Jessiuri e Biuri - Uma relação compartilhada?
2 Assim é meu irmão
Notas iniciais
Oiiiii, queria ter postado mais cedo, mas aí está mais capítulo. Espero que gostem. Boa noite.
— Eu já disse, mãe, as canetas pretas de ponta fina são melhores para marcar os desenhos.
Jessie tentava explicar para mãe a diferença entre lápis, canetas, pincéis... Mas estava claro que Luzia não estava interessada em qual marca de caneta a filha ia comprar. Luzia apenas queria saber se Jessica estava feliz. A garota estava claramente animada com sua entrada para a faculdade. Cursaria Artes Visuais, finalmente teria um dos seus sonhos realizados. — Jessie — A mãe sorriu com a cara de boba da filha em meio tantos papéis.-, a desenhista aqui é você. Pode escolher o que quiser. Jessie sorriu em agradecimento e retomou a atenção para os pincéis. ***Jessica jogou a sacola de compras na cama. Havia tido um dia agitado, mas continuava empolgada. A única pessoa que poderia desanimar sua empolgação era Iuri. Mas ela sabia que ele não iria fazer isso. — Você é uma verdadeira idiota. — Sim, ele iria fazer isso. Iuri passou com duas malas pelo quarto de Jessie e pronunciou aquelas palavras. Tipico dele agir de forma depreciativa com a irmã. Mas o que deixava Jessie mais intrigada era que ele só fazia isso com os familiares. Jessie já o havia visto com os amigos e Iuri parecia ser amável. Jessie não conseguia imaginar o que fazia Iuri odiá-la. — Vai viajar? — perguntou Jessica para desfazer o clima de constrangimento. — Sim, mas não vou lhe dizer para onde. — Eu não ia perguntar mesmo. Iuri revirou os olhos e adentrou o quarto da irmã. Jessica se espantou. — Seu eu fosse você, não estaria muito animada — desamimou ele. — E por que eu não deveria estar? — Você vai para para a faculdade, não para uma colônia de férias. — Esse é o seu pensamento. Iuri sorriu, desdenhoso. — Que seja — ele concluiu. — Espero não voltar tão cedo. Quero evitar olhar para sua cara. Depois disso Iuri saiu batendo a porta com força. Jessie faria o que fosse preciso para saber de onde vinha tanta raiva. Desde quando eram crianças Iuri demonstrou ser desafetuoso com os pais e co,m ela. Jessica pensou que o comportamento mudaria com o tempo, mas estava completamente enganada. Sentou-se na cama e ficou pensativa. Lembrou do seu primeiro dia no ensino fundamental. --- Jessie estava mais que empolgada com o primeiro dia de aula na mesma escola do irmão. Entraria na primeira série. Iuri já estava na quinta e Jessica teve a péssima ilusão de que Iuri a ajudaria a se enturmar. Quando o pai os deixou na frente da escola, Iuri se apressou a tomar a direção contrária de Jessie e fingir que a não conhecia. E quando Jessica tentou conversar com o irmão na hora do recreio, foi maltratada como sempre. — Oi Iu! — Jessie se aproximou. Iuri ficou vermelho de raiva. — Você a conhece, Iuri? — perguntou um dos amigo do Iuri. — Claro que não conheço essa intrusa! — Iuri respondeu na defensiva. Jessie saiu de perto do irmão na mesma hora. Sabia que ele queria chamá-la de coisa pior, mas tinha se controlado. Reprimiu as lágrimas e tentou fazer amigos sozinha.—-- Jessica nem percebeu que havia adormecido. Acordou em meio a madrugada. Eram duas e pouco da manhã. Jessie já estava sem sono então resolveu fazer uma das coisas que mais gostava e sabia fazer: desenhar. Colocou os fones de ouvido, uma música agitada e foi para sala. A casa era grande, seus pais não escutariam nenhum barulho no quarto deles. Escolheu seu lápis e papel. O que desenharia? Jessie estava sem ideia. Olhou para todos os cantos da sala, mas nada lhe trazia interesse. Por fim, seus olhos se fixaram em um retrato. Conhecia aquela foto muito bem, mas havia esquecido que ela estava emoldurada em um porta-retato na sala. Nela estava seus pais, seu irmão mais velho e ela. Todos juntos, Iuri até parecia ser um garoto alegre, sorridente e amoroso. Era a foto preferida de Jessie. Era isso que desenharia. Mas não toda a família, somente ela e o irmão. Se Jessie não poderia ter um momento feliz de verdade com o irmão, criaria um. Nem que fosse em desenho. E foi o que fez. E, quando terminou, ficou imaginando se algum dia os dois — irmão e irmã — compartilhariam aquele mesmo sorriso do desenho.
Notas finais
Amanhã posto mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor