Jelsa - I will be
2 Capítulo 2
Notas iniciais
–Elsa acorde! Você está atrasada!- Anna exclama atrás da porta.
–Que horas são?
– Meio dia! – Ok, estou atrasada mesmo.
Pulo da cama e me apresso para tirar o blusão e colocar o mesmo vestido que usei em minha coroação, arrumo minha trança de qualquer jeito e saio. Anna esta me esperando do outro lado da porta.
–Não Elsa, deixe que eu arrume seu cabelo.
Ela rapidamente faz uma trança decente no meu cabelo e saímos para dar boas vindas aos convidados, afinal um baile deve ter bastante gente, coloco minhas luvas e vamos.
Minha irmã fica do meu lado em quanto cumprimentamos os convidados de vários países e reinos diferentes.
Faço reverência para as rainhas e princesas e aperto as mãos dos príncipes e reis, sempre com luva, é claro.
–Bom dia mademoiselle. –Cumprimenta alguém. Levanto os olhos. É um garoto, ele tem cabelos brancos e bagunçados e olhos brincalhões de um azul muito, muito claro. Ele esta usando um terno, mas é evidente que esta desconfortável e segura uma espécie de bengala de madeira encurvada. Ele deve ser o príncipe novo.
–Bom dia, bem vindo ao nosso reino.
Estendo a mão esperando que ele a aperte.
–Vai mesmo apertar minha mão usando uma luva? Não é muito educado. –Ele me encara com um olhar malicioso.
–Tenho que usar as luvas. –Digo com os olhos arregalados. Nunca ninguém fez esse comentário.
–Não tem não. –Ele sorri e tira a minha luva. Bom talvez eu não congele a mão dele, talvez só talvez eu não congele a mão dele. Tento me concentrar e tiro todo o poder das minhas mãos e coloca-lo em outra parte do meu corpo, não é fácil, mas acho que dá certo pois quando ele toca na minha mão eu não congelo seu braço ou qualquer coisa do tipo.
Mas o que me deixa realmente irritada é que ele não aperta minha mão. Ele a pega e beija as costas da minha mão como faziam em tempos mais antigos.
Mas esse não é o problema. Ninguém, pega na minha mão e ninguém muito menos a beija. Retiro a mão rapidamente e coloco a luva.
– Jack Frost — Ele se apresenta.
– Bem vindo ao nosso reino — digo fria. Ele sorri e vai embora.
–Elsa como você conseguiu não congela-lo?!
–Não sei direito, mas foi difícil.
–Será que ele não conhece as histórias de que, bom, sem ofensas, não se deve tocar em você?
–Pelo visto, não.
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