Jikan Ryoko

10 Capítulo 10: Iota


Notas iniciais
IAAAAAAAAAAAEEEEWWWWW MY FRIENDS!!! O/ I RETURNED MOTHERFOCAS! Enfim u.u oi povo o/ desculpem a demora inacreditável pra postar, mas estive em duas semanas consecutivas de provas(recuperações e algumas finais G.G) mas finalmente estou de FÉRIAS O/ (E passei u.u) agora sim, terei tempo de sobra pra me dedicar o/ Primeiro, alguns avisos: eu estou revisando/reescrevendo os capítulos anteriores, para tentar diminuí-los, e tal. O mesmo com Chained Wings (Asas Acorrentadas), que, pela milésima vez, não, eu não vou parar a história, apenas estive muito ocupado e com bloqueio criativo. Para os que não acompanham o meu Tumblr de Jikan Ryoko (Link está no disclaimer da história e se não me engano no capítulo anterior... ou foi antes? Nem eu me lembro G.G enfim, tá no Disclaimer pra quem se interessar, lá eu posto curiosidades e coisas do tipo ) , eu criei um compilado chamado ''Chronicles of Jikan Ryoko'', onde cada capítulo é uma One Shot de JR. Cada uma delas será NO MÍNIMO mencionada na história original e explicada melhor, e se quiser ler os capítulos, não precisa necessariamente estar avançado na história. É mais para contos mesmo, e coisas importantes que serão devidamente exploradas mais tarde. Para quem se interessar, o link do compilado é esse: http://fanfiction.com.br/historia/573648/Chronicles_of_Jikan_Ryoko/ Só tem duas One Shots até agora (uma delas é a Wandering over Time reescrita), e prometo postar os contos também no Tumblr.) Bem, e também estou fazendo uma Playlist de Jikan Ryoko, que pretendo pôr nos capítulos e tudo o mais, mas estou com poucas músicas, ainda pesquisando outras e vendo a letra pra conferir se o significado equivale á algo da história; dou preferências á Rock ou até músicas clássicas. Mas se quiserem, podem me mandar sugestões de qualquer música, tanto aqui como no Tumblr (que eu peço que acompanhem, pois lá eu atualizo várias coisas). Como eu geralmente posto avisos mais detalhados lá, aqui eu apenas resumirei daqui em diante, e caso alguém queira mais detalhes, ou me pergunte, ou pode visitar o tumblr XD enfim, estou enrolando muito u.u E finalmente consegui outro capítulo curto o/ não é tão curto... tem 2000 palavras, mas dá pro gasto u.u esse capítulo é meio parado (só pra encher linguiça, basicamente XD), mas enfim, boa leitura XD o/

Capítulo 10: Iota| Erika|

–Afinal, quem diabos é Mephisto? – Honoka perguntou, e nem eu nem Bob o soubemos dizer.

Várias pessoas estavam saindo da escola, enquanto eu, Honoka e Bob estávamos na calçada da escola, em um canto afastado, conversando. Alguns alunos, como de costume, ficavam no colégio por obrigações próprias, mas nem Bob, que era aquele maldito presidente de classe que todo mundo ama, tinha obrigações naquele dia. Eram cerca de cinco e meia da tarde, mas o céu ainda estava super claro. Chovia levemente, quase que imperceptível.

–Hoje ele também apareceu na janela da sala – Bob comentou, olhando para os lados para se certificar se tinha alguém além de nós duas o escutando – Ficou nos observando por um tempo, mas logo foi embora. Afinal, o que diabos ele quer?

–Ah, aquele gato filho de uma rapariga vai ter que tirar a porra da tatuagem do meu pulso! – eu bufei – Minha mãe quase me matou por causa dessa bosta, e adivinhem, está intacta. Intacta! Não entendi nada sobre o que ele disse no bar, por isso fui embora.

–Erika-chan, se acalme, por favor! – Honoka exclamou, aborrecida – Ele falou comigo sobre um deus do tempo, e sobre algo sério de linhas temporais... ele falou algo sobre Fausto.

–Sobre quem? – Eu perguntei, fitando-a com a testa franzida.

–Era algo realmente sério – Honoka afirmou – Não sabemos o que aconteceu ontem, mas eu e Erika estamos com os pulsos marcados. Eu acho que ele só vai embora quando dermos uma resposta.

–Ótimo, não! — eu bufei novamente, revirando os olhos completamente impaciente – Se ele quer ouvir a minha resposta, eu já disse. Eu não quero me tornar a porra de uma viajante de não-sei-o-quê. Agora, por favor, vamos embora, é só negar o que ele tem a dizer!

Sinceramente, eu já estava ficando irritada com aquilo. Mal havíamos saído do inferno apelidado de ‘’escola’’, que Honoka nos chamou para uma conversa estranha. Eu não fazia ideia do que diabos Mephisto queria conosco, mas uma coisa simples eles estavam transformando em uma coisa super complicada- o que eu odiava, claro.

