Jogo Das Creepypastas
7 Capítulo 6 - Mais uma morte
Notas iniciais
– Um gatinho. — Disse Masky apontando para Grinny. — Será que posso pegar nele, Tio Slendy?
– Não, você não pode, Masky. — Respondeu Slender. — Ele é perigoso e é nosso inimigo.
– Ahhh, está bem, mas eu queria pegar nele. — Resmungou.
Olhei para Grinny em cima da árvore, já que Smile Dog não parava de latir, só tinha uma opção: subir na árvore e matar Grinny antes que ele nos matasse. Então eu o fiz. Subi na árvore e fui até o mesmo galho onde estava Grinny, estava a uns dois metros de altura nem pensava em cair com esta minha agilidade incrível.
– Cuidado Jeffrey, você pode cair daí. — Gritou Observador.
– Não tem problema, só preciso me concentrar. — Respondi gritando do alto da árvore.
Fui devagar para não assustá-lo e para não quebrar o galho. Ao chegar perto dele fiquei olhando para seu rosto, estava sorrindo mostrando todos aqueles dentes e suas unhas estavam afiadas, tinha que tomar cuidado para não sair todo arranhado. Poderia perder um olho, ou pior, até mesmo um braço! Cheguei mais perto a ponto de pegá-lo com minha mão, agarrei ele pela cauda e começou a miar e balançar seus braços e pernas muito rapidamente. Puxei ele até mim e peguei minha faca.
– Xau, bichano. — Falei enfiando a faca no coração de Grinny e deixando seu corpo morto caindo da árvore.
Desci da árvore bem devagar já que não estava com pressa, olhei para Smile Dog e mandei-o comer, invés disto ele devorou o gato em segundos. Deveria estar com fome.
– Menos um, que bom. — Disse Slender um pouco aliviado.
– Nem pense nisso, existem muitos por aqui Slender e temos que caçá-los de pressa. — Respondi.
– Sim, Jeffrey está certo, não podemos baixar a guarda. — Complementou Observador.
Depois disto continuamos a caminhar em frente até nos depararmos com o fim da floresta dando a origem de um rio enorme com uma ponte.
– ALELUIA, FINALMENTE! — Gritei.
– Meu Zalgo, ele tá maluquinho. – comentou Slender.
– Você acha? – debochou o Observador.
– Temos que ter cuidado, aqui pode ter vários assassinos, então vamos atravessar a ponte logo. — Falei observando a ponte e o rio.
Começamos a subir na ponte e fiquei meio arrepiado sem motivo algum, parecia que ia aparecer algo já que a ponte é quase encostada na água. Olhei para minha direita e vi algo se surgindo nela e quando eu vi era uma mulher com uma cauda enorme de peixe. Deveria ser uma sereia.
– Olá caros viajantes, como vão vocês? — Perguntou a sereia me olhando com um olhar maléfico.
– Uma sereia, que legal! — Exclamou Masky com alegria.
– Não devemos confiar em você, Sereia, muitas de vocês enganam pessoas com suas canções hipnotizantes. — Acusou Slender.
– Au, au. — Latiu Smile Dog.
– Pessoal olhem para o Jeffrey. — Disse o Observador apontando para mim.
Meus olhos pareciam espirais rodando, estava hipnotizado pela sereia, a única coisa que via na minha frente era uma bela jovem com belos peitos e um bunda enorme, não ouvia mais nada apenas a segui.
– Jeffrey, pare agora ou você vai cair da ponte. — Disse Observador me segurando pela cintura e me puxando para trás.
– Irei matá-la, sua maldita. — Ameaçou Slender avançando um de seus tentáculos contra a estonteante sereia.
O tentáculo de Slender enroscou em sua cintura e a partiu no meio, ele pegou as duas partes da sereia e colocou na ponte para termos o que comer naquela tarde. O meu transe acabou quando a sereia morreu e quando pisquei meus olhos Slender logo perguntou:
– Você está bem, Jeff?
– Mais ou menos, estou meio zonzo.
– Quer um shushi? — Gargalhou Slender me mostrando a sereia morta.
– Sim, claro. — Respondi
Comecei a comer o estomago da sereia e estava bom, Smile dog e os outros preferiram a cauda, óbvio, pelo fato de ser uma parte peixe dela. Bem, quem diria que uma sereia teria uma carne tão boa para comer? Continuamos partindo para o fim da ponte e também parecia que não tinha fim, já era tarde tínhamos que nos esconder ou revezar a noite, até que eu percebi que tinha algo bem na frente da ponte: era terra! E eu pensando que não teria fim nisso.
– Quem diria, tudo tem o seu fim, até mesmo a vida. — Refletiu Observador
– Concordo. — Disse Slender.
– Calem as bocas, eu quero é terminar esta ponte, achar um lugar seguro e ir dormir. — Resmunguei.
– Calma, Jeffrey, tá nervoso? – Falou o Observador, sua voz com uma pontada de sarcasmo.
Não resisti. Peguei minha faca e apontei para o Observador.
– Não me manda eu te mandar dormir, entendeu?
– Calma, Jeffrey, era só uma piadinha tosca.
– Não me provoca, não tenho medo de te matar.
– Está bem, mas, por favor, pare de apontar esta faca.
Coloquei minha faca no lugar e continuamos, estava totalmente cansado e meus olhos doíam. Ah, sim, devem se perguntar como eu durmo: aprendi a dormir de olhos abertos.
– Jeff, se quiser dormir fique a vontade, deixe que eu vigio à noite, hoje. — Disse Slender.
– Vamos terminar a ponte, está bem? — Respondi bocejando.
– Ok.
Terminamos a ponte e já estava escuro, quase não víamos o que estava na nossa frente, a sorte que a cabeça do Slender é mais branca que o próprio branco, acabamos seguindo ele e achamos uma outra cabana abandonada.
– Uma cabana abandonada, aleluia. — Comemorei aliviado por achar um lugar seguro.
– Calma, Jeff, talvez tenha pessoas lá dentro, é melhor revistarmos. — Disse Slender.
– Deixa que eu vou. — Respondi. — Fiquem aqui e esperem pelo meu sinal.
Fui de fininho até à cabana e olhei pelas janelas, não tinha ninguém, entrei na casa para revistar totalmente ela e não tinha nenhuma armadilha, apenas um piso e paredes rachadas. Saí da cabana e acenei para os outros e todos vieram correndo.
– Parece que irá chover hoje. — Disse Observador.
– Tanto faz, só quero dormir logo, Slender você vigia , está bem? — Perguntei deitando no chão.
– Claro, preciso recompensar pelo o que você fez ontem. — Respondeu Slender.
– Boa noite a todos. — Disse Observador.
Todos disseram boa noite.
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