Jealous
1 Capítulo 1
— E mil desculpas pela cena lamentável de hoje cedo. Estou tão envergonhada, Elisabeta, nem sei como tive coragem de olhá-los nos olhos. – Briana falou.
— O q.. – Elisabeta tentou iniciar.
— Ficar despida na frente de homem assim, ainda mais ele sendo noivo, é algo tão promíscuo, tão sujo. E agora isso, estou com nojo de mim! E.. – Briana iria continuar, se não fosse a expressão de perplexidade no rosto da outra.
— Espera, você não sabia? Meu deus, Elisabeta. Que vergonha! Me desculpa, eu.. eu pensei que Darcy teria lhe contado.
— Ele .. – Tentou iniciar, completamente chocada. – E-Ele contou sim! É porque não é algo tão simples, né, a situação, meu noivo. – Tentou contornar.
Elisabeta não saberia dizer o porquê de ter mentido. Só não quis passar a imagem de que há mentiras entre eles. Não foi mentira, tudo bem, mas foi omissão. Por que ele fez isso, mais uma vez? E uma coisa tão séria como essa.. Enquanto um lado seu estava decepcionada e frustrada com Darcy, o outro estava totalmente estarrecida com o quão longe alguém poderia ir para atingir seu objetivo. Uma coisa tão vil! Como uma mãe trata uma filha como um pedaço de carne? Por outro lado, também não conseguia entender totalmente Briana. Elisa tinha noção que era um das poucas exceções entre as moças da sociedade, dessas que não abaixam a cabeça e nem se deixa oprimir; porém, por mais que Briana seja doce e tímida, se deixar levar pela mãe dessa forma não lhe renderia felicidade. Pelo contrário.
Ao finalizar a conversa, ambas desceram de volta à sala. No momento em que surgiram, Darcy pôde ver facilmente a mudança no estado de Briana. Era incrível como Elisabeta conseguia ser maravilhosa na arte de conversar e aconselhar as pessoas. Ela é incrível, pensou ele. Entretanto, ao pousar seu olhar sobre o dela, percebeu imediatamente que tinha algo errado.
Após os pedidos de desculpas de Briana à Charlotte e Darcy, cada um seguiu rumo a seus quartos. Elisa pouco falou ou sorriu durante o tempo que permanecem na sala. Seus pensamentos todos tomados por onde tudo aquilo os levaria. Mas, principalmente, em Darcy e sua falta de confiança. Confiança, novamente essa bendita palavra entre eles. Ela pensou que já haviam superado aquela fase, porém, será que estaria errada? Não queria acreditar.
Percebendo a não normal quietude de sua noiva, Darcy, após a saída do pessoal, chamou-a para seu quarto. Ali, tentaria fazê-la falar. Elisabeta entrou primeiro. Estava retida em seus pensamentos até aquele momento. Mas foi apenas ver-se sozinhos que a inquietação e todos os outros sentimentos resolveram se expressar. De pé, frente a ele, e de braços cruzados, Elisa simplesmente jogou:
— Quando pretendia me contar sobre ter estado bem aqui com uma mulher pelada? Ou não pretendia? Achou que não era importante, ou o quê, Darcy?! – Brandou, pegando-o totalmente desprevenido.
— Elisa..beta, eu..
— Fala, Darcy! Não achou que eu deveria saber?
— Na verdade, não. Achei melhor não.
— Como é? – Perguntou chocada.
— Elisabeta, entenda, não me achei no direito de falar algo tão íntimo de uma mulher, principalmente, sendo Briana. Contei a Charlotte e.. – Foi interrompido por ela.
— Então você achou melhor contar “ALGO TÃO ÍNTIMO” à sua irmã, porém não a mim?! Certo.. – falou cerrando os olhos, e, logo depois, sentou-se vagarosamente na cama. – Talvez não tenha total confiança em mim..