–Eu não vou negar algo que não entendo direito – Bob falou. Como sempre, aquele nojento de merda tinha que ficar do lado de Honoka – Olhem, a minha mãe me encheu de perguntas ontem sobre Mephisto, quem era, e tudo o mais. Até Megumi ficou me perguntando quem era ele e por que eu havia levado-o para casa.

–Você perguntou pra ela sobre o negócio do relógio e da marca? – Honoka perguntou. De início, não havia entendido de cara a pergunta, mas me lembrei que Megumi também havia recebido a marca.

–Já, mas ela se negou a responder as minhas perguntas, e disse que essas coisas não existiam – ele bufou – E ainda disse que, caso alguém estranho me ofereça um contrato, que eu não aceite, pois isso me prejudicaria. O que eu acho estranho, já que ela nunca quer o meu bem, mas...

–Ora, está vendo, está vendo? – eu apontei pra Bob, olhando para Honoka – Até a irmã dele disse que isso é uma péssima ideia. Agora anda, por favor, vamos pra casa, hoje é sábado!

–Erika, se quiser ir pra casa, vá, mas para de encher a porra da nossa paciência com essa sua voz estridente! – Bob retrucou. Eu estava prestes a meter a mão no rosto dele com toda a força do mundo, mas Honoka a segurou.

–Vocês, por favor, parem de ser infantis! – Honoka exclamou, e eu e Bob nos calamos – Vocês passam o dia inteiro brigando, isso já está enchendo a paciência! Por que vocês não... – ela parou de falar do nada, olhando pro horizonte. Logo suspeitei sobre o que se tratava.

–Cadê a porra do gato pra gente cozinhar ele? – Eu procurei pelos lugares, mas não achei nenhum gato preto, até que Honoka falou:

–Aquele ali não é ele, andando do lado de Ban? – Ela apontou, e nós viramos ao mesmo tempo para o garoto que passava tranquilamente na saída da escola.

Enquanto Ban passava, havia um gato de pelugem negra que passeava tranquilamente ao seu lado. Ban parecia nem notá-lo, pois nem sequer olhou pro lado.

–Não podemos afirmar que é o mesmo – Bob falou, antes que eu ou Honoka falássemos algo — Existem vários gatos pretos nesse mundo...

–De olhos azuis, mesma gordura e andando por essa escola no dia seguinte que ele apareceu? – eu perguntei, enfurecida – Ah ,me poupe, é lógico que é o mesmo saco de pelos!

–Existem vários gatos pretos de olhos azuis, e coincidências existem! – Bob falou, me encarando. Eu revirei os olhos e falei:

–Eu não me importo, não vou mais me meter nisso. Só quero que aquela porra de gato tire essa tatuagem! – Eu mostrei pra Honoka e Bob, que ficaram em silêncio, voltando a observar o gato, e eu também o fiz. Ban passeava tranquilamente ao lado do gato, e pude perceber a boca de Ban se mexendo, como se conversasse com ele, mas achei pouco provável.

O mais irritante era que tudo havia virado maluquice de um dia para o outro. Desde o dia anterior, começaram a aparecer coisas estranhas, e eu não gostava nada daquilo. De repente, eu tinha uma tatuagem que não saia de jeito nenhum, e não parecia ser de tinta. Era como uma marca estranha na minha pele, eu não a sentia nem nada, mas me incomodava bastante.

–...E-Eu acho que vou tentar falar com Ban e perguntar de quem é aquele gato. – Honoka falou isso, do nada, e se dirigiu até ele. Eu tentei impedi-la, mas ela se soltou, dizendo que voltava já.

–E-Ei, Honoka! Não vai falar com Ba---... – mas, quando eu percebi, ela já estava longe demais pra me ouvir, e já estava se aproximando de Ban, pouco se importando com as consequências. Eu revirei os olhos e suspirei – Droga, qual o problema daquela ruiva?

***

–Este gato é seu? – Honoka perguntou para Ban, enquanto eu e ela andávamos ao lado do gato e, por lógica, perto de Ban. Eu não gostava da ideia de ter que andar perto de Ban, mas era o jeito. Eu encarava o gato de forma estranha diversas vezes, porém, ele nem sequer olhava pra mim. Na verdade, parecia agir como um gato normal, enquanto Honoka tentava puxar assunto com Ban – Q-Quer dizer... ele é bem bonito até.

Ban deu aquela risadinha detestável.

–É meu, sim. Eu o chamo de Tsuni. Na verdade, eu o achei na rua quando filhote, e o adotei. Mas claro que meus pais foram contra, mas fazer o quê? – ele sorriu pra Honoka – Você tem algum animal doméstico?

