparei que tinha feito os primeiros socorros no cachorro, em sua pata traseira corria tanto sangue que Luh usou seu cinto para estancar o sangramento.–Esses tipos de pessoas não mudam. Hoje saíram imunes, amanha eles se ferram- ela estava seria mas não via traços de ódio, parecia que sua atenção até mesmo no quesito emoção se voltava ao animal ferido. – Relaxa um pouco dessa forma quem vai se ferir é você- em primeiro momento não entendi, mas depois reparei o quanto apertava minhas mãos em punhos, chegava a doer, meus dedos ficaram dormentes.–Ahmmm será que você poderia dar uma carona ao cachorro até uma clinica veterinária? Prometo tentar evitar que ele suje o carro – ela fez uma carinha que colocaria o gato de botas no chinelo.Balancei a cabeça...–Chega de enrolarmos- me aproximei e ajudei a ergue-lo –Não se preocupe com o carro.Ela se sentou atrás com o cachorro mantendo sua cabeça repousada em seu colo.Dirigi nas ruas daquela cidade que mesmo sendo do interior não era tão pequena assim. Mantinha o controle da velocidade em que conduzia, no suficiente para não nos enfiar debaixo de um caminhão ou num encontro não muito agradável com outro carro.Mas admito que tinha alguns momentos que eu não resistia e desviava o olhar da estrada para olha-la pelo retrovisor, o olhar de dedicação que ela tinha com o cachorro me fascinava.Vagando entre as ruas daquela cidade que uma hora era totalmente vaga e em outra cheia de pessoas sentadas conversando achamos uma clinica veterinária aberta. Sai primeiro do carro e a ajudei a tirar o cachorro com todo o cuidado possível.–Estamos quase fechando- falou a moça sem animo nenhum assim que entramos–É uma emergência! – ou o estado do cachorro já não era o suficiente para se saber isso?–Mas estamos quase fecha...–Quase não é fechar e você muito em que negar atendimento nesses casos é crime. – a voz dela saiu tão autoritária que por um instante não a reconheci–Mas não faz sentido cuidar de algo que é jogado na rua, seu lugar é lá.–a atendente falou apontando para o cachorro em nossas mãos, sem nenhuma entonação na voz como se isso fosse irrelevante para ela–Chega de enrolar por favor, olha temos noção do porque estamos aqui, que você deve ter intendido muito bem que é pela vida desse animal, não se preocupe eu pagarei muito bem, por isso agora você poderia fazer seu trabalho por favor?- minha voz ia entre raiva, indignação, ordem e suplicancia.Ela se levantou e bateu numa porta para anunciar que em seguida entraria, não demorou nem um minuto sequer e falou para entrarmos. Ali tinha um ambiente de clinica e um o que julgo ser o veterinário sentado em uma cadeira giratória. Esse se levantou rapidamente para nos ajudar a colocar o cão na mesa própria para atendimento. Diferente da nossa simpática atendente ele parecia preocupado com o estado do bicho. Por o menos um ser são (lucido) nessa clinica.O animal parecia agonizar e isso me machucava a cada ruído que saia dele, assim como a forma como se debatia freneticamente. Como aleguem pode fazer isso a um animal? O que passa na cabeça de quem deixa nesse estado um bicho.. Poder? Aos meus olhos vejo apenas símbolo de fraqueza por não ser capaz de encarar algo que tenha sua capacidade de se defender a altura.–Tem como fazer essa agonia dele passar?- perguntei aflito–Sim mas teria que aplicar um analgésico que necessita que ele fique quieto se não pode correr o risco de perder o movimento de todo o corpo– o veterinário falou hesitante.Ao disser isso, Luana se dirigiu a área de visão do cachorro e se aproximou, ele pareceu se acalmar ao seu toque, o olhar dela ao se encontrar ao do animal ferido, parecia falar, e por mais inacreditável que pareça ele parou de se rebater totalmente e começou a lamber a mão dela. O que fez eu arregalar os olhos, logo em seguida foi aplicada a agulha no animal ele se acalmou mais parecia sonolento agora.–Poderiam esperar lá fora?- Perguntou olhando para a Luh e para mim
Nos sentamos no que jugo ser exatamente as cadeiras de espera. Luana passou seus braços a frente de seu corpo como se fosse para se dar auto apoio.–Será que ele vai ficar bem?