Jily - How I met you

20 A criatura sombria


Notas iniciais
Oi gente!!! Fiquei animada para postar logo!! Obrigada mais uma vez pelos reviews!! Espero que gostem!!! Boa leitura!! :)

– Todos nós não cabemos nisso! — sussurrou Sirius, contrariado.

– Aí, meu cabelo, Black! — sibilou Abbey, por debaixo da capa.

– Fiquem quietos! Se todos ficaram em silêncio e juntos, o Filch não pega a gente! — disse Tiago, andando na frente, espiando os corredores silenciosos do castelo.

– Ele já pegou vocês? — perguntou Lílian, ainda encantada com a capa.

– Quase… ele ficou nos procurando mas, com a capa… — disse Tiago, dando um sorrisinho maroto.

Eles andaram em silêncio, até esterem de frente para a grande porta de mármore. Não encontraram ninguém nos corredores, com excessão da Dama Cinzenta, que sussurrava sozinha, andando sem direção.

– Certo. — disse Tiago, e com a ajuda dos outros, abrira a porta do castelo para a noite estrelada e sombria.

– Espere, Potter… lembra de quando o professor Slughorn disse que “ele” deveria ficar numa árvore ou… numa casa? — disse Lílian, lembrando-se repentinamente da conversa que ouvira.

– Sim… é verdade — afirmou Tiago, lhe dando mais uma piscadela. — ham… mas que casa?

– Não tem casa nenhuma aqui — sussurrou Sirius. — , além da do Hagrid, claro. Se quiserem a gente pode dar uma passadinha lá… aposto que ele nos serviria alguma coisa para comer… estou morrendo de fome.

– Ah… pelo amor de Deus, Black! — repreendeu Abbey.

– O quê foi? Ah… é verdade, o Hagrid não é lá essas coisas na cozinha… sem problemas! Eu aguento! — disse Sirius, esboçando um sorrisinho maroto.

Tiago erguera as mãos pedindo silêncio.

– Ouviram isso? — sibilou ele, retirando a capa de invisibilidade. Os garotos já estavam próximos à floresta proibida.

– O quê? — perguntou Lílian, arrepiada.

– Eu não sei… passos. — disse ele, olhando para a floresta com receio. — Deve ter sido o vento…

– O vento dá passos? — disse Sirius, parecendo preocupado.

Tiago ignorou-o e sussurrou “Lumos” , trazendo um pequeno feixe de luz, para a sombria entrada da floresta.

– Vamos… — disse ele, sendo seguido pelos outros que também acenderam as varinhas.

– Não seria melhor vestirmos a capa? — sussurrou Abbey, arrepiando-se quando passou por algumas plantas que puxaram seu cabelo levemente.

– Não… somos muitos, se alguma coisa estiver por aqui, pode passar por nós e nem poderemos fugir, a capa vai atrapalhar. — disse Tiago.

– Claro… — respondeu Abbey, olhando para todos os lados.

Lílian olhava para o chão, procurando algum rastro, enquanto Tiago ia na frente e Sirius atrás.

– Olhem! — exclamou Lílian, apontando para um arbusto, próximo de onde eles estavam. Havia uma substância líquida, grudenta e gosmenta. Sirius a tocou com a varinha, fazendo uma careta.

– Parece uma gosma… tipo baba de algum… — começou o garoto.

– Animal. — completou Tiago, examinando também. — Com certeza, de algum tipo de animal… será que é quem estamos procurando?

Os garotos ficaram em silêncio, pensativos.

– Eu não sei… mas é melhor irmos andando. — sugeriu Abbey, levantando-se. — Senão não acharemos nada.

– É, tem razão… — concordou Sirius, levantando-se também. — devemos continuar andando.

De repente, eles ouviram barulho de cascos, batendo no chão rapidamente e gritos ensurdecedores. Eles se abaixaram quase que imediatamente, por entre as árvores.

– O que diabos… — começou Lílian, mas fechou a boca no mesmo instante, ao levantar um pouco a cabeça e avistar uma dúzia de homens meio cavalo, carregando arcos e galopando velozmente. — centauros!