— Não é isso, meu amor! Por deus! Não é. Eu só não queria expôr Briana e Você. Temi pelo mal clima. Eu só quis evitar mais problemas. E, depois de negá-la, jamais iria sequer supor que tomaria uma sandice como aquela atitude do beijo. – Darcy segurava suas mãos, ajoelhado frente Elisabeta.
— Sabe qual o seu problema, Darcy? Você é cavalheiro demais! Educado demais! Sempre cai nas conversas de mulheres que se fazem de vítima. Sempre foi assim. Sempre acreditou e relevou as coisas da Susana. Agora Briana.. – Elisabeta levantou-se, irritada, afastando-se dele.
— Elisabeta! – ele soltou indignado.
Darcy, até aquele momento estava alheio ao verdadeiro sentimento de Elisa. No fundo, ela sabia que estava se roendo por imaginar ele com outra inteira ali, e nua, a sua disposição. Não suportava sequer imagina-lo com outra. Mas, ao parar para observá-la de repente tão fora de si, andando de um lado à outro, tudo fazia sentido. Elisabeta Benedito estava com ciúmes!
Darcy, sorrindo internamente, levantou-se ao seu encontro, pegou em suas mãos e disse:
— Ei, meu amor. Elisa.. me desculpa! Eu não queria nada disso. Não é falta de confiança, amor. Eu confio a minha vida a você! Eu só não soube abordar, foi tudo tão louco hoje. Eu pretendia, mas quando você chega tudo o que eu quero é passar o máximo de tempo em sua companhia.. eu simplesmente esqueço todos os problemas. Eu pequei contigo sim, mas não foi falta de confiança ou amor. Foi insegurança. – falou tudo pausadamente, fixado nos olhos dela.
Elisabeta tinha plena certeza que estaria entregue antes mesmo de ele terminar seu discurso. Darcy era assim, sempre conseguia desarmá-la. Agora, ali, tentava não olhar em seus olhos. Seu porto seguro. Não é que não acreditasse nele. Uma coisa que ela tinha total certeza nesse mundo era do caráter de Darcy, mas seu emocional nesse momento a dominava.
— Ei, amor.. vem cá. – Darcy pediu abraçando-a. – Você não confia em mim? Acha mesmo que eu tiraria proveito de um situação como essa? – Perguntou elevando delicadamente o rosto de Elisabeta, olhando nos seus olhos.
— Claro que confio. Mas fiquei chateada, desculpa. Até então não tinha sentido nada que não fosse pena de Briana, não a vejo como ameaça. Sua tia, sim. Briana, não. Mas não gostei de saber que você esteve com uma mulher nua na sua frente, Darcy, a verdade é esta! – falou de forma manhosa.
— Elisabeta Benedito, você está com ciúmes? Não acredito! — puxou-a para si com aquele maldito sorriso convencido. – Eu te amo mais que tudo, sabia?! — Beijo-a no pescoço. – Te amo – beijou-a no queixo. – Te amo – Beijou-a, por fim, na boca.
Um beijo simples e contido que foi ganhando proporções maiores; mais intenso, mais molhado, mais quente. Darcy puxou o cabelo dela com um pouco mais de firmeza. Ao quebrar o beijo, seguiu em direção ao pescoço dela, tirando-lhe o ar. Quando deram por si, ele já estava sentado na cama, sem colete e com a blusa semi aberta, com ela sobre o seu colo, uma perna em cada lado.
Elisabeta o beijava intensamente. Duramente. Uma mão puxava os cabelos dele, e a outra tentava arranhar o que conseguia. Era um misto de posse e domínio. Ele era seu. Inteiramente seu e queria deixar isso claro. Embora na maioria das vezes ele a dominasse na cama, ela também sabia tirar seu chão. E faria isso. A medida que as coisas iam se intensificando, Elisabeta mexia seus quadris sobre ele, o instigando, sentindo-o. Já era claro o estado de Darcy. Ele a queria e estava pronto.
Elisabeta pôde ouvir o ruído grave que ele deixou escapar e isso só a impulsionou a continuar seus movimentos. Darcy já estava a beira da loucura, necessitava dela. Elisabeta seria seu fim e a cada dia mais ele tinha plena certeza disso. Suas mãos a seguravam com força. Ora puxava seu cabelo, ora apertava suas nádegas e seios.
Aos poucos, Elisa empurrava o corpo pesado dele com o seu em direção a cama, deitando-o. Continuo montada nele, estrategicamente. Dali de cima, sorria vitoriosa, tirando de Darcy qualquer pensamento que ousasse surgir. O impedindo de tocá-la, Elisabeta começou a desabotoar e retirar suas próprias vestes, sem, no entanto, cessar seus movimentos sobre ele.
Após retirar suas roupas, Elisa ajudou-o com as dele, voltando, em seguida, a instigá-lo. Beijos e mordidas eram distribuídas no tórax dele, enquanto suas unhas arranhavam o que podia de seus braços. Direcionou então os beijos ao pescoço dele. Beijos molhados intercalados com leves chupões. Mas foi ao morder o lóbulo de sua orelha e sussurrar que ele a pertencia que Darcy perdeu qualquer sanidade que ainda restava.
De forma abrupta, ele puxou-a pela nuca em direção a sua boca. Um beijo quente, dominante, desesperado. Ele apenas a queria. Seu desejo por aquela mulher era algo inexplicável. As mãos dele agora a agarravam com mais ímpeto, sem qualquer delicadeza. Os seios macios dela em contato com sua mão grande era um convite maravilhoso a experimentar também com sua boca. E era exatamente o que faria.
Ao distraí-la, Darcy impulsionou seu corpo sobre o dela deixando-a finalmente a sua mercê. Não perdeu qualquer tempo, indo diretamente aos belos e deliciosos montes. Chupando-os, mordendo-os. Arrancando dela pequenas interjeições. Mas foi ao tocá-la mais intimamente e penetrá-la com seus dedos que Elisa gemeu alto.
— Você está tão pronta pra mim, amor! – Ele sussurrou no ouvido dela.
— D-Darcy, eu.. eu preciso.. hum.. – balbuciava.
Também sem mais aguentar, Darcy retirou seus dedos de dentro dela e, ouvindo pequenas lamentações, beijou-a mais uma vez, para, logo em seguida, finalmente penetrá-la como ambos queriam e necessitavam. Enquanto seus corpos se ocupavam de executar a dança da luxúria, suas almas se reconectavam, reafirmando o que nunca deixariam de saber. Eles apenas pertenciam um ao outro.
Em geral eles eram contidos durante o sexo, principalmente por na maioria das vezes nunca estarem completamente sozinhos. Porém, ao elevar a perna dela, e tocá-la em seu ponto mais sensível, Elisabeta esquecera os pudores, gemendo cada vez mais alto. Estava próxima, muito próxima de seu fim. Já conseguia sentir a onda em seu baixo ventre crescer, desnorteando-a.
— Amor, assim vão nos ouvir. – Grunhiu Darcy, mordendo seu ombro logo depois.
— Ótimo.. tomara que sua tia esteja ouvindo também. – conseguiu falar antes de pedi-lo para ir mais rápido, fincando suas unhas nas costas dele.
Darcy definitivamente estava amando essa Elisabeta ciumenta. Após intensificar suas investidas sobre ela, não demorou muito e ambos se entregaram a esplendorosa sensação do ápice do prazer. E, antes de se retirar de dentro dela, ele afastou os cabelos que caiam sobre o rosto de Elisabeta, olhou-a nos olhos, e disse:
— Eu sou inteiramente seu. De corpo e alma, Elisabeta. Eu te amo!
— Também te amo, meu amor! – Proclamou selando seus lábios em um beijo simples, porém repleto do maior dos sentimentos, o amor.
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