Jibe Gajima! 2
20 Capítulo 20| Touch.
Notas iniciais
Meses haviam se passado e Marina finalmente se tornará a dona de casa dos sonhos de Junsu. JiYong ligava para ela constantemente mas ela não o atendia.
Fazia as tarefas de casa enquanto sentia seu coração sendo deixado de lado aos poucos,podia sentir sua alma congelando naquele tempo desperdiçado sem seu amor,porém era melhor para ambos que aquilo continuasse daquela forma. Também não falava com seus amigos,pelo menos não os reais. Havia criado desenhos iguais os seus amigos e conversava com eles para passar o tempo,se sentia louca porém não tinha outra opção, Junsu não mantinha um diálogo muito amigável.
O interfone tocou,fazendo a garota pular e derrubar tudo no chão,foi até a porta com medo e abriu um sorriso nunca antes visto quando viu Anne,Hola e Isabella na porta,os três abraçaram a amiga e logo Anne começou a chorar.
-O que esse monstro fez com você?-Anne perguntou chorando.
-Não entendi,o que quis dizer?
-Você não se vê no espelho a um bom tempo não é mesmo?-Hola tirou o ipod do bolso e mostrou para a garota o estado de seu rosto. Cortes e sangue seco por todo o lado.
-E pelo visto não foi só no rosto que o filho da puta fez estrago.-Isabella puxou a manga do agasalho da amiga,deixando a mostra um braço cheio de roxos e machucados.-Ele te machucou de forma séria?
-Ele quase quebrou uma costela minha,mas não se preocupe,ele chamou um médico e já estou bem. O que fazem aqui?Vocês sabem que ele não gosta de visitas quando estou sozinha em casa...
-Não somos visita,somos sua salvação.-Isabella tacou uma mala em Hola.-Os dois vão para o quarto e arrumem a mala dela.
-O que?Eu não ou a lugar algum,Junsu precisa de mim.
-E você se importa com ele?Pelo amor de oxalá Marina,você nunca foi do tipo que gostava de apanhar.
-Você não entende,estou feliz aqui.-Marina sorriu de forma ensaiada para a amiga e pegou sua mão.-Aqui eu protejo você,Anne,Hola e JiYong do que Junsu pode se tornar quando está com raiva. Estou feliz estando aqui e protegendo vocês.
-Enfia esse papinho de super amiga perfeita e protetora no cu,ou na sua mala,tanto faz.-Isabella segurou o rosto da amiga tentando acordá-la daquele transe.-Você é minha melhor amiga,minha mô,não vou deixar você aqui nesse inferno para me salvar de um perigo que não existe. Esse filho da puta não vai machucar ninguém além de você e no fundo você sabe disso. Se ele tentar machucar mais alguém nós matamos ele,não vai ser um desafio.
-Você está mesmo disposta a matar alguém por mim?
-Se eu não estivesse teria isso?-Isabella tirou um revolver do bolso interno de sua jaqueta.-Anne não gostou muito da ideia então anda apenas com um canivete. Agora todos nós andamos armados,até os garotos andam.
-Você contou para eles?
-Não se preocupe,JiYong não sabe de nada,achamos melhor para a sanidade dele não contar nada.-Isabella fez uma breve pausa mas logo sentiu a necessidade de falar novamente.-Nunca o vi sofrendo tanto,o garoto não come,não dorme...Nem beber ele bebe mais,até tentou ficar na praia por um tempo mas depois decidiu voltar para aquele apartamento dele.O garoto fica trancado naquele quarto dos horrores e sai a cada três horas com uma obra prima.
-Como assim?
-Se você visse a montanha de músicas,ideias para mv's e até mesmo ideias para livros que saem daquele quarto ficaria surpresa. Acho que nosso pequeno GD enlouqueceu de vez.-Anne e Hola saíram do quarto com uma mala nas mãos.-Ótimo,Anne vai te levar ao aeroporto.
-E vocês?