Tiago afirmou com a cabeça, dando um sorriso encantado ao visualizar aqueles seres. Quando a floresta silenciou-se novamente, os garotos levantaram-se cautelosamente, ofegando.

– Centauros… — disse Sirius, com uma careta. — não podia ficar melhor, não é?

– Eles são bonzinhos? — perguntou Lílian, inocentemente.

Os outros a encararam incrédulos, rindo baixinho.

– Na verdade… alguns não respeitam muito bem os bruxos e bem… muitas vezes são bastante agressivos. — disse Tiago, acendendo a varinha novamente. — Dizem que têm um bando deles aqui… eu não sabia que era verdade.

– É sim… — disse Abbey, parecendo traumatizada.

– O quê foi, Ab? — perguntou Lílian, preocupada com a palidez do rosto da amiga.

– Meu pai, uma vez foi atacado por um deles — admitiu Abbey, baixinho. — e ficou quase dois meses no St.Mungus. Acho que eles se desentenderam, ou algo assim.

– Oh, meu Deus! — assustou-se Lílian, abraçando a amiga.

– Está tudo bem… é só que — disse Abbey, limpando a garganta. — , eu nunca havia visto nenhum tão de perto.

Um silêncio constrangedor instalou-se no grupo, enquanto eles recomeçavam a andar. Algumas vezes, eles sentiam algo se mexer ou algum mínimo barulho, porém, na maioria das vezes era somente o vento passando pelas plantas.

– Certo, eu acho melhor nos separarmos… — disse Sirius, parando no meio de uma das trilha que eles percorriam, checando seu relógio de pulso. — estamos ficando sem tempo…

– Não sei se é uma boa ideia… — disse Abbey, temerosa.

– É sim, Ab… está tudo bem, vai ser bem mais rápido desse jeito. — garantiu Lílian. — Se quiser, eu vou com você.

– De jeito nenhum!– exclamaram Tiago e Sirius, ao mesmo tempo.

– Não tem como duas meninas irem juntas! Vocês precisam de nós! — disse Tiago, convencido.

Abbey e Lílian os encararam bravas.

– Machistas… — disse Lílian, cruzando os braços.

– Certo… Abbey você pode ir comigo e Lílian vai com Tiago — disse Sirius, firmemente.

– Sério?– disse Lílian, incrédula, observando Tiago dar um sorrisinho maroto.

Sirius deu de ombros e avisara que seguiria com Abbey por um caminho que virava à esquerda, enquanto Tiago e Lílian iriam para o lado oposto.

– Vamos? — sugeriu o garoto, para Lílian.

Lílian deu de ombros.

– Claro… — disse ela, seguindo-o.

– Então… o que você acha que quer dizer, uma casa e uma árvore?

– Eu não faço ideia… — disse Lílian, abalada. — gostaria de entender o que isso quer dizer e onde isso fica! Não existe nenhuma casa no meio dessa floresta!

– Eu sei… muito estranho… — concordou Tiago.

Depois de algum tempo, ouvindo somente o farfalhar das plantas, Tiago e Lílian se assustaram ao ouvir algo mais: um uivo distante e sombrio.

– O que foi isso? — sussurrou Lílian, assustada, encolhendo-se inconscientemente ao lado de Tiago.

– Eu não sei… mas tenho um palpite. — disse ele, se sentindo ligeiramente alegre de estar tão próximo à garota. — O problema é que não faz muito sentido...

– Vamos! É naquela direção! — disse Lílian, apontando para o lugar onde eles haviam ouvido o som tão estranho e anormal.

Tiago concordou, correndo ao lado da garota com a varinha na frente.

– Eu tenho certeza que veio daqui! — sibilou Lílian, ao chegarem ofegantes, próximo à uma clareira.

Tiago olhou para os lados cautelosamente e virou-se para Lílian.