- sua voz era um fio quase inaudível–e qual a importância que isso tem é apenas um vira-lata- preciso falar que quero esganar essa mulher que nem sei quem é? Elevei meu rosto para ela e vi o quanto ela reparava em mim, chegou a rir de lado quando percebeu que eu a olhava, a encarei com um olhar frio a ignorando totalmente em seguida.Me aproximei da minha pequena ao meu lado e passei meu braço pela sua cintura a aproximando de mim, que virou seu corpo de frente para o meu, pousei meus lábios em sua testa e sussurrei :–Vai ficar tudo bem- mexi meus lábios me dirigindo para ao seu cabelo – e você vai poder ficar com ele- ela se afastou delicadamente de mim para me olhar nos olhos e sorriu. Admito que passou pela minha cabeça em eu ficar com ele, mas a ligação que els pareciam ter, a forma como ela o acalmou a minutos atras, fez eu rever meus planos.Me tirando dos meus pensamentos ela encostou sua cabeça na linha do meu pescoço e ficou ali naquela espera que nos consumia por dentro em agonia, sem noticias ou palavras que nos desse paz. O tempo passou ela ficou inquieta, me mexi delicadamente e vi que dormia. A puxei com o máximo de cuidado para não acorda-la a aninhando em meu peitoral para que ela ficasse mais confortável.Levantei meu olhar e vi novamente nossa atendente mis simpatia que parecia não ter ser movido desde o ultimo momento que a vi, ela nos encarava e parecia entediada assim como mau humorada.Pensei em voltar a ignora-la mas me passou pela cabeça que seria melhor agilizar para que assim que o cachorro tivesse alta não perdêssemos mas nenhum instante, então acenei para a moça com cara de tedio para que se aproximasse.Ela se aproximou com um sorriso nos lábios e desbotoou um dos botões de sua camiseta, se insinuando pra mim, e definitivamente detestei, ela estava praticamente apelando para a vulgaridade o que acho que tira toda a graça e personalidade da mulher, mesmo que meu maninho discorde totalmente disso não gosto de quando fazem isso não que não chame a minha atenção, mas para mim é necessário bem mais para me atrair, tipo personalidade, sinceridade e carinho coisa que um corpo bonito nem sempre garante. Além do mais se ela esta se insinuando para mim o que me garante que ela não vá fazer isso com outro? –O que eu posso fazer por você?- era obvio o duplo sentido na sua pergunta e seu Ludo de voz me incomodou muito.–Primeiramente poderia diminuir um pouco o Ludo de voz?- olhei sugestivamente para a Luana encostada em mim, o que a fez desmanchar o sorriso que carregava.- Você chegou a mencionar que o cachorro que trouxemos é de rua, então não tem importância se o adotarmos ou tem?–Será até um favor- o Ludo de voz era totalmente irônico, como ela pode trabalhar aqui se parece não gostar de animais? Por o menos os de rua ela parece deixar bem claro que não suporta.–Será que você poderia me fazer o favor de pegar tudo que seja necessário para a criação de um cachorro desse porte? Desde ração a brinquedos para morder.- pedi–Alguma preferencia?- sua voz voltou ao Ludo monótono assim como sua expressão.–Não mas escolha sempre o de boa qualidade- em si isso significa o mais caro mas ali não tinha cara de quem trabalhava com marcas tão caras assim pois num lugar como esse não teria saída.Ela assentiu e começou a pegar as coisas. Quando parecia que ela estava acabando o veterinário sai da sala e carregava em seu rosto uma expressão satisfatória.–Então– comecei–Bem ele não corre risco nenhum é por inacreditável que pareça não ficou nenhuma sequela irreversível, apenas umas das patas que vai necessitar de cuidados e evitar força-la, o que acho bem difícil já que é bem provável que ele se mantenha um tempo descaçando até se recompor totalmente.- isso é ótimo já que achei bem provável que ele perdesse o movimento da pata que sangrou muito.–Ótima noticia– sorri de lado – E quando vamos poder leva-lo?–Agora se quiser– assenti–Será que já poderia ver quanto deu?- falei olhando para a atendente que assentiu como resposta.Afastei a cabeça encostada em meu peitoral e desfiz cuidadosamente o abraço na minha cintura que minha pequena fez enquanto dormia. A deitei nas cadeira com muito cuidado, para poder pagar a conta. O fiz e peguei as sacolas e me dirigi ao meu carro estacionado na porta, guardei as compras caninas e voltei imaginando como acordaria a Luana já que já tive amostras de como ela é difícil de se despertar.Me agachei ao seu lado, pensei sinceramente em beija-la novamente mas como isso poderia me render um tapa optei por fazer uma trilha em sua bochecha com os lábios húmidos.O que fez ela murmurar e abrir um olho ao me ver arreglou os dois, eu ri em sua pele.–Acorda dorminhoca- murmurei em sua orelhaEla me olhou meio desorientada.– Já podemos ir, e o seu cachorro esta totalmente bem sem sequela nenhuma. – ela sorriu e se despreguiçou.Levantou praticamente em câmera lenta e me acompanhou até a sala com passos molengas,.Chegando lá vemos o cachorro que agora parecia bem melhor e não consegui evitar em reparar em sua beleza, aprecia um lobo de pelo um acidentado que parecia brilhar mesmo com os ferimentos a cobrir sua pele, agora ele dormia tranquilamente.–Não se preocupe se ele dormir demais inicialmente isso será comum, os remédios já estão com os horários e frequências necessárias anotados em suas embalagens. Espero que tenham uma boa noite.–que forma disfarçada de falar sumam.Luh fez menção em ir pegar o cachorro mas o fiz antes, ele era grande sendo assim obviamente pesado e ela não parecia em condições nem de se manter em pé quanto menos a um cachorro também. Caminhamos até meu carro, coloquei o lobinho domesticável nos bancos de trás, e a Luana se sentou no banco do carona na frente.Até sairmos totalmente da cidade o olhar dela se concentrava no cachorro, até ela voltar o pescoço para frente e logo em seguida me encarar.–Depois me passe o valor do quanto que você gastou que eu pago- neguei com a cabeça–Não precisa– falei–Mas isso é o certo ela vai ficar sob minha responsabilidade por isso seus gastos são meus. – ela falou teimosa–Não importa, você não tem noção – olhei para ela rapidamente – ou melhor tem , da sensação que tive ao vê-lo daquele jeito quando o achamos, amo os animais, principalmente cachorros o que me deixou totalmente mal ao ver o estado em que ele estava, para mim ver ser crucial se você deixar que por o menos isso eu pague, saber que o que ganho não é gasto apenas com coisas fúteis como muitos pensam mas também com coisas essenciais ao meu modo de pensar–Parabéns pelo discurso você venceu- ela suspirou derrotada, o que colocou um sorriso em meu rosto.Toda nossa viajem foi silenciosa e por mais impressionante que pareça a Luana não voltou a dormir ela parecia se concentra nas musicas que tocavam, seu olhar por todo o momento vagaram entre o cão no banco de trás, na paisagem e na minha pessoa.Até chergarmos na porta da sua casa, carreguei o bichinho e ela a compra feita para ele, o deixei no sofá e me virei para sua dona–Tenha uma boa noite, já tenho que ir amanha tenho uma reunião – fiz uma careta que a arrancou um sorriso- obrigada por hoje e você se importa se amanha vier a cambada e eu compor aqui?- fiz a melhor carinha inspirada no gato de botos que eu conseguia, ela suspirou.–Por mim tudo bem ... Mas espero que vocês não se incomodem por ter uma amiga minha morando aqui.- sorri–Desde quando? – sei que é indelicado ficar fazendo muitas perguntas mas éramos amigos então acho que posso ter carta branca a isso.–Desde o dia da festa da MTV–É a que levaria você numa festa até eu te desviar do seu caminho?- sorri–Sim é ela-– corro risco de vida?- arregalei os olhos teatralmente preocupado o que a fez rir–Creio que não , foi eu que a dei bolo, então só eu corro esse perigo...Meu celular começou a tocar era uma mensagem do Ludo, só para variar, perguntando aonde eu estava e o que eu estava fazendo com a Luana, de longe dava para entender aonde ele queria chegar e o que ele estava imaginado. Suspirei.–Já vou indo, tenha uma boa noite – me aproximei dela e beijei sua testa – até amanha mais ou menos na base das 15:00 hs, tudo bem?–Tudo – ela murmurou me acompanhando até a porta e fechando logo em seguida assim que pus os pês para fora, mas sua pressa não parecia que era porque ela queria que eu fosse embora, mas sim porque seu sono falava mais auto.Voltei ao meu carro e dirigi entre a rua torcendo para não ter que encarar um verdadeiro questionamento completo do meu irmão a essa hora do dia, ou melhor da madrugada – já que seria impossível escapar sempre seria justo se fosse possível escolher o horário da bronca mas infelizmente não é.Por sorte ao chegar em casa não tinha ninguém, apenas um bilhete do Ludo avisando que saiu e que obviamente não era para espera-lo voltar e para que santos eu faria isso? Ri sozinho.Subi os degraus que me levariam até o corredor do meu quarto no qual a primeira coisa que vi e desejei foi minha cama. Até mesmo o ato de pensar em tirar minha roupa e me trocar me cansava. Rapidamente tudo ficou escuro e foi Ludoado pelo cansaço...
Notas finais
OBESERVAÇÃO- questão p refletir: vc acreditaram q ele ficou com aquele mal humour ( no inicio desse cap) por causa da composição ou seria por outro motivo?
AVISO:
pretendo no proximo cap por a Kah e a Charly em estrema ação
porem creio -não tenho certeza- q vou demorar pois esse domingo vou viajar e não tenho net movel(moldem), mas vou tentar adiantar a hist nesse tempo
quem sabe q por um milagre eu consiga postar mais um cap antes de viajar... ou com a ajuda-emprestimo do pc de alguma amiga eu possa postar antes da minha volta: 01-08
(1 mes fora O.O)
vou sentir a falta de vcs
bjos
AVISO:
pretendo no proximo cap por a Kah e a Charly em estrema ação
porem creio -não tenho certeza- q vou demorar pois esse domingo vou viajar e não tenho net movel(moldem), mas vou tentar adiantar a hist nesse tempo
quem sabe q por um milagre eu consiga postar mais um cap antes de viajar... ou com a ajuda-emprestimo do pc de alguma amiga eu possa postar antes da minha volta: 01-08
(1 mes fora O.O)
vou sentir a falta de vcs
bjos
Fale com o autor