–Ah, não... eu tinha um gato, mas ele morreu – Honoka deu uma risadinha nada sincera, meio tímida – Mas seu gato, digo, não tem algo estranho nele? Tipo, alguma coisa que ele faça de estranho?

Ban pareceu pensar um pouco. A testa dele se franziu, e ele respondeu:

–Hã, acho que não... ele sempre foi... relativamente comum. Nunca fez nada em casa, bagunça, ou algo do tipo. Mas por que a pergunta repentina, Honoka?

–Eu lhe respondo porque – eu disse, me aproximando, e os olhares de Honoka e Ban pararam em mim, e eu furiosa, apontei para o gato, que me encarou com certo medo, e disse: — Esse gato tem alguma coisa sobrenatural. É alguma impressão minha, ou alguma droga que eu fumei, nem eu sei, mas esta bosta deixou uma marca em mim e em Honoka! – Eu mostrei o pulso, irritada, para Ban, que ao vê-lo, demonstrou uma cara de espanto. Por alguns momentos, ficou calado, e eu retomei minha fala nesse pequeno espaço de tempo – Seu amiguinho, Robert, também está de provas. Esse gato fica falando coisas estranhas para nós vez ou outra!

O gato fazia uma cara assustada, e percebi que Ban deu uma leve olhadela cautelosa nele. Eu e Honoka aguardamos até ele dizer algo.

–Isso... vocês tem certeza do que estão falando? Não andaram bebendo? – ele perguntou, o que me fez, novamente, querer dar um murro na cara dele – Digo, gente, na boa... caiam na real. Ele é um gato. Talvez tenha sido tatuagem de chiclete, e...

–M-Mas Ban, é verdade, nós não estamos mentindo – Honoka falou, também mostrando o pulso para ele. Ele fez uma cara meio perdida, como se estivesse confuso — Esse gato já agiu estranhamente alguma vez? Ofereceu algum contrato? Algo?

Ban suspirou, e por um tempo, novamente ficamos em silêncio, parados no meio da rua. O gato olhava curiosamente para cada um de nós, e Ban finalmente retomou sua fala:

–Olhem, eu não acho que essas coisas devam ser de seus interesses... digo, procurem fugir disso. Não se metam em coisas sobrenaturais, quaisquer que forem – ele falou, o que me estranhou. De repente, seu humor havia mudado: estava tenso, e falava sério, enquanto outros alunos passavam por nós tranquilos – Ele é apenas... um gato... isso não...

–Ah, Ban Negan, aí está você... – disse uma voz feminina atrás de nós, num tom meio arrogante – Onde você estava? E o que está fazendo?

Quando olhamos para trás, em meio aos vários alunos que passavam rindo e conversando distraidamente, havia uma garota mais ou menos do tamanho de Honoka, com um longo cabelo castanho claro, com a franja para trás, com olhos cor de mel. Andava de um jeito meio metido, e por um tempo, não reconheci aquele ser logo de cara, e depois percebi que era Megumi, a irmã esquisita de Bob.

–A-Ah, Megumi, aí está você! – Ban sorriu, acenando – Você não tinha compromissos com o clube de jardinagem hoje?

–Resolvi sair mais cedo por hoje, e você também deveria estar no de basquete, mas não está – ela respondeu, parando de frente para ele, nos ignorando por completo – Estamos quites, não? E o que está fazendo?

–Nossa, mas que menina exemplar... – eu comentei, encarando-a, e ela me encarou de volta, com um olhar penetrante, e eu continuei: — Desmarcando compromissos assim, só por vontade própria, é uma coisa bem estúpida.

–Ah, vejo que é a senhorita Erika Otsuka Turner... – ela falou, e eu senti vontade de socar a cara dela, mas Honoka logo segurou meu pulso. Eu simplesmente odiava meu segundo sobrenome, dado pelo meu pai. Não tinha nada contra ele, na verdade, ele era o único ser com cérebro na minha casa, mas seu sobrenome era péssimo – É uma surpresa ainda não ter sido expulsa do colégio, depois do tumultuo que causou ontem, ao lado da senhorita Honoka Arai... é realmente muito suspeito. – Ela terminou a frase com um tom mais arrogante possível, e, para completar, ainda jogou o cabelo para trás. Ah, como eu queria matar aquela vadia miserável...

–Ei, ei, parem vocês duas! – Ban falou, fazendo um sinal de paz para nós duas, sorrindo novamente – Ou ambas podem ser expulsas da escola. É melhor se acalmarem.

Megumi simplesmente olhou para mim e deu de ombros, voltando seu olhar para Ban.