– Eu vou dar uma olhada nesse lado — disse o garoto, indicando o lugar. — , espere aqui para ver se alguma coisa aparece, mas fique abaixada atrás de um arbusto. E, não largue a varinha! Se alguma coisa acontecer ou se eu não voltar, corra e volte para o castelo.

Lílian ficara alguns segundos calada.

– Certo… — concordou ela, afinal. — mas se você não voltar, eu não vou correndo para o castelo que nem uma pateta! Eu irei atrás de você.

– Eu sei! Porque você me ame incondicionalmente, pimentinha. — disse Tiago, com um sorriso maroto, apertando as bochechas dela de leve.

Lílian o empurrou, vermelha.

– Potter! Seu idiota! — esganiçou ela, apesar de estar sussurrando.

Tiago levantou-se, ainda com um sorrisinho, e saiu andando com a varinha iluminando o caminho.

Lílian ficara parada por trás de um arbusto sem se mexer por alguns minutos, esperando. Ignorando o pedido de Tiago, ela se levantou também, e com a varinha na mão, explorou um pouco a clareira. Nessa parte da floresta, as árvores eram mais altas e o vento não era muito forte, assim, qualquer barulho poderia ser ouvido.

A garota encostara-se em uma árvore, entediada, esperando Tiago voltar. No silêncio sombrio, Lílian ouvira passos. Folhas sendo pressionadas e empurradas no momento em que algo se movia na escuridão. Assutando-se, Lílian, sentiu seu próprio corpo tremer e agachou-se rapidamente, entre duas árvores. Ela levantou um pouco a cabeça, tentando ver algo no breu.

Um pequeno rosnado ecoava próximo à garota e ela via olhos amarelos brilhantes, refletindo a lua. O ser uivou mais uma vez e aproximou-se mais de onde ela estava. Ela prendeu a respiração, tremendo, sentindo seu coração bater acelerado. Lílian conseguia ver a sombra de um bicho que parecia um lobo, porém um pouco maior e mais feroz, cada vez mais próxima. Ela percebera que estava prestes a desmaiar, quando sentiu algo tocar seu ombro.

Lílian virou-se abruptamente para trás, deparando-se com Tiago, que estava pálido e tocava nos próprios lábios, pedindo que a garota fizesse silêncio. Ele segurou sua mão, puxando-a para trás. Lílian levantou-se cautelosamente, o mais silenciosamente que pôde e seguiu-o por entre as árvores altas para longe daquele lugar. Depois de um tempo, os dois começaram a correr, até conseguirem se afastar da clareira suficientemente e ofegantes, pararam e sentaram próximos a uma trilha.

Lílian estava se segurando o tempo todo para não chorar e as lágrimas assaltavam seus olhos à todo tempo. Finalmente, sentada, ela deixara algumas lágrimas solitárias escaparem de seus olhos enquanto girava a própria varinha, tentando não encarar Tiago.

– Foi horrível… — sussurrou ela, esfregando os olhos.

Tiago, sem saber muito o que fazer, aproximou-se mais da garota e a abraçou, dando pequenos tapinhas em suas costas.

– Está tudo bem, agora… — disse ele, por entre a massa de cabelos ruivos da garota.

Lílian afastou-se um pouco do garoto, respirando profundamente.

– O que era aquilo? — perguntou ela, olhando nos olhos castanhos esverdeados de Tiago.

Tiago abrira a boca para responder, mas a fechara imediatamente, levantando-se e pegando sua varinha rapidamente. Lílian, assustada, o imitara, olhando na direção que o garoto olhava.

Alguém vinha em direção a eles, caminhando lentamente, com a varinha iluminando o caminho. Eles não conseguiam ver seu rosto, que estava escondido pela escuridão da floresta.

– Quem é você? — gritou Tiago, apontando a varinha para a figura, ao mesmo tempo que empurrava Lílian para trás dele. — Apareça!

A figura continuara caminhando, porém mais rapidamente, até se aproximar e seu rosto ser revelado pelas varinhas dos três.

– Oi gente… — disse Remus Lupin, cortando o silêncio da noite gelada.

Notas finais
Beijinhos de curiosidade!!! :)