-Vamos ficar aqui e deixar um recado para nosso pequeno hater.-Hola disse manuseando um taco de baseball.-Não se preocupe,vamos ficar bem,vá logo!
Marina não teve tempo de se despedir,Anne já a puxava para o carro e ela podia ouvir o barulho de coisas se quebrando.A última imagem que viu foi Isabella indo para fora da casa e acenando enquanto pichava “perdedor” em letras pretas.
-Você vai para o Japão,para as Ilhas Ryūkyū para ser mais exata. Junsu não vai te encontrar lá,até porque graças a algumas ações ilegais ele foi proibido de pisar naquele lugar.-Anne chegou rapidamente ao aeroporto,Colocava na mão de Marina a passagem dela e uma jaqueta para protegê-la do frio.-Quando chegar lá um senhor vai te buscar,senhor Matsuko para ser mais exata,ele é de extrema confiança dos garotos,eles tem uma casa lá onde você vai ficar por um tempo.
-E vocês?Quando vou ver vocês?Não posso ir embora sem vocês!
-Vamos ficar bem,assim que a poeira baixar vamos dar um jeito de te encontrar por lá e de lá vamos para outro lugar,bem longe da Ásia.Viver uma nova aventura!
-Mas e os garotos?
-Eles vão entender,sabem que isso é mais importante,agora vai,está quase na hora do seu vôo!-Anne abraçou a amiga e a empurrou para fora do carro.-Nós te amamos!
A garota logo estava em seu acento no avião,pensava no que ia acontecer com ela,com seus amigos e com sua vida,mas o que mais a importava agora era como JiYong reagiria com sua partida,sua alma era devastada pela imagem do rapaz chorando e gritando seu nome,ou apenas pela ideia dele desistindo de sua felicidade por ela.
--XX--
JiYong escrevia dia e noite sem se importar com a dor que sentia em suas mãos.Tudo o que via era Marina,suas paredes agora tinham desenhos dela com sua tinta especial e seus pensamentos estavam afogados nela.
O silencio era algo reconfortante,até que esse conforto foi destruido pelo som de uma porta sendo derrubada,JiYong por sua vez soltou sua caneta e pulou da cadeira. Pensou em se defender porém logo estava desacordado. Acordou em um lugar escuro e assustador,estava amarrado a cadeira na qual estava sentado.
O lugar parecia um depósito abandonado,era sujo e a iluminação era precária,podia ver restos de comida sendo atacados por um roedor qualquer no canto direito do locar e no canto esquerdo um cara o encarando enquanto brincava com sua arma,como se quisesse mostrar seu poder. O rapaz pensou em perguntar algo porém foi impedido por uma fita que selava seus lábios.
-Nossa princesinha finalmente acordou.-Uma voz familiar surgiu junto com a figura de Junsu em um terno classico,brincando com uma bengala preta com detalhes em prata.-Achei que havia morrido com apenas um soco. E então,o que achou de sua nova casa?A decoração é simples mas é de coração...Oh,que falta de educação a minha,te perguntando tantas coisas sem nem ao menos te deixar responder!-Junsu arrancou rapidamente a fita da boca de JiYong. Se apoiou em sua bengala e posicionou seu rosto bem na frente do rapaz e o encarou com um olhar desprezível.- Então,diga-me como está se sentindo em seu novo lar.
-Por que estou aqui?O que te fiz?
Junsu em resposta apenas deu um soco em JiYong,cortando sua boca com um de seus anéis.
-Não se faça de inocente!Sei que a ajudou a fugir,agora me diga onde ela está antes que eu perca a paciência.
-Ela quem?Eu não sei do que você está falando.-JiYong levou outro soco,o que fez seu cérebro ligar os fatos.-Marina,ela desapareceu?Como quer que eu saiba onde ela está,você a proibiu de falar comigo se esqueceu?!
-Não grite comigo sua gazela no cio!-Junsu bateu em Jiyong novamente,mas dessa vez usando sua bengala.-Me diga agora para onde ela fugiu?