–Venha, vamos para casa. Ignore essas duas, lembre que nós marcamos um compromisso para mais tarde – Ela já ia saindo, quando eu retruquei:

–Nossa, que autoridade. Até parece que são namorados... – Honoka pegou no meu ombro, e falou rispidamente:

–Erika, por favor, já chega... vamos pra casa, isso não vai adiantar nada...

–Não, está tudo bem, Arai-san... – Megumi me encarou com seu olhar de víbora, enquanto Ban se manteve afastado, e Honoka se mantinha em silêncio, e eu percebi que seu olhar ia de mim até Megumi – E se eu e Ban fôssemos namorados, o que você teria a ver com isso? Se você não tem capacidade para ter namorado nenhum, ou muito menos namorar meu irmão, eu não posso fazer nada a respeito....

–Ah, escute aqui, sua víbora mortífera do fogo do infer... – Eu já ia dando um tapa nela, mas Honoka novamente puxou meu braço com força.

–Erika, Yatsuka-San, já chega disso! – Honoka falou, prendendo meu braço, enquanto eu e Megumi nos encarávamos ferozmente – Parem de brigar feito duas crianças, por favor!

Alguns alunos que passavam ficavam nos observando, mas eu não me importei. Ao perceberem que as coisas haviam se acalmado, tomaram novamente seu rumo, enquanto Ban se mantinha calado, olhando nós duas. Eu então disse:

–Ei, não é esse o relógio que você viu no tal sonho, Honoka? – Eu perguntei, apontando para o estranho relógio amarelo no pulso de Megumi, fazendo Ban e ela se assustarem. Eles trocaram olhares nervosos, o que eu achei no mínimo estranho, e Honoka olhava atentamente.

–...E-Exatamente! Foi esse relógio... Onde o conseguiu, Y-Yatsuka-san?

Percebi que Megumi levou um tempo para voltar ao seu estado grosseiro. Ela encarou profundamente Honoka.

–Ora, todo esse movimento é simplesmente por causa de um relógio? –ela perguntou, mostrando ele atentamente, ainda nos encarando – É um relógio, apenas. Veja, Ban também tem um, não é incomum que esse relógio apareça, certo? – Ao falar, eu realmente notei que Ban usava um modelo parecido com o de Megumi, exceto pela cor, que era um tipo delaranja avermelhado.

–É isso mesmo – Ban concordou, olhando para Megumi, em seguida voltando a olhar para nós duas – Esses relógios não são incomuns. Quanto ao lance da tatuagem, deve ser apenas algum chiclete, ou sei lá. E esse gato não fala.

Por um momento, eu e Honoka nos mantivemos em silêncio. Eu realmente estava confusa: pensava se tudo aquilo era coisa da nossa cabeça. Mas... simplesmente não podia ser. Eu me lembrava com perfeição do dia anterior. De Mephisto indo ao bar, nos oferecendo um contrato.

Megumi suspirou.

–Agora, se puder fazer este favor, Otsuka-san, não me venha com sua baixaria para cima de mim, obrigada. E, Arai-san – ela olhou para Honoka, com seu olhar penetrante, e Honoka fez uma cara receosa — tente controlar sua amiguinha, e eu me sentirei agradecida. Vamos, Ban, meus assuntos a tratar são sérios. – Ela se virou, com seu jeito metidinho e irritante, puxando Ban pelo braço, e ele a acompanhou, enquanto acenava para nós. Ficamos ali, paradas, observando os dois desaparecerem junto com o gato negro em meio á multidão.

–Afinal, qual é o problema daquela riquinha miserável? – eu bufei – Ah, um dia eu ainda vou meter o cacete nessa guria...

–Erika-chan, se acalme... – Honoka falou, olhando pra mim – N-Não a culpe tanto... ela deve estar passando dificuldades na vida pessoal desde... – Ela se calou, olhando um pouco pro lado, deixando-me na dúvida.

–Desde o quê? – Eu perguntei – Responda, Honoka.

–...Ah, isso não i-importa... Já faz muito tempo. Bem, precisamos voltar para casa – ela falou, me puxando – Depois resolveremos isso, Erika, mas antes, é melhor voltarmos.

Eu odiava quando Honoka deixava de falar do nada, e eu sentia que havia alguma coisa a mais que ela se recusava a me contar.

Ω

Notas finais
Bem, eu acho que por enquanto é só. Fiquem ligados também no Tumblr de Asas Acorrentadas para quem acompanha (http://asasacorrentadaschainedwings.tumblr.com/) e no Tumblr de Jikan Ryoko, e se possível, no compilado ''Chronicles of Jikan Ryoko''. Bem, estou tentando atualizar ao máximo e fazer mais coisas pela história, então aguardem pelos próximos capítulos que provavelmente não demorarão a sair ;) enfim, comentem suas opiniões, estou meio decepcionado :/ se a história está ruim ou muito enrolada, com capítulos grandes, comentem gente! Enfim, até mais... sayo o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.