Jerks Adventures

3 Eric vs The World


Em um dia frio e melancólico, Eric está lendo os classificados em busca de um emprego, e depois de muito tempo, finalmente encontrou algo que o interessava.

— Tem uma vaga para Garçom em um restaurante aqui perto! Ótimo!

Porém, algo realmente muito inesperado acontece, o telefone começa a tocar!

— Que merda!

Eric odeia atender telefones, ele fica nervoso e não consegue pronunciar as palavras direito.

— Alô? – atende Eric.

— Alô, Eric?

— Sim, sou eu, quem fala?

— Nossa! Como a sua voz está diferente! Finalmente com voz de homem!

— Tanto faz, quem tá falando?

— Aqui é a sua Tia Olga! Não nos vemos faz alguns anos.

— Hum...

— Sua mãe me contou que você está morando sozinho e está desempregado.

— Sim...

— Então queria saber se você pode cuidar do seu primo Bruno por uns dois dias, preciso desse tempo para procurar um emprego! Não tenho outro lugar para deixa-lo

— Não. – diz Eric com uma voz muito baixa e não muito clara.

— Muito obrigado! Estarei aí amanhã às 9h, tchau! – Tia Olga 2 segundos antes de desligar o telefone.

Merda! – Eric revoltado.

Bruno é um menino de 11 anos, seu apelido na escola é Filho do Capeta, ele recebeu esse apelido dos professores. No dia seguinte, Eric é acordado pelo barulho da campainha, outra coisa que ele odeia.

Que vontade de morrer! – pensa Eric.

Eric atende a porta e se depara com aquela bonita senhora acompanhada de um pentelho com a camiseta da banda Slipknot, uma banda que Eric odeia com a força de 300 mamutes.

— Obrigada, Eric, você é um amor!

— De nada...

— Mãe, eu não quero ficar com esse filho da puta! – reclama Bruno.

— O que eu te falei sobre os palavrões, hein, menino? Vai ficar sem Xbox por 3 horas quando voltar! – responde Olga

— Vai se foder, vadia! – Bruno xingando sua mãe.

Eric estava com tanto ódio que se pudesse, se transformaria no Hulk.

— Eric, eu quero ouvir musica! Quero ouvir meus rock!

— Não tenho musicas de rock no meu computador.

— Ainnn seu funkeiro de merda!

— Não sou funkeiro, que porra é essa?

— Aiiin, roque é o melhor gênero e não pode ouvir outros só rock seu poser de merda seu lixoooo gans and roses na veia slash melhor guitarrista herp da derp.

Eric percebeu que teria um dia mais difícil do que imaginava, logo decidiu trancar-se no quarto, colocando musicas de meditação enquanto tapa a cabeça com o seu travesseiro e começa a filosofar sobre a vida e tudo mais.

— Finalmente paz, eu acho. – pensou Eric

Ele estava errado.

Um grito realmente muito alto e irritante vindo da cozinha de Eric, Bruno estava prestes a se cortar com uma faquinha. Eric sai correndo para ver o que estava acontecendo.

— O que você tá fazendo, seu merdinha?! – perguntou Eric.

— Vou me cortar porque a vida é muito injusta comigo porque minha mãe não quer comprar o Xbox One ela nem sequer comprou meu Xbox 360 e nem meu CD do a7x meu pai me dava tudo, mas ele não dá mais – Bruno berrando sem parar.

Eric, sem saber o que fazer, acaba trancando seu primo no banheiro sem pensar, e ligar para o seu querido amigo Rufus.

— Rufus, me ajuda, pelo amor de Bilbo!

— O que foi, cara?

— O Bruno, aquele primo fedelho da caralho, tá aqui em casa fazendo badernas, vem aqui, por favor.

— Desculpa, mas não posso, estou prestes a pegar a última vaga para garçom em um restaurante aí perto da sua casa! Tenho que desligar agora! Tchau primão! – Rufus desligando o telefone.

— Caralho! – Eric sem esperanças na vida.

A casa de Eric finalmente fica silenciosa. Bruno, que estava fazendo um enorme fiasco dentro do banheiro, parece que ficou calmo de alguma forma. Eric decidiu checar a situação e acaba se deparando com um pentelho, com a sua camiseta preta do Slipknot cheia de sangue com uma Gilette na mão, com o seu pulso direito sangrando, deitado no chão e de olhos fechados.

— Puta que pariu! – Eric.

Para piorar o seu dia, o telefone toca novamente.

— A-alô?

— Eric! Sou eu! Sua tia Olga, liguei para avisar que não precisa mais cuidar dele! Vou deixa-lo com sua tia Gina! Estarei aí em 10 minutos!

— O-ok.

Eric correu novamente ao banheiro para limpar a sujeira, tentar ressuscitar o garoto após checar seus batimentos cardíacos e colocar curativos.

— Ainda bem que essa praga não está morta! – Eric confuso. – Acorda, caramba!

Bruno acorda lentamente.

— Ufa. – Eric mais aliviado do que nunca.

Naquele mesmo momento, chegou a tia Olga.

— Obrigada por cuidar dele! Você é demais, Eric!

— Obrigado por chegar, tia Olga, leve esse menino logo!

Bruno começa a gritar novamente.

— Mãe! O Eric tentou me matar! Olha só o que ele fez com o meu pulso! – berra Bruno.

— Mas o que?! – diz Tia Olga fazendo uma expressão feia na sua linda face.

— Eu não fiz absolutamente nada! Esse menino é doido! – Eric defendendo-se.

— Mãe, ele não deixou eu ouvir rock! Esse cara é um funkeiro! Ele tentou me matar ao som de Passinho do Volante! – Bruno.

— Isso é maluquice! Todos sabem que Eric é fã de Hip-Hop. – responde Tia Olga enquanto puxa Bruno pelas orelhas – Vai ficar sem comer Nutella por 5 horas por mentir!

— Não! – responde Bruno.

Tia Olga finalmente saiu com Bruno, fazendo com que Eric se sentisse flutuando de tanto alívio que estava sentindo. Com aquele sentimento de vitória, Eric decide jogar uma emocionante partida de Team Fortress 2 no seu computador, onde ele quer passar o maior tempo da sua vida neste momento.