-Como assim fugiu?Você a mantinha presa?-Perguntava JiYong enquanto cuspia sangue por todo o chão,já manchado de outros possíveis sequestros.-O que vocês fez a ela seu maluco?
-Eu não sou maluco!-Junsu bateu mais uma vez no rapaz,dessa vez o deixando desacordado.
JiYong abriu os olhos vagarosamente,ainda tonto e com muita dor de cabeça.
-Se você desmaiar a cada vez que discutirmos vamos ter um problema.-Junsu disse suspirando.-Três dias desacordado?Qual é GD,Marina era bem mais resistente.
-Você batia nela?-JiYong perguntou de cabeça baixa,escondendo a fúria de seu olhar.-Você a machucava?
-Ela era desobediente no começo.-Junsu girava sua bengala no ar enquanto andava.-Não acertava as receitas de meu pratos favoritos,não vestia as roupas que eu queria,não queria largar do telefone...Tinha que ser treinada para ser minha mulher perfeita,e foi. Ela era linda,obediente e não preciso nem dizer o quão boa era na cama não é mesmo?
-Você não tem direito de falar dela seu pervertido!-JiYong tentou se levantar porém a cadeira o fez cair no chão de lado.-Quem é você para fazer mal a ela?Como pôde ter coragem de machucá-la?
-Do mesmo jeito que você Dragãozinho.-Junsu ria daquela cena patética.Puxou Jiyong para sua posição de origem pelos cabelos e com o rosto apoiado em sua bengala continuou a falar.-Acha que não sei como vocês se conheceram?Aquela gangue que você pôs para correr costumava trabalhar para mim,não se preocupe,já dei um jeito neles,incompetência é algo intolerável para mim.Só tem uma coisa que você não sabe,um de meus rapazes o seguiu e viu tudo o que você fez,no caso deixou de fazer.Nunca mais teve essa oportunidade não é JiYong?-Junsu jogou sua bengala um pouco para cima e a pegou no ar,logo o jovem girava ao redor do outro amarrado em uma cadeira,se posicionou atrás do rapaz e pousou a cabeça em seu ombro,sussurrando no ouvido de JiYong,tentando despertar todos os seus demônios.-Nunca mais teve a chance de sentir aquele sangue escorrer pela suas mãos,de fazê-la gritar de medo,dor e prazer...Nunca pode sentir seu corpo trêmulo em seus braços.Somo iguais Jiyong e se você me ajudar,poderemos ter nossa amada de volta.Ambos desfrutaremos daquela bela e saborosa presa.
-Você a vê apenas como uma presa...Se pudesse ver o potencial que ela tem na vida das pessoas nunca diria tamanha besteira.-Jiyong encarava o chão enquanto controlava seus demônios visualizando o olhar tranqüilizador de seu belo anjo,agora desaparecido.-Meu prazer era fazer as mulheres com quem me relacionava sentirem dor e eu mais do que ninguém quis destruir aquele corpo,cada gota de sangue e de lágrima que eu a causasse seria o mais alto nível de prazer que jamais atingi.Porém ela de uma forma inimaginável me fez ver o monstro que havia me tornado,me fez ver o quanto aquilo tudo era errado.Ela é muito mais do que uma “presa” Junsu,pode mudar vidas,se você ao menos a deixasse se aproximar de forma saudável,talvez ela conseguisse te salvar também.
-Você é patético.-Junsu olhava JiYong com nojo.-No que te tornaram?Agora se preocupa com os outros?Os outros são dispensáveis.No máximo são usados como uma ferramenta para alcançar o prazer de ser superior.Esses seres são inferiores a nós JiYong.-O rapaz riu de Junsu que apenas foi em direção a porta dos fundos e disse suas útlimas palavras da noite.-Talvez meus rapazes consigam te lembrar quem você é.
A última coisa que JiYong viu foram três homens surgindo das trevas,sentiu uma forte dor na cabeça e logo estava desacordado novamente.
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