Jogo Das Creepypastas
9 Capítulo 8 - Jack Risonho
Notas iniciais
À noite choveu muito, me pergunto como consegui dormir com sussurros de Zalgo por toda a cabana, com certeza deveríamos estar perto de seu castelo, ou como alguns chamam; Casa dos Horrores já que naquele castelo tem várias coisas macabras e horrendas. Enfim amanheceu e eu estava lá babando ao lado do meu fiel cachorro, Smile Dog. Hoddy e Masky estavam dormindo de conchinha, o que parecia gay, mas eles ainda eram apenas crianças. Observador estava conversando com Slender Man na porta da cabana sobre o caminho que deveríamos ir de agora em diante. E, como sempre, Observador me viu acordado.
– Bom dia, Jeffrey, como foi sua noite, hein? — Perguntou Observador entrando na cabana.
– Foi uma bostinga, nunca sonho com algo que tenha sangue. — Respondi me levantando e saindo da cabana.
O tempo estava ótimo, tão ótimo que me deu nojo e quase vomitei. Me perguntava onde estava a cretina da Jane. Se ela me encontrasse, iria querer fazer picadinho de mim, só pode ser, mesmo assim não ligo, já que ela provavelmente está morta. Se a conheço bem, ela odeia fazer alianças. A única pessoa que eu senti um pouco de falta era Sally, lembro-me das brigas que tive com Ben só por ter beijado-a, foi muito divertido. Ah, bons tempos eram aqueles, mas agora tudo está em jogo.
– Tio Slendy. — Chamou Masky acordando. — Para onde vamos agora?
Slender se virou e olhou para Masky com aquele rosto branco e pálido, parecia estar calmo hoje.
– Vamos procurar os outros para podemos matá-los, é o único jeito, meu caro Masky. — Respondeu Slender.
– Por que não vamos ao castelo de Zalgo? Podemos bater um papo com ele. — Sugeri.
– Acho melhor não. — Começou Observador — Ele pode estar nós esperando para matar.
– Então vamos continuar a trilha até acharmos outra pessoa. — Disse Slender.
Masky acordou Hoddy que mijou nas calças de susto. Ele é mesmo um bebê chorão como o próprio Masky. Bem, Smile Dog já sabia que íamos embora, se levantou rapidamente e começou a se espreguiçar ali mesmo. Saímos da cabana e fomos em frente, estava deserto e só tinha algumas árvores altas e alguns cactos, fiquei rindo quando achei uma árvore parecida com Slender, e parece que ele percebeu.
– Muito engraçado, Jeff. — Resmungou Slender.
– Me desculpa, mas ela é bem parecida com você e seus tentáculos. — Continuei rindo.
– Olha se não é o Tio Slendy em forma de árvore! — Apontou Masky, também rindo, pra árvore.
Continuamos o trajeto depois de tantas gargalhadas que demos com a tal "árvore Slender". À cada passo me sentia casando e sonolento, parecia que não tinha dormido nada, deveria ser Zalgo e sua gracinhas diárias. Obrigada, Zalgo, por fazer isto comigo! Quando menos esperávamos, encontramos uma cidadezinha abandonada, não sabia se gritava aleluia ou desconfiava do fato de como ela apareceu do nada bem. Em Scary tem várias cidades abandonadas, não tem nenhum problema. Continuamos em direção à cidade e, adivinha, não era uma cidade, era um parque de diversões. Aquilo me lembrava palhaços e eu os odiava. ARRRG! Como odeio palhaços, queria que todos fossem pro inferno!
– Um parque, eba! — Gritou Masky e Hoddy, e foram correndo até o parque.
– Meninos esperem! — Disse Slender correndo atrás deles.
Aquele parque de diversões era familiar para mim, era como se eu já estivesse nele antes. Passamos pela entrada e a placa do parque estava quebrada, eu fiquei um pouco desconfiado com isto, mas à qualquer hora já iria saber quem estava lá.
– Meu Zalgo, este parque esta todo quebrado! — Comentou Observador olhando uma barraca vazia e com vários furos em todo canto.
– É claro, né, o negão, este parque está abandonado há muito tempo e claro que vai ficar assim, oras. — Respondi resmungando.
– Hum, nervosinho você, hein, não dormiu não? — Perguntou uma voz estranha.
Olhei pra trás e não acreditei no que estava vendo. Pensei que ele já estivesse morto há muitos anos, mas não estava, ele estava a poucos metros de distância de mim. Era ele o Jack Risonho com sua roupa esquisita preta e branca e seu nariz listrado, ele era pálido lembra-me de quando me olhei no espelho quando me tornei um assassino É como se me olhasse no espelho, mas ele tinha nariz, e era em formato de cone.
– Como vão vocês, meus velhos amigos? — Perguntou Jack com um ar sombrio, fiquei observando ele para que, qualquer coisa, eu já estar quase com a mão na faca.
– O que esta fazendo aqui, Jack? — Indagou Observador.
– Ora, este é meu lugar, sabe, um parque de diversões sempre foi meu lugar favorito. — Respondeu olhando em sua volta.
– Pelo jeito quer se esconder, mas não conseguiu, né? — Dei uma risada.
– Inútil. — Disse Jack, ouvi um barulho e olhei pra trás. Era uma bola amarela e ela veio em cima de mim, desviei correndo em direção ao Observador, quando a bola tocou no chão soltou um trovão.
– Pelo jeito, vamos ter que te matar Jack. — Disse Observador tirando e limpando seus óculos com a blusa. Jack começou a rir como aqueles palhaços irritantes de circo, a risada irritante e estridente.
– Vocês tem certeza? — Jack deu um sorriso malicioso.
Fiquei olhando ele balançar para frente e para trás e nós encarando. Fala sério, até eu tenho um sorriso mais lindo do que o dele! Mas enfim, peguei uma das minhas facas e esperei que ele fechasse os olhos por um momento, ficamos lá parados que nem retardados olhando para Jack. Quando ele finalmente deu seu primeiro passo, eu arremessei minha faca que atingiu o seu braço.
– Idiota! — Praguejou, a voz rouca pela dor.
Slender foi correndo até Jack e em poucos segundos seus tentáculos foram para cima dele como uma flecha, começou a enroscá-lo e arrancou sua cabeça, jogando-a para bem longe do parque.
– Comida! — Exclamou Masky animado indo em direção ao corpo morto de Jack.
Slender pegou a minha faca e cortou algumas partes de seu corpo, dando para todos, nunca pensei que braços eram tão bons de comer.
– Na próxima me avise quando houver alguma pessoa por aqui, está bem? — Disse Slender preocupado enquanto comia uma das pernas de Jack.
– Que coisa, eu não sou uma criança não, viu, tenho vinte e um anos, tá bom, estressadinho? — Respondi um pouco nervoso, Slender riu um pouco.
– O tempo passa tão rápido que nem me lembro do garoto de dezoito anos mais. — Slender deu um sorriso.
Aquilo me assustava um pouco, mas, mesmo assim, queria comer e explorar o lugar. E depois sair dali de uma vez por todas.
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