Notas iniciais
Demorei exatos 11 meses para postar esse capitulo e isso tem justificativa e muito boa. Eu desisti de NCIS. Parei de assistir exatamente no episódio que a Ziva saiu. A saída dela mexeu muito comigo, ela era muito importante pra mim, gente, e a ideia de perder isso me deixou muito triste e me fez desistir de tudo. Decidi voltar, não sei porquê, mas vou voltar aos poucos mas irei. Obrigada por não terem me abandonado, principalmente a Roxeley Rox que sempre me mando MP, me pedindo para voltar a escrever. E bom, também estou escrevendo sobre Avengers que é minha paixão. A Marvel é minha paixão.

3 SEMANAS APÓS O ATAQUE A DELEGACIA DE HOMICIDIOS.

O homem respirava fundo. Tinha dúvidas se deveria ou não adentrar aquela porta. Não parecia o momento certo, muito menos a coisa certa a se fazer, mas era necessário. Tudo o que ele fazia e já fez, sendo correto ou não, ele justificou como necessário.

– Senhorita David? – o homem disse entrando dentro da cafeteria e se sentando perto da moça de cabelos castanhos.

– Leroy Jethro Gibbs. – disse sarcasticamente. – Confesso que me surpreendi quando me ligou para marcar esse encontro. – continuou, ainda em um tom de sarcasmo

– Sinto muito pela sua perda. Não consigo imaginar o que deve estar passando. – rebateu Gibbs de forma altruísta

– Obrigada. – ela diz com um mínimo sorriso e um tom de surpresa em sua voz, não esperava uma atitude de solidariedade vindo de alguém como ele. – Mas, o senhor não veio até aqui somente para prestar condolências, não foi?

– Eu quero que se junte a nós. – ele disse de forma direta, sem muitos rodeios. – Sei que não é o melhor momento para lhe oferecer um emprego, mas precisamos deter as pessoas que fizeram isso e você merece fazer parte disso.

– Eu mereço ou vocês só querem que eu compartilhe informações do interesse do FBI? – ela rebate – O FBI não possui a política de ser conivente com vingança.

– Entenda como quiser. A questão é: você precisa de nós e nós precisamos de você. Sua equipe está morta, sua agencia está destruída e nós sabemos muito bem que o ataque tem relação direta com o caso Ahmed. Precisamos dos melhores nisso, David. E por mais que eu não goste de admitir você é necessária. – ele cospe as palavras como se tivesse fazendo um sacrifício enorme ao dizê-las. Aquilo pareceu impactar Ziva que ficou calada por alguns minutos analisando. Quase era possível ver dor saindo de seus olhos, mas ela os fechou e qualquer vestígio de sentimento que estava ali desapareceu, dando lugar a um olhar neutro e sem emoção.

– Vamos dizer que hipoteticamente eu aceite sua proposta. Quais as chances de eu obedecer alguma ordem vinda de DiNozzo? Ele pode ter salvado minha vida, mas eu continuo não gostando nem um pouco dele. – ela respondeu com um meio sorriso

– Eu pensei nisso. É por isso que você será subordinada a mim e não a ele. Creio que não terá grandes problemas com a equipe. – respondeu de forma orgulhosa.

– Está sugerindo que eu e DiNozzo assumimos uma mesma equipe? – questionou, esperando que estivesse errada.

– Basicamente sim. Temos dois cérebros que podem ser muito bem utilizados a serviço do FBI. Vocês dois comandando uma mesma equipe, uma equipe com os melhores cientistas forenses do país. – respondeu sua pergunta tentando passar confiança.

– Pensando bem, a ideia não parece ser tão ruim. – ela analisa os prós e contras mentalmente. Por mais que seu ego fosse enorme e seu orgulho maior ainda, seu desejo de vingança pela morte de seus companheiros a corroía por dentro. A dor que lhe causava a lembrar do enterro de seus companheiros e de não poder ver seus rostos mais uma vez, fazia calafrios percorrer a sua espinha. Eles eram sua família há mais de 5 anos. Eles estavam com ela na morte de sua mãe. Eles a apoiaram quando o mundo parecia virar as costas pra ela. E agora todos estavam mortos. Quando ela pensava em seus rostos, a ideia de que, eles nunca existiram e que foi só sua mente lhe pregando peças, parecia estar mais perto da realidade do que ela podia imaginar. Cada musculo do seu corpo parecia dizer que ela não deveria aceitar e que deveria apenas seguir sua vida e esquecer tudo. Mas sua mente paria gritar para que ela aceitasse a proposta e matasse todos que estavam envolvidos. – Quando eu começo?

– Amanhã mesmo. – ele respondeu enquanto jogava uma nota de 10 dólares, suficiente para pagar tudo o que consumi.

– Tem certeza que DiNozzo irá concordar com isso? – perguntei enquanto caminhava até o estacionamento, juntamente com ele.

– Isso nós veremos amanhã. – ele disse entrando em seu carro – Vejo você amanhã, David.

– Vejo você amanhã, Gibbs.

Xxx

Ziva abriu a porta de sua casa. Ela sabia que seu pai estava ali pois os 3 carros com placas do governo estacionados em frente a sua casa denunciava a presença de seu pai e seus seguranças. Ele tem vindo muito em sua casa as ultimas semanas e ela não sabia se isso era bom ou ruim. Nunca foi próxima de seu pai quanto deveria. Ele é um homem importante e nunca teve tempo para vista-la quase todas as noites, como ele estava fazendo essas ultimas semanas. Ela estava tentando ser educada e eles finalmente passaram uma semana inteira sem discursões e ofensas. Aparentemente ele está comovido pela perda que Ziva sofreu e decidiu se aproximar dela após isso. Não que isso fosse exatamente certo ou se ele estava apenas usando sua fraqueza para se desculpar de erros do passado, mas ela se sentia bem com a presença dele.

– Boa noite. – ela falou a adentrar a enorme sala de sua casa. Ziva pode ser humilde, mas sua casa era tudo menos humilde.

– Boa noite, filha. – seu pai devolveu com educação. Ele se aproximou e abraçou ela. – Como foi sua manhã?

– Agradável. Trabalho para o FBI a partir de amanhã. – respondo tentando iniciar uma conversa.

– Parabéns, eu acho. – ele diz confuso com minha expressão de desdém.

– E o senhor? Como foi sua manhã? – perguntei com um sorriso, apesar de estarmos próximos, trata-lo como senhor ainda era algo que não conseguia evitar.

– Estressante. – ele respondeu e eu já esperava algo do gênero – Eu irei viajar. Visita diplomática ao Irã. Preciso manter as relações apesar da morte de Ahmed. – ele respondeu com certa tristeza em sua voz.

– Sinto muito. Parece que temos algo em comum. Ambos escolhemos a burocracia. – ela disse arrancando algumas risadas dele.

Eles continuaram conversando o resto da tarde. Aquilo fez bem para os dois. Era quase possível pensar neles como pai e filha novamente.

Notas finais
Obrigada por lerem e COMENTEM! Isso ainda é minha motivação a escrever.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.